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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Volta a POrtugal em BTT (versão c/ Ecovia do Litoral no Algarve)


Este trajeto é uma colagem de vários tracks, por mim percorridos anteriormente. As principais referências são: - O traçado que marquei desde Lisboa até Viana de Castelo em 2010 e 2011, de seu nome “A Ver Água”; A Travessia do Norte, entre Viana e Rio de Onor, que fiz este ano (2012); A Travessia de Portugal, entre Rio do Onor e Sagres, (2011); O Caminho Português de Este, entre Tavira e Beja, (2010); A Ecovia do Litoral, que percorre todo o litoral algarvio, entre VRSA e o Cabo de São Vicente, 2010 e 2011; A Travessia do Sul entre Sagres e Tróia, 2010 e Traçados na Arrábida e na EN10. Além de passar por grande parte das Serras e Rios de Portugal. Como em muitos dos traçados, já não passo há mais de um ano, não posso garantir na íntegra, que estejam 100% cicláveis, além de relembrar que muitos destes trajectos foram efetuados no verão, não estando por isso, sujeito a grandes caudais nas linhas de água.


 


 

 Este track, que cumpre uma volta completa a Portugal continental, é "irmão" de um outro, já apresentado neste blog. A unica divergência reporta-se à travessia  do Algarve. Enquanto este usa a Ecovia do Litoral, o traçado anterior fá-lo através da Via Algarviana; - Mais dura e com mais altimetria.

Algumas Fotos :

Tal como é de prever, uma volta a Portugal, e sendo o nosso, um país com mais de 800 km de costa, muitas vezes estamos bem perto da água. Seja ela em forma de mar, rios, rias, ribeiros, lagoas, lagos ou barragens. -  Muitas vezes, até estamos mesmo em cima dela, como é o caso das travessias que temos que efectuar em embarcações. 
Nesta fotografia, temos a entrada para o ferry, que nos transporta desde Setúbal até Tróia. Nesta viagem especifica, e por ter usado o primeiro barco da manhã (O único que tem desconto para o transporte de bicicletas), que se realiza ainda antes das sete da manhã, fiz uma viagem em solitário.




Proximidade ao Rio Guadiana. 
Nesta Volta a Portugal em BTT, temos oportunidade de pedalar nas suas imediações, em duas ocasiões distintas.  
Aqui ficam os links para mais fotos no arquivo do picasa: 
e da


Mais água, mais uma travessia de barco.  
- Aqui, a Ria de Aveiro, desde São Jacinto até à Gafanha da Nazaré



...Em resposta a alguns pedidos de esclarecimento, sobre o trajecto, via comentários, no Wikiloc, aqui vai uma pequena descrição da colagem e dos traçados:

Boas (...),
No total, esta travessia pode fazer-se em cerca de um mês, mês e pouco. Dependendo do andamento, e do tempo que se passa em cada terra. No meu caso, posso dar-te uma ideia geral por troços. – Assim, e começando em Lisboa, em direção a Norte, temos até Darque (Viana do Castelo) a NO, a rota “A Ver Água" http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1587172 sempre pela costa, 550 km, que fazes em 5 ou 6 dias. Não tem grandes elevações, quase sempre a presença de Água. Rios, Mar, Rias, lagoas, etc. É o puro caminho costeiro, com muita presença de praias e vilas de veraneio. Para quem gosta de caminhos frescos, será por certo, a par da Ecovia do Litoral, um dos maiores atrativos.
Depois, em direção a Este, pelo Norte de Portugal, desde Viana do Castelo até Rio de Onor (Bragança), passamos a ter quase exclusivamente a presença de montes e serras do Minho e Trás-os-Montes. Algumas de grande agressividade e alto-relevo, desde o Gerês, Peneda e Xurês, até ao Larouco, Coroa e Montesinho. De qualquer maneira o pico mais alto, não passa muito dos 1500mt. Será o ideal para quem não vive sem o subir e descer constantes. A Esta “Travessia do Norte em BTT” http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=3344153 não será fácil vencer os seus quase 600 km em menos de 7 a 8 dias.
Seguidamente, e virando o azimute para sul (do lado Este de Portugal fronteiriço, muito perto de Espanha) Passamos para o maior itinerário desta colagem; - “A Travessia de Portugal” e o “Portugal de Lás-a-Lés”, http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1997266 são bem mais de mil quilómetros, e demoram mais ou menos 12 dias no terreno. Cruzando todo o país de N a S, e as regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, As Beiras Alta e Interior, O Alto e Baixo Alentejo, e o Algarve, desconhecido e interior. Nesta parte do traçado podemos ter uma noção da realidade de Portugal, o país profundo, inóspito e muitas vezes desértico. Pessoalmente, esta parte da Volta a Portugal em BTT, é a que mais me toca, pela diversidade de relevos, culturas e gentes ao nosso alcance. – A Viagem duma vida!

A costa Sul de Portugal é atravessada bem perto da costa, na versão da “Ecovia do Litoral” (E.L.), http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1224468 e pelo interior montanhoso do Algarve, na versão da “Via Algarviana” (V.A.). http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=479885 Estas duas opções são completamente distintas no seu relevo, paisagens e dificuldades. Se na E.L. vais bem perto do mar, num total de 250 km, exequíveis em 2 ou 3 dias. Já na segunda hipótese, a V.A., o relevo das serras algarvias, dificulta bem mais as coisas. Aí os mais de 300 km não demoram menos de 4 a 5 dias.
Na reta final desta “caminhada” temos o retorno a Lisboa pela costa e algum interior alentejano, até Tróia, pela Travessia do Sul e depois até Lisboa, Pela serra da Arrábida e EN 10. 3 a 4 dias serão suficientes para completar estes cerca de 350 km.
Todo este traçado é maioritariamente efetuado em estradões (tout-venant e corta fogos), caminhos rurais e singles. Também tem alguns quilómetros de estradas rurais asfaltadas e uma ou outra estrada municipal. Tem dois ou três troços de Estrada Nacional, nunca superiores a 15/20 km. Diria, sem margem para grandes dúvidas que todo este projeto terá cerca de 10% de caminhos asfaltados.
Quer façam o TODO ou em parte, desejo a todos uma boa viagem e boas pedaladas. A época ideal para efetuar esta “Volta” será nos meses de verão. É que para além das três travessias fluviais em barco, tem muitos quilómetros de proximidade com a água, que, em época de chuvas, se complicam de sobremaneira.
João Galvão (Nés)

G.R.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Volta a POrtugal em BTT (versão c/ Via Algarviana)




  Traçado no Wikiloc

Este trajeto é uma colagem de vários tracks, por mim percorridos anteriormente. As principais referências são: - O traçado que marquei desde Lisboa até Viana de Castelo em 2010 e 2011, de seu nome “A Ver Água”; A Travessia do Norte, entre Viana e Rio de Onor, que fiz este ano (2012); A Travessia de Portugal, entre Rio do Onor e Sagres, (2011); O Caminho Português de Este, entre Tavira e Beja, (2010); A Via Algarviana, que percorre o Algarve, entre Alcoutim e o Cabo de São Vicente, 2009; A Travessia do Sul entre Sagres e Tróia, 2010 e Traçados na Arrábida e na EN10. Além de passar por grande parte das Serras e Rios de Portugal. Como em muitos dos traçados, já não passo há mais de um ano, não posso garantir na íntegra, que estejam 100% cicláveis, além de relembrar que muitos destes trajetos foram efetuados no verão, não estando por isso, sujeito a grandes caudais nas linhas de água.


Algumas Fotos:


Uma das muitas paisagens deste traçado. Nas Serras Algarvias.




Nas Serras Beirãs.




Nas Serras Transmontanas.
Fotos da Travessia do NOrte em BTT, no Picasa


...Em resposta a alguns pedidos de esclarecimento, sobre o trajecto, via comentários, no Wikiloc, aqui vai uma pequena descrição da colagem e dos traçados:

Boas (...),
No total, esta travessia pode fazer-se em cerca de um mês, mês e pouco. Dependendo do andamento, e do tempo que se passa em cada terra. No meu caso, posso dar-te uma ideia geral por troços. – Assim, e começando em Lisboa, em direção a Norte, temos até Darque (Viana do Castelo) a NO, a rota “A Ver Água" http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1587172 sempre pela costa, 550 km, que fazes em 5 ou 6 dias. Não tem grandes elevações, quase sempre a presença de Água. Rios, Mar, Rias, lagoas, etc. É o puro caminho costeiro, com muita presença de praias e vilas de veraneio. Para quem gosta de caminhos frescos, será por certo, a par da Ecovia do Litoral, um dos maiores atrativos.
Depois, em direção a Este, pelo Norte de Portugal, desde Viana do Castelo até Rio de Onor (Bragança), passamos a ter quase exclusivamente a presença de montes e serras do Minho e Trás-os-Montes. Algumas de grande agressividade e alto-relevo, desde o Gerês, Peneda e Xurês, até ao Larouco, Coroa e Montesinho. De qualquer maneira o pico mais alto, não passa muito dos 1500mt. Será o ideal para quem não vive sem o subir e descer constantes. A Esta “Travessia do Norte em BTT” http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=3344153 não será fácil vencer os seus quase 600 km em menos de 7 a 8 dias.
Seguidamente, e virando o azimute para sul (do lado Este de Portugal fronteiriço, muito perto de Espanha) Passamos para o maior itinerário desta colagem; - “A Travessia de Portugal” e o “Portugal de Lás-a-Lés”, http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1997266 são bem mais de mil quilómetros, e demoram mais ou menos 12 dias no terreno. Cruzando todo o país de N a S, e as regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, As Beiras Alta e Interior, O Alto e Baixo Alentejo, e o Algarve, desconhecido e interior. Nesta parte do traçado podemos ter uma noção da realidade de Portugal, o país profundo, inóspito e muitas vezes desértico. Pessoalmente, esta parte da Volta a Portugal em BTT, é a que mais me toca, pela diversidade de relevos, culturas e gentes ao nosso alcance. – A Viagem duma vida!

A costa Sul de Portugal é atravessada bem perto da costa, na versão da “Ecovia do Litoral” (E.L.), http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1224468 e pelo interior montanhoso do Algarve, na versão da “Via Algarviana” (V.A.). http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=479885 Estas duas opções são completamente distintas no seu relevo, paisagens e dificuldades. Se na E.L. vais bem perto do mar, num total de 250 km, exequíveis em 2 ou 3 dias. Já na segunda hipótese, a V.A., o relevo das serras algarvias, dificulta bem mais as coisas. Aí os mais de 300 km não demoram menos de 4 a 5 dias.
Na reta final desta “caminhada” temos o retorno a Lisboa pela costa e algum interior alentejano, até Tróia, pela Travessia do Sul e depois até Lisboa, Pela serra da Arrábida e EN 10. 3 a 4 dias serão suficientes para completar estes cerca de 350 km.
Todo este traçado é maioritariamente efetuado em estradões (tout-venant e corta fogos), caminhos rurais e singles. Também tem alguns quilómetros de estradas rurais asfaltadas e uma ou outra estrada municipal. Tem dois ou três troços de Estrada Nacional, nunca superiores a 15/20 km. Diria, sem margem para grandes dúvidas que todo este projeto terá cerca de 10% de caminhos asfaltados.
Quer façam o TODO ou em parte, desejo a todos uma boa viagem e boas pedaladas. A época ideal para efetuar esta “Volta” será nos meses de verão. É que para além das três travessias fluviais em barco, tem muitos quilómetros de proximidade com a água, que, em época de chuvas, se complicam de sobremaneira.
João Galvão (Nés)

G.R.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Traçado Final do "A Ver Água" - Sé de Lisboa - Sé do porto- Ponte de Lima...



... Para ligação ao Caminho Português de Santiago.







Selecção aleatória de algumas fotos, demonstrativas da beleza do nosso país e deste traçado :


Torreira, Ria de Aveiro


Travessia São Jacinto - Gafanha da Nazaré, Aveiro


Barra, Aveiro


Lagoa da Praia de Mira, Coimbra


Ria de Aveiro


Quiaios, Figueira da Foz, Coimbra


Serra da Boa Viagem, Figueira da Foz, Coimbra


Figueira da Foz, Coimbra


Nazaré, Leiria


São Pedro de Moel, Leiria


Nazaré ao fundo


São Martinho do Porto, Leiria


Guincho, Cascais, Lisboa


Consolação, Peniche, Leiria


Parque Natural de Sintra Cascais, Sintra, Lisboa


Praia da Areia Branca, Lourinhã, Lisboa


Ericeira, Mafra, Lisboa


Perto de Foz do Falcão, início do PNSC, Assafora, Lisboa


Magoito, Sintra, Lisboa


Azenhas do Mar, Sintra, Lisboa


Vila do Conde, Porto


Rio Lima, Ponte de Lima


G.R.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Último troço do "A Ver Água" - Praia da Adraga - Catribana.(PNSC)


- Agora sim!!!

Aproveitando o tempo livre, que nem sempre é muito, consegui terminar a “Epopeia” do “A Ver Água”, que, apesar de já estar fechada há quatro meses, apresentava uma lacuna “de costa”, entre a Praia da Adraga e a localidade de Catribana (perto da Assafora).

A publicação do post anterior, Foz do Arelho – Sintra (A Ver Água), estava também a ser adiada pelas mesmas razões. Já que na minha óptica (e já agora, na minha consciência) não estavam reunidas as condições necessárias para poder apresentar este projecto de forma final e inequívoca.

Na obstante a minha satisfação por tal descoberta e registo deste trajecto final, não posso deixar de referir que estes quilómetros de que vos falo estão carregados de dificuldades por se desenrolarem por entre praias, arribas e falésias a Norte de Lisboa. Por estes predicados, devo salientar que tal trajecto será mais facilitado no período de verão, se possível, umas duas semanas depois de um longo período de chuvas. Já que tais águas farão engrossar os caudais de muitas das ribeiras, riachos e rios que inevitavelmente, temos que atravessar.

Com a prospecção a estes 18,5 kms de costa, entre a Adraga e o Magoito, e depois até Catribana, estão finalmente reunidas as coordenadas, para poder dar este trabalho por concluído. Pelo menos no imediato, já que, para um futuro breve, penso continuar a fazer a ligação da costa rumo a Norte, até Espanha, via Caminha e La Guardia, de onde quero completar a ligação até Padron, onde na foz do Rio Ulla, conta a lenda, terão surgido as ossadas do Apostolo Sant’Yago.

Esta última proposta tem por finalidade, tal como a que agora acabo de encerar, fazer a ligação ao Caminho Português de Santiago de Compostela, que depois destes 580 km’s, terá quase mais duzentos, se interceptarmos este trajecto em Darque, e, em vez de interiorizarmos Lima a dentro, seguirmos rumo a Norte, com destino a Viana do Castelo, e daí tomarmos medidas para o barco internacional em Caminha. Seguindo a linha da costa, tracks esses que já compilei, contornamos as várias penínsulas da costa Oeste da Galiza, até atingirmos Padron. Daí em diante, uns singelos, mas difíceis, trinta quilómetros, nos separam da Catedral de Santiago.


O Traçado entre a Adarga e a Capribana :




As Fotos :


Esta, demonstrativa das dificuldades, situa-se na abordagem à arriba, depois da Praia da Adraga, em pleno Parque Natural de Sintra Cascais (PNSC). Por aqui a areia predomina ,e, muitas vezes somos obrigados a "carregá-la" à mão (a bike).



Aos poucos vamos atravessando estas dificuldades das arribas e falésias na costa da região de Sintra, em direcção às famosas: Praia Grande, das Maçãs e Azenhas do Mar.



... Para Sul ficou o Cabo da Roca, e outros tantos relevos acidentados, que levam sempre algum tempo a atravessar. No fundo tudo tem que ser feito com ... Muita calma...



- Espectacular! É o que me surge na ideia, ao relembrar esta vista das Azenhas do Mar.



Por esse Portugal "A Dentro"... Por esse Mar... "A Fora".


G.R.


Foz do Arelho - Sintra - A VER ÁGUA - (provisório)


Ainda e sempre o "A Ver Água".

NOTA : JÁ HÁ UMA LIGAÇÃO DEFINITIVA, e uma alternativa, EM PLENO PARQUE NATURAL DE SINTRA CASCAIS, entre a Adraga e a a Catribana.

Apesar de este post estar nos rascunhos deste blog à algum tempo, foi sendo consecutivamente adiada a sua publicação, e com isso as diversas ciclovias que este trajecto contém, e que publicarei de seguida, por não sentir, aliás como o própria menção "provisório" que conscientemente fiz incluir no título desta mensagem o dá a entender, que estivesse concluído e apresentável, já que a ligação entre a Assafora (Catribana) e a Praia da Adraga, tinha sido efectuada por estrada nacional, via Terrugem.

Somente após desvendar este último traçado da grande prospecção que efectuei pela costa de Portugal, entre Ponte de Lima, pelas margens do Rio Lima, até Lisboa e à sua Sé, com o intuito de circular sempre tão próximo da água (Mar, rios, lagoas, Rias, ribeiros e afins...) quanto possível, me sinto na capacidade de apresentar este trajecto, agora melhorado, e que será postado imediatamente a seguir...


Traçado Foz do Arelho - Sintra - A VER ÁGUA - provisório. (Aqui, podem ver o track da parte melhorada, entre a Praia da Adraga e a localidade de Catribana) :




Link para o traçado no Wikiloc : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1357691



As Fotos :

Das partes mais belas, mas também mais difíceis deste trajecto, vão-nos surgindo pelas arribas e falésias da costa, à medida que nos vamos aproximando do "ainda bruto", Parque Natural de Sintra Cascais.


Bela imagem do afastar da vila de Ericeira. Para Sul, não serão facilidades, o que nos espera.


Para trás vão ficando algumas praias internacionalmente famosas, como é o caso desta; Ribeira D'Ilhas.


Como já devem ter reparado, a construção deste post têm as fotografias de Sul para Norte. Exactamente o oposto do que foi percorrido. Neste caso, depois de passada a Praia D'el Rei, autêntico complexo turístico luxuoso, na onda do que mais fino existe no Algarve, podemos ver o pontão do Baleal.



Contornando a Lagoa de Óbidos. Sempre belos trilhos, que por mim já tinham sido passados quando participei na Maratona da localidade de Arelho.


G.R.


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Praia de Vieira de Leiria - Foz do Arelho (A VER ÁGUA). Alternativa ao Caminho Português


Última etapa desta parcela de "A Ver Água", que realizei no início de Dezembro.
Depois de mais estes 72 quilómetros, ficaram a faltar cerca de 130 km's, para fechar este projecto de ligar o litoral português desde a Sé de Lisboa até Darque, passando pela Sé do Porto, e virando na Foz do Lima, em direcção a Ponte de Lima, usando um dos braços da Ecovia do Lima, para alcançar o Caminho Português até Santiago de Compostela.

- Aproveito para informar que tal ligação, entretanto, já está concluída, e será "postada" em breve.

Durante esta passagem pela costa do Distrito de Leiria, pude comprovar o desenvolvimento das estruturas ciclaveis, nomeadamente ciclovias e ecovias, que proliferam de forma bem organizada pelas estradas marginais deste pedaço do Oeste de Portugal.

Nesta passagem, onde pude apreciar algumas das mais interessantes vistas de Mar, desde que, em Caminha, e mais tarde em Ponte de Lima, iniciei esta marcação, de um possível traçado, que sirva como alternativa ao Caminho Português de Santiago, cruzei enumeras localidades, indubitavelmente associadas às famosas praias do Oeste.

Assim, de Norte para Sul, sentido em que desenvolvi esta parte do projecto, posso mencionar a passagem por; Praia da Vieira (início do dia), São Pedro de Moel, Praia da Pedra do Ouro, Vale de Paredes, Vale Furado, Légua, Nazaré, Casais do Salgada, Serra de Mangues, Pederneira ...e a fabulosa chegada a São Martinho do Porto (onde se pode apreciar a barra natural), Salir do Porto,
Algueirinhos (Vista privilegiada sobre a Berlenga), até atingirmos a Lagoa de Óbidos numa das suas "portas"; a Foz do Arelho.
São portanto motivos mais do que suficientes, para servirem de aliciante a esta jornada, que poderá ser cumprida em partes, ou num todo, sem que haja uma obrigatoriedade de seguir à risca as etapas propostas.
Aliás, aproveito para referir mais uma vez, que tal divisão, na sua maioria, tem a haver com os locais de pernoita, tendo para esse fim escolhido as localizações das Pousadas da Juventude, que, à falta de Albergues oficiais ...Relembro os Caminhos de Santiago... Servem na perfeição (coeficiente Qualidade/Preço) a grande maioria de habitues destas lides.

Para terminar este post, não posso deixar de referir que todos estes pedaços do "a Ver Água" (este, os anteriormente descritos, os que se seguirão...), terem a possibilidade de se cumprirem nos dois sentidos. Muitos deles foram marcados de Norte para Sul, mas o inverso também é exequível.



O Track :





As Fotos :

-Interminável!
... É este o adjectivo perfeito para esta parte da ciclovia, entre a Praia da Vieira e São Pedro de Moel. Como esta, há outras imagens que descrevem o que tenho dito nos posts das ciclovias de Leiria, onde a possibilidade de cruzar toda a costa desta região, está por muito pouco.



Depois da Nazaré e até à zona das praias de Casais do Salgada, a travessia é feita por campos de cultivo, separados do atlântico por pouco mais do que sebes e canaviais. É por lá que podemos regressar ao mais puro BTT (... Então no inverno...), aliciante para alguns, motivo de dificuldade para outros.



...Voltando um pouco atrás, não posso deixar passar em claro, esta imagem que se tem cá do alto, no sítio, antes da descida para a praia.




Praia de Casais do Salgada. - Pensativo... (...quem? - Eu! Ao mesmo tempo que contemplo o mar).



...Ups...
Pela esquerda ou pela direita??? - É uma questão de escolha. As dificuldades estão lá, e são incontornáveis...lololol



Vencidas tais arribas... Temos um bom prémio! - Ao fundo, nesta bela perspectiva da costa Oeste de Portugal, temos, abençoada por um cúmulo nebuloso, a graciosa; Nazaré.




- Imperdível!
A imagem, e a presença nesta terra; São Martinho do Porto...





....Vista de Pederneira, ainda tem mais dimensão, esta Barra natural, que defende um semi-circulo perfeito de praia.



...Mais belezas naturais do nosso país.
É assim, com esta frequência que elas nos surgem neste pedaço do "A Ver Água". Desta vez temos a ilha da Berlenga, que podemos visitar desde Peniche. (...E digo-vos que vale a pena...)




...Mais uma!
A Foz do Arelho, a Lagoa de Óbidos, a Praia e a localidade em si ...Já agora...

Em resumo: Toda esta parcela da Costa Portuguesa tem uma imensidão de motivos de interesse, que aconselho sem qualquer reserva...

...Boa Viagem e Boas pedaladas...


G.R.



terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Praia de Mira - Praia de Vieira de Leiria (A VER ÁGUA). Alternativa ao Caminho Português


Aproveitando a embalagem, seguimos com mais um etapa desta grande prospecção que foi o "A Ver Água", que tenho vindo a efectuar desde Abril de 2010, mas que em Dezembro último teve um enorme desenvolvimento, com a ligação entre Espinho e a Sé de Lisboa.

Neste post específico, vamos abordar mais uma parcela de tal empreitada, nomeadamente entre as Praias de Mira e Vieira de Leiria, numa ligação que contemplou quase 105 km, não tendo porém níveis elevados de dificuldade. - Isto, digo-o agora que a ligação está feita, mas no terreno, durante a marcação, tive algumas dificuldades. Mas já lá vamos...

Desta vez, em Mira, fiquei hospedado em casa de uma sra, mas habitualmente uso as pousadas da juventude (a de Mira só abre na Primavera/Verão) para aligeirar a logística, por serem "boas e baratas".

Saindo cedo em direcção a Sul, e apesar do frio e chuva amiúde, fui fazendo os largos e amplos estradões e as estradas degradadíssimas até chegar à Praia da Tocha. Por estas bandas não abundam as praias, ou pelo menos, estão pouco acessíveis.

Em Quiaios, mas principalmente na sua praia, já nos surgem outras vistas. É por lá que temos consciência da aproximação da Serra da Boa Viagem e das dificuldades que se avizinham.

Foi também por tão bela praia que tive o privilégio de conhecer Gonçalo Cadilhe (já o tinha mencionado num post anterior), eterno explorador do nosso, e de "outros mundos", só mesmo comparável a uma personagem da nossa história (tão bem por ele descrita; - "O Peregrino"... Fernão Mendes Pinto).

Depois de Quiaios e até atingirmos a Bela Figueira da Foz, ainda temos que transpor uma pequena franja da Serra, que por aqui, além dum farol e de uma cimenteira, nos proprociona vistas diferentes. Passamos mesmo à beira do mar, mas ao mesmo tempo pela garganta de uma pedreira.

Em Figueira, somos levados a transpor a ponte Edgar Cardoso, e daí tomamos medidas até Lavos e Leirosa (desagradável zona industrial), onde acabei por andar um pouco à deriva em busca de uma hipótese para progredir, que fosse próxima do mar.

Tenho que referir aqui, que uma das principais dificuldades à marcação deste projecto, também por isso, deu um grande gozo, foi a necessidade de evitar a areia, tão morosa e extenuante, quando é de bicicletas que falamos. Mesmo assim, aqui e ali, ainda podemos ter o "prazer" da sua presença. Tentando sempre que essas passagens sejam breves e essencialmente de entretenimento.

Com o avançar a Sul, transpomos mais uma divisão de distrito. Passamos do de Coimbra para o de Leiria. A partir desta região passamos a ter uma enorme presença de ciclovias. Tenho mesmo a sensação que mais ano menos ano, toda esta costa estará unida por este tipo de via, já que neste momento, pouco falta para tal acontecimento.

Darei relevo a esse facto, em mensagens posteriores.



O Track (entre praias; Praia de Mira e Praia de Vieira de Leiria) :




Link para o traçado no Wikiloc : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1335263



As Fotos (desta vez mais, por haver bastantes motivos de interesse) :



De Mira à Tocha não se consegue fugir muito deste cenário. Mais ou menos árvores. Mais ou menos degradada. O avanço é feito em longas rectas, em que, apesar da proximidade do mar, raramente o vislumbramos.


Na Praia de Quiaios, com Gonçalo Cadilhe. Já não cheguei a tempo para o ver surfar, mas ainda pude dar uma vista de olhos na sua prancha personalizada, "made in" Equador.





Aprazíveis, os passadiços da Praia de Quiaios. Singular e "dura" a Serra da Boa Viagem.




Uma das nossas imagens de marca; As Praias... Aqui, tão bem representadas, nesta zona centro. Distrito de Coimbra, Concelho de Figueira da Foz, Freguesia de Quiaios.



- Combinação prefeita...




... Não acham??? (Figueira da Foz).



Abro uma excepção na amostragem das ciclovias (apesar de fora do âmbito), para exemplificar o árduo trabalho que se tem feito e continua a fazer em prol da mobilidade das bicicletas no distrito de Leiria. Por aqui, já não falta muito para que se poder pedalar de forma continuada entre o Osso da Baleia (Primeira praia de Leiria), e a Praia da Areia Branca (primeira de Lisboa).



... Enquanto tal não é possível, temos que usar alternativas... -Belas, por sinal...



Coloquei esta foto (diferente) para poder referir com o auxilio de uma imagem, que desde há algum tempo a esta parte, por muito longa que seja a viagem (desde que mais do que um dia), passei a usar este tipo de bagageiro, e por conseguinte, muito menos carga...


...É uma questão de Hábito....



Não podia faltar... Caracteristica desta zona, mais precisamente da Praia de Vieira de Leiria.



G.R.