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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

VVP - Verdadeira Volta a Portugal em Estrada - 2200 km - 12 dias - 28000 a. a.





Esta verdadeira Volta a Portugal começou como se fosse um habitual treino pela marginal e acabou por ser uma volta fechada pelas proximidades das linhas limítrofes de Portugal continental. Foi sem saber quantos dias tinha nem até onde podia evoluir que fui avançando etapa a etapa, terra a terra até perfazer estes quase 2200 km de muita dificuldade e recompensa. foram cerca de 190 km diários de média, onde - salvo erro - só não ficaram contemplados os distritos de Santarém e Viseu. Para este projecto foram usadas 10 pousadas da juventude para pernoitar, só não aconteceu em Alandroal, por não haver nenhuma num raio muito grande. De resto foi assim em Areia Branca (Lourinhã), Aveiro, Vila Nova de Cerveira, Vilarinho das Furnas (Gerês), Bragança, Vila Nova de Foz Côa, Castelo Branco, Alcoutim, Portimão e Almograve. Por etapas e terras mais importantes ficou assim ordenado neste périplo: 1ª Etapa - Lisboa, Damaia - Praia da Areia Branca, com passagem em:Estoril Sintra, Ericeira, Santa Cruz e Lourinhã. 2ª Etapa - Praia da Areia Branca - Aveiro, com passagem em: Serra D'el Rei Óbidos , Caldas da Rainha, Alfeizerão, Nazaré, São Pedro de Moel, Praia de Vieira, Monte Redondo, Carriço, Lavos, Figueira da Foz, Serra da Boa Viagem, Quiaios, Bom Sucesso, Mira, Vagos, Ílhavo e Aveiro. 3ª Etapa - Aveiro - Vila Nova de Cerveira, com passagem em: Esgueira, Estarreja, Ovar, Esmoriz, Espinho, Gaia, Porto, Matosinhos, Leça, Vila do conde, Póvoa de Varzim, Fão, Esposende, Neiva, Viana do castelo, Vila Praia de Âncora, Moledo, Caminha e vila Nova de Cerveira. 4ª Etapa - Cerveira - Campo do Gerês, com passagem em: Valença, Melgaço, Castro Laboreiro, Entrada em Espanha, Entrimo, Lobios, Portugal por Portela do Homem, Gerês e Vilarinho das furnas. 5ª Etapa - Campo do Gerês - Bragança, com passagem em: São Bento da Porta Aberta, Caniçada, Salamonde, Ruivães, Pisões, Sapiões, Chaves, Lebução, Rebordelo, vinhais e Bragança. 6ª Etapa - Bragança - Vila Nova de foz Côa, com passagem em: Gimonde, Milhão, Argozelo, Vimioso, Genísio, Malhadas, Miranda do Douro, Duas Igrejas, Fonte de Aldeia, Sendim, Brunhosinho, Santiago, Mogadouro, Castelo Branco, Lagoaça, Carviçais, Torre de Moncorvo, Poçinho e Vila Nova de Foz Côa. 7ª Etapa - Vila Nova de Foz Côa - Castelo Branco, com passagem em: Almendra, Vilar de Amargo, Figueira de Castelo Rodrigo, Vilar Torpim, Almeida, Cerdeira, Rapoula do Côa, Sabugal, Santo Estevão, Terreiro das Bruxas, Penamacor, Pedrogão, São Miguel da Achada, Escálos de Cima e Castelo Branco. 8ª Etapa - Castelo Branco Alandroal, com passagem em: Sernadas do Rodão, Vila Velha de Rodão, Nisa, Alpalhão, Fortios, Portalegre, Arronches, Santa Eulália, Barbacena, Vila Fernando, Terrugem, Borba e Alandroal. 9ª Etapa - Alandroal - Alcoutim, com passagem em: Terena, Reguengos, Mourão, Póvoa de São Miguel, Moura, pias, Serpa, Santa Iria, Mina de São Domingos, Moreanes, Mértola, Cortes Pereira e Alcoutim. 10ª Etapa - Alcoutim - Portimão, com passagem em: Guerreiros do Rio, Foz de Odeleite, Castro Marim, Vila real de santo António, Monte Gordo, Vila nova de Cacela, Conceição, Tavira, Luz de Tavira, Olhão, Faro, Boliqueime, Alcantarilha, Porches, Lagoa e Portimão. 11ª Etapa - Portimão - Almograve, com passagem em: Odiaxere, Lagos, Vila do Bispo, Sagres, Carrapateira, Aljezur, Rogil, Maria Vinagre, Odeceixe, São Teotónio, Cabo Sardão e Almograve. 12ª Etapa - Almograve - Troia - Setúbal - Cacilhas - Lisboa, com passagem em: Longueira, Cruzamento de Almograve, Vila Nova de Mil Fontes, Brunheiras, Sines, Santo André, Melides, Carvalhal, Comporta, Ferry de Tróia, Setúbal, Palmela, Azeitão, Quinta do Conde, Coina, Almada, Cacilhas, Cais do Sodré (Lisboa) e Benfica (Damaia).






Aqui, só duas panorâmicas:  a cidade do Porto vista de Gaia o PNPG.






GR

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA A SANTIAGO (SÉ DO PORTO-MARINHAS, ESPOSENDE-CAMINHA-REDONDELA-SANTIAGO)


Mais um Caminho Português a Santiago de Compostela; - O Caminho Português pela Costa, na versão por São Pedro de Rates, usando o ramal de ligação para Esposende.
Depois desta terra costeira do distrito de Braga, todo o Caminho progride junto à costa, sempre com o Atlântico Norte como referência.
É assim pelo menos até Vigo, onde, usando a Ria de Vigo, interiorizamos para Redondela, e daí, pelo Caminho Português central, via Pontevedra, Caldas de Reis e Padron, até Santiago de Compostela.
Pode ser considerado um Caminho mais fresco, para usar em pleno verão, mas também é, há que dizê-lo, mais duro, e até um pouco mais comprido (cerca de 40 km), já para não falar no cansaço natural que nos é causado pela proximidade com o mar.

Nestes 290 km, passamos localidades bem diferentes das que conhecemos no caminho via Barcelos e Valença, e temos a possibilidade de contornar a feia zona industrial de Porrinho (apesar da nova marcação nesta localidade, que contorna esta zona). Foi assim que depois de Esposende pude visitar Marinhas, onde terminei a minha primeira jornada, ficando a pernoitar no albergue oficial, ao cuidado da Cruz Vermelha, onde fui principescamente tratado. No segundo dia cruzei e visitei Castelo do Neiva e a sua primorosa igreja de Santiago, bastião deste Caminho da Costa, Viana do Castelo, Carreço, Vila Praia de Âncora, Moledo, Cristelo e Caminha. Nesta última vila acabei por fechar o dia (mais um albergue oficial, com todas as condições), já que queria apanhar o Ferry para Espanha (A Guarda), logo pela manhã.
Não posso deixar passar em claro o facto de nesta etapa ter conhecido e ficado Amigo de três grandes Homens e ilustres Peregrinos. Para eles as melhores felicidades e o desejo sincero de que nos voltemos a encontrar pelos Caminhos de Santiago e/ou da Vida. Com Carlos Rios, o "maior" peregrino português, terei por certo mais encontros, pois este "Caminhante" já por "lá" anda há quase dez anos, e andará muitos mais... - Assim ele queira... - No que toca à família Lobo, ao Albino e ao Gabriel.... - Não tenho palavras!
Que desejo será maior, do que um pai fazer algo de que gosta, e poder contar com a presença e companheirismo do(s) filho(s). Foi assim com este pai e o seu rebento de 10 anos. Fizeram o Caminho Português desde Viana do Castelo... - PARABÉNS HERÓIS!
No Terceiro dia, após a travessia do Rio Minho, via ferry, estamos em terras Galegas, da província de Pontevedra, aí fiquei a conhecer A Guarda, Oia, Baiona e Vigo, terminando em Redondela.

O resto - entre Redondela e Santiago de Compostela - já é sobejamente conhecido da maioria, mas pode ser revisitado por AQUI.








Foto-mapa, onde podemos comparar os dois Caminhos referidos, O português da Costa, a que se refere este post, e o Português Central por Barcelos, mais divulgado:



TAMBÉM COM A PARTE ESPANHOLA:







Novo Albergue no Mosteiro de Vairão, no concelho de Vila do Conde, Porto.
A principal justificação para a nova marcação do Caminho Português, em terras do concelho de Vila do Conde.





Antiga estação de caminhos de ferro de Rates. É por esta antiga linha que se inicia o ramal de ligação - quase sempre em estradão plano - entre São Pedro de Rates, no Caminho Português Central e Esposende, no Caminho Português da Costa.




Na abordagem ao concelho de Esposende temos noção da importância dada ao Caminho de Santiago. Passamos a ter inúmera informação, e as marcações estão sempre bem visíveis. Por aqui também podemos avistar vários marcos / padrões de pedra, onde está assinalada a passagem do Caminho da Costa pelo concelho. Como este, passei pelo menos mais quatro, um, o que marca o fim do cruzamento com terras de Esposende, antes de Castelo do Neiva, está no meio de um bosque "encantado".




Albergue de São Miguel de Marinhas, Esposende. Um dos albergues mais acolhedores por onde tenho passado. Também não será por acaso, já que quem trata de tal alojamento é a Cruz vermelha da localidade.




Uma das muitas áreas florestais por que passamos em todo o concelho de Esposende, e depois, já em Castelo do Neiva, a caminho de Viana do castelo.
Nesta imagem estamos em apróximação do Rio Neiva, que faz precisamente a divisão geográfica entre os distritos de Braga (a sul) e Viana do Castelo (a Norte).




Nicho de Santiago na paróquia de Santiago, Castelo do Neiva. 
Este é um pequeno exemplo da entrega das gentes e entidades da região, pelo Caminho Português da Costa.




Uma das muitas Calçadas antigas que proliferam neste Caminho. 
Dá a sensação que não há uma, por onde não passemos. Algumas em bom estado de conservação, outras pelo contrário, completamente destruidas, originando um natural apear, para os ciclistas... 




Ferry boat de passagem, entre Caminha, Viana do Castelo e A Pasaxe, La Guardia, Pontevedra.
Por estarmos num Caminho costeiro somos levados a transpôr muitos dos rios do Norte Português, depois dos já referidos; Cávado e Neiva, dos já transpostos, Douro, Leça e Ave, ainda temos o Lima, em Viana, e o Minho, no qual flutua este barco. 
Já em Espanha, contornamos a Ria de Vigo e continuamos a nortear, cruzando os Rios Lérez, em Pontevedra, o Barosa, no Parque Natural do mesmo nome, o Umia, em Caldas de Reis, O Valga e o Ulla em Padron, onde chegaram os restos mortais do Apóstolo Santiago, maior.




Depois de La Guardia, não mais abandonamos a costa até Redondela. 
Por entre zonas rochosas e agrestes e praias frias da Galiza, é esta a paisagem mais frequênte.




Algures entre Oia e Baiona. 
Muitas vezes em trilhos quase abandonados, outras em ciclovias contiguas à estrada municipal PO-552, esta é uma das partes mais atraentes desta travessia da costa Sul da Galiza.




Uma das vistas que temos sobre Vigo depois de subir a um socalco, onde o caminho se desenrrola por vários quilómetros, antes de voltar a descer para Redondela.
Por aqui podemos ter noção dos interminaveis viveiros de marisco que flutuam na Ria de Vigo, e um pouco por toda a costa Galega, tornando-a uma das maiores produtoras de moluscos, a nível mundial.



domingo, 20 de outubro de 2013

CAMINHO PRIMITIVO A SANTIAGO - FONSAGRADA-SANTIAGO DE COMPOSTELA e TODO TRAÇADO DESDE OVIEDO


Mais um Caminho concluído este verão, num ano em que aproveitei tal época para terminar alguns dos projectos que tinha deixado pendentes em ocasiões anteriores. Foi assim com os já apresentados; GR 12 / GR 10 (Portugal/ Espanha), traçado usado para chegar a Cuidad Rodrigo, atravessando a Serra da Gata, desde Termas de Monfortinho, e daí recomeçar – o também já apresentado – O Caminho Torres, outrora iniciado em Salamanca, mas que pelas intensas chuvas, originadoras de desgovernados caudais, tive que abortar, já perto da fronteira. Depois destes, chegado à Galiza, equacionado o tempo disponível, foi-me possível pegar noutro trajecto. Abandonado em Dezembro de 2010 a conselho de um amigo da protecção civil de Fonsafrada, onde, por entre frio, chuva, neve, e intempérie, teimosamente avançava na ilusão de atingir Santiago.
Deste Caminho Primitivo, no qual tinha percorrido quase 180 km, posso falar-vos agora com mais pormenor. Analisado no terreno, e à-posteriori, conclui-se que é realmente um dos mais atraentes, mas ao mesmo tempo, um dos mais duros e bravios, já que temos maior presença da componente técnica, no terreno. A percentagem de trilhos, singles e caminhos florestais é superior à maioria dos Caminhos, que os ciclistas estarão habituados. Estes cerca de 335 km que distam entre Oviedo e Santiago de Compostela – Mais 130 km se iniciado em Leon, pelo Caminho San Salvador – Cruzam duas regiões do norte de Espanha, Astúrias e Galiza, e as províncias de Oviedo, Lugo e A Coruña.
As localidades mais importantes desde Oviedo, são: - Grado , Salas, Tineo, Pola de Allande, A Fonsagrada, Castroverde, Lugo, Melide e Arzúa, estas duas últimas localidades, comuns com alguns dos outros Caminhos de Santiago mais concorridos, nomeadamente o Francês e o do Norte.


O Caminho deve o seu nome; - Primitivo, ao facto de ter sido o primeiro a ser percorrido por Peregrinos. Diz a história que um dos estreantes a caminhar (terá sido maioritariamente a cavalo, por certo) em Peregrinação, é o Rei D Afonso II, Rei asturiano do início do Século IX, que saiu de Oviedo, capital do último reduto cristão na Península Ibérica, até a meados do Séc. VIII, em direcção a Campus Stellae (Santiago de Compostela), ao ser avisado por Teodomiro, Bispo de Iria Flávia (actual Padron, em óbvia conotação com o Padrão de pedra, onde foi amarrada a barcaça, conduzida pelos dois discípulos; Atanásio e Teodoro), da descoberta dos restos mortais do Apóstolo Sant’Yago, o Maior, por um eremita, de seu nome Pelayo (Paio) [Ossadas essas que estiveram incógnitas durante oitocentos anos, no bosque Libredón]. Foi assim que “O Casto”, movido pela sua fé cristã, e, por uma vontade inadiável de visitar tal achado, (tratava-se de um dos doze apóstolos de Cristo; Jacob, o filho de Zebedeu), ajudou a criar este autêntico fenómeno de força e devoção, que foi crescendo – Com altos e baixos, bloqueios e alterações – até aos dias de hoje.

TRAÇADO REALIZADO ESTE VERÃO - 2013
(A FONSAGRADA-SANTIAGO DE COMPOSTELA)



TRAÇADO TOTAL DO CAMINHO PRIMITIVO (OVIEDO-SANTIAGO DE COMPOSTELA)










Após Fonsagrada, no fim da primeira grande subida, que nos leva a mais de 1000 mt de altitude.



...A beleza dos bosques e zonas de extensos arvoredos trazem-nos muita tranquilidade, por um lado... 



...E algumas dificuldades, por outro.



Uma das igrejas a Santiago que passamos pelo caminho. 
Nesta, encontrei um dos Santiago Mata-Mouros, mais imponente dos que vi, até hoje.



Mais um dos pontos altos deste trajecto. Originando dificuldade e beleza.



Depois de Melide, cruzamento com o Caminho Francês, entramos numa transfiguração completa do que nos rodeia.
Passamos a ter no nosso horizonte, e a estar em presença constante, de dezenas de peregrinos, a quem são oferecidos inúmeros serviços, que até aqui nos eram escassos. 
Exemplos disso, são as múltiplas vendas ambulantes do que quer que seja, desde roupa, comida, souvenirs, etc, etc... Enfim uma parafernalidade de situações que causa surpresa e ao mesmo tempo, curiosidade.



GR





quinta-feira, 17 de outubro de 2013

CAMINHO PORTUGUÊS CENTRAL COM OS ESTUPENDOS 4 EVER (Na versão poética; - Caminho Português com novo freguês)


- Aos Estupendos! - Que se divirtam! - Aqui, e 4 Ever!

Caminho outrora prometido, foi entre 5 e 8 de Setembro, a data escolhida,
agora que é um, já percorrido, voltaremos, para que a tradição seja mantida.

Os Estupendos 4 Ever foram estreantes, num Caminho de Santiago,
uniram-se as forças pedalantes, e o resultado foi tudo, menos aziago.

Caminho Português Central por Barcelos, terá sido o primeiro,
fizeram por merecê-los, a este, e a todos os que vierem ao roteiro.

Este esforço "poético", espero-o compensatório
Mesmo atrasado, este "post patético", não pode deixar de ser meritório. 









...Há muito por tirar, esta era a fotografia obrigatória.
 Descreve-se uma lenda de arrepiar, é do Galo de Barcelos, a Oratória.
Tornado símbolo de Portugal, "A Lenda do Cruzeiro do Senhor do Galo",
o Peregrino evita o pior mal. - Sou inocente! A todos consegue prová-lo.




Ei-lo(s)... O artístico galo...E os "apóstolos"; Estupendos 4 Ever;
 - João e José, a segurá-lo. - Paulo e Pedro better than never!




Os Estupendos em fervor;
...Com o Paulo qual trovador...Tão bem como o Galo, que depois de assado, virou cantor....




...E depois de Ponte de Lima, já lá vai o Pedro,
a Labruja, é ali em cima, mas ninguém demonstra medo...




...Logo seguido pelo José, a grande velocidade.
- Assim é que é! - Não falta é vontade!




...E pelo João, já meio desfocado,
 tal demonstração...E o fotografo atrasado...




...Boa disposição em terras minhotas, foi sempre uma constante,
talvez causada por palavras doutas, ou outras, da gente errante...




... A Labruja; de tanto subir, provoca dano e maleita,
faz com que as pernas se façam sentir, causa na mente; uma desfeita...




...A Cruz dos Franceses, ainda engalanada. - Mas era tanto o lixo no chão!!!
Depois o Paulo pediu, e foi dissecada. - Foi feita a vontade, pois então!!!




 - Oh Pedro, larga a âncora! - A Serra já está no fim!
- Aqui impõem-se o...- Zé, arraaancaaa! - Foi um constante frenesim...




...Labruja e Rubiães para trás, a fronteira já aí vem,
agora só Valença nos apraz, para desta jornada descansar, e bem...




...Por vinhas e hortas, foi sempre a pedalar. 
Em rudes e tortas, até Espanha almejar...




...Depois de Caldas de Reis, e do Parque de Barosa alcançar, 
alguns não foram pasteis, e conseguiram escorregar...




...Já à noite em Padrão, foi de porta em porta,
que pela degustação, quase a apanhámos; - A "torta"...




...Sr Paulo, versão perneta, assim jurou chegar a Santiago...
Mas acabou qual "Catrineta", aquele poema aziago...




...Usámos a Calle do franco, para a Plaza del Obradoiro alcançar,
o Paulo que já não ia manco, chegou, e ouviu os escuteiros a cantar..




...Quem espera sempre alcança, já diz o velho ditado,
 Sr Augusto com garra, nem balança, foi assim que acabou premiado...




...Acabados de ver o Bota fumeiro, a foto tirámos na Puerta de Praterías,
depois deste Caminho, que foi o primeiro, outro virá; - Será o das Rias?...




...Sob o áureo da Catedral, "ouvimos" o oráculo,
neste grupo, afinal, só me ocorre o famoso: - Espectáculoooo!!!!!!


GR (João Galvão)

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Novas Marcações do CAMINHO PORTUGUÊS CENTRAL no CONCELHO DE VILA DO CONDE e em PORRIÑO!


A quando da minha última passagem pelo Caminho Português de Santiago, desde o Porto, deparei-me com marcações novas, em relação ao que era o traçado, até então.
Se na zona do concelho de Vila do Conde, tais alterações (ou se quisermos, opções) ficaram-se a dever, em parte, ou mesmo no todo, ao surgimento do Albergue, que, como alternativa, foi criado no Mosteiro de Vairão, já no que toca à alternativa em Porrinho (O Porriño), já se justificava à muito, pela premência que havia, em tirar os Peregrinos, principalmente os pedonais, da "carretera Nacional  550", da extensa e feia zona industrial, que por ela se estende.
Segundo opinião unânime, eram os quilómetros mais desagradáveis do Caminho Português de Santiago.
- Mas nem tudo são boas notícias, já que as novas marcações estão a ser boicotadas, justificando-se assim o visionamento deste track, para memória futura.

- BOM CAMINHO!

MARCAÇÕES NOVAS DO CAMINHO PORTUGUÊS, EM VILA DO CONDE:






Esta foto pode dar uma ajuda a perceber a opção agora referida:


A nova marcação leva-nos por um bosque bem tranquilo, muito diferente do que era o transito de camiões pela estrada 550. Esta imagem dá-nos uma noção do local onde se dá a variante, depois de Tui, e até onde nos leva a nova "rota" das flejas amarillas.

GR

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

CAMINHO TORRES A SANTIAGO DE COMPOSTELA (SALAMANCA-CUIDAD RODRIGO-PINHEL-SERNANCELHE-LAMEGO-AMARANTE-BRAGA-VALENÇA-SANTIAGO)


O excelente BLOG que apresenta este Caminho, tem uma pequena e simples frase introdutória, que diz muito deste trajecto; - "De Salamanca a Santiago por Portugal".
A mim, quem mos apresentou - Caminho e Blog - foi um ilustre Peregrino e Amigo, habitué das lides Jacobinas e companheiro de outras jornadas. - Um Abraço... E um da Serra...para ele! 
- Já agora, um Grande Obrigado a ti, Miguel Sampaio!

Tendo na minha posse a informação e algum tempo disponível, fiz uma primeira abordagem a este "novo" Caminho de Santiago, em finais de Março deste ano. - Para os mais atentos, fácil será recordar que estávamos em plena época de chuvas quase diluvianas, logo o meu progresso no Caminho, desde Salamanca - a muito custo - não passou de  Cuidad Rodrigo.
Tornava-se portanto imperioso, voltar a Espanha e tentar concluir este - posso dizê-lo agora - esplendoroso Caminho de Santiago.

Desde que o finalizei, e no contacto com os inúmeros peregrinos com que me tenho cruzado, tenho feito por divulgá-lo. - Não digo que seja este o Caminho por onde um novo peregrino, se deva iniciar, principalmente pela logística, ainda em desenvolvimento, mas para quem - como eu - já calcorreou muitos dos outros, torna-se uma opção muito agradável, dando-nos uma perspectiva muito abrangente do Norte de Portugal, cruzando várias regiões tão distintas entre si, como: - A Beira Alta, Beira Interior, Douro Litoral (pouco), Trás-os-Montes (pouco) e o Minho. Isto é claro, somado às províncias espanholas de Salamanca (Castilla Leon), Pontevedra e A Coruña (Galiza).
Estes cerca de 600 quilómetros dão-nos a conhecer uma imensidade de localidades de interesse elevado, algumas delas, onde eu nunca tinha sequer estado. 
Começando em Espanha, em Salamanca, onde se inicia este périplo, passamos depois em Cuidad Rodrigo, antes de dar entrada em Portugal via Aldea del Obispo, depois já em território nacional cruzamos Almeida, Pinhel, Trancoso, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Lamego, Peso da Régua, Mesão Frio, Amarante, Lixa, Trofa, Guimarães, Braga (comum com o Caminho Português por Braga), Ponte de Lima (Caminho Português) e Valença. A reentrada em Espanha dá-se via Tui, seguindo os nossos já conhecidos; - Porriño (agora com uma opção interior, fora da Carretera 550), Redondela, Pontevedra, Caldas de Reis, Padron, Chegando finalmente a Santiago de Compostela.

Dando uma vista de olhos atenta ao Blog do Caminho, ficamos com uma ideia bastante completa de tudo o que necessitamos, para o fazer, seja em Bicicleta ou a pé. 
Para se ter uma ideia das raízes e fundamento do trajecto, aqui colo um LINK com a história do seu mentor; - Don Diego de Torres.


REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO TRAJECTO, E ALTIMETRIA:









Ainda em Castilla Leon, atravessando este longo planalto que nos transporta até Portugal.
Algures perto de Cuidad Rodrigo, a cerca de 850 mt de altitude, circulando pela fresca, enquanto o calor não apertava. 
Neste Caminho tentei começar as jornadas tão cedo quanto possível - Cheguei a sair às 6,30h - e dias houve em que a partir das 13,30h tornava-se completamente impossível ter o corpo ao Sol.




...Já em território português, onde diga-se, o Caminho está relativamente bem marcado. 
Às vezes até demais...




Chegada a Trancoso. 
Lembro-me que aqui o calor já era insuportável. De tal maneira que fiz uma longa pausa, à espera que o calor amainasse, por forma a chegar a Sernancelhe, meu objectivo para esse dia.
Neste Caminho temos muitas antigas calçadas romanas, umas mais conservadas do que as outras, mas todas elas de progressão difícil. As que rodeiam Trancoso são muito técnicas.




...A percentagem de território ardido nas imediações de Sernancelhe é uma coisa indescritível.
Desde o Rio Távora, fronteira natural entre os distritos de Guarda e Viseu, até Sernancelhe, avistei vários focos de incêndio activos, e passei ainda mais área já ardida.




A aproximação a Lamego simboliza também o surgir das paisagens durienses e as respectivas vinhas. 
Em finais de Agosto, à beira das vindimas, essas vistas são ainda mais marcantes.




Muitas vezes, e por ser um Caminho de cariz pedonal, deparam-se-nos estas "pequenas" dificuldades.
Caso especifico é a aproximação ao Peso da Régua e ao vale profundo do Rio Douro, onde por socalcos milenares e muros de propriedades, somos "convidados" a carregar com a bicicleta à mão. 
Assim já tinha acontecido, também por estas bandas, no Caminho Interior Português.




Passado o Peso da Régua e o Rio Douro, temos que fazer toda a ascensão da encosta, passando por Mesão Frio, para poder voltar a sair do grande vale duriense...




...E sermos recebidos pelo - não menos profundo, e quiçá mais técnico - Vale do Tâmega, a caminho de Amarante.
Continuamos assim inseridos no Alto Douro Vinhateiro 




Depois das Beiras (Guarda e Viseu), de Trás-os-Montes (Vila Real), e do Douro Litoral (Porto), já de si tão distintas, eis-nos chegados ao Minho, distrito de Braga, e à cidade fundadora; - Guimarães. 
O Castelo mantém uma enorme imponência.




Por mim passada noutras aventuras, já não me lembrava da dureza desta ascensão à Falperra.
O calor não ajudava.... E Braga estava já ali.... Por um canudo...




Depois de Braga acabei por passar em muitas das terras que já tinha visitado quando fiz o meu primeiro Caminho de Santiago. Exactamente o Português por Braga. 
Esta terra de nome peculiar, é uma dessas. 
Aqui fica o registo; - Quem sabe, não esquece...LOL...


... no seguimento de algumas intervenções/comentários que li via facebook, tornou-se imperioso, pelo menos à "vista" da minha consciência, deixar por aqui este pequeno esclarecimento...

João Carlos Galvão ...tive muito gosto em ver o Blog Nezclinas mencionado, e mais gosto tive em fazer o Caminho Torres... Acontece no entanto, e como é do conhecimento dos nossos Amigos Peregrinos, que; - "O Caminho Autêntico é aquele que cada um vai fazendo por dentro. Toda a informação que se encontra no blog mencionado reporta-se somente à maravilhosa aventura que "este" peregrino fez pelos caminhos de Santiago, entre Salamanca e Santiago de Compostela, tendo como guia de rumo, as setas amarelas que sinalizam - e bem - o trajecto, supostamente, seguido por D. Diego Torres. Como este pequeno desvio, agora assinalado para evitar algumas escadas, outros houve - talvez na ordem das dezenas - Para fazer um sem número de outras coisas, tais como: Beber água, uma cerveja, ver uma rua pitoresca, dar um mergulho ou mesmo outras travessuras de descrição impossível. Para que eu fique com a minha consciência totalmente tranquila, e para que não haja equívocos e/ou Mal entendidos de espécie alguma, volto a frisar que este trajecto, por mim registado no blog Nezclinas refere-se somente à minha viagem. Para quem quiser seguir todas as indicações e referências do traçado proposto pelos organizadores deste Caminho Torres deve fazê-lo - Como não me canso de mencionar - directamente do Blog Oficial que para esse fim existe, nomeadamente o: http://caminosantiago.usal.es/torres/

...BEM HAJA...BOM CAMINHO!

GR (João Galvão)