Dia 30 de Março de 2010.
Mais um dia de chuva, frio e vento, que desmoralizou o César. E que nos fez adiar o início por uns momentos, na tentativa de não encetar a subida à chuva. Na verdade, não me importo de andar de Bicicleta a chover, mas começar a pedalar (...o acto em si...) com a água a cair, faz-me alguma confusão.
Foi com uma piada do Cláudio que nos fizemos à estrada, aproveitando a tal pequena aberta no céu: - Se eu não tivesse ficado mais uns minutinhos na cama, tinhas começado à chuva...LOL... (gracejou)
- E lá fomos... Subir durante uns cinco ou seis quilómetros e descer até Vide, local onde tínhamos combinado o nosso primeiro contacto com o apoio.





Neste traçado especialmente, mas de uma forma geral em todo o GR 22 seria impossível avançar sem o auxilio do GPS.
Nesta altura, ainda havia umas frestas e Sol. Algo que desapareceu por completo daqui para a frente, acabando mesmo por começara a nevar copiosamente e sem tréguas.
Foi por aqui que perdi os meus óculos, só dando conta desse facto, já bem para lá dos mil e seiscentos metros de altitude, tendo que voltar ao local desta foto para os recuperar (felizmente. Se não teria ficado por ali uma parte da minha boa disposição. Já que sem eles pouco vejo). A chuva e condensação são por demais e não deixam que os possa usar nestas condições, sob pena de ver ainda menos do que sem eles.

Foi altura de tomar decisões. - Ou seguíamos, e enfrentávamos as condições climatéricas tal qual elas estavam, ou teríamos que sair dali rapidamente sob pena de ficarmos bloqueados pela neve que caía com grande intensidade.
Nesta altura, a maioria das estradas já estavam fechadas, e só um ou outro aventureiro subia à torre.
De certa forma, e digo isto completamente ciente de que não foi nada fácil ultrapassar os quilómetros que se seguiram, foi neste momento, e na tomada de decisão (um pouco louca, é certo!) de avançar, que começámos a ver a luz ao fundo túnel e a antever que seria possível terminar a aventura a que nos tínhamos proposto; A GR 22.
De certa forma, e digo isto completamente ciente de que não foi nada fácil ultrapassar os quilómetros que se seguiram, foi neste momento, e na tomada de decisão (um pouco louca, é certo!) de avançar, que começámos a ver a luz ao fundo túnel e a antever que seria possível terminar a aventura a que nos tínhamos proposto; A GR 22.
Depois de passar pelo que passámos, as forças e vontade quase que redobram. Surge-nos uma ideia do estilo: - Já que aqui chegámos e depois do que passámos, já nada nos detêm!

Ainda conseguimos tirar um ou outro "recuerdo" fotográfico com o telemóvel do Cláudio, que publicarei por aqui, assim que ele mos passe.
Neste troço bem difícil, até à descida para Linhares da Beira recordo uma curiosa situação que se ficou a dever ao facto de passarmos por um marco geodésico que marcava os mil e seiscentos metros, e por aí pensarmos que se aproximaria a descida, só que fomos completamente ludibriados, porque bem mais para a frente, entre cinco a dez quilómetros mais, é que apareceu o outro marco, e esse sim indicava o ponto mais alto daquela passagem, e felizmente, o retorno a alturas mais propicias para a época em que nos encontrávamos. Lá em cima também avistámos uma torre de observação completamente isolada, mas que com a neve e neblina mal se percebia o que era. Acredito que, quem já tenha feito tal trajecto com outras condições climatéricas ache estranho tal relato. Mas estes são os malefícios do inverno. Eu próprio fiquei com vontade de lá voltar noutra época para poder comprovar a beleza por outros descrita, e que pelas circunstâncias climatéricas não pudemos comprovar.
Como li num dos relatos a que tive acesso para a preparação desta GR, foi dito por gentes de Azeitão que já tinham feito tal percurso : - Este terá sido o dia mais duro de BTT pelo qual passaram até então. Pois eu confirmo e reafirmo, que terá sido quase desumano, atendendo às condições severas que tivemos que enfrentar.

Já em Linhares da Beira... Como se nada fosse... Depois da tempestade vem sempre a bonança... E o banho quente e a janta e a confraternização e os bagacinhos para aquecer... Enfim, o CONVIVIO SALUTAR!!!
GR
2 comentários:
boa noite,
descobri o seu blogue e gostei muito. o pormenor do campo de futebol achei maravilhoso. Poderia dizer-me, por favor, onde fica exatamente esse campo?
Muito obrigado e continuaçao de boas pedaladas.
Boas, Obrigado pelos comentários e boas pedaladas no novo ano. Se for o caso de ser na GR 22, melhor, já que é um dos trajectos mais espectaculares do nosso país.
Apesar de termos feito esta aventura à quase 5 anos, fui aos meus arquivos fotográficos e deu para perceber que este campo de futebol será (ou seria) entre o Piodão e Vide. na zona fronteiriça dos distritos de Coimbra e Guarda, Concelhos de Arganil e de Seia. Algures nas franjas da Serra da Estrela, a SudOeste desta.
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