Foi tão difícil começar este dia 2 de Abril que só há fotografias decentes a partir de Castelo Mendo. Com a "ressaca" a apoderar-se das cabeças e o cansaço das pernas, a progressão fazia-se ao ritmo possível. Ainda por cima esta etapa tem um perfil enganador, pois é bastante dura.
Começa-se logo por descer até ao Côa, para depois subir para Ansul e Leomil. Depois, volta-se às descidas. Primeiro Castelo Mendo e em seguida, vertiginosamente para mais um cruzamento com o Côa (Rio mais vezes por nós cruzado). Só que esse atravessar do rio deu-nos muito mais problemas do que os esperados...
...Vejamos...


Foi descalços que fizemos uma boa parte do trajecto ao longo da água, no fundo tentando desesperadamente procurar por uma forma de o cruzar.

- Mas tínhamos que continuar a tentar, não havia mesmo outra hipótese...

Serve a seguinte recomendação para os aventureiros de inverno: - Quem se aventurar a fazer esta "Rota das Aldeias Históricas" nos meses das chuvas, vai ter várias passagens como esta que acabei de relatar. Por tal trajecto ter sido marcado durante o verão, não estão contempladas alternativas a tais dificuldades.
No fundo, torna a aventura ainda mais emocionante, com Oribtt e tudo. Com este desvio, acabámos por passar em Castelo Bom, povoação não contemplada no roteiro original.

Serve também esta imagem para demonstrar o cruzamento frequente que temos com amimais de pasto que por esta altura têm realmente muito o que comer (está tudo verde).
Ao chegarmos a Aldeia da ribeira, onde o César e o Ti Abel nos esperavam com uma fome desalmada e com um almocinho "espectáculo", comprado no único restaurante da aldeia, numa sexta-feira Santa em que o forte na aldeia foram os enterros, fizemos um bom compasso de espera para nos fazermos de nova à "estrada". Os nossos organismos ainda não tinham recuperado por completo a forma, depois de uma noite bem passada, mas, muito mal/pouco dormida. Como diria o César: - Dormi dentro de um Fórmula 1
...lol...
Com alguma coragem lá nos decidimos voltar às lides, começando desde logo por passar um rio com um nome enquadrado: - Cesarão.


Já com o anoitecer bem presente atingimos a bela e desenvolvida cidade do Sabugal, local escolhido para essa pernoita.
Mais um dia em que não tínhamos conseguido ganhar vantagem à "decalage" que trazíamos referente às etapas previstas na Grande Rota. Faltavam-nos agora duas etapas, mas já só dispúnhamos de uma jornada inteira. Como, apesar de maioritariamente a descer, tais traçados contemplavam mais de 130 km´s, começávamos a pôr a hipótese de usar uma pequena parte da manhã de domingo, dia escolhido para o regresso a Lisboa. No fundo, a "coisa" estava controlada, e apesar das grandes contrariedades por que tínhamos passado, o concluir de tal "Projecto", não estava de todo posto de parte.
- Siga para b...
GR
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