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sábado, 17 de agosto de 2019

Portimão (Boa Vista) - Sol Tróia


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 Algumas terras e pontos de interesse passados

 nesta viagem:



Algumas dos números e informações desta viagem:




Algumas (poucas) fotografias desta viagem:



Ao mesmo tempo e em sentido inverso, vinha o famoso e muito concorrido Tróia - Sagres.
Aqui, passa por mim um pelotão de muitas dezenas, mas ao todo foram alguns milhares.





...Já durante o regresso, no Ferry desde Sol Tróia até Setúbal.






um print sreen da volta efectuado no final da mesma, que curiosamente apresenta alguns números diferentes dos referidos anteriormente. 
Não sei a razão, mas calculo que seja uma redefinição da gravação GPS, feita pelo sistema à-posteriorí.



BOAS VOLTAS


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Travessia Lisboa - Sagres em BTT para o ...Isto é Matemática!


A convite do matemático, e nosso Amigo, Rogério Martins, autor do programa "Isto é Matemática", da SIC Notícias, recentemente nomeado para melhor programa televisivo de entretenimento, pela SPA (sociedade Portuguesa de Autores), propusemos-nos fazer esta longa travessia em apenas dois dias e meio, com o intuito de comprovar uma teoria de medição de distâncias, de Eratóstenes, para um episódio de "Isto é Matemática", ao mesmo tempo que se gravavam umas imagens para postar no Face, e principalmente, nos divertíamos a fazer uma dos nossos hobbies favoritos, claro; - O BTT!

Tirando algumas avarias, muita chuva (dilúvio autêntico), muita lama, alguns riachos descontrolados, muita areia, poças intransponíveis, cansaço acumulado, falta de luminosidade causada pelo dias curtos e uma ou outra desistência, tudo correu bem. Toda a Travessia foi concluída por três elementos, mais três que a efectuaram a espaços. Totalizando mais de 330 km, em que a percentagem de BTT sem asfalto, anda perto dos 80%.
Além das duas travessias fluviais,  no Tejo e Sado, andámos quase sempre em presença da água, elemento que dificulta de sobremaneira a progressão. A presença desta, e, de muita areia, aliado à chuva constante e fortíssima que apanhámos em toda a herdade de Apostiça, originaram inclusivamente um acontecimento inédito aos nossos olhos, na manha da primeira etapa; - Todos os participantes nessa parte da contenda ficaram com problemas nos travões, relacionados com as mais diferentes causas, o que nos obrigou a efectuar uma paragem em Setúbal  nomeadamente na Bike Zone (mais uma vez, obrigado ao amigo Mário), que patrocinava esta viagem na forma de empréstimo de material, para o nosso Líder espediçional; - Rogério. Tal facto, somado à escassez de ferrys para nos levar até à Península de Tróia, foram aumentado o nosso atraso, que apesar de devidamente equacionado, chegou a colocar em dúvida a nossa progressão para esse dia. Iríamos chegar bem pela noite dentro, a Roncão. Primeiro local escolhido para a pernoita e janta. 
Pusemos logo os logísticos a trabalhar, para assegurar a reserva e o farnel, apesar de sabermos que chegaríamos bem perto das dez da noite. Apesar das piores condições e atrasos, alguns causados por aparatosas quedas, conseguimos chagar à Serra de Grândola antes das 22h e tomar o reconfortante banho e a retemperante janta, que na maioria dos elementos foi composta por uma inédita Feijoada de Leitão no "solar dos Leitões

Logo pela manhã cedo pusemos-nos de novo ao caminho para o que seria a etapa mais dura deste périplo. Composta por quase 140 km em que a componente bttística era de mais de 90%. Passando por uma imensidão de povoados e localidades que nos trariam um acumulado ascensional a rondar os mil e quinhentos metros. Continuámos em plena Serra de Grândola e tivemos que transpor mais de uma dezena de enormes lençóis de água, onde, em alguns, quase só a nado teríamos sucesso. Passe o exagero, posso dizer que alturas houve, em que com a bicicleta às costas, a água nos cobria as pernas por completo. Depois da tempestade vem a bonança... senão no todo, pelo menos em parte foi assim, já que as terras seguintes foram sendo transpostas sem a presença de chuva. Foi assim que visitámos Santiago do Cacém  Sonega, a Serra do Cercal, Vila Nova de Mil Fontes,  o Cabo Sardão, A Zambujeira do Mar, Almograve, Odeceixe, onde fizemos cerca de 6 km paralelos a uma "adrenalitica" vala, terminando com a descida vertical mais radical e entusiasmante de todo este percurso, Rogil, Aljezur, e a inevitável subida ao Castelo, e finalmente a chegada ao nosso segundo poiso, a Pousada de Juventude da praia da Arrifana, onde, como é de calcular, chegámos já com a noite elevada.

Depois de um banho "possível", fomos à procura de local para jantar, mas, depois de uma hora de incessantes buscas, não lográmos o sucesso almejado. Tornava-se imperioso solucionarmos o caso, sob o risco de ficarmos sem alimento, depois daqueles quilómetros de esforço. A solução, inédita e generosa, passou pelo empréstimo dum carro, por parte do recepcionista da Pousada, a quem eu deixo um enorme agradecimento e promessa de uma futura rodada, completamente esquecida no próprio momento, talvez, pela falta de discernimento, causada pela fome; - Obrigado "primo" Filipe!

Tão cedo quanto possível, saímos para a terceira e última etapa desta dura travessia. Etapa essa, que depois do que passámos nas anteriores, seria obrigatoriamente de consagração e desfruto. Foi sem dúvida o que nos aconteceu. O espírito reinante era de salutar convívio, e nem as intermináveis ascenssões e "quedas" às mais variadas praias da costa Vicentina, e do seu Parque Natural, nos conseguiram desmotivar. Saliento as da Carrapateira e de Cordoama, ao que se seguiu uma passagem de consagração no Cabo de São Vicente e a inevitável chegada a Sagres, para almoço e filmagens. 
 Enquanto o "SR PROFESSOR" e o staff faziam as ditas, alguns de nós; - BTTistas, degustávamos os sabores e aromas no "A Sagres", generosamente patrocinados pela produção do programa. Em meu nome e dos restantes convivas, aqui deixo o meu sincero agradecimento pelo facto, e desejo a todos o sucesso profissional e pessoal que estar Travessia acabou por ter.

Foi muita durezzzzzzaaaaaaaaaa!
ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS! 


Aqui deixo a informação geográfica, quilométrica, fotográfica e "MATEMÁTICA":

...Sim! ...Isto é matemática!!!









Entre a Fonte da Telha e a Mata dos Medos. Primeiras pedaladas, primeiras "arêas"...
O Rogério já preparado para a chuvada diluviana que haveria de cair passados alguns minutos. 



Primeiro almoço, em Setúbal. Enquanto aguardávamos pelas bicicletas, que estavam a arranjar, depois do miserável estado em que ficaram com a combinação de água e areia. 




Segundo dia, algures entre Santiago do Cacém e Sonega, em plena  "chinchada" devidamente autorizada. Eram um espectáculo, estas laranjas da baía.



Serra do Cercal, a caminho de Vila Nova de Mil Fontes. Aspecto geral das dificuldades constantes pelas quais se desenvolve este traçado, ainda para mais, efectuado em Fevereiro...Só gente "doida"...



Tão belo, e ao mesmo tempo; efémero, todo este verde alentejano. 



Durante cerca de cinco quilómetros pedalámos em cima de um carreiro que muitas vezes não tinha mais de quinze centímetros de largo, o do qual não podíamos sair, sob pena de irmos ao banho, na vala. 
Tão espectacular como arriscado.



No fim dessa vala, e com a vista sobre Odeceixe e a sua extensa ribeira, fomos presenteados com uma pista de autêntico down hill, perfeitamente exequível para os mais afoitos.



Já no terceiro dia, na descida de mais uma arriba em direcção à praia. É sempre assim durante longos quilómetros, até ao planalto final, onde podemos vislumbrar o cabo de São Vicente e a vila de Sagres, à sua esquerda.



Mais uma ideia do traçado deste último dia, por sinal comum à já famosa Transportugal e, à agora restaurada, "Rota Vicentina"
Aqui vemos o Rogério Martins a contemplar a paisagem.



...Obviamente, à mão...



...Inevitáveis, as avarias... Mesmo quando as bicicletas são novas...ololol



Três dos BBTistas que efectuaram esta "longa e Dura" travessia.
Cabo de São Vicente, Sagres, Vila do Bispo, Faro, Algarve, Portugal, Península Ibérica, Europa, Terra.




...Não há como fugir deste banho gelado logo pela manhã, em plena Serra de Grândola.



..Mas a vida contínua, com mais, ou menos água...

GR


sábado, 28 de novembro de 2009

RELATO do Tróia - Sagres - (Lagos) (1)


Apesar de estarmos no final de Novembro, mas sabendo da aberta climatérica do fim-de-semana em causa, aliado ao atraso da aparição do frio, fui fazer uma volta daquelas que são obrigatórias a qualquer cicloturista que se preze. A já famosa Tróia – Sagres por estrada, desde à muito divulgada por António Malvar [HISTÓRIA DO TRÓIA – SAGRES (A. Malvar)].

Dos cerca de 204 km’s, acabei por fazer 200 (202 no Manómetro). A pequena redução deve-se muito à mudança do local de chegada dos novos ferrys, que em vez de atracarem em Tróia, agora o fazem antes de sol-Tróia.

Foi uma viagem solitária, mas sem incidentes. Não tinha vento contra (também não o tinha a favor…pena...). Mesmo assim para a minha primeira vez neste trajecto, acabei por demorar pouco mais de 7,30 h a uma média e 26 km/h, o que para mim e principalmente para a minha forma físico/desportiva actual (muito atrasada) não foi nada mau.

Consegui cumprir com todos os meus objectivos, alguns inclusive até os achava ambiciosos em demasia. Assim, como os dias já são bastante curtos (-/+ 10 horas), tinha que sair tão cedo quanto possível para evitar algum percalço, até mesmo no horário dos barcos que antecipadamente tinha providenciado. Mal o dia tinha chegado, ainda o sol se escondia atrás das dunas da desértica e solitária estrada de ligação entre Tróia e a Comporta, já eu estava a pedalar.

Fi-lo quase três horas seguidas, até que fui obrigado a parar para mudar as pilhas ao GPS, e, aproveitando a ocasião, tirar casaco; Pôr óculos de desporto; procurar uma música e outros pequenos movimentos que descortinamos à medida que vamos evoluindo. Foi por esta altura, perto da abordagem a Sines que achei que seria prudente alimentar-me um pouco melhor. Até aqui tinha ingerido um bocado de marmelada e uma barrinha. Desde o início do périplo estava a tentar manter a regularidade na ingestão de líquidos, que para o efeito inseria de 15 em 15 minutos à razão de dois goles. Para que conste, mas principalmente para dar algum “power” à água, adicionei-lhe um daqueles hidratantes energéticos básicos, que para esse efeito costumo comprar no Decathlon.

Como a referência de paragem, do track que dispunha, estava fechada (S. Torpes), acabei por fazê-lo numa terriola de nome curioso: - Foros de pouca farinha. Aí, fiz um pequeno e rápido repasto devidamente acompanhado pela essencial coca-cola.
Voltei ao asfalto mais descansado e Também aconchegado. Tinha entrado no segundo terço desta Caminhada, faltando-me agora pouco mais de 100 km’s. Nestas “coisas” das longas marchas, o mais difícil é chegar ao meio, depois é sempre em contagem decrescente. Apesar de não ter ninguém que puxasse por mim, tinha o benefício de não ter o “amigo” vento a contrariar a minha marcha. Estava como se costuma dizer: - Por minha conta!

Com energias renovadas e com o relevo a mudar (eu sinceramente prefiro umas subidas longas e de inclinação moderada a eternas planícies, das que não se vislumbra o fim), ganhei ainda mais alento para o que se tornava uma “prova” plausível. Com a sensação de que o pior já lá ia, cheguei rapidamente a Rogil, terra onde deveria fazer uma segunda e última paragem.

Neste momento já estava a usar algumas das tácticas que habitualmente são profícuas para longas jornadas quilométricas, principalmente em estrada. Já tinha encetado os intervalos de progressão em pé/sentado, que para além de deixarem circular o sangue pelas veias que pressionamos contra o selim, ainda nos dá alguma força para acelerarmos o nosso compasso de pedalada. Também já estava a aproveitar as descidas mais longas para fazer alguns alongamentos musculares, tentando assim chegar em condições a Sagres.

É que depois destes duzentos quilómetros que se adivinhavam de sucesso, teria que fazer pelo menos mais quarenta, no que seria a ligação para Lagos, local por mim escolhido para me alojar.

Adivinha-se uma chegada ao mar bem antes das quatro horas da tarde que tinha planeado, o que me permitiria chegar ao destino final ainda com a luz do dia. É que ao mesmo tempo que conseguia manter a média acima dos 26 km/h, também seria possível cumprir outros dos meus objectivos iniciais: - Fazer esta viagem em menos de oito horas.

Acabei por ter a sorte de não ter nenhum problema mecânico, nem tão pouco físico, o que possibilitou uma chegada tranquila, e dentro do tempo previsto. Sendo assim, ainda deu para ir tirar umas fotos à Fortaleza de Sagres, conversar com alguns turistas, e sentar-me à mesa de um tranquilo café, em plena rotunda de acesso à estrada de Vila do Bispo. Ao descontrair um pouco, aproveitei para fazer um apanhado dos números do GPS, do Polar e do manómetro, enquanto me refastelava com algo quente.

O Tróia – Sagres já estava feito. Faltava agora o Sagres – Lagos.

Fiz-ma de novo à estrada para o que seria um trajecto tranquilo até Lagos. Só que, ao iniciar a minha marcha pela estrada para a vila que é capital deste concelho (Vila do Bispo), e acompanhando os traços azuis que guiam a Ecovia do Litoral, deparei que para continuar a seguir tal traçado teria que sair da dita estrada, abordando um piso muito pior que se desenrolava paralelamente ao principal. E pronto! Foi assim que decidi fazer uma prospecção fiel da Ecovia referida, acompanhando todo o tipo de inclinação e trajecto que me fosse indicado pela sinalização perfeita, que esta ECOvia tem, aqui pelo concelho.

Da Ecovia já devem ter lido algo pelo blog, se não, poderão fazê-lo quando quiserem (está aqui bem perto). Da minha aventura, que entretanto se tornou nocturna, posso dizer que fui tão longe quanto o risco me permitiu, acabando por abandonar tal via depois de uma bela aldeia costeira, de seu nome Salema (Fiquei com vontade de por lá passar uns dias…).

Deixando o levantamento para o dia seguinte, tive que abordar a N125 (fi-lo em Budens), para desse modo chegar a Lagos a horas decentes.

Traços largos, foi assim o meu Tróia – Sagres, que, como tenho direito à diferença, tornei num: - Tróia-Sagres-Lagos!
Rios? Realmente foram alguns, os que abordei nestes 246 km’s… Mas houve um que me deu um gosto especial atravessar. Falo do Rio Mira, que banha Vila Nova de Mil Fontes, onde passei muitas e muitas férias e do qual guardo belas recordações.


Assim é… Guarda Rios.

FOTOS do Tróia - Sagres 22-11-09 (2)

Algumas fotos:


Depois de tantas travessias para Tróia nos barcos antigos, foi a minha primeira travessia do Sado nos novos Ferry's noruegueses que a sonae encomendou, para fazerem no mesmo tempo dos antigos, o dobro da viagem. A ancoragem agora é feita a escassos metros de Sol-Tróia.
Por curiosidade posso referir que neste barco das 6,50 h paguei 2,00 euros pela travessia, enquanto que se fosse no seguinte já teria pago 4,50 euros. E ainda... que fui o único passageiro nesta travessia... acreditem ao não!


Já manhã alta, depois de ter feito uma primeira paragem para tirar o casaco, para por os óculos, para colocar os phones (só num ouvido), e para mais um sem número de pequenas coisinhas que nunca estão bem, depois de alguns quilómetros na estrada. Depois desta paragem só fiz mais duas ou três, uma em Foros de pouca farinha para uma sandes de queijo e chourição, uma cola e um bolo regional, e depois em Rogil para mais do mesmo. A viagem estava a correr dentro do programado... era uma questão de horas...

Já à chegada a Sagres, na via rápida de Vila do Bispo para a Vila. No lado direito deparei com estes aventureiros a desafiarem o vento, que nestas bandas sente-se sempre, mas que durante a viagem não me incomodou de maneira alguma.


Preparava-me eu para tirar um "auto retrato", cheguei a colocar a máquina em cima dum poste da vedação do forte, quando um grupo de casais estrangeiros vindo de dentro da fortaleza não me deixou prosseguir com os meus intentos. - Nós tiramos, nós tiramos... E tiraram!



GR

Números do Tróia - Sagres (3)





7 h 35 m Tempo gasto a andar
10 mt Altitude mínima
26 km/h Velocidade média
68 km/h Velocidade Max atingida
122 PPM Frequência cardíaca média
158 PPM Frequência cardíaca Max
200 km’s percorridos
215 mt Altitude Max atingida
1350 mt Acumulado de subida
4021 Kcal Calorias gastas

GR