sábado, 29 de dezembro de 2012

Lisboa (Benfica) - Setúbal (Estação) em BTT

Com o intuito de vir a ligar, num futuro track de BTT, Lisboa e Sagres, estive no terreno para comprovar as condições da primeira parte desse projecto.
Assim, aqui se apresenta o resultado da ligação entre Lisboa, primeiro Benfica, e depois Belém, e a Margem Sul, primeiro a Trafaria, seguida da Costa de Caparica, Fonte da Telha, Mata dos medos, Quinta da Apostiça, Aldeia da Piedade, Casais da Serra e a Arrábida, antes de chegar ao porto, e à zona do Ferry para Tróia, onde continuará esse trajecto, a efectuar em breve.
Para já deixo aqui estes cerca de 70 quilómetros, onde alguns bancos de areia, tão característicos desta zona, não conseguem elevar a dificuldade a mais do que moderada.




Ligação desde Belém, até à Trafaria, que por falta de passageiros, excepcionalmente não parou em Porto Brandão. Vamos lá ver se não acabam também com esta ligação fluvial, que tanto jeito me dá para estas ligações e para umas idas à praia em bicicleta.


Inevitável, este e alguns outros encontros com a areia. Acabei por desmontar em três ou quatro ocasiões, principalmente na Mata dos Medos, e no início da Quinta da Apostiça.


As sempre longas rectas de estradão, ligeiramente arenoso, de que é composta esta longa travessia da Quinta da Apostiça


Quando chegamos à Serra da Arrábida esta é a imagem dominante. E só nos volta a deixar, quando passamos a Comenda e o Outão a caminho de Setúbal.


É sempre uma surpresa quando avistamos a península de Tróia. Sinal de que a Serra já está a acabar.


Para já a viagem chegou ao fim. Depois desta travessia que o ferry nos está a sugestionar, vamos para a Região alentejana de Grândola... Lá chegaremos.

GR

Ciclovias de Setúbal - Rua da Saúde / Zona portuária


Na minha última passagem por Setúbal quando terminava a prospecção que fiz ao trajecto Lisboa - Belém/Trafaria - Setúbal, em BTT, e usando a rua da Saúde, junto ao rio Sado e ao porto de Setúbal, ao contrário da Avenida Luísa Tody, habitualmente usada para a entrada na cidade, vindo da Arrábida, deparei com esta ciclovia ribeirinha.
Aqui deixo o track GPS e algumas fotografias, que caracterizam melhor este "novo" achado.




No início da Ciclovia, do lado da Arrábida, tem-se uma visão privilegiada da Península de Tróia


 As características técnicas destes quase 800 metros de ciclovia, não diferem muito das que estão representadas nesta imagem; - Recta, plana, em cimento e sem tinta.


...No entanto está bem sinalizada, quer com sinalização horizontal, quer com vertical


Uma das passagens mais interessantes desta obra, é junto ao porto de pesca.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Volta a POrtugal em BTT (versão Ecovia do Litoral) V.2.1 [Melhoramento entre Lisboa e Setúbal]




Este trajecto é uma colagem de vários tracks, por mim percorridos anteriormente. As principais referências são: - O traçado que marquei desde Lisboa até Viana de Castelo em 2010 e 2011, de seu nome “A Ver Água”; A Travessia do Norte, entre Viana e Rio de Onor, que fiz este ano (2012); A Travessia de Portugal, entre Rio do Onor e Sagres, (2011); O Caminho Português de Este, entre Tavira e Beja, (2010); A Ecovia do Litoral, que percorre todo o litoral algarvio, entre VRSA e o Cabo de São Vicente, 2010 e 2011; A Travessia do Sul entre Sagres e Tróia, 2010 e o Lisboa / Setúbal em BTT, com passagem na Apostiça e na Arrábida (2012). Além de passar por grande parte das Serras e Rios de Portugal. Como em muitos dos traçados, já não passo há mais de um ano, não posso garantir na íntegra, que estejam 100% cicláveis, além de relembrar que muitos destes trajectos foram efetuados no verão, não estando por isso, sujeito a grandes caudais nas linhas de água. Aqui deixo link da V. 2.0, onde difere a ligação desde Setúbal e Lisboa, efectuada pela EN10



Link para os trajectos anteriores

Fotos da parte nova - Lisboa / Setúbal em BTT, no Picasa


...Em resposta a alguns pedidos de esclarecimento, sobre o trajecto, via comentários, no Wikiloc, aqui vai uma pequena descrição da colagem e dos traçados:

Boas (...),
No total, esta travessia pode fazer-se em cerca de um mês, mês e pouco. Dependendo do andamento, e do tempo que se passa em cada terra. No meu caso, posso dar-te uma ideia geral por troços. – Assim, e começando em Lisboa, em direção a Norte, temos até Darque (Viana do Castelo) a NO, a rota “A Ver Água" http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1587172 sempre pela costa, 550 km, que fazes em 5 ou 6 dias. Não tem grandes elevações, quase sempre a presença de Água. Rios, Mar, Rias, lagoas, etc. É o puro caminho costeiro, com muita presença de praias e vilas de veraneio. Para quem gosta de caminhos frescos, será por certo, a par da Ecovia do Litoral, um dos maiores atrativos.
Depois, em direção a Este, pelo Norte de Portugal, desde Viana do Castelo até Rio de Onor (Bragança), passamos a ter quase exclusivamente a presença de montes e serras do Minho e Trás-os-Montes. Algumas de grande agressividade e alto-relevo, desde o Gerês, Peneda e Xurês, até ao Larouco, Coroa e Montesinho. De qualquer maneira o pico mais alto, não passa muito dos 1500mt. Será o ideal para quem não vive sem o subir e descer constantes. A Esta “Travessia do Norte em BTThttp://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=3344153 não será fácil vencer os seus quase 600 km em menos de 7 a 8 dias.
Seguidamente, e virando o azimute para sul (do lado Este de Portugal fronteiriço, muito perto de Espanha) Passamos para o maior itinerário desta colagem; - “A Travessia de Portugal” e o “Portugal de Lás-a-Lés”, http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1997266 são bem mais de mil quilómetros, e demoram mais ou menos 12 dias no terreno. Cruzando todo o país de N a S, e as regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, As Beiras Alta e Interior, O Alto e Baixo Alentejo, e o Algarve, desconhecido e interior. Nesta parte do traçado podemos ter uma noção da realidade de Portugal, o país profundo, inóspito e muitas vezes desértico. Pessoalmente, esta parte da Volta a Portugal em BTT, é a que mais me toca, pela diversidade de relevos, culturas e gentes ao nosso alcance. – A Viagem duma vida!

A costa Sul de Portugal é atravessada bem perto da costa, na versão da “Ecovia do Litoral” (E.L.), http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1224468 e pelo interior montanhoso do Algarve, na versão da “Via Algarviana” (V.A.). http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=479885 Estas duas opções são completamente distintas no seu relevo, paisagens e dificuldades. Se na E.L. vais bem perto do mar, num total de 250 km, exequíveis em 2 ou 3 dias. Já na segunda hipótese, a V.A., o relevo das serras algarvias, dificulta bem mais as coisas. Aí os mais de 300 km não demoram menos de 4 a 5 dias.
Na reta final desta “caminhada” temos o retorno a Lisboa pela costa e algum interior alentejano, até Tróia, pela "Travessia do Sul" e depois até Lisboa, Pela serra da Arrábida, Apostiça e Fonte da Telha, até ao barco na Trafaria. 3 a 4 dias serão suficientes para completar estes cerca de 350 km.
Todo este traçado é maioritariamente efetuado em estradões (tout-venant e corta fogos), caminhos rurais e singles. Também tem alguns quilómetros de estradas rurais asfaltadas e uma ou outra estrada municipal. Tem dois ou três troços de Estrada Nacional, nunca superiores a 15/20 km. Diria, sem margem para grandes dúvidas que todo este projeto terá cerca de 10% de caminhos asfaltados.
Quer façam o TODO ou em parte, desejo a todos uma boa viagem e boas pedaladas. A época ideal para efetuar esta “Volta” será nos meses de verão. É que para além das três travessias fluviais em barco, tem muitos quilómetros de proximidade com a água, que, em época de chuvas, se complicam de sobremaneira.
João Galvão (Nés)

G.R.

...P'ra cima é que é Caminho...Da Lua...



A Terra continua a girar, a Lua à volta dela, e eu a pedalar, cada vez mais "próximo" ei-de ficar.
Depois da primeira volta ao mundo, relatada no post anterior, poder-se-ia dizer que já vou para a segunda. Mas eu prefiro, aliás como sugeri nesse post, ir a Caminho da Lua. 
- Como diz o meu Amigo e Matemático; Rogério Martins: - "...E isto, também é Matemática!"
Enquanto não consigo demonstrar a Teoria de Eratóstenes no terreno, pelo método da sombra das estacas e da distância; - "vou andando por aí..."

...E assim temos mais umas páginas... 


...41 mil - imbuído do habitual espírito de explorador, e depois de muito ter ouvido falar de tal obra, fiz-me ao terreno via cp, para Santa Comba Dão (Vimieiro), em busca da Ecopista do Dão e do Vale do Vouga. Antigas linhas férreas desactivadas, aos poucos transformadas em local de passeio e lazer. Uma forma muito agradável e aligeirada de abordar o BTT.
...42 mil... Mais um episódio do "explorer". Também este, por saber da recente divulgação desta alternativa,  montada e viabilizada por Guerra dos Santos, das "Ecovias de Portugal", arranjei coragem para percorrer estes 300 e tal quilómetros, desde Badajoz, Espanha, até ao Montijo e Lisboa. 


...43 mil.. Numa das voltas domingueiras, que de Lés-a-lés faço entre a "catedral" (Sintra), "templo" (Monsanto), e o "santuário" do BTT (Arrábida), da região de Lisboa. Desta vez a queda, muito habitual diga-se de passagem, foi por terras do Parque Natural da Arrábida.


...44 mil... Como sempre, em Agosto de cada ano, guardo uns dias para uma grande travessia de BTT. Normalmente confinadas à Península Ibérica, com grande incidência nos Caminhos de Santiago  Desta vez iniciei o périplo por um dos mais duros e belos traçados de BTT destes dois países. - A Travessia do NOrte em BTT, que faz a ligação das cidades de Bragança e Viana do Castelo, usando para isso "todas e mais alguma" serras e cadeias montanhosas do Norte. Foi assim pelo Montesinho, larouco, Gerês  etc...etc..

...45 mil...Como não poderia deixar de ser, a estes longos quilómetros, agora descritos, não podia faltar uma parcela dos Caminhos de Santiago. A foto não engana, estamos em Finisterra, no cabo com o mesmo nome, depois de ter feito com o Alter Real BTT, o caminho desde Santiago.


...46 mil...Em mais uma prospecção às ciclovias de Lisboa em Particular e do país em Geral. Este trajecto que já vai na sua terceira actualização, pretende fazer a união de todas as ciclovias da cidade.
Foi assim que constatei que as obras na rua do Zêzere no Bairro padre Cruz, já estão terminadas.


...Aos poucos, vou-me aproximando...

GR

domingo, 23 de dezembro de 2012

Sintra com "Genta da Terra" - A minhas primeiras BTTadas com os "BTT Estupendos 4ever"

... O que eles foram fazer....

...Apesar de ainda não possuir jersey, este grupo de Bttistas da região de Sintra não se nega. Foram convidar mais um fanático das bicicletas, que passa a vida a "Caminhar" para  Santiago de Compostela...  
Track do dia 23 de Dezembro de 2012 na Serra de Sintra


  

  Traçado no Wikiloc

Algumas fotografias: 
As dificuldades climatéricas eram evidentes, mas nem assim conseguiram demover este grupo de seis convivas dos BTT Estupendos 4ever, onde se incluía o debutante "Guarda-Rios"
Constatação das evidências; - A Lama estava quase por todo o lado, inclusive onde não seria suposto. Aqui, a caminho da Peninha, onde por movimento das máquinas e jipes, principalmente relacionados com o corte de madeira, o percurso estava praticamente intransitável.  

Eu, como Guarda Rios, fico logo atraído pela humidade, nem que seja em forma de Lama "mousse".
Partes houve, em que andámos a pedalar em cima de "mousse com cheirinho"...
 


....Mas nada afectou o andamento, nem tão pouco a vontade destes meus novos amigos... Estupendos 4ever...

GR

sábado, 22 de dezembro de 2012

União das Ciclovias de Lisboa (Up-Grade de 2013)



Up-grade dos traçados anteriores (No Wikiloc) com as obras novas, e, por concluir no início de 2013. Nomeadamente,o eixo verde de Lisboa, entre Monsanto e o Parque Eduardo VII, já com a ponte de madeira sobre a Avenida Marquês de Fronteira e a nova ciclovia do Jardim/quinta José Pinto, em Campolide; os acrescentos e melhoramentos das ciclovias da Avenida Frei Miguel Contreiras e do Campo Grande, em frente ao novo edifício da Zon; assim como a ligação das ciclovias do Bairro Padre Cruz e, do Cemitério de Carnide, através da Rua do Zêzere.
Neste traçado, ao contrário do que acontece com o seu antecessor, não está a nova ciclovia do bairro de Chelas com Parque da Bela Vista.

Algumas Fotos:

Já está pronta e em uso, a nova ponte de madeira sobre a Rua Marquês de Fronteira, que permite fazer a ligação de forma segura, entre a ciclovia ao lado do palácio da Justiça e o parque Eduardo VII.



Novas Placas informativas, espalhadas um pouco por todos os Parques e Jardins de Lisboa. Este está mesmo no final da ponte ciclo/pedonal referida, do lado do Jardim Amália Rodrigues.



Parte nova da ciclovia da Avenida Frei Miguel Contreiras, junto à estação de comboios do Areeiro. Esta ciclovia, agora estende-se desde a Avenida de Roma até à Avenida Almirante Gago Coutinho.




Parte nova da ciclovia mais antiga de Lisboa. Depois das obras do edifício da Zon, junto ao metro do Campo Grande, o desenho do novo traçado serpenteia por um jardim, até chegar aos viadutos.



Entalada entre o Campo de Futebol do C.A.C. (Clube Atlético e Cultural da Pontinha), e o pavilhão gimnodesportivo, fica mais uma ligação de ciclovia, que agora permite fazer esta variante completa até à porta do Cemitério de Carnide, via Rua do Zêzere.


Deixa muito a desejar, quer a nível de espaço, quer de segurança, esta ligação na Rua do Zêzere, Bairro de Padre Cruz.

Fotos no Picasa

GR e RA

Ciclovia Olhos de Água - Alcanena (Santarém)


Foi inaugurada em 27 de Outubro último a ciclovia que começa na ponte sobre o Rio Alviela, mais precisamente, desde o cruzamento de Olhos de água até à Estiveira em Alcanena.

   


Foto de Obra


Esta Ciclovia, faz alternativa à progressão nos Caminhos de Fátima.

GR e RA

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Estrada Nacional Dois (EN 2) De Chaves a Faro (Ou vice versa)

EN 2 (Estrada Nacional nº 2)
- A estrada mais comprida de Portugal, com quase 750 km, que, embora actualmente esteja descontinuada, continua a ser uma das mais emblemáticas e carismáticas do nosso país, onde se pode comprovar a multiplicidade de relevos e culturas, que fazem deste, um burgo de contrastes. 
A exemplo, deixo-vos somente este; - Esta rota atravessa quase todo o Alto Douro Vinhateiro, os seus relevos acentuados e parcelas mil, e o Alto Alentejo Interior, inóspito e latifundiário, num rol de amplitudes, temperaturas e paisagens, que não encontra par, em muitos outros lugares deste planeta.

Assim:
Aqui deixo mais um dos nosso projectos, para um futuro que não se quer muito longínquo.
Desde há muito nas nossas mentes, vem agora à tona por ter tido conhecimento de este track, que foi feito por "tina111" em moto.
Ainda mais por termos cruzado incessantemente tal trajecto, quando, em Agosto último, efectuávamos o Caminho Português Interior a Santiago.

Fica demonstrado o Projecto:



GR

sábado, 10 de novembro de 2012

Vantagens e desvantagens de uma 29er


Se estão a pensar comprar um bicicleta de BTT, façam uma pausa e pensem bem... Ou pelo menos experimentem uma 29er, e tirem as vossas conclusões.

- Para vos ajudar, aqui colo um artigo muito interessante e esclarecedor, acerca do tema, que me foi enviado via mail por alguns amigos, conhecedores do tema.

- Para mim é esta (pelo menos em sonhos...lol) :

Superfly 1024x768 Os prós e os contras das bicicletas aro 29A Superfly é a MTB (BTT) mais leve de toda a linha Trek-Gary Fisher.

Nota do Autor: o post original foi publicado em junho de 2010, e foi atualizado em outubro de 2012 co minformações mais recentes.

O Mountain Bike (MTB), também conhecido como BTT por nossos amigos Portugueses é a modalidade de ciclismo mais praticada no mundo e por consequência são as bicicletas mais vendidas no mundo.
As bicicletas de MTB surgiram no final da década de 1950 na Califórnia, quando um grupo de surfistas procurou atividades para os dias sem ondas. As primeiras pessoas a modificarem uma bicicleta para melhorar seu desempenho na terra foram James Finley Scott, Tom Ritchey e Gary Fisher. Este último considerado por muitos o verdadeiro inventor do MTB. Na época as MTBs nada mais eram do que bicicletas de passeio com pneus balão e guidão reto.
As MTBs evoluiram muito com o passar dos anos, hoje possuem quadros reforçados de alumínio ou fibra de carbono, pneus mais grossos com cravos que possibilitam uma melhor tração em diversos tipos de terreno; freios a disco hidráulicos, suspensão traseira e/ou dianteira, pedais de encaixe, pneus tubeless e um número muito maior de marchas.

De lá pra cá o único componente que, até recentemente, não havia sofrido nenhuma modificação foi o diâmetro das rodas que normalmente tem 26”. Na última decada começaram a surgir bicicletas que usam rodas com o diâmetro de 29” (e em 2012 começaram a se popularizar as bicicletas de aro 27,5). Segundo Gary Fisher, as rodas 26” só foram adotadas no MTB por pura coincidência pois na época do surgimento das MTBs as rodas 26” eram as mais comuns no mercado (Saiba mais assistindo ao Episódio da Escola de MTB sobre os diferentes tamanhos de roda).
Muito se debate a respeito dos prós e os contras desse tipo de bicicleta, mas os puristas do MTB têm que admitir as 29ers, como são chamadas essas bicicletas com rodas maiores tem se tornado cada vez mais comuns a ponto de algumas equipes de MTB adotarem exclusivamente esse tipo de bicicleta já são as bicicletas mais procuradas do mercado, e mais as 29ers começam a ser presença cada vez mais comuns nos pódiuns das Etapas do Circuito Mundial de MTB.
Segundo Conrad Stoltz, em e-mail recente (2009) ao Espírito Outdoor, “Pretendo usar mais minha 29er nessa temporada. Sinto que em percursos tecnicamente difíceis a maior superfície de contato com o chão dá mais tração. Com iso você não tem que brecar tanto nas curvas e consegue manter o momentum. É quase como ter uma suspensão extra e com isso você não se cansa tanto….Em qualquer situação acima de 5km/h as 29ers são mais rápidas”. (O artigo foi publicado em 2010, hoje  Conrad Stolz corre exclusivamente de bicicletas aro 29, e apesar dos seus 39 anos tem se mantido no topo da elite do triathlon mundial).

Vantagens das 29er:

  • Menor ângulo de ataque: com um diâmetro maior as rodas dissipam melhor as oscilações verticais dos buracos e obstáculos. Andar em uma aro 29 é quase ter uma suspensão extra.
  • Maior superfície de contato com o chão o que melhora a aderência nas curvas, tração nas subidas e nas frenagens. Em superfícies “soltas” (loose surface) rodas maiores são uma real vantagem.
  • Rodas maiores mantém o momentum mais fácil: Quanto maior a velocidade mais fácil fica de manter o momentum.
  • As 29er são mais confortáveis e com isso cansam menos os ciclistas.
Veja o vídeo abaixo comparando as rodas aro 26 e aro 29.
29er tech Os prós e os contras das bicicletas aro 29As rodas maiores são uma real vantagem na transposição de obstáculos

Desvantagens das 29ers:

  • Rodas maiores sempre serão mais pesadas.
  • Rodar maiores demoram mais para acelerar.
  • A distância entre eixo pode ser maior numa bike 29” do que em uma bike 26” o que faz com que a bike seja um pouco mais lenta em situações extremamente travadas.
  • Ainda não existem muitas opções de suspensões e pneus para as 29ers. Hoje o mercado oferece uma grande variedade depneus, aros e suspensões para as bicicletas aro 29.
Opinião do Rodrigo: Em 2008 enquanto disputava o Campeonato Mundial de Xterra pude fazer o test drive de algumas 29ers e fiquei impressionado com as bicicletas. Achei que fossem bicicletas lentas e que demorassem a responder, mas encontrei bicicletas rápidas, seguras nas curvas e que permitem uma pilotagem agressiva (the way i like!). Senti muita diferença no ângulo de contato sobre os obstáculos e acho que as rodas maiores são uma real vantagem em provas muito duras e/ou muito longas.
Cabe a nós torcermos para que tais bicicletas se popularizem e se tornem mais acessíveis no mercado

Quer montar uma Aro 29? Veja nosso artigo Como Escolher ou Montar uma Bicicleta Aro 29.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Volta a POrtugal em BTT (versão c/ Ecovia do Litoral no Algarve)


Este trajeto é uma colagem de vários tracks, por mim percorridos anteriormente. As principais referências são: - O traçado que marquei desde Lisboa até Viana de Castelo em 2010 e 2011, de seu nome “A Ver Água”; A Travessia do Norte, entre Viana e Rio de Onor, que fiz este ano (2012); A Travessia de Portugal, entre Rio do Onor e Sagres, (2011); O Caminho Português de Este, entre Tavira e Beja, (2010); A Ecovia do Litoral, que percorre todo o litoral algarvio, entre VRSA e o Cabo de São Vicente, 2010 e 2011; A Travessia do Sul entre Sagres e Tróia, 2010 e Traçados na Arrábida e na EN10. Além de passar por grande parte das Serras e Rios de Portugal. Como em muitos dos traçados, já não passo há mais de um ano, não posso garantir na íntegra, que estejam 100% cicláveis, além de relembrar que muitos destes trajectos foram efetuados no verão, não estando por isso, sujeito a grandes caudais nas linhas de água.


 


 

 Este track, que cumpre uma volta completa a Portugal continental, é "irmão" de um outro, já apresentado neste blog. A unica divergência reporta-se à travessia  do Algarve. Enquanto este usa a Ecovia do Litoral, o traçado anterior fá-lo através da Via Algarviana; - Mais dura e com mais altimetria.

Algumas Fotos :

Tal como é de prever, uma volta a Portugal, e sendo o nosso, um país com mais de 800 km de costa, muitas vezes estamos bem perto da água. Seja ela em forma de mar, rios, rias, ribeiros, lagoas, lagos ou barragens. -  Muitas vezes, até estamos mesmo em cima dela, como é o caso das travessias que temos que efectuar em embarcações. 
Nesta fotografia, temos a entrada para o ferry, que nos transporta desde Setúbal até Tróia. Nesta viagem especifica, e por ter usado o primeiro barco da manhã (O único que tem desconto para o transporte de bicicletas), que se realiza ainda antes das sete da manhã, fiz uma viagem em solitário.




Proximidade ao Rio Guadiana. 
Nesta Volta a Portugal em BTT, temos oportunidade de pedalar nas suas imediações, em duas ocasiões distintas.  
Aqui ficam os links para mais fotos no arquivo do picasa: 
e da


Mais água, mais uma travessia de barco.  
- Aqui, a Ria de Aveiro, desde São Jacinto até à Gafanha da Nazaré



...Em resposta a alguns pedidos de esclarecimento, sobre o trajecto, via comentários, no Wikiloc, aqui vai uma pequena descrição da colagem e dos traçados:

Boas (...),
No total, esta travessia pode fazer-se em cerca de um mês, mês e pouco. Dependendo do andamento, e do tempo que se passa em cada terra. No meu caso, posso dar-te uma ideia geral por troços. – Assim, e começando em Lisboa, em direção a Norte, temos até Darque (Viana do Castelo) a NO, a rota “A Ver Água" http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1587172 sempre pela costa, 550 km, que fazes em 5 ou 6 dias. Não tem grandes elevações, quase sempre a presença de Água. Rios, Mar, Rias, lagoas, etc. É o puro caminho costeiro, com muita presença de praias e vilas de veraneio. Para quem gosta de caminhos frescos, será por certo, a par da Ecovia do Litoral, um dos maiores atrativos.
Depois, em direção a Este, pelo Norte de Portugal, desde Viana do Castelo até Rio de Onor (Bragança), passamos a ter quase exclusivamente a presença de montes e serras do Minho e Trás-os-Montes. Algumas de grande agressividade e alto-relevo, desde o Gerês, Peneda e Xurês, até ao Larouco, Coroa e Montesinho. De qualquer maneira o pico mais alto, não passa muito dos 1500mt. Será o ideal para quem não vive sem o subir e descer constantes. A Esta “Travessia do Norte em BTT” http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=3344153 não será fácil vencer os seus quase 600 km em menos de 7 a 8 dias.
Seguidamente, e virando o azimute para sul (do lado Este de Portugal fronteiriço, muito perto de Espanha) Passamos para o maior itinerário desta colagem; - “A Travessia de Portugal” e o “Portugal de Lás-a-Lés”, http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1997266 são bem mais de mil quilómetros, e demoram mais ou menos 12 dias no terreno. Cruzando todo o país de N a S, e as regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, As Beiras Alta e Interior, O Alto e Baixo Alentejo, e o Algarve, desconhecido e interior. Nesta parte do traçado podemos ter uma noção da realidade de Portugal, o país profundo, inóspito e muitas vezes desértico. Pessoalmente, esta parte da Volta a Portugal em BTT, é a que mais me toca, pela diversidade de relevos, culturas e gentes ao nosso alcance. – A Viagem duma vida!

A costa Sul de Portugal é atravessada bem perto da costa, na versão da “Ecovia do Litoral” (E.L.), http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1224468 e pelo interior montanhoso do Algarve, na versão da “Via Algarviana” (V.A.). http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=479885 Estas duas opções são completamente distintas no seu relevo, paisagens e dificuldades. Se na E.L. vais bem perto do mar, num total de 250 km, exequíveis em 2 ou 3 dias. Já na segunda hipótese, a V.A., o relevo das serras algarvias, dificulta bem mais as coisas. Aí os mais de 300 km não demoram menos de 4 a 5 dias.
Na reta final desta “caminhada” temos o retorno a Lisboa pela costa e algum interior alentejano, até Tróia, pela Travessia do Sul e depois até Lisboa, Pela serra da Arrábida e EN 10. 3 a 4 dias serão suficientes para completar estes cerca de 350 km.
Todo este traçado é maioritariamente efetuado em estradões (tout-venant e corta fogos), caminhos rurais e singles. Também tem alguns quilómetros de estradas rurais asfaltadas e uma ou outra estrada municipal. Tem dois ou três troços de Estrada Nacional, nunca superiores a 15/20 km. Diria, sem margem para grandes dúvidas que todo este projeto terá cerca de 10% de caminhos asfaltados.
Quer façam o TODO ou em parte, desejo a todos uma boa viagem e boas pedaladas. A época ideal para efetuar esta “Volta” será nos meses de verão. É que para além das três travessias fluviais em barco, tem muitos quilómetros de proximidade com a água, que, em época de chuvas, se complicam de sobremaneira.
João Galvão (Nés)

G.R.



Tróia-Comporta-Melides-Tróia - Antigas Voltas p´lo País entre 2004 e 2006


Mais uma volta pelo "nosso" Portugal, realizada durante os anos de 2004 e 2005, que aos poucos vou deixando neste blog como arquivo.
Este passeio enquadrou-se numa das alturas em que passei férias pela zona da península de Tróia.





Algumas fotos:

Estrada entre Tróia e Comporta.


Salinas da Comporta

GR

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Bobadela - Alpriate - Bucelas -Alpriate - Bobadela com Fuga da maria

Volta realizada no dia 7 de Outubro de 2012



Algumas fotos : 




GR

Diferentes mentalidades


Esta fotografia e o respectivo texto foram-me enviados por e-mail. Estou a postá-los tal qual os recebi, porque acho que não são precisos mais comentários....

"Esta foto que aqui vai é nem mais nem menos do 1º MINISTRO HOLANDÊS
a chegar ao seu Gabinete Oficial para mais um dia de trabalho.
Diferentes mentalidades, diferentes exemplos"


GR

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

OUTMORE - Apoio logístico a Peregrinos


Vais fazer uma Peregrinação, uma viagem, ou um simples passeio, e precisas de apoio?
-Fala com a OUTMORE!


"Deixa a logística para o Marco"








Além do exemplar apoio que nos foi proporcionado, ainda fomos brindados com algumas surpresas, uma delas, foi este vídeo :


video


No You Tube:



GR

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Voltinha nos concelhos de Ourém e Batalha (Fátima Pia do Urso) com Ginjinha





Durante as 3 horas de resistência do Fátima Btt Club, ignição para esta voltinha domingueira, tive o prazer de poder tirar uma foto com um BTTista ilustre de Portugal; - David Rosa, que é conterrâneo dos meus Amigos de Fátima, com que dei esta volta salutar.


Um dos meus amigos de Fátima e grande fomentador (já agora, Poeta) destas voltas. Humberto Pereira, Beto, para os Amigos, e a quem devo um agradecimento muito especial, já que patrocinou em grande escala a minha presença por terras sagradas



 
À entrada da aldeia de PIA DO URSO, onde para além do património histórico, rústico e turístico  se dá uma grande importância à vertente do BTT, nomeadamente com apoio logístico e técnico, e com cerca de 300 km de trilhos devidamente marcados, pelas zonas limítrofes.



Em frente de uma das casas de venda turística e bares, que apoiam todo este investimento.
Nesta, parámos para beber umas ginjas com "elas". - A célebre de Óbidos.
Ao Centro, de cor de rosa, temos outro dos dinamizadores do Btt de Fátima, e meu Amigo; - Tony.
- Minot, para os Amigos



Belas, as instalações deste centro de apoio ao BTT em Pia do Urso



Ainda houve tempo para fazer umas fotos à ciclovia do terço, em Fátima.



Do alto de um moinho de amigos, a vista de Fátima e da Cova da Iria.


GR