31 de Março de 2010.
Apesar de continuarmos a ouvir alguns chuviscos nocturnos, acordámos sem que a chuva estivesse presente. O céu não estava limpo, longe disso, mas as abertas seriam por certo muito melhores, e, olhando para Norte, para onde nos ia-mos deslocar, o panorama era bem mais agradável. Havia inclusive, por entre as cordilheiras e vales que do alto da aldeia se perdem de vista em direcção ao Norte, algumas áreas cobertas de sol. Enfim, o dia prometia. E para completar o ramalhete, aliado à perspectiva de mudança climatérica, voltaríamos a ter a presença do Guru César. Depois de alguns dias em convalescença por causa do tendão de Aquiles, sentia-se finalmente em condições para nos acompanhar de novo.
Ficámos mais ou menos combinados com o Ti Abel para Trancoso, onde decidiríamos do almoço...
..Mas passados dez quilómetros, os planos foram um "pouco" abalados...

As modernas suspenções que equipam as bicicletas do GR e do Proença, aguentaram o embate com a dita dificuldade, mas uns metros mais à frente fizemos uma paragem para aguardar pelo "Césarmoinas" que seguia logo atrás. Um pouco mais de espera em relação ao que seria normal, pressentindo que algo não tinha corrido bem com a travessia da tal lomba por parte do nosso companheiro, fez-nos lançar uma pergunta para o ar em forma de auxílio:
- Está tudo bem?!?
...Ao que se ouve: - Não sei! - Vou ver!
A resposta, bem ao jeito do cidadão em causa, provocou-nos (a mim, que o conheço bastante bem, e ao Cláudio) um misto de riso e preocupação. Voltámos para o local do crime e ainda o vimos a apalpar-se para ver se não tinha nada partido. Ele, no alto do seu quase metro e noventa estava um bocado amassado, mas a ginga não estava melhor. Constatámos que não poderia voltar às lides, pelo menos no imediato, e, procurámos a aldeia seguinte, de seu nome Mesquitela, onde chamámos o nosso apoio (carro vassoura... Neste caso), para recolher o acidentado ao centro de saúde de Celorico, para uma análise mais profunda. Não sem antes, ainda ter-mos tempo, enquanto não chegava o Ti Abel, para um segundo pequeno almoço no único café da aldeia, que para o efeito foi propositadamente aberto pela sua dona.
A resposta, bem ao jeito do cidadão em causa, provocou-nos (a mim, que o conheço bastante bem, e ao Cláudio) um misto de riso e preocupação. Voltámos para o local do crime e ainda o vimos a apalpar-se para ver se não tinha nada partido. Ele, no alto do seu quase metro e noventa estava um bocado amassado, mas a ginga não estava melhor. Constatámos que não poderia voltar às lides, pelo menos no imediato, e, procurámos a aldeia seguinte, de seu nome Mesquitela, onde chamámos o nosso apoio (carro vassoura... Neste caso), para recolher o acidentado ao centro de saúde de Celorico, para uma análise mais profunda. Não sem antes, ainda ter-mos tempo, enquanto não chegava o Ti Abel, para um segundo pequeno almoço no único café da aldeia, que para o efeito foi propositadamente aberto pela sua dona.
Combinámos então que nos falaríamos logo que houvesse notícias do estado de saúde do César, ou se nós chegássemos a Marialva. A etapa ainda era muito longa, e ainda mal a tínhamos encetado. Ainda por cima estávamos preocupados com a condição do Guru, não pondo de lado a hipótese de terminar por hoje a nossa tentativa de completar a GR 22, caso as dores do césar não pudessem ser atenuadas de alguma maneira e tivesse que regressar a Lisboa.
Quanto a mim, e falámos disso logo após a queda, teria uma ou outra luxação nas costelas, derivadas do facto de ter batido com o peito no chão. As dores que ele sentia eram muito semelhantes àquelas de que padeci quando caí da mesma forma, no Arruda-Atlântico.
Na foto vê-se que segue "enfermo"
Seguimos o nosso caminho a Norte, até que fomos obrigados a dar uma brutal volta (terão sido bem mais de dez quilómetros), por não haver qualquer chance de passar pelo açude do Mondego. Foi assim que tivemos que derivar a Este, na tentativa de reencontrar o caminho, passando os obstáculos que tínhamos pela frente. Dito por quem já sentiu bem na pele, o que é andar a marcar trilhos e ter que procurar passagens para Rios, Caminhos de ferro e Auto-estradas, três das maiores dificuldades à progressão do BTT.
Como compensação por termos vencido tais "cabos das Tormentas" fomos recompensados com um longo e belo vale ao longo da veiga do rio, que nos fez progredir sem dificuldades de maior até Muxagata. Depois desta aldeia, fizemos a maior escalada do dia, que terminaria com mais uma "serenata" à chuva e um abrigar numa paragem de camionetas, de onde telefonámos aos nossos companheiros, com um pedido de apoio para tapar os buracos profundos da fome.
Depois de um repasto de restos, muito bem regado e melhor "ensalado", continuámos o nosso périplo até à próxima paragem combinada: - Marialva.


Toca a ir para dentro de àgua de novo.
Por estas terras, constatámos também o que foi uma evidência em toda esta epopeia; Ao longo destes dias testemunhámos centenas e centenas de marcas e fitas deixadas pelas organizações de voltas e maratonas, sejam elas de btt, moto4, ou outras. Não é esse o espírito da "coisa".
Enfim, nada é perfeito. - Quanto a nós, tentámos sempre cumprir com os "regras"; Não deixar atrás da nossa passagem nada que não sejam rastos de pneus e alguma poeira, originada pela velocidade de progressão...LOL.


Para que o dia terminasse de uma forma tranquila, fomos presenteados com uma refeição principesca, confecionada pela nosso colega (agora um pouco combalido), que com o auxilio dos analgésicos, nos preparou uma lulas recheadas com molho de natas, dignas de um restaurante de LUXO!
GR
1 comentário:
Caros Confrades
Estou aqui a ler a vossa reportagem perdido de riso.
Continua Nez.
A todos
1 abraço e um queijo da serra
Miguel K2 Sampaio
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