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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

TRANSPORTUGAL (Travessia Autonómica de Portugal) - Bragança-Rio de Onor-Sagres-Lagos








As fotos da Partida e da Chegada :

Rio de Onor, Parque Natural da Serra de Montesinho (Bragança)




Farol do Cabo de São Vicente, Sagres, Vila do Bispo, Parque Natural do SW Alentejano e Costa Vicentina, Algarve


Apontamento :

...Muitas ideias e/ou pensamentos me ocorreram durante esta grande viagem – Posso aliás considerá-la como a “viagem de uma vida”. Uma jornada desta extensão em que se cruza o país do qual somos nativos, que, apesar de não ser muito grande, comparado com outros colossos mundiais – o é, em grandeza de espírito e na multiplicidade de imagens e diferenciação de gentes, costumes e maneiras de ser.

Posso agora dizer, na tranquilidade da secretária, que estes treze dias de travessia Autonómica – Assim gosto de apelidar esta verdadeira resenha dum Lés-a-lés Português – que, o que mais me custou a atravessar, foi, surpreendentemente, aquela região que menos esperava; - O Alto Alentejo. - E não foi por causa da Serra de São Mamede – Mas já lá vamos.

Justificando através dos números, posso dizer que depois dos dois dias e meio que demorei a transpor todo o Trás-os-montes, onde o Parque Natural da Serra de Montesinho faz de mestre-de-cerimónias, e o Parque Natural do Douro Internacional nos abre a porta da saída, via Barca D’Alva, para os dois dias de Beira Alta, de onde dificilmente podemos dissociar a dura e inóspita travessia de toda a Serra da Malcata e do seu Parque Natural, onde passei horas em cruzamentos constantes da raia, outrora por certo explorada para determinadas passagens a salto, em longas horas de fuga e sobrevivência. Foi nessa mesma serra, que muito antes do lince estar irremediavelmente em perigo, no longínquo século XIII, segundo os relatos, terão existido ursos. Pois eu, não enfrentei nenhum dos dois, mas tive a desajuda do calor, bafejado que fui pelo dia mais quente deste périplo; ao qual tive que acrescentar a dura e infrutífera passagem pela herdade do Vale Feitoso, onde os Espírito Santo quase não têm espaço para guardar o imenso gado – E isto, apesar de serem sete mil e quinhentos hectares de propriedade, estrangulada entre a Malcata e o Erges - onde me queria ter banhado, e que um funcionário da propriedade (compreensivo, no entanto) não mo possibilitou, indicando-me a direcção das montanhas, para sair “das terras” via Barragem de Penha Garcia.

Das duas jornadas de Beira Baixa (interior), apenas digo; - Quando um caminho nos é familiar; - É previsível, e por muito difícil que possa ser, torna-se sempre mais acessível. Foi assim até reentrar na descoberta que seria (e foi), o Alto Alentejo raiano. Logo, e até ter atingido a serra de Marvão (mais uma… E ainda faltam tantas…) e a subida “romana” para a bela Vila de Castelo de Vide, não me recordo de grandes peripécias. Há no entanto um facto a considerar, como tal, digno de ficar por aqui relatado. A chegada ao Parque Natural do Tejo Internacional, a consciência da força de tal caudal e o reflexo das cores do céu naquele espelho, foram do meu agrado, mas não conseguem atingir a áurea que nos trás o irmão Douro, em constantes curvas e cambiantes de relevo, onde se vislumbram as diferentes culturas e socalcos, com natural evidência da vinha. Negativo foi o aproximar a Vila Velha de Ródão e à sua zona fabril, que abafam totalmente a possível beleza da vila, com os cheiros insuportáveis e nauseabundos da pasta de celulose e dos fumos constantes, chegando mesmo a tirar importância às famosas Portas do Ródão que apressadamente queremos ver, para poder atravessar aquela ponte e entrar de vez no Alentejo.

Chegados aqui, já passados de meio desta descida, tive pela frente dificuldades adicionais, algumas delas pela surpresa. Foi assim, sem dar por ela, que demorei três dias para atravessar o Alto Alentejo, desde o “Tajo” ao fim do Alqueva. O cumprir dos Castelos e fortificações por mim até então desconhecidos ou mal explorados, tais como Castelo de Vide, Marvão, Campo Maior, Elvas, Juromenha, Monsaraz e Mourão, foram intervalados com o contornar interminável do maior lago artificial europeu; - O Alqueva, desde Elvas a Moura, tornando o árido Alentejo na região mais azul de Portugal (…há água por todo o lado…), e a constante passagem e respectiva abertura e fecho de cercas de arame e portões de ferro. A dificuldade aqui, advém do facto de muitos desses portões - vai lá saber-se porquê - estarem fechados a corrente e cadeado, tendo mesmo sido confrontado com alguns avisos “convidando” para que nos afastasse-mos. Assim, das duas uma, ou avançamos com a bicicleta por cima dos altos portões e agressivas redes, pondo o track acima de qualquer capricho proprietário, ou, respeitosamente nos desviamos, tendo muitas vezes que retroceder umas boas centenas de metros em busca de caminho viável para prosseguir a nossa contenda e levar a bom porto o nosso esforço. Digamos que nestas circunstâncias, e sempre que não conseguia comunicar com ninguém e os avisos aram hostis, fui demovido de avançar, acabando por dar a volta. Muitos desses montes (herdades), os que não estão ao abandono, são cuidados por caseiros maioritariamente oriundos de países longínquos como a Roménia e a Ucrânia.

Dos dois dias e meio que levei para cumprir em viés, o Baixo Alentejo, cruzando desde a ribeira de godelim perto da Amareleija a NE, até à Serra da Brejeira, nas franjas da de Monchique a SW, destaco a passagem por Cabeça Gorda, terra de BTTistas e do clube Ferrobico, e a constatação da perda do track no GPS, perto de Entradas, antes de Ourique, o que originou que em ritmo supersónico tenha feito uma ginástica de “expressos” Ourique-Lisboa-Ourique, acabando por minorar as perdas e estar pronto para outra jornada matinal a caminho do Algarve. Deste, região por mim bastante calcorreada noutra voltas, tenho a noção, apesar das dificuldades constantes no contornar as arribas das diversas praias, que foi mais uma etapa de consagração, em que as obrigatórias minis se foram tornando num troféu.

A propósito de minis (sempre que possível Sagres), e voltando ao início deste texto, um dos vários pensamentos que me foram surgindo nestes longos quilómetros – para que conste; - 1270 km – foi o de comparar o preço de tão refrescante néctar, relacionando-o com o local específico do país onde este era ingerido. Foi assim que cheguei à brilhante conclusão que mesmo (ou principalmente por estarmos) em tempo de crise; - “O preço da minis está reflectido no espelho do país”.

-Explicando: Com o preço das ditas a aumentar inversamente com o deslocar para Sul, comecei a pagar 0,60 cêntimos e acabei a gastar 0,70 pelo mesmo produto em terras do barlavento algarvio. De uma forma geral, e se me reportar somente a cafés, tascas e snacks o preço não saía muito do padrão compreendido entre os valores referidos; - Digamos que a média andou perto dos 0,65 cêntimos por garrafa. Mas houve excepções. E essas é que têm graça. Desde que saí de Bragança em direcção a Rio de Onor, e depois para Sul, até Sagres e Lagos, o leque da despesa com um “sumo de cevada” foi muito abrangente, tanto, que pelo mesmo produto paguei desde meros 0,50 C num clube recreativo do interior nortenho, até 1,50 euros (sim, uma mini) na aldeia de Telheiro, nas franjas de Monsaraz, onde à conta de um suposto turismo de elite tive que pagar por uma cerveja de 0,20 centilitros quase o preço de um whisky. É assim que vai o país…

“Estórias” à parte, tenho que salientar a constatação (mais uma vez) da beleza do meu país, e sentir-me orgulhoso por pertencer à mesma terra onde apesar das grandes diferenças culturais e socioeconómicas a maioria das pessoas ainda tem um elevado grau de solidariedade e sentido de auxílio. País esse onde nunca me senti em risco ou menos seguro, e onde os meus pedidos, por pequenos que fossem, foram traços gerais, atendidos.

Nesta longa jornada para o Sul, conheci inúmeras pessoas, a maioria simples cidadãos, que vivem o seu dia-a-dia no campo, onde muitas delas (sobre)vivem do que semeiam e colhem, olhando para a crise tão alvitrada como mais uma época de passagem que o tempo acabará por fazer esquecer e de onde sairá outra maleita qualquer… Afinal, muitas destas pessoas já por cá andavam no tempo da “outra senhora”.

Não posso deixar de mencionar algumas delas. Já que estou p´rá ki em “pensamentos profundos”. Assim e de forma desordenada sem qualquer ordem de importância, e com a certeza de que me vou esquecer de muita gente boa, tenho que deixar uma mensagem de apreço e gratidão traduzido num simples; - OBRIGADO A… ao Casal Perdigão, D. Inácia e Sr. Amador de Rosário, à D. Amélia Soeiro Meireles de Lagoaça, à Família da Casa Machado em castelo de Vide, a D. Fernanda o Sr. Machado, ao Casal de Vimioso, do Alojamento Local Centro, à D. Aldina da Churrasqueira Duarte em Maria Vinagre, à Sra. da “Casa Paroquial – Sto Condestável” em Monsaraz e Família, ao casal de Corte Brique, Sr. Joaquim e D. Alice, à Família Pelicano de Alfaiates, a D. São e o Marido, Ao Sr. Aurélio do Ponto Final em Campo Maior, ao Casal de pastores e caseiros Ucranianos, Alex e Esposa, que encontrei na barragem do Ponsul antes de Castelo Branco, ao pessoal do Restaurante Trindade em Pias, especialmente ao BTTista Daniel, aos Ferrobico de Cabeça Gorda, na pessoa do seu representante para o BTT, amigo Lampreia, aos já meus Amigos de Castelo Branco, o Sr. Luís e a Esposa, da Lisbonense, e, muito importantes, porque os últimos são os primeiros, aos Bombeiros Voluntários de Bragança, que não me negaram a ajuda quando não havia um único sítio para ficar numa terra em festa e com muitos emigrantes.


Números gerais desta viagem.

VALORES APROXIMADOS :

1 mt Altitude mínima

8,43 h Média diária de andamento

10,6 km/h Velocidade média geral

12,25 km/h Velocidade média andamento

13 h 42 m Tempo parado acumulado

30 Localidades visitadas

64 km/h Velocidade Máxima

80 Localidades passadas

94,5 km’s Média diária

100,4 PPM Frequência cardíaca média

102 h Tempo gasto a andar

160 PPM Frequência cardíaca Max

1113 mt Altitude Max atingida

1270 km’s percorridos

1565 mt Média diária de acumulado subido

2000 mt Acumulado máximo diário subido

3290 Kcal Média diária calorias

19500 mt Acumulado de subida

20150 mt Acumulado de descida

42770 Kcal Calorias gastas


Auxiliar de memória de

Dormidas e Comidas num Transportugal Autonómico

BRAGANÇA (dia de chegada):

Dormida - Bombeiros voluntários de Bragança (só porque estávamos em plenas festas da cidade e não havia um único local para pernoitar na cidade). Preço- paguei uma rodada aos bombeiros que estavam no restaurante/café dos BVB em dia de Jogo do Benfica. Como tal não saiu barato…lol. Pontuação (factor qualidade/preço de 0 a 10): 9,5

Jantar – Café dos B.V. de Bragança. Lombo de porco no forno fatiado, com batatas e arroz. Pontuação (q/p): 7,5

VIMIOSO (1º dia)

Dormida – Alojamento Local Centro. Rua Abade Baçal. Preço- 20 euros (preço especial) Alojamento.local.centro gmail.com tel. 273518074. Pontuação (q/p): 8,5

Jantar- Restaurante Bleu, rua Abade Baçal (ao lado do alojamento). Bife à casa (tipo posta mirandesa) com arroz e feijão verde salteado. Pontuação (q/p): 8

LAGOAÇA (2º dia)

Dormida – Estalagem Soeiro Meireles. Estrada Nacional 221. Preço- 25 euros com jantar e p.a. (preço especial). tel. 966258210. Pontuação (q/p): 9

Jantar – Na Estalagem. Vitela estufada com ervilhas e massa (picante mas bom). Pontuação (q/p): 9

FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO (3º dia)

Dormida – Hospedaria Arco-íris. Avenida Sá Carneiro. Preço- 25 euros com Jantar (preço especial). Pontuação (q/p): 8,5

Jantar – …Não me lembro… Mas sei que não foi mau… Pontuação (q/p): 8

ALFAIATES (4º dia)

Dormida – Residencial Pelicano. Estrada Nacional 233. Preço- 30 euros com jantar e p.a. (preço especial). Com piscina. tel.271647560. Pontuação (q/p): 8

Jantar – Na residencial, Buffet de pratos frios, mais prato de peixe e carne. Buffet de sobremesas (divinal). Pontuação (q/p): 9,5

PENHA GARCIA (5º dia)

Dormida – Pensão do Sr. Oliveira. Centro de Penha Garcia. Preço- 25 euros. Pontuação (q/p): 4,5

Jantar – Restaurante “O Javali”. Estrada Nacional 239, Zona industrial de Penha Garcia, a caminho de Monfortinho. Costeletas de Javali. Pontuação (q/p): 7

CASTELO BRANCO (6ºdia)

Dormida – Casa de Hóspedes “Lisbonense”. Largo de São Marcos 29. Preço- 20 euros com jantar e p.a. (preço especial). tel. 272341129. Pontuação (q/p): 8

Jantar – Na Casa de Hóspedes. Sopa de legumes e Carne. Pontuação (q/p): 8,5

CASTELO DE VIDE (7º dia)

Dormida – Casa de Hóspedes Machado. Rua Luís de Camões 33. Preço- 25 euros (preço especial). tel. 245901515. Pontuação (q/p): 8

Jantar – Churrasqueira “Os Amigos”. Centro de Castelo de Vide, rua Bartolomeu Álvares da Santa. tel. 245901781. Perna de Borrego. Pontuação (q/p): 7,5

CAMPO MAIOR (8º dia)

Dormida – Pensão Ponto Final. Avenida da Liberdade. Preço- 25 euros (preço especial). tel. 268686564. Pontuação (q/p): 6,5

Jantar – Restaurante A Lira Dourada. Rua da Moagem. tel. 268686252. Cação de Coentrada. Pontuação (q/p): 8,5

MONSARAZ (9º dia)

Dormida – Residencial Santo Condestável, Casa Paroquial. Rua Direita 4. Preço- 30 euros (preço especial). tel. 266557181. Pontuação (q/p): 9,5

Jantar – Casa Modesta. Largo de Santiago 1. tel. 965800118. Migas alentejanas com carne frita (divinal mas forte). Pontuação (q/p): 8,5

BEJA (10º dia)

Dormida – Pousada da Juventude de Beja. Rua do Professor Janeiro Acabado. Preço- 14 euros com p.a. tel. 284325458. Pontuação (q/p): 7

Jantar – Snack-bar na Avenida Salgueiro Maia. Tosta mista e empadas.

OURIQUE (11º dia)

Dormida – Residencial Mundial. Preço- 20 euros (preço especial). tel. 286512239. Pontuação (q/p): 6,5

Jantar – Na Residencial. Sanduíches ao Balcão

MARIA VINAGRE (12º dia)

Dormida – D. Aldina da Churrasqueira Duarte. Estrada Nacional 120. Preço-32 euros com jantar (preço especial). Pontuação (q/p): 7,5

Jantar – Na Churrasqueira/Pensão. Febras grelhadas. Pontuação (q/p): 7,5






Como é que se anda 13 dias de bicicleta assim com tão pouca bagagem?

Pela curiosidade da questão que Mário Trindade me colocou via mail, acabei por me alongar nas palavras. Assim, achei por bem acrescentar tal "conversa" ao post principal e primeiro, desta longa "Viagem de Vida"... - Assim o farei!

Caro amigo Mário

De certa forma posso dizer que é por um acumulado de experiências anteriores, que me foram ensinando alguns truques e adaptações, para carregar cada vez com menos peso.

Há uma imensidão de coisas que transportava nas minhas primeiras viagens em autonomia ciclistica, que jamais levarei.

Sempre andei com os tradicionais alforges traseiros laterais, com mais de 10/12 quilos e hoje em dia transposto 6/7 ou menos, num bagageiro que se prende ao espigão de selim. Além do peso, é toda uma logística que fica facilitada. - A qualquer momento posso tirar o suporte e ficar com uma bicicleta normal.

Bem, em relação à pergunta especifica e no caso desta viagem, há vários factores que contribuíram para que no fim tivesse tão pouca carga. Se notar, na fotografia de Rio de Onor (Post Geral da Transportugal), eu tinha mais 1,5/2 quilos, dos quais me desfiz no segundo dia, em Sendim, via correios, num pacote para a própria casa, que depois levantei na estação de correios da residência. Tratava-se de apetrechos relacionados com o frio, que logo percebi serem dispensáveis. Nomeadamente; - Perneiras, Camisola térmica, entre outras coisas.

Mas a principal razão para o pouco peso e volume prende-se com o tal acumulado de experiências e curiosidades, que por vezes surpreendem até alguns dos meus amigos ciclistas, não nesta, mas noutras voltas (ainda agora aconteceu no recente caminho de Fátima desde Alter do Chão, que relatarei em breve).

De forma resumida posso tentar indicar alguns deles; - Assim, por exemplo, as habituais tralhas de higiene. Com o passar dos anos fui arranjando forma de as ter em miniatura, quanto mais pequenas melhor. Escova de dentes, pasta, pente, gel, champô, tudo, até comprimidos e pomadas (que as levo, várias), são o mais pequeno possível. Outro grande truque, prende-se com a toalha, transporto uma pequena camurça (25X30) com que me seco. E pode ter a certeza que chega. É uma questão de a espremer bem.

No que toca à roupa, uma única muda para o pós pedalar é mais do que suficiente. Claro que, é de uma volta de verão que estamos a falar. Uns calções com bolsos, um pólo e uns Crocks (grande descoberta. Faz de sapato e chinelo de banho), que serão lavados sempre que necessário no fim de uma jornada.

Quanto ao equipamento de ciclismo propriamente dito, comecei por levar quatro mudas completas; - camisola, calções e meias, além de uma camisola de mangas compridas. Mas, na tal descarga de Sendim, também enviei uma delas. Percebi que apenas três mudas eram mais do que suficientes, já que passaria a lavar diariamente durante o banho (eu sei, é um esforço suplementar, e nem sempre nos apetece, mas tem que ser). Mesmo que não sequem durante o resto da tarde e a noite, há sempre um conjunto de emergência.

Existe outra estratégia que facilita o domínio dos volumes; - Prende-se com a arrumação em si, e o uso cuidado e localizado de elásticos para acomodar a carga. Além disso, e se der uma vista de olhos à tal foto de Rio de Onor, para além do bagageiro traseiro, ainda levei (como sempre) uma bolsa frontal, uma dentro do quadro e uma atrás do selim, onde transportei 4 câmaras-de-ar e alguma ferramenta, onde se incluíram uma quantidade de pequenos auxiliares para uma viagem deste tipo... Enfim...



GR

sábado, 7 de maio de 2011

Ciclovia da Avenida Duque de Ávila. FOTOS (7 de Maio de 2011)


Em certas ocasiões, somente alguns provérbios bem conhecidos do nosso léxico rico, servem para descrever determinadas situações. Em relação às fotos desta ciclovia, agora apresentadas, e que ficaram em falta no POST ANTERIOR, que relatava precisamente a conclusão feliz da ciclovia da Avenida Duque de Ávila.

Assim, o: - Mais vale tarde que nunca, ou o... Não há fome que não dê em fartura, ...Encaixam que nem uma luva...

Cá vão elas, AS FOTOS :


Como não podia deixar de ser, o Repórter Astigmático deslocou-se ao local, para fazer o levantamento fotográfico desta ocorrência.



Aspecto geral (1). Em grande parte, esta ciclovia está protegida pela sombra de uma esplendoroso túnel de arvoredo, tão característico das Avenidas Novas e tão bem aproveitado para este fim. Ao fundo o cruzamento com a Avenida Marquês de Tomar/Avenida Luís Bivar.


Aspecto geral (2). Aproxima-se o cruzamento - Devidamente assinalado - Com a Avenida 5 de Outubro


Este sim, é um grande cruzamento... Esperava eu para ver, como é que seria resolvido esta grande dificuldade. Posso dizê-lo agora que, provavelmente esta foi a melhor opção (Não sei mesmo se poderia existir outra). Falo-vos da intercepção com a movimentada Avenida da Republica.


...Semáforos luminosos, específicos para os velocípedes sem motor...


...Serão resquícios da festa de inauguração?....


...Espectáculo!...


Passadeira exclusiva e bem assinalada.


A foto é péssima, mas dá para perceber que não há desnível entre os passeios e o asfalto. Portanto a circulação está facilitada.


Aspecto geral (3)


Final deste troço da ciclovia. Como sabem, tal traçado tem ligação com a ciclovia que vem de Campolide. No que será, pelo menos até ao Largo do Arco do Cego, ISTO.


Boa sinalização vertical, a juntar à esplêndida sinalização horizontal.


Neste momento a unica interrupção a estes mais de dois quilómetros de ciclovia entre Campolide (Avenida Calouste Gulbenkian) e o Largo do Arco do Cego (Avenida Duque de Ávila) é este pedaço da Avenida Marquês de Fronteira em São Sebastião. Para já não se vislumbra nenhum tipo de solução.


Ao virar da esquina, contornando o muro de palacete da Duquesa do Cadaval, temos a Rua Rua Doutor Nicolau Bettencourt, onde recomeça a ciclovia em causa.




Extensão da trilha: 2,19 quilômetros
Elevação mín: 64 metros, máx: 90 metros
Altura acum. subida: 38 metros, descida: 24 metros
Grau de dificuldade: Fácil


RA


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Relembrando a PIRINAICA com Vídeo


Durante longo tempo esquecido, só agora foi possível editar o vídeo que dispúnhamos da nossa viagem aos Pirinéus. Usei as filmagens que o Ricardo captou com a sua nova câmara, para a edição.
...E deu nisto:

No VIMEO :

Pirinaica 2010 from João Galvão on Vimeo.

Mais um link para o Vimeo


No YOU TUBE :






Todos os nossos tracks para esta aventura :






Fotos da Viagem no Picasa :




Números da viagem de Agosto de 2010, aos Pirinéus.

0 mt Altitude mínima atingida
11,5 km/h Velocidade média total
35 km’s Mínimo percorridos num dia
58 h Tempo gasto a andar
68 km/h Velocidade Max atingida
98 km’s Máx percorridos num dia
115 PPM Frequência cardíaca média
183 PPM Frequência cardíaca Max
650 km’s percorridos
1640 mt Média diária de Acumulado de descida
1650 mt Média diária de Acumulado de subida
2325 mt Altitude Max atingida
2800 mt Max diário de Acumulado de subida
2875 Kcal Méd diária de Calorias gastas
3000 mt Max diário de Acumulado de descida
5027 Kcal Max diária de Calorias gastas
16400 mt Acumulado de descida
16500 mt Acumulado de subida
28755 Kcal Calorias gastas

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vídeo da "nossa" VIA DE LA PLATA + SANABRÊS


...Finalmente...

Com a Via de la Plata terminada há mais de ano e meio (em Agosto de 2009), só agora se reuniram as condições para que fosse possível finalizar a edição de tal registo.

Aproveitámos para o colocar no sitio do costume; O you tube, mas desta vez, também experimentámos outro arquivo de vídeos; O Vimeo. - Estou bastante agradado com esta segunda hipótese. - Acho que vou usar mais vezes...

Vídeo no VIMEO :


Vídeo no You Tube :



Link para o Vídeo no You Tube : http://www.youtube.com/watch?v=HUuif2EEX84

Aproveitando para relembrar esta ocasião, aqui vão alguns link's de fotos e post's e Tracks :
Post's :

Fotos :

Track's :

- Agora sim, está concluído o rescaldo de tal Aventura por terras de Espanha!



G.R.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Já há FOTOS do Caminho com o ARBtt...hi...hi...hi...


...E algumas são de lhe tirar o chapéu...

Parabéns aos artistas!

- Escolhi algumas para este post, inteiramente dedicado a momentos inesquecíveis.

Aqui vão as primeiras...
Semedo's machine :

Ainda em torres Novas, prontos para mais uns quilómetros de asfalto dentro dos veículos motorizados, que tanto nos ajudaram nesta Aventura. Por esta altura a maioria ainda não fazia ideia do que lhe iria surgir pela frente neste périplo de quatro dias, em que o convívio e o pedal foram as acções dominantes.

Fim da primeira etapa, Barcelos.
Prevista estava a paragem em Rates para a pernoita, mas estes bravos cicloturistas peregrinos não quiseram deixar os créditos mal parados e avançaram um bom bocado além do que seria de supor...Ah valentes!!!
O pior veio à noite. Para quem não dispunha de "ões" (tampões e colchões) a noite foi de penar...lolololol


Esta foto, muito para além da qualidade artística, tem um lado "obscuro" de que eu gosto bastante....lolool
Parecem uns cavaleiros vindos do Além(tejo)
Para alguns deles, este momento não passou de um pequeno intervalo para um campeonato de Alter(es) líquidos de decorreu de forma ordeira até altas horas da madrugada...



Os vencedores foram brindados com alguns licores espirituosos, e, não menores, sorrisos da audiência...lololool



Esta.... Bem, esta...
Não sei o que dizer!
Será que está aqui a explicação do mito do Apostolo ?.... Será que foi preciso a presença do Maior clube do mundo; O ARBtt, para que o Santo fizesse a sua aparição?
Será que passados quase mil anos depois das aparições de Santiago o "Mata mouros" nas batalhas entre cristãos e muçulmanos, em que, de forma por alguns considerada anti ecuménica, decepava as cabeças aos infiéis do norte de África, o voltámos a "Ter" ao alcance das nossas mentes ?...
Terei eu que passar a acreditar em MILAGRES?????
lol


É melhor passarmos para as fotos de outra máquina, porque isto está a passar para o campo de metafisica....

"Se sabes que bebes, porque é que te faz mal?...lololol

I have a place in Sobral... Mas BIG!!!

Sem mais comentários adicionais passemos às fotos do nosso GURU da Logística, O Filipe's phone photos :


Respeitável grupo de Peregrinos alentejanos e seus associados, prontos para uma longa jornada de quatro dias em que o bom ambiente foi a palavra reinante....



Mais uma ponte Romana. Por aqui já nos tínhamos cruzado com vários grupos de peregrinos. Muitos estrangeiros a pé e só Portugueses em bicicleta...



Paragem obrigatória antes da abordagem à Serra da Labruja... Sai uma rodada de MINIS!!!






Foto obrigatória em plena Serra da Labruja... O pior já lá ia...





Palavras para quê...



Mais uma do lado de "lá"... Quem é que se lembraria de tirar uma foto à "foto". De captar as sombras dos Gloriosos Cavaleiros do Além (tejo)... Só uma grande personalidade... lololol


...E no Fim...
O merecido descanso dos guerreiros!



GR

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Às voltas p'lo Sul (Travessia do Sul) - Números e Fotos


Valores TOTAIS… (Valores por DIAS, Dia 1); (2); (3)


1 mt Altitude mínima… (1); (19), (26)
14 km/h Velocidade média… (14); (13,5); (14,5)
25 h Tempo gasto a andar… (8); (8,5); (8,5)
72 km/h Velocidade Max atingida… (59); (63); (72)
115 PPM Frequência cardíaca média… (116); (117); (112)
168 PPM Frequência cardíaca Max… (168); (163); (157)
241 mt Altitude Max atingida… (228); (232); (241)
350 km’s percorridos… (110); (117); (123)
4463 mt Acumulado de subida… (1367); (1610); (1486)
12356 Kcal Calorias gastas… (4155); (4340); (3861)


TODAS AS FOTOS NO PICASA :

http://picasaweb.google.pt/gilgalvao/AsVoltasPLoSulTravessiaDoSul#

GR

quarta-feira, 8 de julho de 2009

AQUEDUTO - TRACK'S, FOTOS e LINK'S




Link ao Traçado principal (1) :

Link ao restante Aqueduto com uma variante por Belas (2) :

Link ao Ramal de Carnaxide :

Link ao ramal das Galegas :


Link para todas as FOTOS no PICASA. (Ordenadas pela data da fotografia) :


Link para a WIKIPÉDIA, onde podemos ter contacto com um pouco da história do Aqueduto das Águas Livres :

Página do IPPAR, com informação do Aqueduto :
Link ao MUSEU DA ÁGUA :

Aqui fica um dos primeiros esboços que tentei fazer no Google earth para melhor poder acompanhar este projecto.

"Repórter Astigmáctico"

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Fotos da VALE DO VOUGA



LINK PARA TODAS AS FOTOS NO PICASA :
http://picasaweb.google.pt/gilgalvao/4MaratonaDoValeDoVouga#

Boa sinalização desde o inicio.

Toldo de protecção para quem está à espera de sair. Normalmente são os que chegam à frente.

Um dos muitos atractivos deste Evento. O JERSEY É muito bom.

Indicação da sinalização. tudo muito bem explicado.

Mais um pormenor interessante. Autocarro panorâmico para as visitas dos familiares.

A publicidade e os patrocínios também podem ser recreativos. Muito simpáticas.

Aqui está a "malta" que sai para ganhar. Gamito incluído.

Mais tarde tomaria lá o banho. mas antes da partida ainda fui à escola fazer algo inadiável. O Porteiro era impecável.Aquecimento

...Vem lá confusão...


ÁGUA 1Num dos vários cruzamentos que tem com a ROTA DOS CASTELOS. Aqui passa ao largo desta ponte romana que temos o privilégio de atravessar quando vamos nesse trilho.




ÁGUA 2
ÁGUA 3

ÁGUA 4


ÁGUA 5... Banhos amplos e quentes.

A cantina da Universidade serviu os magníficos almoços.
...É tudo o que se queira...

...E tem Salada...

Esta nunca tinha visto. Sistema espectacular este, de levar por meio de um "tapete" rolante, os tabuleiros para a cozinha.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

FOTOS FRESQUINHAS DA VOLTA A FÁTIMA

A rapaziada que se deslocou em passeio a Fátima no passado dia 30 e 31 de Maio, já disponibilizou as fotos.

Para o efeito criaram um álbum no Picasa, que tem por AQUI um link.

Não percam! Há cada uma...

terça-feira, 2 de junho de 2009

O intruso - A breve história da visita a Fátima de 30 Maio 2009

Após uma combinação falhada no fim do Verão passado por motivos de força maior, tão grande que até parti o pulso, lá chegou a altura de concretizar uma volta, há muito desejosa para alguns e sempre apetecível para outro, para mim mais precisamente.
E após confirmação dos participantes (Rafael, Rui, Carlos, Miguel, Luís e múá) a reserva da dormida foi feita, desta vez em Alcanena, pois o complexo de Olhos de água estava lotado para a noite de 30 de Maio. Sem problemas, uma vez que o desvio era curto e apesar de um pouco mais caro as condições também são outras, (o complexo está dividido em camaratas e a IS é colectiva).
Combinado com um mês de antecedência, falámos em dois ou três pontos, pedi aos famosos guarda-rios e limpa-matas que emprestassem os suportes de selim, combinámos um almoço (sim porque tudo tem que ter um motivo e se não houver arranja-se) e entreguei ao Rafael (desta vez sem almoço) para distribuir pela malta os 4 suportes que se angariou, ficando em falta 1 que se resolveu facilmente. Como o filho Miguel levou o Pai Luís (ou foi o contrário?) o Miguel acartou com as coisas do Pai, afinal para que servem tantos anos a criá-los?
Sábado dia 30 de Maio, às 7h30m em Alpriate. Lá estavam todos, ainda antes do horário marcado, tal era a ansiedade, só com um pequeno atraso da minha parte de cerca de 2 minutos. Descarreguei a minha preocupação que o comboio de regresso provavelmente seria o das 19h54 e não das 17h54, conforme aconteceu em 2007, que o gde limpa-matas confirmou no dia anterior com todos os detalhes e precisão, e sem grandes preocupações lá arrancamos por volta das 7h46m31s.
A primeira parte do percurso até à central termoeléctrica do carregado foi feito pelo caminho conhecido, com uma variante a seguir a Vila Franca que na vez de seguirmos a estada nacional até ao Lidl, fomos por um atalho que nos manteve a nascente da linha do comboio e que descobrimos num passeio de Domingo no mês de Abril. E lá continuámos até à primeira dificuldade que nos obrigou a transpor a vedação contígua à linha do Quim e atravessar uma ponte encostado à linha para voltar a transpor a vedação e seguir caminho. Como esse caminho foi um pouco à descoberta, voltou a acontecer um pouco mais à frente. Sem grande stress e com muito boa disposição pelo meio chegámos às lezírias de Santarém onde de forma a cumprir o caminho original passámos por uma caminho muito pouco utilizado por humanos e cheio de gatos, que o diga o Miguel que ficou com as pernas depiladas (exagero, lol) e cheia de pulgas a julgar pela comichão com que ficámos (mais exagero).
Desembocámos junto à quinta do Alqueidão, local onde degustámos em 2007 um belo repasto e que perdurou umas 2h31m34s. Como ainda era cedo, cerca dos 10h42m23s seguimos caminho com a intenção de almoçarmos em Santarém. Uma refeição ligeira, tipo bifana...falava-se. Com o Grande Luís (o cota) a puxar pela malta, chegámos a Santarém por volta do meio-dia e fomos então procurar a tal tasca. “É mesmo aqui”, disse alguém e todos concordaram. Tem sítio para guardar as burras e tudo…o ideal. Lá entrámos e escolhemos: 4 nacos de touro com arroz e ervilhas, 1 entrecosto com arroz de feijão e 1 pernil. Nada mau, para quem queria uma sandocha. Regado com alguma cerveja, vinho, sumos e água, no fim lá tivemos que fazer o brinde da praxe com um shot de ginjinha. Como o pessoal não queria abusar, vai mais um shot. Se não fizéssemos uma viagem de bicicleta com 40 graus à sombra era num copo de galão.
É verdade, tal como em 2007, o termómetro do meu tablier marcava temperaturas na ordem dos 40,2 graus.
À saída de Santarém e na bifurcação do caminho de 2007 com o actual, avistámos um parque de merendas com umas belas sombrinhas e decidimos descansar um pouco, dado o calor excessivo e a barriga pesada. Mais uma atestadela aos bidões, já sem conta, e lá seguimos por um caminho desta vez virgem para todos.
Começou, na minha opinião a parte mais interessante e bela do percurso, com grande variedade de paisagem e o sobe e desce permanente sem dificuldades de maior.
Uma ou duas paragens para comprar petróleo ( a lamparina estava a apagar-se) e fruta literalmente da boa, à medida que nos aproximávamos dos Olhos d´água só pensávamos no mergulho que iríamos dar. E bem dito bem feito, chegados ao local foi vê-los tirar as t-shirts e vai de embute lá para dentro…. Espectáculo!!! Ainda molhadinhos, montámos as burras e pusemos a caminho para Alcanena que ficava a pouco mais de 6.450m e alguns centímetros. A pensão não estava bem assinalada no GPS, mas lá demos com ela, após reconhecimento do Rafael que tinha passado por lá alguns dias antes.
Destacou-se nesse dia, o cota Luís, que recebeu o prémio de montanha, o sprinter, a camisola amarela, o camisola verde, a azul, a dos quadradinhos, a rosa, enfim todos os reconhecimentos que são atribuídos aos ciclistas, conforme realçou o Rafael (prémio rookie, não por ser o mais novo, mas o que precisou de mais mimos (lol)).
Entrámos com as bicicletas pelo café Planeta adentro, oleamos as gargantas e subimos para os quartos tomar o banhinho e perfumar o corpo para o merecido jantar.
No nascer do sol já o galo tinha cantado uma dezena de vezes, as suficientes para o Rui adorar almoçar um arrozinho de cabidela. Às 7h30m já estávamos a tomar o pequeno almoço, numa pastelaria local.
Entretanto e a caminho do percurso traçado em Google Earth , que nos iria levar a Monsanto, avistámos uma placa do caminho que seguimos e ainda bem que o fizemos, não apenas por termos encurtado caminho, mas porque o que iríamos tomar era por estrada e pouco interessante ao invés deste. Fomos dar ao campo de tiro local, que tem um magnífico miradouro, tirámos umas fotos e continuámos para o meu troço favorito (treta). Um avisador indicava que BTT seguia pela estrada, mas nós homens com “S” maiúsculo, desafiámos a natureza e como Jesus quando carregou a cruz às costas, nós fizemos o mesmo com as nossas bikes e subimos a encosta com cerca de 981,89m mais Quilómetro menos Quilómetro. “Um verdadeiro martírio”, diziam uns, “mandem-me um murro a próxima vez que eu falar em Fátima”, diziam outros, “embora lá rapaziada” incentivavam outros. Certo é que chegámos lá acima com uma história para contar.
E como o sacrifício tem sempre beneficio, fizemos uma single track simplesmente espectacular, que nos faz querer fazer esta volta para o ano, que acaba em Minde.
Ainda deliciados com a descida avistámos um grupo de bttistas organizados pelos Maníacos do pedal, com quem nos cruzámos no café do mercado e que se encontravam a fazer a mesma volta que nós, com um itinerário ligeiramente diferente.
Preparámos a subida com muita concentração e afinco e lá transpusemos a famosa serra de Minde. A partir daí e até Fátima realça-se a vista de um moinho privado que visitámos e um furo que o Luís teve mesmo à chegada, mas sendo lento, encheu-se e toca a arrufar. Mais uma paragem técnica à chegada a Fátima e fomos ter com a Família do Carlos e do Luís, com quem almoçamos no Cantinho de S.Valentim (restaurante de família).
Entretanto e como nos despachámos cedo, eu, o Rui e o Rafael fomos para a estação de Fátima, que fica a qualquer coisa como 26.245m, tentar apanhar o Quim das 17h54m, feito conseguido, com a presença do Miguel que estava à nossa espera na estação, a família deixou-o lá. Saímos em Alverca e por volta das 20h30m estava em casa, fresquinhos que nem uma alface.

Ficámos todos satisfeitos, tudo correu bem, sem acidentes e incidentes e penso que estamos todos desejosos de repetir a façanha no próximo ano, dessa vez com os que por isto ou por aquilo queriam, mas não puderam nos acompanhar. Oportunamente, serão registadas fotos, tendo sido já divulgado o track, peraí traque????

Saudinha

José Alexandre Silva, o compadri

TODAS AS FOTOS NO PICASA : http://picasaweb.google.pt/josealexss/Fatima30maio2009?feat=directlink