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sábado, 8 de outubro de 2011

Símbolos do, e no(s) Caminho(s) ... (de Santiago)



...Deste longo registo, escrito por altura do meu segundo Caminho de Santiago - Caminho Francês - podemos extrair vários pequenos textos, que poderão ser muito úteis a qualquer peregrino a Santiago, seja ele ciclista, pedestre ou outro.

O excerto agora transcrito para este post refere-se aos Símbolos que podemos encontrar no Caminho, ou que com ele são conotados :

Símbolos do, e no(s) Caminho(s) ... (de Santiago)

Esta representativa foto da porta principal da “Simbólica” Catedral de Santiago, ajuda-nos a perceber melhor a importância dos símbolos nos Caminhos de Santiago.

Tentarei de forma breve referir-me a alguns e às suas origens e utilizações.


Assim temos :

- A Vieira.

Esta forma, muitas vezes pintada em azulejos de diversos tipos, mas quase sempre a amarelo em fundo azul, guia-nos um pouco por todos os caminhos até à Catedral.

Por curiosidade (re)lembro que há caminhos e regiões que colocam a sua “dobradiça” (união das conchas), a indicar a direcção de Compostela e situações há, que usam precisamente o lado oposto para o fazer. Temos que entrar na ideologia de cada região ou caminho e estar preparado para mudar, pelo simples facto de termos transposto a linha que delimita uma freguesia. Podem pensar que estou a exagerar, mas como exemplo refiro a passagem entre as províncias das Astúrias e a Galiza em pleno Caminho do Norte, onde tal facto me deixou confuso.

Mas toda a importância que este objecto adquiriu ao longo dos tempos, está directamente ligada à casca do molusco bivalve, que habitualmente conhecemos na forma côncava.

Usando somente metade da “capa” do marisco, os peregrinos ficavam identificados como tal e usavam-na para poder beber água pelas diversas fontes ao longo do caminho, mas principalmente em casas, albergues e estalagens que lhes abrissem a porta para um pouco de comida, repouso e conversa.





- As Setas amarelas, ou “Flechas Amarillas”.

Foram-se tornando um símbolo dos Caminhos, através da sua cor, forma e fácil visualização.

São a marca mais vista ao longo dos trilhos e estradas, muitas delas em complemento aos azulejos das vieras ou em substituição destes. Hoje em dia, mesmo sem saber o rumo que determinado caminho toma, dificilmente nos perdemos, se estivermos minimamente atentos a estes pequenos traços de tinta amarela.

Colocadas em todo o tipo de locais e superfícies, como: - Postes de electricidade, pedras, árvores, sinais de trânsito, casas, muros, semáforos, ou mesmo no próprio chão, fazem-se notar com facilidade. No entanto e apesar de muito comuns, também as perdemos de vista por estarem escondidas ou porque circulamos descontraidamente em descidas onde a velocidade é bastante mais elevada (nas bicicletas). Por força dessa distracção, e ao não vermos uma determinada seta podemos perder algum tempo e “caminhar” um bom para de metros a mais. Nestes casos, e antes da tomada de consciência de que realmente estamos fora do Caminho, eu pessoalmente aconselho que, quando nos surgem as dúvidas, e depois de terem andado um, no máximo dois quilómetros sem verem nenhuma seta ou referência, voltem para trás, para o último ponto onde há uma marca fidedigna, e daí recomeçarem o vosso caminho. Muito provavelmente, e com a atenção redobrada iram aparecer as marcas que julgávamos inexistentes, mas que afinal apenas estavam tapadas ou pouco visíveis.

Quando circulamos em cidades, em que o movimento de pessoas é notório podemos sempre perguntar a alguém conhecedor, para retirarmos as nossas dúvidas. Mas também é nas cidades que nos “perdemos” mais vezes, não só porque os movimentos das marcas são mais frequentes, mas também porque existem muito mais motivos de interesse e distracção.




- O Cajado.

Por ser um apoio, um equilíbrio, uma defesa, ou mesmo um companheiro para qualquer peregrino pedonal, tornou-se numa referência do Peregrino, e está directamente associada a este em qualquer imagem. Faz parte dos acessórios básicos de um caminhante.

É assim desde os primórdios das peregrinações a Santiago e será sempre assim daqui em diante. Também por isso, mas principalmente pela sua enorme utilidade nos dias de hoje (há quem o substitua por sticks), é considerado um símbolo dos caminhos.

Alguns cajados, ainda hoje têm uma cabaça presa no seu topo para o transporte de água ou outro qualquer líquido. Este sim, um hábito já quase extinto. Por razões óbvias, os cantis de hoje são mais práticos e conservam os líquidos à temperatura desejada durante mais tempo.

Claro que para o Peregrino em Bicicleta, o Cajado, apenas tem uma conotação simbólica.




- O Chapéu.

Por ser um acessório obrigatório para quem anda um dia inteiro ao relento, ao sabor do sol ou da chuva, do calor ou do frio, o Chapéu é um elemento indiscutível. A sua utilização já vem de longe e já tomou várias formas. Mas a que mais conotamos com a imagem do Apóstolo Peregrino, é o de abas largas, em feltro, com um dos topos retorcidos para cima.





- A Espada-Cruz ou a Cruz-Espada?

Há quem diga que a cruz de Santiago originou a espada, mas também poder-se-ia pensar o oposto. - O que é mais verosímil? - Realmente é a primeira opção.

A espada de Santiago e o seu cognome de “Mata-Mouros” advêm muito à-posteriori, dos “milagres” que o Apóstolo teria realizado em prol dos reinos católicos, nas batalhas contra os povos invasores da Península, surgindo de espada em riste com o seu cavalo branco, nas batalhas campais entre os séculos X e o XV. A lenda aliás estende-se também à época de evangelização dos povos da América latina.

Temos portanto, que da lenda de Santo guerreiro surge-lha a espada, mas na realidade essa “arma” não era mais do que uma cruz. Existem algumas figuras do Santo, como estátuas, esculturas ou pinturas em que este está montado num cavalo com uma espada na mão a combater os mouros. Tal imagem nem sempre é bem aceite por algumas facções da igreja, chegando mesmo a ser considerada anti-ecuménica e anti-histórica. Muitos defendem a imagem santificada do apóstolo, com a sua indumentária de humilde Peregrino, onde se incluem a capa comprida, as sandálias de tiras, o chapéu de abas e o alto cajado.

Polémicas à parte, e tomando por base o que até nós chegou acerca de Santiago, temos que nos dias de hoje, um dos símbolos do Apóstolo de Compostela é sem margem para dúvidas, uma cruz espadária, ou se quisermos, uma espada crucífera, quer a queiramos ver como uma cruz em forma de espada ou, no sentido inverso.





- Compostelana.

Não há Peregrino que se preze que não queira a sua Compostelana. E não há (ou não deveria haver), Peregrino que já tenha efectuado um caminho de Santiago que não a tenha. Emoldurada ou simplesmente esquecida num qualquer canto.

É ela que comprova oficialmente, e depois de vistoriada a credencial, a passagem pelos “marcos” da Peregrinação, a caminho de Santiago de Compostela (final de todas as Peregrinações jacobinas, exceptuando a Fisterrana*).

É um documento carregado de simbolismo, em formato A4, onde, através de um texto explicativo, normalmente em latim, se identifica o Peregrino e o feito que acabou de cumprir.

Há dois tipos de Compostelana. Enquanto estamos no apoio ao Peregrino à espera de receber tal documento, é-nos distribuído um pequeno questionário onde temos que invocar a razão fundamental que originou tal Peregrinação. Essa razão pode ser, com fins católicos, católicos e de lazer, ou simplesmente por lazer. São essas opções que definem o “estilo” de Compostelana a que temos direito como Peregrinos.

* - Fisterrana. O mesmo que uma Compostelana, mas entregue em Finisterra, como prova desse Caminho (Santiago de Compostela - Finisterra).




- A Credencial.

Bem essencial a qualquer peregrino, tem como função primeira o comprovar da Peregrinação propriamente dita. Ao passar por pontos de referência como “ayuntamentos”, postos de turismo, esquadras de polícia, catedrais, igrejas ou simples capelas, desde que seja possível, o Peregrino deve ”sellar” (carimbar) a sua credencial. Mas especialmente nos albergues, com principal incidência naqueles em que vai pernoitar.

Esses carimbos recolhidos nas hospedarias e albergues servem para comprovar a nível oficial, pelas entidades reguladoras de apoio ao Peregrino, em Santiago, e no albergue de Finisterra, no caso da Fisterrana, a passagem pelas diversas terras do Caminho, legitimando assim a Peregrinação. Para que uma Peregrinação seja válida a nível oficial, e como já frisei, tem que ser percorrida numa distância mínima de duzentos quilómetros, no caso das Bicicletas, mas, e isto é um factor muito importante, tem que ter pelo menos dois carimbos por jornada (dia), na credencial.

Este documento, que acaba por ser o Bilhete de identidade do Peregrino, tem várias formas e origens. Os mais usuais são os da organização Xacobea, e podem ser adquiridos nos postos oficiais de apoio ao Peregrino; em muitos dos postos de turismo; em algumas localidades de passagem dos Caminhos, mas principalmente nos albergues, e especialmente naqueles em que damos inicio à nossa Peregrinação. Normalmente têm um custo simbólico de 1 ou 2 euros.

Para quem não tenha hipótese de arranjar um, também pode fazê-lo à mão, num simples pedaço de cartolina ou papel resistente. Desde que incluam os dados essenciais: O nome do Peregrino, um número de identificação, o modo como vai efectuar a Peregrinação, o local onde a vai começar e quando. Claro está, que terá que fazer constar os carimbos das passagens efectuadas pelo trajecto, para dar direito à Compostelana.





- Santiago-Maior.

Também conhecido por Santiago de Compostela, terá nascido em Bethsaida na Galileia, desconhecendo-se o ano. Segundo o Novo testamento bíblico será filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de São João Evangelista, seria pescador nos mares da Galileia. Conhecida é a data do seu falecimento, que terá ocorrido no ano 44 da nossa era, em Jerusalém.

Este apóstolo de Jesus Cristo, um dos doze, passou a ser venerado por toda a cristandade. Foi santificado e apelidado de Maior para facilmente se destrinçar de outros, como: - Tiago; Santiago Menor ou mesmo de Santiago o Justo.

É patrono de vários países. Com a Espanha à cabeça, também é o santo protector de inúmeras pátrias da América latina. Várias classes profissionais escolheram este santo para seu protector, entre elas temos: - Os Veterinários, os Cavaleiros (existe inclusivamente uma ordem militar com o seu nome) e os Farmacêuticos. Claro, que a razão pela qual é mais associado, é por ser patrono dos peregrinos.

A origem do seu nome, em latim Iocubus, derivou nas mais diversas formas, que chegam até aos nossos dias, dependendo da região onde o procuremos. Com o decorrer do tempo e a passagem das eras e das lendas a sua denominação foi variando, chegando até aos dias de hoje em leituras tão distintas quanto as línguas em que é conhecido, por exemplo: - Jakob (hebraico), é a forma como é tratado na Alemanha e um pouco por toda a Europa central e do norte; - James, é como lhe chamam nas ilhas britânicas; Em França, o já famoso Jaques ou San Jean; Outros, inclusive algumas regiões de Portugal apelidam-no de Jacó. Na própria Espanha, a denominação do Santo não é uniformizada, os Catalães por exemplo usam o Jácome (definição de Jaime) como principal forma de o intitular. Já pelo resto da Península, o actual Santiago derivou de Iago ou mesmo de Iaco por supressão do Ti.

O seu maior e mais emblemático santuário, é: - como todos sabemos - A Catedral de Santiago de Compostela, o que torna a cidade como o terceiro maior marco da cristandade actual, logo atrás de Jerusalém e de Roma.

A data a que se celebra nas comunidades católicas é o 25 de Julho.


GR

quinta-feira, 2 de junho de 2011

"A ORIGINAL"...

... Aquela que me leva todos os dias...

...E muitas vezes, não vou só!

Está há muito por publicar, este apontamento sobre a minha segunda bicicleta – Primeira, após o recomeço das minhas pedaladas, em 2004; - Só agora vai para o ar.

Bicicleta adquirida em segunda mão, no início dos anos noventa, a um amigo da rua, que por sua vez a tinha comprado na Loja das Bicicletas, em Benfica.

Para descrever o Objecto em causa, aproveitei os escritos do Caminho Francês que fizemos em 2006, mais especificamente a parte em que preparava a “carga” para a viagem, onde faço menção a esta autêntica geringonça.

Segue-se então mais um trecho dos excertos de; NézClinas a Pedais… - Voltar a criar Vontade de regressar :

Levantei-me cedo e fui à arrecadação, onde me dediquei a montar a bicicleta que tinha vindo embalada de Chaves. Havia que não descorar nenhum pormenor para que depois, já em viagem, não faltasse nada que não pudesse ser substituído no imediato ou pusesse a viagem em perigo. Assim, comecei a montar a minha bicicleta, uma “Touring” (acho eu) (Já confirmada em absoluto depois de encontrar um cidadão na oficina da Dechatlon à espera que lhe entregassem uma igual. Foi curioso relembrar como eram algumas peças de origem, nomeadamente o espigão de selim, os travões e o garfo rígido – que acabei por deixar em Pamplona – assim como os pneus originais, uns Michelin super cardados, que só deitei fora numa arrumação relativamente recente – Já se desfaziam à mão.) Que comprei há mais de quinze anos (como o tempo passa; Já foi há vinte!), em segunda mão a um amigo, pela módica quantia de trinta “contos”, e que para a altura não estava cara, não senhor.

Apesar de ser uma roda vinte e seis sem suspensão; ter o quadro em ferro (descobri à-posteriori, que é uma liga um pouco mais leve do que o ferro. Para a época, era um “achado”); cassete traseira de sete carretos, em que o maior só tem vinte seis dentes, o que não é uma grande ajuda para as subidas mais íngremes, tem o dom de ser a “minha bike”,e de até esta peregrinação nunca me ter deixado ficar mal.

Com o decorrer dos anos, com o avolumar de carga quilométrica que lhe fui dando, foi-se tornando imperioso fazer alguns melhoramentos e alguns “up grade’s”, tais como: - mudar os travões de origem, que eram uns “ Cantilever” para uns “V-Brake” da Shimano; colocar-lhe uma suspensão frontal que comprei na velha "IBA" da Columbano, e que mais tarde veio a comprovar-se não ser a mais adequada (depois disso, já lhe pus mais duas, e sempre com o mesmo resultado. Passado algumas centenas de quilómetros, ganha folga na cabeça. Apesar dos diversos apertos e reafinações, alguns, de amigos mecânicos, a solução nunca fica 100%. Estou mesmo tentado, um destes dias, a repor um garfo fixo. Só tenho pena, que depois do episódio de Pamplona, não tenha podido trazer a peça de origem); um espigão de selim com aperto rápido (ao qual tive que adicionar uns cones adaptadores, para a secção do tubo do quadro, kit arranjado na Dechatlon); entre outros melhoramentos.

Antes de todos estes incrementos agora descritos, e que foram aplicados entre 2005 e 2006, já antes lhe tinha feito uma mudança em grande parte da transmissão. Numa das minhas voltas pelo país, quando aproveitava as deslocações em digressão, para fazer algumas das mais belas voltas que dei pelo nosso território nacional, nas quais conheci muitos dos locais que hoje são referência geográfica para mim. Algumas dessas voltas/passeios já estão na minha página do WIKILOC, e futuramente serão transcritas para este Blog, num separador que criarei para tal efeito.

Foi assim que em Águeda (terra das bicicletas), numa deslocação que encetei a partir de Aveiro, não posso precisar se em 2004 ou 2005, adquiri uma K7 nova e a respectiva corrente para substituir as de origem, que entretanto, e na minha mão já tinha feito mais de seis mil quilómetros. Daqui posso constatar que a média quilométrica anual de sete mil quilómetros que costumo cumprir, já vem de há muito. Então nesse primeiro ano – no inverno não choveu um, - sim! Um único dia – andei que me fartei.

Voltando à montagem da bicicleta para a viagem em questão, mudei os pneus mistos que tinha montados para uns cardados da Michelin, (que por acaso são os de origem da Bike), para ter uma aderência maior nos terrenos técnicos; coloquei um selim de gel com respiração na zona sob a próstata, porque com o volume de horas e a sobrecarga de dias em cima do selim, há um desgaste muito grande que deve ser minorado tanto quanto possível; mudei os calços dos travões e verifiquei os apertos mais importantes.

Assim ficou a minha ginga, a Princesinha do agreste, como também é conhecida, desde essa altura. Depois disso, e além das já referidas suspensões frontais e dos inevitáveis consumíveis, pouco mais lhe alterei.

Com ela contínuo a pedalar, com ela sigo no meu dia-a-dia, em constantes e quase diárias viagens para/e do trabalho, e nas entregas dos meus petis, na escolinha. Primeiro o António que andou na cadeirinha até aos 5 anos e depois o Santiago, que já lá anda desde tenra idade.

Além das cadeirinhas de transporte de crianças, que colocamos na traseira, e frontalmente (sim, porque já cheguei a experimentar andar com os dois miúdos, um em cada cadeira), esta verdadeira heroína, já puxou por atrelados e volumes vários, que fui transportando no bagageiro, que quase sempre lhe tenho montado.

Recentemente apliquei-lhe a minha última invenção. – Limousine; - como os meus filhos lhe chamam. - Consiste em unir, através dum tubo especial (o “TrailGator”), uma bicicleta de criança (roda 20), há qual, ainda lhe aplicamos atrelada; uma carroça .

Para terminar, resta-me acrescentar que tal Veículo estará à beira de transpor a barreira dos vinte e cinco mil quilómetros percorridos. Em que mais de 95% foram pelas minhas pedaladas.

– Já está a ficar cansada…Estará?


Algumas Fotos para ilustrar esta "Relíquia" :

...Das passagens mais radicais que este objecto já terá transposto. - Estamos a falar de uma bicicleta de ferro, sem qualquer tipo de suspensão!
- Depois disto, ainda fez o Caminho Francês (viagem a que se referem parte destes escritos) e outros que tais.
Mais tarde, acabei por lhe suprimir o garfo fixo. - Hoje digo-o sem pejo- Foi um erro...



- Cá está ela! Na preparação da Primeira Peregrinação a Santiago de Compostela - Caminho Português por Braga.

-"Tenrinho"...



...Numa das variadíssimas voltas pelo país. Aproveitando as deslocações em trabalho. -Aqui, em plena Serra da Estrela.
Volta no WIKOLOC (ganda maluco...)



Depois de já o ter feito até Montemor-o-Novo. Voltei à "carga", para ir trabalhar em Évora. A segunda grande viagem destes alforges. Depois disso, muitos milhares...Um grande reforço, restauro e remendo, ainda estão vivos e prontos para as curvas.



Praia, Parque infantil, Ciclovia, Belém - Trafaria, Filhos, Atrelado... -DIVERSÃO!




Mais uma Tornée pelo Portugal cultural.



Uma das primeiras aventuras desta bike e do seu dono... Desde Bragança, até Montesinho (aldeia e Parque Natural), França (aldeia), Espanha (fronteira e Barragem de Serra Serrada).



Eternos; Inesquecíveis... Mas repetiveis; PIRINÉUS!



...Em pleno Caminho Francês. Com toda a Carga possível e imaginária...
Felizmente que os tempos mudaram...lolol...



...San Jean Pier de Port (Pirinéus Franceses)... Início do Caminho Francês de Santiago de Compostela.



Um marco histórico, mas já distante...lolol
...Por esta altura ainda não viajava com o meu tablier completo...lololol


...Algumas das aventuras a que esta Bicicleta está sujeita...


GR


sexta-feira, 27 de maio de 2011

Dicas para uma viagem de BIKE com alforges. Parte 4.3 (conselhos e truques. - Terminada a jornada.)


Mais uma vez, este post é parte integrante de um grupo de mensagens, algumas já publicadas, e de onde sairão outras tantas. Todas derivadas de Viagens / Peregrinações efectuadas anteriormente.

Que este trecho é o 4º na sua sub-secção 3ª, correspondendo aos conselhos e truques para uma viagem com alforges; - Terminada a Jornada.
Tratam-se de meros pensamentos, há muito escritos no "NézClinas a Pedais; - Voltar a criar vontade de Regressar"(Link de excertos), que, com o passar do tempo e das viagens propriamente ditas, foram sendo comprovados e/ou melhorados.

Para tal, e quando se justifica, Têm um apontamento extra.

Aqui fica mais uma passagem dos CONSELHOS E TRUQUES :


Sempre que possível, no fim das jornadas, e se para isso houver hipótese, deve lavar-se a Bicicleta por alto. Como sabem, não devem usar aquelas pistolas de pressão (tipo “Elefante azul”). Estas tornam-se fatais para os cubos, os das rodas, os pedaleiros, e de uma forma geral para todo o equipamento que tenha lubrificação. Como será fácil de constatar, e já que quase tudo o que “mexe” a Bicicleta tem lubrificante, é imperativo não usar este tipo de lavagem. A água quente, aliada à pressão, ao detergente, e à proximidade com que usualmente se movem as pistolas, “sacam” todo e qualquer resíduo mas também retiram os produtos necessários ao normal funcionamento do veículo. Para isso, e quando digo limpeza por alto refiro-me a uma passagem com água fria ou tépida em toda a Bici usando um pano ou mesmo a mão para retirar a maior parte dos resíduos do quadro, mas principalmente para lavar rodas, pneus e, de forma geral toda a transmissão. Após estas passagens devem-se deixar secar as peças antes de lhes voltarmos a aplicar um lubrificante específico. Aconselho o uso de um destes dois produtos; O Óleo fino (o das máquinas de costura, serve perfeitamente), ou, um pouco mais dispendioso, o Teflon. Ambos têm vantagens e desvantagens, vou mencionar apenas uma de cada, deixando a escolha ao critério de cada utilizador. Temos então que, o Teflon, além de ser caro, seca rápido com lama e água, mas por outro lado desgasta menos material e deixa a corrente num “brinco”. Enquanto o óleo, é mais duradouro e fiável mas deixa a corrente toda suja por atrair todo o tipo de poeira e sujidade, que causa as já habituais marcas nas mãos e roupa.

Devemos não permitir que se acumulem sucessivas camadas de lama, que se tornam cada vez mais difíceis de remover das superfícies. Este desleixe pode pôr os componentes móveis da Bicicleta em risco. Situações há em que para se retirarem tais camadas temos que recorrer a produtos de limpeza especiais.

Outra das vantagens de ter a bicicleta limpa é na provável abertura de pneus para remendar furos ou para a mera substituição de uma câmara-de-ar. Imagine-se (a mim já me aconteceu… Uf!) querer remendar um furo com os aros completamente carregados de lama e terra e o pneu coberto de barro e argila, em que do cardado, nem se vislumbra o desenho. – Não é fácil!

(...E mais não digo....lol). - Por agora!


GR





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dicas para uma viagem de BIKE com alforges. Parte 4.2 (conselhos e truques. - Com a bicla às "costas")

Mais uma vez, este post é parte integrante de um grupo de mensagens, algumas já publicadas, e de onde sairão outras tantas. Todas derivadas de Viagens / Peregrinações efectuadas anteriormente.

Que este trecho é o 4º na sua sub-secção 2ª, correspondendo aos conselhos e truques para uma viagem com alforges; - Com a Bicla às "costas"!
Tratam-se de meros pensamentos, há muito escritos no "NézClinas a Pedais; - Voltar a criar vontade de Regressar"(Link de excertos), que, com o passar do tempo e das viagens propriamente ditas, foram sendo comprovados e/ou melhorados.

Para tal, e quando se justifica, Têm um apontamento extra.

Aqui fica mais uma passagem dos CONSELHOS E TRUQUES :

Na progressão, existem variados gestos ou precauções que nos podem ajudar.

Por exemplo, quando temos que subir uma ladeira com a Bicicleta à mão, puxando pelo conjunto, sem perder o equilíbrio, é aconselhável usar uns sapatos para BTT com rasto (desenho na sola) e com pitons. Estes ajudam a melhorar a aderência ao solo, quer seja rochoso (encaixam-se) ou lamacento (calcam).

Ainda há outra maneira de melhorar a performance e desgastar menos o físico e a “psic” quando temos que puxar pela “ginga”, Refiro-me à forma e local onde colocamos as mãos. Se tivermos ambas no guiador, a progressão não é tão controlada como se estiver uma num punho, para “guiar” o veículo, e a outra atrás do selim para exercer a força maior, neste caso a tracção. Se o trajecto o permitir, gosto de puxar a Bicicleta do lado esquerdo. Se o fizerem ao contrário, ainda será mais ajustado. Por um factor de explicação lógica. Ao ter a mão direita no guiador, e por termos um ou dois dedos “alerta” no travão, temos alta probabilidade de controlarmos todo o peso, já que o bloqueio em causa é o traseiro. Por seu lado, e na maioria das pessoas (destras), o nosso braço esquerdo terá menos força para rebocar a maioria do peso do bloco, e o seu ponto de ancoragem, o selim.

Por vezes o peso do grupo Bicicleta/carga e o acentuado declive do terreno ou algum obstáculo de grande envergadura (Ex. para quem conhece: - A Serra da Labruja, no Caminho Português. Depois de ponte de Lima) fazem com que todo o conjunto, incluindo o/a Ciclista tenha que parar, algumas vezes, até recuar. Aí é indispensável travar. Se não o fizermos incorremos no risco de ter que largar a Bicicleta - para não cair em conjunto com ela - com tudo o que tal acção acarreta de dano e chatice.

Para mim, e quando a progressão é impossível em cima da bicicleta, tento escolher um ritmo de progressão, usando as dicas expostas e, de vez em quando fazer uma pequena pausa para respirar (inspirar/expirar) repondo forças. Pode eventualmente haver quem julgue que tais situações surgem esporadicamente. - Pelo contrário, podem ter a certeza que são isso sim, bastante frequentes. Não quero com isto desmotivar, nem desmobilizar ninguém, apenas refiro que tais situações existem e que devemos estar preparados para elas. Independentemente da força ou técnica de cada indivíduo, há realmente obstáculos para os quais temos que apear (... E carregar com a bicla às "costas"...).


DICA SOLTA:

Frequentemente paramos para beber água em todo o tipo de fontes e chafarizes. Nessa altura, e caso não sejam de água corrente e não tenham nenhum aviso, por ser imprópria para consumo, pensem em abrir as torneiras e deixar correr abundantemente durante uns segundos. As aplicações a tal atitude são várias e passam por: - tentar que a água fique mais fresca no verão, Menos fria no inverno, e principalmente, que saiam algumas impurezas e bichos que se costumam alojar dentro das torneiras, quando estas têm pouco uso. (...só mesmo para...)


GR



quinta-feira, 12 de maio de 2011

Dicas para preparar uma viagem de BIKE com alforges. Parte 4.1 (conselhos e truques. - Tudo pronto para arrancar?)


Para não me estar a repetir outra vez, apenas devo dizer que este post é parte integrante de um grupo de mensagens, algumas já publicadas, e de onde sairão outras tantas. Todas derivadas de Viagens / Peregrinações efectuadas anteriormente.

Que este trecho é o 4º na sua sub-secção 1ª, correspondendo aos conselhos e truques para uma viagem com alforges; - Tudo pronto para arrancar?

Tratam-se de meros pensamentos, há muito escritos no "NézClinas a Pedais; - Voltar a criar vontade de Regressar"(Link de excertos), que, com o passar do tempo e das viagens propriamente ditas, foram sendo comprovados e/ou melhorados.

Para tal, e quando se justifica, Têm um apontamento extra.

Aqui fica mais uma passagem:

Conselhos e truques

Numa peregrinação em Bicicleta, um pouco como tudo na vida, existem pequenos truques, digamos que será uma parafernália de pequenas acções, que quando bem aplicadas nos podem livrar de um monte de sarilhos e atrasos sempre desagradáveis para quem viaja com uma bicicleta de todo o terreno com alforges.

O meu objectivo com estas insignificantes dicas, não é de todo, inibir a resolução dos problemas que nos surgem quando andamos de Bicicleta com a mobília às costas, se o fizesse seria de um temendo egoísmo, pois eu sei, ou deveria saber que, por aventuras como estas tudo deve ser explorado à maneira de cada um de nós, e as dificuldades transpostas com os meios que estão à nossa disposição naquele momento e para aquele efeito. Foi assim que fizeram comigo quando me aventurei pela primeira vez num Caminho de Santiago, que também era a minha estreia em viagens de Bicicleta com a duração de mais que um dia. Posso agradecer (mais uma vez) ao nosso amigo César, por não me ter revelado grande parte da “mística” duma progressão de vários dias, isto, apesar das minhas constantes interrogações. Coisas do estilo; o que é que devo levar, será isto adequado ou ficará melhor com aquilo, etc, etc.

Por isso, apenas descrevo alguns dos que diariamente me ocorrem e uns certos “busílis” com que “esbarro” consecutivamente, e aos quais nem sempre damos a importância devida.

De certa forma, tal memorando também me serve, já que muitas e muitas vezes cometemos os mesmos pequenos erros, por querer sair mais depressa pela manhã ou por alguma preguiça em efectuarmos um pequeno gesto, que num futuro breve nos será indispensável ou mesmo crucial.

Então cá vai: - Pela manhã, devemos arrumar os alforges para que os apetrechos que possam vir a ser usados durante o dia fiquem no topo do bagageiro. Por exemplo, uns chinelos, se for necessário atravessar um pequeno riacho (Ui, os chinelos. Às vezes mais vale ir descalço. Mas atenção aos objectos cortantes e principalmente ao lodo), uma protecção para a chuva. Um protector solar, etc. Numa bolsa à parte, se possível presa algures na Bicicleta - no meu caso levo sempre uma frontal que prendo no guiador - devemos pôr aquelas coisas que estamos permanentemente a usar, e das quais, se não soubermos o paradeiro, perdemos tempos infinitos à procura. Exemplos: - A carteira, a máquina fotográfica, o telemóvel, etc.

Nas bolsas laterais dos alforges devemos ter, além dos inevitáveis “dodot´s” (duma utilidade mais do que comprovada), um plástico que sirva para tapar a carga em caso de chuva, e uns elásticos ou corda para o prender e para não andar a roçar e a fazer barulhos sempre incomodativos. No meu caso, e depois de várias experiências, umas com mais sucesso do que as outras, acabei por adoptar uma versão à base de: - Um saco do Ikea, daqueles grandes, de plástico resistente e um elástico dos grossos com ganchos na ponta. É claro que cada um deve escolher conforme a sua carga, a melhor forma de efectuar esta operação e testá-la antes. Não se esqueçam que quando começar a chover, em que estamos a ficar todos molhados, a capacidade de raciocínio escasseia.

Devemos ter o cuidado de prender muito bem todos os apêndices que não façam parte da bicicleta “em si”, tais como bolsas, alforges, luzes, bombas, cantis, etc, para que estes não nos causem transtornos do estilo: - Prenderem-se aos galhos ou às silvas, saírem do sítio e caírem, ou até provocarem o desequilíbrio da bicicleta e da forma de a guiarmos. Já para não falarmos dos barulhos que normalmente alguns deles fazem, tão irritantes que nos levam quase sempre a parar para os resolvermos, provocando uma perda de tempo desnecessária.


Para breve, mais pensamentos escritos...


GR


domingo, 8 de maio de 2011

Dicas para preparar uma viagem de BIKE com alforges. Parte 3 (preparação da Bicicleta)

...E a saga contínua...

Repito aqui o texto introdutório do POST ANTERIOR, para que o trecho seguinte, parte integrante deste assunto no seu capítulo 3º, possa ficar enquadrado com a temática em causa, e, para prestar toda a informação a quem aceda somente a esta mensagem, sem ver ou sequer ter conhecimento que este post é parte de um grupo, contendo informação sobre o separador; DICAS PARA PREPARAR UMA VIAGEM DE BIKE COM ALFORGES.

Outro(s) dos posts que tenho por aqui em rascunho, e que há muito está por publicar; Refere(m)-se a alguns excertos de um certo livro (ou uns escritos pessoais, se assim o quisermos…), em que por jeito de brincadeira, mas também por necessidade interior, de certa forma incentivada por alguns Amigos de pedaladas, onde obviamente se destaca o meu colega de tantas aventuras e co-autor adormecido deste blog (em hibernação, será mais correcto).

Não só, mas também, por tais escritos corresponderem na sua generalidade a um certa peregrinação que eu e o “ZebroCLINAS” efectuamos pelo Caminho Francês de Santiago… aqui atrasado, mais precisamente em finais de Agosto de 2006.

Totalmente enquadrados num separador, que, apesar de há muito presente neste blog, nunca deve ter sido explorado pela grande maioria de vós… Leitores. – De seu título: Excertos do: - Voltar a criar vontade de regressar. Em que aos poucos e sempre que se tem justificado, tenho exposto algumas partes desse tratado.

Pois, o que me volta a trazer a este separador, é, mais uma vez, a vontade de partilhar, agora que a época das chuvas vai passando e que vêem aí os projectos à muito programados por alguns (…e cada vez mais…) de nós; - Ciclistas aventureiros, que eventualmente planeiem fazer um viagem de bicicleta com/ou sem o auxilio de alforges.

Por ter consciência que a minha experiência neste ramo, de há muito alimentada por quem tem mais rodagem, e que por uma razão ou outra me foi passando alguns dos seus conhecimentos, acho agora (…e sempre…) que devo partilhar tais ideias, e esperar que estas possam ser factor de ajuda a outrem, que por alguma razão, tenha dúvidas na preparação dos ditos projectos, ou simplesmente para alimentar a curiosidade, quiçá, aguçar a vontade para criar algo.

Aqui vai :

(Estes escritos são de 2006, logo, muitos dos pontos vão merecer um ou outro apontamento, por estarem desenquadrados na época ou no espaço)

Há alguns pormenores a ter em conta na preparação da bicicleta para uma viagem deste tipo (tudo o que seja mais de dois dias), tais como: - Usar pelo menos dois cantis de água, se possível dos grandes, porque há períodos em que não se encontra qualquer tipo de abastecimento líquido, sólido ou do que quer que seja, especialmente se a viagem for, como foi o caso, no período quente (muitos de vós/nós já usam o camelbak, eu próprio, já o fiz inúmeras vezes, mas confesso que estou tentado a ir deixando de usar. Por muito boa vontade que queira ter, não há como o conforto de não ter nenhum extra nas costas); Lanterna de cabeça; Luz para a bicicleta (nunca se sabe se não será necessário andar de noite, ou de manhã, tão cedo que o sol ainda não tenha nascido); guarda-lamas; óleo extra para a corrente; uma capa porta mapas, com os respectivos lá dentro, além da informação que se consiga reunir acerca das regiões e populações com as quais vamos ter contacto, assim como as suas culturas e os seus costumes, as suas comidas, etc., etc; fotocópia dos documentos importantes que devemos guardar, separados dos verdadeiros; um pequeno saco térmico onde pomos a alimentação para o percurso; oleado ou uma manta impermeável, no caso de ser necessário tapar os alforges ou abrigar da chuva (sem dúvida que os sacos de plástico azul do "IKEA" são os melhores. Com uma pequena adaptação, encaixam que nem uma luva, tapando o conjunto de colchão e alforges); um pouco de corda ou elástico grandes, muitas vezes é preciso atar algo e não se sabe com o quê, ou mesmo estender uma roupa; convém também que a bicicleta tenha um descanso, porque paramos muitas vezes por todo tipo de razões, e nem sempre há um local para encostar a bici, esse descanso deve ser de apoio traseiro (nos tubos anteriores de suporte da roda de trás) para poder equilibrar a bicicleta quando esta tiver os alforges montados (cuidado com ESTES, da dechatlon. Eu já tive três, e rasgaram-se todos no mesmo sítio. O interior é em borracha, e com o peso, cedem. Se estiverem na garantia e fizerem um "choradinho" - o cartão dechatlon dá uma ajuda - pode ser que consigam um novo. No meu caso, já mudei de marca. Já estava farto. Estou a experimentar uns da Berg, que adquiri na Sport Zone, em promoção. Mesmo assim, tive que lhes fazer uma grande adaptação); essencial é também, a grelha de suporte para os alforges, onde estes vão assentar e que irá suportar todo o tipo de carga necessária para além dos referidos alforges, grelhas essas, que normalmente têm como limite de tolerância os vinte e cinco quilos; raios extra para as rodas, devem fazer parte das reservas nestas situações, habitualmente vão presos por baixo do tubo horizontal do quadro com um pouco de fita adesiva, (é daquelas coisas que raramente se usa mas que pode safar uma viagem, digo isto por conhecimento de situações anteriores); por dentro do quadro pode também colocar-se uma bolsa que leve os pertences de utilização mais frequente e rápida, tipo carteira e telemóvel por exemplo; calços de travão de reserva, se estiver tempo chuvoso, um par de calços pode durar apenas um dia ou uma descida mais acentuada (ou pastilhas, se para o caso tiverem discos); os pedais podem ser de encaixe ou mistos, dependendo das preferências de cada um (o que tenho adoptado nas ultimas viagens, é levar os pedais de encaixe normais, mas ter umas plataformas de plástico da shimano de reserva. No caso de os sapatos se danificarem).

Para se ter uma pequena noção do que é que eu estou a falar, e porque muitas vezes é difícil descrever certos pormenores, aqui ficam umas fotos ilustrativas:


Cá está ela... Foi esta a bicicleta que usei para o Caminho Francês, em 2006.


...Nessa viagem, em plenos Pirinéus...


...Numa manhã, perto de Sahagun.


O envelope que fiz para viajar de comboio.


...Hoje em dia as coisas já são um pouco diferentes...


Em breve virei aqui falar um pouco das bicicletas que me têm acompanhado, mas principalmente duma, que está comigo há mais de vinte anos, e que me segue em tantas aventuras. Uma delas é a que ficou referenciada neste post, o Caminho Francês, outras passam-se no dia-a-dia, já que é com ela que me desloco na cidade.
- Sempre pronta; A princesinha do agreste, ou a bicicleta do amolador, como alguns mais próximos a apelidam.

GR



sábado, 7 de maio de 2011

Dicas para preparar uma viagem de BIKE com alforges. Parte 2 (carga nos alforges)


Repito aqui o texto introdutório do POST ANTERIOR, para que o trecho seguinte, parte integrante deste assunto no seu capítulo 2º, possa ficar enquadrado com a temática em causa, e, para prestar toda a informação a quem aceda somente a esta mensagem, sem ver ou sequer ter conhecimento que este post é parte de um grupo, contendo informação sobre o separador; DICAS PARA PREPARAR UMA VIAGEM DE BIKE COM ALFORGES.

Outro(s) dos posts que tenho por aqui em rascunho, e que há muito está por publicar; Refere(m)-se a alguns excertos de um certo livro (ou uns escritos pessoais, se assim o quisermos…), em que por jeito de brincadeira, mas também por necessidade interior, de certa forma incentivada por alguns Amigos de pedaladas, onde obviamente se destaca o meu colega de tantas aventuras e co-autor adormecido deste blog (em hibernação, será mais correcto).

Não só, mas também, por tais escritos corresponderem na sua generalidade a um certaperegrinação que eu e o “ZebroCLINAS” efectuamos pelo Caminho Francês de Santiago… aqui atrasado, mais precisamente em finais de Agosto de 2006.

Totalmente enquadrados num separador, que, apesar de há muito presente neste blog, nunca deve ter sido explorado pela grande maioria de vós… Leitores. – De seu título: Excertos do: - Voltar a criar vontade de regressar. Em que aos poucos e sempre que se tem justificado, tenho exposto algumas partes desse tratado.

Pois, o que me volta a trazer a este separador, é, mais uma vez, a vontade de partilhar, agora que a época das chuvas vai passando e que vêem aí os projectos à muito programados por alguns (…e cada vez mais…) de nós; - Ciclistas aventureiros, que eventualmente planeiem fazer um viagem de bicicleta com/ou sem o auxilio de alforges.

Por ter consciência que a minha experiência neste ramo, de há muito alimentada por quem tem mais rodagem, e que por uma razão ou outra me foi passando alguns dos seus conhecimentos, acho agora (…e sempre…) que devo partilhar tais ideias, e esperar que estas possam ser factor de ajuda a outrem, que por alguma razão, tenha dúvidas na preparação dos ditos projectos, ou simplesmente para alimentar a curiosidade, quiçá, aguçar a vontade para criar algo.


Aqui vai :

(Estes escritos são de 2006, logo, muitos dos pontos vão merecer um ou outro apontamento, por estarem desenquadrados na época ou no espaço)


Nos alforges cada um leva o que quiser, mas coisas há, que são mais importantes que outras, atenção no entanto ao peso, e ao que é supérfluo. Deixo aqui algumas sugestões:

- Quanto à roupa: - Roupa interior confortável e em quantidade suficiente para se poder ter uma opção enquanto não houver hipótese de lavar e/ou secar (Cada vez vou reduzindo mais. Passei a levar uma ou duas, dependendo dos dias de viagem. Essencial é uma t-shirt térmica. Serve para as duas funções, não só para as noites e para dormir, se o frio estiver presente, como para vestir por dentro das camisolas de ciclismo, quando é com muito frio que temos que pedalar....E como já me ocorreu diversas vezes...); duas ou três mudas de ciclismo, com as respectivas camisolas anteriormente descritas (No POST ANTERIOR); calções; meias de desporto; corta-vento; uma “sweat-shirt”; um par de ténis, ou calçado alternativo ao da jornada; um par de calças ou bermudas, se o tempo estiver para isso; e muito importante: - O fato de banho.

- Quanto aos acessórios: - Há aqueles mais óbvios, como o saco-cama; colchão; chinelos; uma toalha (desde há muito que adoptei aquelas de micro-fibras, pequena. Além de não ocuparem espaço, não pesam. O único inconveniente é que se passa algum frio no acto da secagem... É uma questão de sermos rápidos...); bolsa com produtos de higiene (Tento ter o mais possível em miniatura); a máquina de fotografar ou a de filmar, ou mesmo as duas. Há também aqueles objectos que muitas vezes não achamos importantes e que podem vir a ser de grande utilidade, além de não acarretarem um acréscimo de peso por ai além, e que são: - Um batom protector dos lábios para o sol e para o frio; aspirinas; uma bolsa de primeiros socorros; papel higiénico, (normalmente usa-se um rolo já insertado e mesmo assim espalma-se para ocupar menos espaço) (fui suprimindo este item, já que os "dodot's" fazem tudo); uma bolsa pequena de “dodot’s” será certamente de uma utilidade a toda prova; molas para estender a roupa, ou mesmo para prender o oleado (Também há muito que não me acompanham. A roupa entala-se por entre a corda, e o oleado estica-se com elásticos); uma pequena caixa com algum detergente para a roupa; um bloco de notas e um lápis pequeno, (os do “Ikea” são perfeitos), e algumas barras de cereais ou algo para ingerir no caso de necessidade. Gastando algum dinheiro podem adquirir-se alguns produtos, que por vezes consideramos luxo, mas que em caso extremos podem revelar-se de uma importância enorme, como: - Embalagens de pó hidratante que misturamos com a água, e uns sacos de gel recuperador. Todos os elementos descritos, e outros que achem importantes e que por alguma razão, não venham aqui relatados, devem viajar dentro de sacos de plástico, que protegem no caso de chuva, ou mesmo do próprio pó que se introduz por todo o lado.

De uma forma geral devemos levar tudo o que nos for útil sem que ocupe muito espaço, e claro está, não seja demasiado pesado. É que agora (Nas viagens com alforges), quando falamos de peso, referimos quilos e não gramas como alguns ciclistas com ideias mais radicais e com maior poder económico costumam referenciar. De qualquer das formas, decidimos anexar uma das listas que usamos como auxiliar de memória na preparação de uma viagem deste calibre.


Listas para Santiago

Diversos

Saco cama + Colchão + Almofada + Chinelos + Toalha pequena + Bolsa higiene c/ after sun, baton cieiro, aspirinas + Papel higiénico + Sabonete + Dodot's pequenos + Caixa c/ detergente + Molas (poucas) + Bolsa de 1º socorros + Óculos escuros + Petzel c/ pilhas novas + Telemóvel + Carregador + Auricular + Reflectores braços + Colete + Mapa + Plano autoroute + Fotocópias percurso (Hoje em dia este dois itens são sustuidos pelo GPS)+ Documentos + Bloco de notas + Lápis + Gravador de áudio + Maq. Foto ou Filmar + Polar (Relógio)+ banda do peito + Barras de cereais + Bolachas + Sacos de plástico (roupa) + Alforges + Bolsas + Porta mapa + Luz da bicicleta + Bomba + Bolsa de remendos + Letherman + Botijas de água ou Camel bag + Bolsa de ferramenta c/ óleo fino + Raios extra no quadro + Protecção p/ alforges (chuva)


2/3 Mudas de ciclismo c/ Camisola de ciclismo + Calções de licra + Meias + Corta vento + cuecas + t-shirts + 1 sweatshirt + 1 Par de ténis + 1 Par de sapatos de ciclismo + 1 Par de calças ou bermuda + Fato de banho


GR


Dicas para preparar uma viagem de BIKE com alforges. Parte 1 (equipamento do Ciclista)


Outro(s) dos posts que tenho por aqui em rascunho, e que há muito está por publicar; Refere(m)-se a alguns excertos de um certo livro (ou uns escritos pessoais, se assim o quisermos…), em que por jeito de brincadeira, mas também por necessidade interior, de certa forma incentivada por alguns Amigos de pedaladas, onde obviamente se destaca o meu colega de tantas aventuras e co-autor adormecido deste blog (em hibernação, será mais correcto).

Não só, mas também, por tais escritos corresponderem na sua generalidade a um certa peregrinação que eu e o “ZebroCLINAS” efectuamos pelo Caminho Francês de Santiago… aqui atrasado, mais precisamente em finais de Agosto de 2006.

Totalmente enquadrados num separador, que, apesar de há muito presente neste blog, nunca deve ter sido explorado pela grande maioria de vós… Leitores. – De seu título: Excertos do: - Voltar a criar vontade de regressar. Em que aos poucos e sempre que se tem justificado, tenho exposto algumas partes desse tratado.

Pois, o que me volta a trazer a este separador, é, mais uma vez, a vontade de partilhar, agora que a época das chuvas vai passando e que vêem aí os projectos à muito programados por alguns (…e cada vez mais…) de nós; - Ciclistas aventureiros, que eventualmente planeiem fazer um viagem de bicicleta com/ou sem o auxilio de alforges.

Por ter consciência que a minha experiência neste ramo, de há muito alimentada por quem tem mais rodagem, e que por uma razão ou outra me foi passando alguns dos seus conhecimentos, acho agora (…e sempre…) que devo partilhar tais ideias, e esperar que estas possam ser factor de ajuda a outrem, que por alguma razão, tenha dúvidas na preparação dos ditos projectos, ou simplesmente para alimentar a curiosidade, quiçá, aguçar a vontade para criar algo.


Aqui vai :

(Estes escritos são de 2006, logo, muitos dos pontos vão merecer um ou outro apontamento, por estarem desenquadrados na época ou no espaço)

Em relação ao equipamento, cada um deve usar o seu gosto pessoal como barómetro, devendo precaver, claro está, todas as protecções mais importantes e ajustadas. No meu caso costumo usar o que vou agora começar a exemplificar: - O CAPACETE, é, não só essencial como OBRIGATÓRIO, cada um escolhe o que melhor lhe aprouver desde que esteja dentro das normas; uns óculos escuros, se possível com possibilidade de trocar as lentes (claro/escuro), para situações em que a luminosidade seja variável, de vez em quando nos bosques as lentes mais claras dão jeito pelo facto da folhagem provocar muita sombra; um relógio tipo “Polar”, com batimentos cardíacos é o ideal, é sempre bom mantermos a nossa forma física vigiada; reflectores nos braços; Luvas de ciclismo, com dedos, ou sem, consoante a temperatura; uma camisola de ciclismo, com poros de respiração e gola, se tiver bolsos atrás, melhor; uns calções acolchoados, ou calças justas se estiver frio e umas botas de ciclismo com a sola dura mas com boa respiração e com encaixes se for o caso. (Em relação a este trecho, não há muito a alterar. Também por ser um pouco óbvio. Em todo o caso, devo salientar que hoje em dia já não vivo sem os encaixes nos pedais. É assim que pedalo, quer na estrada ou em BTT. A única situação em que não uso tal apetrecho é quando ando de bicicleta pela cidade, nas voltas rotineiras do dia-a-dia. Não só, pelo facto de muitas vezes transportar o meu filho mais novo numa cadeirinha traseira, mas também, por andar constantemente próximo de carros e passeios, onde qualquer desequilíbrio seria "a morte do artista".)


GR