terça-feira, 1 de dezembro de 2009

OS CAMISOLA AMARELA CONTINUAM




Estes homens não param …

http://www.camisolaamarela.com/

Estão a apostar no desenvolvimento do seu projecto e tirar dividendos disso.
Acho muito bem, porque eles merecem.
Já estão em todo o lado… Abro a revista do Jornal Sol (21 de Nov 09) e lá estão eles….

Ligo a Televisão… E lá estão eles… Enfim, estão no bom caminho.

Continuação de boa SORTE!

sábado, 28 de novembro de 2009

RELATO do Tróia - Sagres - (Lagos) (1)


Apesar de estarmos no final de Novembro, mas sabendo da aberta climatérica do fim-de-semana em causa, aliado ao atraso da aparição do frio, fui fazer uma volta daquelas que são obrigatórias a qualquer cicloturista que se preze. A já famosa Tróia – Sagres por estrada, desde à muito divulgada por António Malvar [HISTÓRIA DO TRÓIA – SAGRES (A. Malvar)].

Dos cerca de 204 km’s, acabei por fazer 200 (202 no Manómetro). A pequena redução deve-se muito à mudança do local de chegada dos novos ferrys, que em vez de atracarem em Tróia, agora o fazem antes de sol-Tróia.

Foi uma viagem solitária, mas sem incidentes. Não tinha vento contra (também não o tinha a favor…pena...). Mesmo assim para a minha primeira vez neste trajecto, acabei por demorar pouco mais de 7,30 h a uma média e 26 km/h, o que para mim e principalmente para a minha forma físico/desportiva actual (muito atrasada) não foi nada mau.

Consegui cumprir com todos os meus objectivos, alguns inclusive até os achava ambiciosos em demasia. Assim, como os dias já são bastante curtos (-/+ 10 horas), tinha que sair tão cedo quanto possível para evitar algum percalço, até mesmo no horário dos barcos que antecipadamente tinha providenciado. Mal o dia tinha chegado, ainda o sol se escondia atrás das dunas da desértica e solitária estrada de ligação entre Tróia e a Comporta, já eu estava a pedalar.

Fi-lo quase três horas seguidas, até que fui obrigado a parar para mudar as pilhas ao GPS, e, aproveitando a ocasião, tirar casaco; Pôr óculos de desporto; procurar uma música e outros pequenos movimentos que descortinamos à medida que vamos evoluindo. Foi por esta altura, perto da abordagem a Sines que achei que seria prudente alimentar-me um pouco melhor. Até aqui tinha ingerido um bocado de marmelada e uma barrinha. Desde o início do périplo estava a tentar manter a regularidade na ingestão de líquidos, que para o efeito inseria de 15 em 15 minutos à razão de dois goles. Para que conste, mas principalmente para dar algum “power” à água, adicionei-lhe um daqueles hidratantes energéticos básicos, que para esse efeito costumo comprar no Decathlon.

Como a referência de paragem, do track que dispunha, estava fechada (S. Torpes), acabei por fazê-lo numa terriola de nome curioso: - Foros de pouca farinha. Aí, fiz um pequeno e rápido repasto devidamente acompanhado pela essencial coca-cola.
Voltei ao asfalto mais descansado e Também aconchegado. Tinha entrado no segundo terço desta Caminhada, faltando-me agora pouco mais de 100 km’s. Nestas “coisas” das longas marchas, o mais difícil é chegar ao meio, depois é sempre em contagem decrescente. Apesar de não ter ninguém que puxasse por mim, tinha o benefício de não ter o “amigo” vento a contrariar a minha marcha. Estava como se costuma dizer: - Por minha conta!

Com energias renovadas e com o relevo a mudar (eu sinceramente prefiro umas subidas longas e de inclinação moderada a eternas planícies, das que não se vislumbra o fim), ganhei ainda mais alento para o que se tornava uma “prova” plausível. Com a sensação de que o pior já lá ia, cheguei rapidamente a Rogil, terra onde deveria fazer uma segunda e última paragem.

Neste momento já estava a usar algumas das tácticas que habitualmente são profícuas para longas jornadas quilométricas, principalmente em estrada. Já tinha encetado os intervalos de progressão em pé/sentado, que para além de deixarem circular o sangue pelas veias que pressionamos contra o selim, ainda nos dá alguma força para acelerarmos o nosso compasso de pedalada. Também já estava a aproveitar as descidas mais longas para fazer alguns alongamentos musculares, tentando assim chegar em condições a Sagres.

É que depois destes duzentos quilómetros que se adivinhavam de sucesso, teria que fazer pelo menos mais quarenta, no que seria a ligação para Lagos, local por mim escolhido para me alojar.

Adivinha-se uma chegada ao mar bem antes das quatro horas da tarde que tinha planeado, o que me permitiria chegar ao destino final ainda com a luz do dia. É que ao mesmo tempo que conseguia manter a média acima dos 26 km/h, também seria possível cumprir outros dos meus objectivos iniciais: - Fazer esta viagem em menos de oito horas.

Acabei por ter a sorte de não ter nenhum problema mecânico, nem tão pouco físico, o que possibilitou uma chegada tranquila, e dentro do tempo previsto. Sendo assim, ainda deu para ir tirar umas fotos à Fortaleza de Sagres, conversar com alguns turistas, e sentar-me à mesa de um tranquilo café, em plena rotunda de acesso à estrada de Vila do Bispo. Ao descontrair um pouco, aproveitei para fazer um apanhado dos números do GPS, do Polar e do manómetro, enquanto me refastelava com algo quente.

O Tróia – Sagres já estava feito. Faltava agora o Sagres – Lagos.

Fiz-ma de novo à estrada para o que seria um trajecto tranquilo até Lagos. Só que, ao iniciar a minha marcha pela estrada para a vila que é capital deste concelho (Vila do Bispo), e acompanhando os traços azuis que guiam a Ecovia do Litoral, deparei que para continuar a seguir tal traçado teria que sair da dita estrada, abordando um piso muito pior que se desenrolava paralelamente ao principal. E pronto! Foi assim que decidi fazer uma prospecção fiel da Ecovia referida, acompanhando todo o tipo de inclinação e trajecto que me fosse indicado pela sinalização perfeita, que esta ECOvia tem, aqui pelo concelho.

Da Ecovia já devem ter lido algo pelo blog, se não, poderão fazê-lo quando quiserem (está aqui bem perto). Da minha aventura, que entretanto se tornou nocturna, posso dizer que fui tão longe quanto o risco me permitiu, acabando por abandonar tal via depois de uma bela aldeia costeira, de seu nome Salema (Fiquei com vontade de por lá passar uns dias…).

Deixando o levantamento para o dia seguinte, tive que abordar a N125 (fi-lo em Budens), para desse modo chegar a Lagos a horas decentes.

Traços largos, foi assim o meu Tróia – Sagres, que, como tenho direito à diferença, tornei num: - Tróia-Sagres-Lagos!
Rios? Realmente foram alguns, os que abordei nestes 246 km’s… Mas houve um que me deu um gosto especial atravessar. Falo do Rio Mira, que banha Vila Nova de Mil Fontes, onde passei muitas e muitas férias e do qual guardo belas recordações.


Assim é… Guarda Rios.

FOTOS do Tróia - Sagres 22-11-09 (2)

Algumas fotos:


Depois de tantas travessias para Tróia nos barcos antigos, foi a minha primeira travessia do Sado nos novos Ferry's noruegueses que a sonae encomendou, para fazerem no mesmo tempo dos antigos, o dobro da viagem. A ancoragem agora é feita a escassos metros de Sol-Tróia.
Por curiosidade posso referir que neste barco das 6,50 h paguei 2,00 euros pela travessia, enquanto que se fosse no seguinte já teria pago 4,50 euros. E ainda... que fui o único passageiro nesta travessia... acreditem ao não!


Já manhã alta, depois de ter feito uma primeira paragem para tirar o casaco, para por os óculos, para colocar os phones (só num ouvido), e para mais um sem número de pequenas coisinhas que nunca estão bem, depois de alguns quilómetros na estrada. Depois desta paragem só fiz mais duas ou três, uma em Foros de pouca farinha para uma sandes de queijo e chourição, uma cola e um bolo regional, e depois em Rogil para mais do mesmo. A viagem estava a correr dentro do programado... era uma questão de horas...

Já à chegada a Sagres, na via rápida de Vila do Bispo para a Vila. No lado direito deparei com estes aventureiros a desafiarem o vento, que nestas bandas sente-se sempre, mas que durante a viagem não me incomodou de maneira alguma.


Preparava-me eu para tirar um "auto retrato", cheguei a colocar a máquina em cima dum poste da vedação do forte, quando um grupo de casais estrangeiros vindo de dentro da fortaleza não me deixou prosseguir com os meus intentos. - Nós tiramos, nós tiramos... E tiraram!



GR

Números do Tróia - Sagres (3)





7 h 35 m Tempo gasto a andar
10 mt Altitude mínima
26 km/h Velocidade média
68 km/h Velocidade Max atingida
122 PPM Frequência cardíaca média
158 PPM Frequência cardíaca Max
200 km’s percorridos
215 mt Altitude Max atingida
1350 mt Acumulado de subida
4021 Kcal Calorias gastas

GR

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ECOVIA LITORAL (ALGARVE) [1] Concelhos Vila do Bispo; Lagoa e Silves

ECOVIAS DA EUROPA (EUROVELO)
Tema para desenvolver num post futuro

Notícias da Ecovia do litoral (ALGARVE)

Depois de ter feito uma abordagem mais séria a esta vertente de circulação da costa algarvia, posso afirmar que: - Quando estiver toda concluída, e pronta a ser usada pelos BTTistas deste país e do estrangeiro, será por certo uma das maiores atracções desta região.

Para já, e enquanto não está pronta e ligada, limita-se a ser uma manta de retalhos de pequenos e médios traçados num misto de estrada secundária degradada com estradão, usada somente por alguns habitantes locais e uns quantos veraneantes.

O projecto é muito interessante, mas por agora está confinado a alguns concelhos. Assim, e começando pelo extremo do Barlavento Algarvio, o concelhos de Vila do Bispo é um exemplo, pois a “sua parte” de Ecovia está terminada e pode ser usada por bicicletas de BTT, já que alguns dos seus módulos são em estradão “bera” com algumas subidas (felizmente curtas).
O troço que vai do Cabo de São Vicente até Burgau está completo, são 33 km’s, em que as dúvidas só poderão surgir nos locais que se encontram em obras. Nomeadamente, antes e depois de Salema. De referir que este pedaço da futura Ecovia está integrado no Parque Natural do Sw alentejano e Costa vicentina .

Depois. Depois é que é pior. Ao entrarmos no concelho de Lagos as marcas deixam de existir, surgindo-nos a dúvida por onde é que tal Ecovia possa seguir. Ao chegar à aldeia da Luz, questionada a junta de freguesia da localidade, fiquei a saber que tal projecto ainda não foi adjudicado, estando apenas e só, acordada a sua construção para breve.
Estou curioso para circular por tal “linha”. Já para não falar dos cerca de 200 km’s que terá todo o traçado, depois de terminado.

Acerca do Concelho de Portimão, o problema é o mesmo. É preciso chegarmos ao de Lagoa e continuar pelo de Silves, depois de termos feito vários quilómetros em busca de tais traçados, para poder dar continuação a este projecto.

É assim que entramos directamente para o km 80, em plena estrada nacional 125, mesmo no centro de Lagoa. Aí, e passados 46 km’s depois de termos abandonado a Ecovia em Burgau, reencontramos a “passagem”.

É em Lagoa que começa, e é até Armação de Pêra que se estendem mais estes 10 km’s de Ecovia do Litoral no Algarve. Depois desta vila, e também por falta de oportunidade não consegui vislumbrar mais nenhum traçado pelas redondezas. Ficará para uma futura hipótese, o descortinar de mais pedaços deste “Jóia” do Cicloturismo de Portugal.

- Para já a “coisa” está assim… Podia estar pior!




Do correspondente nos Algarves : - Repórter Astigmático.

ECOVIA LITORAL (ALGARVE) [2] Concelho de Vila do Bispo (Cabos de S. Vicente - Burgau)






Depois de transposto o troço de Ecovia que faz a ligação entre o Cabo de São Vicente e Sagres (totalmente preenchido por tapete de asfalto, coincidente com a estrada nacional que faz essa ligação), passamos para a vertente de estrada nacional desactivada. É por aqui, depois de Sagres e até Vila do Bispo que usamos essa hipótese de trajecto, passando ao lado da via rápida, e serpenteando por esta. Chegados a Vila do Bispo, somos guiados pelas famosas linhas azuis, que encontramos sempre, dentro de uma localidade, quando esta é atravessada pela Ecovia do Litoral. Seguidamente damos entrada em estradões interiores de ligação entre as aldeias. Nesta foto especifica estamos precisamente entre V.do B. e Raposeira.

Cá estão eles: - Os Traços Azuis. Não só definem a ecovia como orientam os "Turistas acidentais". Mas mais que isso, Mudaram a imagem de muitas pequenas aldeias. Veja-se este exemplo! - Até fica bem, o "degradê"



Fim da Ecovia em Burgau. Aldeia que faz de fronteira entre os concelhos de Vila do Bispo e Lagos. Mas também é por aqui que se chega ao fim do Parque natural do Sudoeste alentejano e da costa Vicentina. Depois desta terra as marcas desaparecem, pois pudera, a Ecovia não tem continuação (pelo menos por agora). Cheguei a questionar a Guarda (GNR), que não tinha respostas para me dar. Essas, foram-me fornecidas na Junta de freguesia da Aldeia da Luz, onde fiquei a saber que, apesar de já ter sido aprovado pelas autarquias de Lagos e Portimão, a obra de tal traçado ainda não saiu do papel.

- É pena! mas temos que esperar.



Mais uma do correspondente por terras do Sul: - Repórter Astigmático

ECOVIA LITORAL (ALGARVE) [3] Concelhos de Lagoa e Silves (Lagoa - Armação de Pêra)




É ao quilómetro 80 que a Ecovia recomeça em plena N125, na rotunda junto ao recinto onde habitualmente se realiza a feira de Lagoa. Depois, e interiorizando pela parte velha da Cidade derivamos para estradões agricolas onde podemos rever as marcações de quilometragem aqui fotografadas.

Muitas vezes serpenteando por quintas e propriadades (algumas de estrangeiros, que povoam a zona), em constante busca do mar, onde chegamos passados 10 km's.


No términos deste pedaço de Ecovia, encontramos este placard, onde para além de informação da obra temos um mapa das ecovias da Europa.



Repórter Astismático (deslocado para o Algarve)