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| Todos os track's disponiveis em: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/user.do?name=n%C3%A9s |
O que nos levou a embarcar nesta iniciativa, foi a vontade de partilhar e divulgar as nossas aventuras em bicicleta por esses Caminhos, que nos vão mostrando o "mundo" desconhecido que tanto nos atrai. ...Cada vez mais.
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Durante estes sexto e sétimo dia, progredimos desde Bagá até Baiasca. Tínhamos em mente avançar um pouco mais do que as etapas propostas, mas tais intentos nem sempre são concretizáveis por uma parafernália de factores, onde, os do relevo e posição para pernoita são denominadores comuns.
No dia 21, saídos de Bagá evoluímos de manhã pelo Parc Natural del Cadi-Moixeiró em direcção a Tuixent, onde tínhamos combinado o almoço, e à tarde, até Noves de Segre (fim da etapa), e daí para Argestues. Nesse dia ainda teríamos que evoluir (andando pra trás) até La seu D'Urgell, por forma a encontrarmos o nosso apoio, que entretanto tentava consertar a bicicleta do César em Andorra.
No dia seguinte (22), a carrinha foi-nos pôr à pequena localidade onde tínhamos interrompido o nosso trajecto do dia anterior, para aí encetarmos mais um dia de caminhada. Pela manhã até Sort. Mais um pequeno equivoco, que nos fez andar seguramente uns quinze a vinte quilómetros a mais, já que devíamos ter combinado em Llavorsi (terra do rafting). Depois do almoço à beira do rio Noguera Pallaresa, ainda houve tempo para umas braçadas em tão belo leito, usado pelos mais aventureiros nas abruptas descidas de canoa, voltando depois à estrada para mais uma escalada até onde fosse possível a chegada da Autocaravana. Foi assim que, depois de umas canãs em Aretui, no Albergue, montámos a "tenda" em Baiasca, mesmo à beira do trilho que seguiríamos pela manhã, e na única curva onde havia tal possibilidade.
A Autocaravana a chegar ao sitio escolhido para a dormida. Esta estrada de montanha não era das piores, mas mesmo assim o cruzamento de veículos está muito condicionado. Todo o cuidado é pouco para quem evolui com um transporte destas dimensões. Para quem não conheça as estradas, o melhor é não arriscar certas opções secundárias.
Mais uma bela vista. Em plena aldeia de Arestui.
A primeira imagem das montanhas pela manhã, é sempre mágica. ter a percepção de onde estamos e para onde vamos (...Por onde é que temos que passar...). Com estas memórias fotográficas também se podem ir constatando as mudanças de relevo e textura assim como as geológicas. Mesmo dentro dos Pirinéus Catalães, de onde ainda não tínhamos saído, havia várias alterações ao relevo e à estrutura e composição dos minerais nos montes e montanhas.
Aqui estamos nós no primeiro grande cume do dia, a quase 2200 mt de altitude. Para nosso espanto esta parte da Transpirinaica, desenvolve-se por completo num parque de pistas de esqui, de seu nome La Molina. E que no verão (única altura possível para se poder fazer esta travessia) se encontra totalmente disponível para a prática do BTT e de outros desportos que não requerem a neve.
De vez em quando, surgem-nos autênticas surpresas vindas directamente da natureza. Esta imagem vale realmente por mi(L)m e pelas palavras que pudesse aqui deixar. Onde é que começam as pedras e acabam os animais... Ou se quisermos: Onde está o Wally? (LOL)
É uma das verdades mais profundas do BTT... O que subires, terás para descer. Aliás, La Palice nunca mente...
Acesso ao teleférico.
Por muito que eu tentasse descrever, não daria para ter uma ideia do que é uma pista de sky negra. - Só mesmo estando lá e vendo. Ou então fazendo contas aos pontos de referência ...loloolololol
Estávamos bem guardados. No alto deste parque, a 2500 mt de altitude, os únicos habitantes durante o verão, são estes simpáticos ruminantes. Durante o inverno, aí, não há mesmo nada. Nessa altura as vacas e restantes animais são trazidos para alturas mais condizentes, para terem algum terreno de pasto, e abrigo do frio.
Foi esta a rampa que usámos para descer, depois da primeira encosta. Vista de cá de cima, mete respeito, hum?
Já estávamos na segunda grande descida do dia, em pleno Parc natural del Cadi - Moixeiró. Até Bagà era sempre a descer e a bicicleta do César deixou de colaborar. Depois de já ter partido a corrente e descolado os sapatos, depois de já ter furado pelo menos duas vezes, começavam aqui outras peripécias, visíveis pelas fotos.
Esta, apesar de tudo, estava-se a portar muito bem...
Depois da grande subida (quase 25 km's), seguiu-se uma descida igualmente longa (20 km´s). Para fechar esta jornada matinal, aguardava-se um almoçinho condizente em Ribes de Freser. Depois de termos feito uma singela tarde de BTT no dia anterior, entre Llançà e Cantallops. Seguimos então para o segundo dia de progressão no terreno.
A imensidão de Caminhos de Santiago não tem fim. Há sempre mais um caminho por descobrir, vindo ele de onde venha, que nos conduz até Compostela. Devo acrescentar que neste local onde foi tirada a fotografia estarmos a cerca de 1500 km´s do términos deste Caminho.
E pronto... Começaram as avarias da bicicleta do César. Para abrir as hostilidades foi só um calçozinho a tocar numa jante.
Dois ilustres BTTistas, que encontrei por diversas vezes nesta viagem pelos Pirinéus. O Mikel e o Beloki, que curiosamente fazia tal aventura numa bicla completamente rígida.
Primeira foto de grupo.
A iniciar a primeira descida, depois de termos alcançado pela primeira vez os 1000 mt.
Mais do mesmo. Isto é, Neste percurso pelos Pirinéus não outra escolha possível. Ou se sobe ou se desce. Não há locais planos.Após um sem número de peripécias. A que alguns “bugs” do próprio blogger não serão alheios, finalmente vou recomeçar a postar por aqui. Para tal vou usar a viagem aos Pirinéus que alguns destes habitués das lides pedalisticas, nomeadamente o Ricardo Rosa “Zebroclinas”; o César Nunes “Cesarmoina”; o José Alexandre “Compadre” e eu “Guarda rios”, fizeram entre os dias 16 e 26 de Agosto deste ano de 2010.
Num total de 650 km, com desnível de quase 16000 mt, entre a vila de Llança nos Pirinéus Catalães e o pequeno Pueblo de fiscal, em plenos pirinéus Aragoneses.
Por entre estas datas, resultaram 10 dias de salutar convívio e muito esforço em cima das “burras” (ou pelo menos enquanto estas aguentaram, como foi o caso de um dos elementos desta trupe, como vão poder constatar pelos registos fotográficos). Desse período, fiz uma escolha criteriosa por entre as centenas de fotos, em que cada uma terá o seu significado.
Esta selecção cuidada, é demonstrativa de algumas das sensações por nós vividas, em que muitas delas, pela sua beleza e/ou complexidade não são fáceis de descrever em palavras.
Vou comentar o menos possível, deixando à imaginação de cada um, uma análise pessoal de cada “retrato” escolhido. Muitos destes “momentos” foram para mim, tão “profundos” que a minha tentativa de os descrever poderia nem ser bem compreendida.
Sem mais palavras…
O "Obrigatório" recolher de água do mediterâneo. Em plena praia de Llançà. início real desta aventura. Nas muitas horas que se antecederam, fizemos mais de 1500 km desde Lisboa.
O nosso "abrigo" para os dias que se avizinhavam portou-se à altura na hora de nos transportar até ao km 0.
...Já não havia volta a dar-lhe... OH vai, ou racha...lololol
Deixado para trás o nosso ponto de partida. A partir de agora era sempre a subir...Para depois , descer... E subir ...e descer...etc, etc