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quinta-feira, 25 de junho de 2020

EN 2 - Estrada Nacional 2 (2ª Vez - Chaves - Faro)

...Aproveitando a crónica que o J.A.S. (Jabas) fez no blog Fuga da Maria, aqui a transcrevo na íntegra, de forma a que fique por aqui testemunhada mais esta aventura destes amigos...

EN2



Uma vez de vez em quando, temos que nos armar em machos durante 2 ou três dias… ou se pretendermos ser machos, mas mesmos machos com os ditos no sitio, temos que sair de casa durante 4 ou 5 dias. E como já não sentíamos esse orgulho, profundamente másculo, há já 3 anos, sentimo-nos na obrigação interior, de nos desafiarmos a um projeto um tanto ou quanto parvo (para não dizer outra vez parvo), que se resume na travessia de bicicleta, de Norte a Sul do interior do nosso país, em 4 dias e meio, na tão aclamada e mítica EN2. Dizem, os pouco informados, que é a 3ª maior estrada do mundo, e assim mantenho essa descrição, para nos vangloriar ainda mais o feito herculano cumprido.
Este objetivo foi inúmeras vezes tema nas conversas domingueiras, durante alguns meses, intercalado com as conversas de indignação dos serviços da MEO e da NOS, que tanto debatemos semanalmente, e que fomos adiando, ora por falta de tempo de férias, ora por  coiso. E aproveitando a conjuntura mundial, que aconselha as pessoas ficarem em casa e evitarem ajuntamentos, lá decidimos que era a altura certa para o fazer… claro que não foi bem assim. No fundo só precisávamos de alguém com competência para organizar (não vou referir nomes).
Definida uma data que interessava e permitia a presença de todos, foi apenas necessário aquele click de alguém, que começou a tratar da logística… transporte, com apoio e dormidas. Era essa a grande incógnita, sobre a disponibilidade e reabertura das hospedagens, mas nada que um telefonema não resolvesse. E prontos, meios disponíveis, dormidas marcadas e pagas, já só faltava começar a pedalar.
Restava-nos aguardar ansiosamente que a data chegasse e preparamo-nos psicologicamente para aturar 4 gajos durante 5 dias…
Ainda houve algumas questões no ar… na carrinha cabem as 4 bicicletas, os 5 macacos e a bagagem?... e se chover, vamos? Qual o creme que põem no cu?
Chega o dia da abalada e abalámos… o motorista começou a recolher os passageiros, ajudado pelo pendura que desmontava e encaixava o puzzle na carrinha, o alguidar recebia a bagagem e com mais uma precinta e uma volta na fita, passadas 4 horas e meia, um quarto de garrafa de medronho, uns bolinhos caseiros feitos pelo je (já disse que não ia dizer nomes), já estávamos em Chaves à procura de restaurante para almoçar. Começou a parte mais interessante da viagem… as vaquinhas e os brindes. Nota: se o leitor não sabe o significado de vaquinha, não pergunte à esposa, sff (basta escrever nos comentários, que alguém do grupo traduz).
A montar o Puzzle


Já em Chaves, na vaquinha e nos brindes

Fotos da praxe no inicio da EN2, creme no cú, óleo nas bicicletas e iniciámos a epopeia até Vila Real.

 Este primeiro trajecto, com cerca de 63kms, foi uma ligação primordial, uma vez que conseguimos aproveitar o dia para avançar no mapa sem grande prejuízo físico e permitiu reduzir os quilómetros das restantes etapas, já extensas o q.b. Tempo soalheiro, vento de frente, fica o registo para memória.

Chegados ao centro de Vila Real, instalámo-nos na pensão da pernoita e do repasto. Vai mais uma vaquinha, mais uns brindes aos golos do glorioso, outros aos do Portimonense e vamos dar uma voltinha a pé para desmoer. Vai um Gin tónico para ajudar ao convívio umas histórias de outras andanças e siga para a caminha, que amanhã é que vai doer.
Mais um brinde

Saída de Vila Real

Renovado o creme no cú, acrescentado óleo nas correntes das bicicletas, por volta das 9 horas já rolávamos. Por esses caminhos fora, começa a chover… aquela chuva molha parvos, fora de casa em tempo de quarentena, sabem? Essa mesmo.
Assalto em Peso da Régua

 Passámos em locais espectaculares com paisagens lindas, pelo menos é o que dizem, porque na verdade não dava para ver quase nada, mas ainda assim, deu para ir curtindo o caminho, nas estradas serpentiadas e no atravessamento de rios e pontes, ou melhor pontes sobre rios, que esta estrada nos oferece. 
Ponte sem fim


O marco mais fotografado do trajecto

Pena o tempo não ter permitido a contemplação total dos locais por onde passámos, mas ainda assim deu para perceber a beleza natural desta zona do país. 
Lamego

Paragem em Viseu para almoçar uma bifana especial e comprar umas travessas para os sapatos e siga até Santa Comba Dão, onde pernoitámos e nos encontrámos finalmente com o carro de apoio, após uma incursão à Serra da Estrela para buscar gelo para colocar na geleira.
Viseu

Feitas as apresentações ao dono da casa alugada, localizada à entrada da cidade, fomos contemplados por um jantar digno de rei… acho que estou a exagerar um pouco, mas fica bem… feito pela pessoa que não posso dizer o nome. Mais umas jolas e uns brindes, deu-nos para ir passear um pouco, para tentar um cafezinho, cafezinho esse que evidenciou que afinal há um elemento do grupo que não só vê mal ao perto, mas também vê mal ao longe.
No repasto da casa
Ainda dizem que em Santa Comba Dão não há toureiros...



Após o descanso de 150kms, lá nos levantámos com a certeza que desta vez a chuva foi ali e já vem. Mais umas horas a levar com ela, lá tive que recorrer a um óleo desenvolvido por engenheiros da NASA, daqueles que é uma mistura de um óleo de corrente normal, com uma dosezinha de óleo de maquina de projecção de filmes americano e uma pitadinha de teflon, para calar o estalido dos pedais, que a água tanto gosta de evidenciar.
Douro

Este 3º dia, foi o mais duro, não apenas pela sua extensão e acumulado de subida, mas também pelo acumulado de subida e da sua extensão… 195kms, com 3.000m de acumulado de ascensão. Foi um dia que passou num ápice, mas muito vagaroso (ainda estou todo embaralhado), tal a variedade de locais por onde passámos e sem dúvida o mais abrangente em termos de dificuldade. 
Até parece um profissional

Almoçamos em Gois, numa pastelaria com os melhores croissants mistos do mundo, cantámos pela primeira vez os parabéns a uma pessoa que não posso dizer o nome, e passados 409kms, já estávamos em Abrantes.
Marco de Góis

Praia fluvial do Sinhel - Alvares

Melriça - Vila de Rei

Vista de Abrantes para Sul
Chegados a Abrantes e após alguma dificuldade em encontrar a casa, pois fica bem lá no cimo, junto da cruz da igreja (já depois do campanário), partimos de imediato para além de Tomar, onde nos encontrámos com os nossos companheiros de Fátima, ao abrigo do plano de confinamento da DGS que permite um ajuntamento de 10 pessoas, num espaço reservado e bem arejado, com comida e pinga boa e desde que um dos elementos seja aniversariante.

Mais 48 quilómetros de regresso à estadia (de carro, convém mencionar, para não pensarem que me estou a esticar) e vamos dormir que já passa da 01:00.
A juzante da barragem da Aguieira

Naturalmente que no dia seguinte apenas começámos a pedalar às 10:00… e ainda para mais no dia menos interessante sob o ponto de vista de paisagens e tipo de estrada. Estrámos no Alentejo e como sabido, a seguir a uma reta (que não é plana) vem outra reta (que também não é plana). Foi um dia difícil psicologicamente falando, acentuado pela boémia da noite passada, mas como verdadeiros machões lá fomos rolando com mais ou menos paragens, numa dessas ainda fomos gozados por alentejanos que nos confundiram com um rebanho, até ao destino – Torrão. Localidade originária do grande ciclista que não posso dizer o nome, atualmente com 84 anos, detentor de várias proezas individuais, como a viagem de Portugal Luxemburgo em bicicleta, 24 horas consecutivas a pedalar em rolo, entre outras… pelo menos assim o venderam. Nunca tinha ouvido falar nesta localidade, mas o certo é que não me vai sair da memória, não pelas façanhas do sr. Ciclista, mas pela melhor sopa de cação do mundo.
Tive o caminho todo a cortar o vento para os meus companheiros

Alcaçovas
Apenas faltam 183kms, depois dos 165kms percorridos no dia anterior.
E vamos lá levantar cedo que se faz tarde!!! Creme no cú, óleo da NASA na corrente da bicicleta e diretos ao pequeno almoço na pastelaria que ainda não abriu… mas isto não abre às 8:00? Já são 8:17 e está fechada… “Deves pensar que estás na Lourinhã!!! (digo eu, para mim)”
Já prontinhos para começar a andar sem o pequeno almoço tomado, lá aparecem os funcionários, ou donos, do estabelecimento… vá lá, ainda não é desta que passo fome no Alentejo. Ups, se o bidé alentejano lê isto, vou ter que o ouvir… no Alentejo é que se come bem, é preciso é saber onde ir, e que o Alentejo é a melhor terra do mundo e arredores e …. Já não lembro de mais, porque tive que desligar o aparelho auditivo, que estava quase a rebentar com o amplificador.

Lá vamos em direção e Ferreira do Alentejo, Aljustrel (tirar umas fotos ao maquinista), Castro Verde (puxar as orelhas a uma ovelha), por onde almoçámos, sempre com um dia soalheiro a dar para o quentinho, mas felizmente perfeitamente tolerável. Nota para o estado da estrada nesse trajeto, nomeadamente Aljustrel- Castro Verde, que se encontra num estado perfeitamente deplorável.
O Maquinista
Ferreira do Alentejo

Há toureiros para todas as medidas

Estava cumprida a parte mais aborrecida do caminho, das planícies alentejanas, que de plano não têm nada, para entrarmos no interior algarvio, que tão boa memória me traz, de outra aventura com o bidé africano e do outro elemento que não posso dizer o nome.
Besta sobre besta!!
Este traçado, é para mim, o mais curtido pelas subidas e descidas, com as curvas desenhadas por engenheiros de estrada ingleses, com os “relevês” geometricamente calculados. Senti-me um verdadeiro piloto de pista, numa Famel zundapp xf17 com escape de 80. Muito Bom!!
Serra do Caldeirão

Faltando apenas 40kms para o destino, no topo da serra do caldeirão, estávamos mais tranquilos, porque, segundo um elemento, o qual não posso dizer o nome, era sempre a descer. 
Mais um brinde!!! A partir daqui é sempre a descer!!

E quase que acertava… tirando umas quantas subidas, que já pesavam no aspecto psicológico.
Foi-se impondo um ritmo mais acelerado, com a vontade de chegar ao destino, e derrepente… voilá!! Chegámos à mítica rotunda 738!!

ORAF ?? 837??


Missão cumprida, resta a viagem de regresso, não sem antes de montar o puzzle na carrinha e encontrar um sitio para o ultimo repasto. Na falta de ideias e depois de verificar que um restaurante de referencia em Faro se encontrava fechado, lá fomos ao Zé do Peixe assado, em Albufeira, por caminhos interiores, conforme indicação do telemóvel de ultima geração, de uma pessoa que eu não vou dizer o nome, comer umas sardinhas assadas, boas, mas piquenas e um polvo à lagareiro à moda algarvia.

Feitas as contas, com mais uma voltinha ou engano, foram 750kms, 9.210m de acumulado de subida, em 30h:30m, repartidos em 4 dias e meio... e uma cagada no mato.
A estudar a flora alentejana
A carrinha, que sempre nos acompanhou, com exceção no 2º dia, onde fez uma pequena incursão à Serra da Estrela, foram cerca de 1.700kms, se a memória não me falha.
Resta o agradecimento aos envolvidos, nomeadamente ao Ricardo Rosa, pela disponibilidade, paciência, ajuda, explicação de funcionamento do som estereofónico e tudo o mais, e ao João Galvão, por toda a organização antes e durante o passeio, que tanto o caracteriza, sabendo todos nós, que nem vale a pena tentar ajudar que só vamos complicar. Aos restantes bidés, tal como eu, resta-nos aturar-nos uns aos outros e prontos a desafiarmos a um novo desafio.
JAS



TRACKS GPS DESTA VIAGEM









quinta-feira, 14 de março de 2013

A Travessia Lisboa - Sagres, em BTT, para o "Isto é Matemática", NA REVISTA PASSEAR


A revista PASSEAR achou por bem publicar a "Crónica" da nossa última Travessia, Lisboa - Sagres em BTT, há pouco postada neste Blog.

- Aqui fica a versão em papel...









GR


HÀ CONVERSA... José Candeias e João Galvão na RDP

Mais um testemunho de um utilizador de bicicleta, que por acaso, também escreve umas larachas neste blog, e que, por desleixo, não constava nos arquivos deste Pasquim.

Mais vale tarde... Já tá...



José Candeias: - Autor de um dos programas mais ouvidos da rádio em Portugal. 
- Apesar de ir para o ar, obviamente em directo, diariamente, cerca das seis da manhã. 
Normalmente, tais conversas, desenrolam-se com emigrantes com alguma história para contar, assim como tripulações de embarcações Portuguesas que se encontram em alto mar, um pouco pelo mundo fora, e, mais recentemente, com alguns "ilustres" utilizadores assíduos do meio de transporte mais inteligente que temos à face da Terra; Claro que vos falo da; - Bicicleta! 
- Foi nesse tema que fui convocado para mais uma das muitas conversas que este grande comunicador tem diariamente, na Antena 1 





sábado, 10 de novembro de 2012

Vantagens e desvantagens de uma 29er


Se estão a pensar comprar um bicicleta de BTT, façam uma pausa e pensem bem... Ou pelo menos experimentem uma 29er, e tirem as vossas conclusões.

- Para vos ajudar, aqui colo um artigo muito interessante e esclarecedor, acerca do tema, que me foi enviado via mail por alguns amigos, conhecedores do tema.

- Para mim é esta (pelo menos em sonhos...lol) :

Superfly 1024x768 Os prós e os contras das bicicletas aro 29A Superfly é a MTB (BTT) mais leve de toda a linha Trek-Gary Fisher.

Nota do Autor: o post original foi publicado em junho de 2010, e foi atualizado em outubro de 2012 co minformações mais recentes.

O Mountain Bike (MTB), também conhecido como BTT por nossos amigos Portugueses é a modalidade de ciclismo mais praticada no mundo e por consequência são as bicicletas mais vendidas no mundo.
As bicicletas de MTB surgiram no final da década de 1950 na Califórnia, quando um grupo de surfistas procurou atividades para os dias sem ondas. As primeiras pessoas a modificarem uma bicicleta para melhorar seu desempenho na terra foram James Finley Scott, Tom Ritchey e Gary Fisher. Este último considerado por muitos o verdadeiro inventor do MTB. Na época as MTBs nada mais eram do que bicicletas de passeio com pneus balão e guidão reto.
As MTBs evoluiram muito com o passar dos anos, hoje possuem quadros reforçados de alumínio ou fibra de carbono, pneus mais grossos com cravos que possibilitam uma melhor tração em diversos tipos de terreno; freios a disco hidráulicos, suspensão traseira e/ou dianteira, pedais de encaixe, pneus tubeless e um número muito maior de marchas.

De lá pra cá o único componente que, até recentemente, não havia sofrido nenhuma modificação foi o diâmetro das rodas que normalmente tem 26”. Na última decada começaram a surgir bicicletas que usam rodas com o diâmetro de 29” (e em 2012 começaram a se popularizar as bicicletas de aro 27,5). Segundo Gary Fisher, as rodas 26” só foram adotadas no MTB por pura coincidência pois na época do surgimento das MTBs as rodas 26” eram as mais comuns no mercado (Saiba mais assistindo ao Episódio da Escola de MTB sobre os diferentes tamanhos de roda).
Muito se debate a respeito dos prós e os contras desse tipo de bicicleta, mas os puristas do MTB têm que admitir as 29ers, como são chamadas essas bicicletas com rodas maiores tem se tornado cada vez mais comuns a ponto de algumas equipes de MTB adotarem exclusivamente esse tipo de bicicleta já são as bicicletas mais procuradas do mercado, e mais as 29ers começam a ser presença cada vez mais comuns nos pódiuns das Etapas do Circuito Mundial de MTB.
Segundo Conrad Stoltz, em e-mail recente (2009) ao Espírito Outdoor, “Pretendo usar mais minha 29er nessa temporada. Sinto que em percursos tecnicamente difíceis a maior superfície de contato com o chão dá mais tração. Com iso você não tem que brecar tanto nas curvas e consegue manter o momentum. É quase como ter uma suspensão extra e com isso você não se cansa tanto….Em qualquer situação acima de 5km/h as 29ers são mais rápidas”. (O artigo foi publicado em 2010, hoje  Conrad Stolz corre exclusivamente de bicicletas aro 29, e apesar dos seus 39 anos tem se mantido no topo da elite do triathlon mundial).

Vantagens das 29er:

  • Menor ângulo de ataque: com um diâmetro maior as rodas dissipam melhor as oscilações verticais dos buracos e obstáculos. Andar em uma aro 29 é quase ter uma suspensão extra.
  • Maior superfície de contato com o chão o que melhora a aderência nas curvas, tração nas subidas e nas frenagens. Em superfícies “soltas” (loose surface) rodas maiores são uma real vantagem.
  • Rodas maiores mantém o momentum mais fácil: Quanto maior a velocidade mais fácil fica de manter o momentum.
  • As 29er são mais confortáveis e com isso cansam menos os ciclistas.
Veja o vídeo abaixo comparando as rodas aro 26 e aro 29.
29er tech Os prós e os contras das bicicletas aro 29As rodas maiores são uma real vantagem na transposição de obstáculos

Desvantagens das 29ers:

  • Rodas maiores sempre serão mais pesadas.
  • Rodar maiores demoram mais para acelerar.
  • A distância entre eixo pode ser maior numa bike 29” do que em uma bike 26” o que faz com que a bike seja um pouco mais lenta em situações extremamente travadas.
  • Ainda não existem muitas opções de suspensões e pneus para as 29ers. Hoje o mercado oferece uma grande variedade depneus, aros e suspensões para as bicicletas aro 29.
Opinião do Rodrigo: Em 2008 enquanto disputava o Campeonato Mundial de Xterra pude fazer o test drive de algumas 29ers e fiquei impressionado com as bicicletas. Achei que fossem bicicletas lentas e que demorassem a responder, mas encontrei bicicletas rápidas, seguras nas curvas e que permitem uma pilotagem agressiva (the way i like!). Senti muita diferença no ângulo de contato sobre os obstáculos e acho que as rodas maiores são uma real vantagem em provas muito duras e/ou muito longas.
Cabe a nós torcermos para que tais bicicletas se popularizem e se tornem mais acessíveis no mercado

Quer montar uma Aro 29? Veja nosso artigo Como Escolher ou Montar uma Bicicleta Aro 29.

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Novas Marcações no Caminho de Fátima (C.N.C.)...


...Com o intuito de demover os Peregrinos - principalmente os pedonais - a deixarem as estradas nacionais, tentando minorar ao máximo, muitas das catástrofes que vão acontecendo, tornando cada vez mais extensa a lista dos óbitos, sempre que se aproxima o 13 de Maio, estão a decorrer (algumas já estarão concluídas), novas marcações por seis novos traçados, um pouco por todo o país, criando assim alternativas viáveis e muito mais seguras, para que os Peregrinos possam alcançar os seus objectivos.

Alertado por alguém interessado nas pedaladas, mas também nas questões da cidadania, achei por bem linkar aqui no blog, um apontamento do jornal I, em que se descreve em detalhe o que acabei de apresentar.

domingo, 24 de abril de 2011

Aluguer de bicicletas da EMEL foi alargado

Acabado de actualizar a informação correspondente ao aluguer de bicicletas neste blog, fui levado - enquanto investigava o tema - a uma notícia do J.N. que alerta para o facto de a rede de aluguer de bicicletas nos parques da EMEL; "Estacione e siga caminho", ter sido alargada.

Dita assim:

O serviço "B'ina - Estacione e siga caminho", no qual a Empresa Pública Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) disponibiliza aluguer de bicicletas, foi alargado aos principais parques de estacionamento e a clientes ocasionais.

Em nota divulgada, esta quarta-feira, a EMEL informou que anteriormente o serviço estava limitado a clientes com avença em parques, mas que agora está acessível a clientes ocasionais e a todas as pessoas que pretendam circular de bicicleta em Lisboa.

As bicicletas podem ser alugadas em parques de estacionamento como os da Universidade, Campo Grande, Carlos Lopes, Biblioteca, Corpo Santo, Sete Rios, Colégio Militar, Teixeira de Pascoais e Portas do Sol.

O serviço sugere aos condutores que estacionem o carro num dos parques e "sigam caminho" de bicicleta, seja para o trabalho, numa curta deslocação ou simplesmente por lazer.

O aluguer de bicicletas funciona nos horários dos parques e o preço para meio dia é de dois euros e para um dia inteiro de 3,50 euros.

Para o fim-de-semana, o aluguer começa sexta-feira a partir das 14 horas e termina até às 10 horas da segunda-feira seguinte, custando oito euros.

A EMEL cede também um capacete e um colete reflector no início do percurso, que devem ser devolvidos aquando do término do aluguer.

Nos dias úteis, não é necessária reserva.


sábado, 24 de outubro de 2009

Turismo ciclável em Portugal

Para marcar o arranque do projecto «Cicloria», em Portugal, diferentes autarquias, em parceria com a Universidade de Aveiro (UA), decidiram organizar a conferência sobre «O Lazer e o Turismo Ciclável em Portugal», no próximo dia 6 de Novembro, em Aveiro.

O conceito de turismo ciclável tem vindo a desenvolver-se de uma forma organizada e sistemática em vários países (designadamente Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Reino Unido e Espanha) com impactos significativos do ponto de vista económico, social e ambiental. Trata-se de uma actividade que mobiliza visitantes e turistas que se deslocam de bicicleta, em férias ou em lazer, planeada de forma independente ou fazendo parte de viagens organizadas e que pode incluir o uso de outros serviços de transporte e um tipo de alojamento formal ou informal. Um Estudo recente da Comissão Europeia sobre o impacto económico do turismo ciclável a nível europeu (The European Cycle Route Network Eurovelo – Challenges and Opportunities for Sustainable Tourism, 2009), apresentado em Bruxelas, conclui que atinge, actualmente, 2.8 mil milhões de viagens por ano, 26 milhões de viagens de turismo e representa um valor de 54 mil milhões de euros por ano.
O mesmo estudo estima que o valor da Rede Europeia de Ciclovias - EuroVelo (constituída por 12 eixos transcontinentais e totalizando 66 mil quilómetros, 75 por cento já construídos - atinja já 12.5 milhões de viajantes, com um impacto económico de 4.4 mil milhões de euros. A EuroVelo foi pensada com o objectivo de criar uma rede de ciclovias de elevada qualidade ligando todos os países europeus, podendo ser fruída por utilizadores de grandes distâncias ou diários. Para fazer parte desta rede é fundamental que sejam seguras e contínuas, o ambiente rural envolvente seja agradável e amigável do utilizador, exista uma clara e precisa sinalização, alojamento de qualidade e hospitalidade nas rotas cicláveis, serviços de apoio e adequada informação.


Projecto Cicloria

O governo português aprovou, recentemente, o projecto «Cicloria», com um investimento de um milhão de euros numa iniciativa promovida pelas autarquias da Murtosa, Ovar e Estarreja e pela UA. Desenvolvido no âmbito de uma candidatura ao POVT - Eixo IX – Acções Inovadoras para o Desenvolvimento Urbano - Acessibilidade e Mobilidade Urbana, a grande motivação é o lazer e turismo na região da Ria de Aveiro.
Pretende-se, com este projecto, criar uma rede de ciclovias na envolvente à Ria de Aveiro apoiada num conjunto de acções de animação dos percursos cicláveis, através da organização, disponibilização e valorização do conhecimento sobre o património cultural, construído e natural da região que os agentes locais e os investigadores da Universidade de Aveiro dispõem. Várias empresas do sector serão convidadas a participar no fornecimento das bicicletas e equipamentos de apoio e poderão até surgir no âmbito de iniciativas de empreendedorismo para prestar outros serviços (oficinas, guias de natureza e animação cultural). A integração da temática da mobilidade nos curricula das escolas, irá contribuir para estimular os alunos a irem de bicicleta para a escola e a descoberta ciclável do meio onde vivem. Segundo a organização, “existe a convicção que este novo enfoque poderá, em larga escala, beneficiar a economia, através da criação de emprego e o aumento das actividades ligadas ao turismo, e o ambiente, através da criação de actividades “low carbon” – uma aposta chave face à crise actual”.


Artigo transcrito do site :

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=36110&op=all

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Será este o caminho? (BIKES DO FUTURO)

Muitos de nós já vimos estas fotos.
- Provavelmente todos.
Mas, também um pouco por isso acho que devem fazer parte deste BLOG.
Para comprovarmos com o evoluir dos tempos e da estética, se farão com que tais ideias vinguem, …ou somente para servir de arquivo…










A ver vamos, o que nos reserva o TEMPO!