quarta-feira, 1 de maio de 2013

ALGARVIANA 2013 em 4 DIAS ALCOUTIM - CASAS BAIXAS (CACHOUPO) - SÃO BARTOLOMEU DE MESSINES - MONCHIQUE - SAGRES.


Aproveitando a primeira aberta, neste chuvoso ano de 2013, dois adeptos do BTT, pertencentes ao clube Fuga da maria, onde por vezes também pedalo, juntaram vontades para fazer este traçado, há muito afamado , mas que pela sua dureza, nem por todos pode ser cumprido.
Por impossibilidade de carácter laboral, só me pude juntar a esta enorme empreitada nos últimos dois dias, dos 4 em que foram cumpridos os cerca de 320 km da Via Algarviana, desde Alcoutim, e os mais de 70 de ligações, que, numa logística rigorosa, conseguiu provar exequível, esta rota em 4 dias, com ligações de, e para Lisboa, incluídas.
Por saber da dureza dos dois primeiros dias, e por ter estado presente nuns finais 200 km, estou completamente habilitado para dar os mais sinceros parabéns a estes "bravos", que cumpriram este projecto na íntegra; - Rui "africano"Dias e José Alexandre Silva, agora intitulado de "A besta trepadeira". A origem do cognome é da responsabilidade do Rui, mas eu assino por baixo. O que foi visto por terras do medronho, não está, de todo, ao alcance de qualquer um. Eu já pedalei com muita gente, e acho que nunca tinha visto tal proeza. Somente possível com muita capacidade técnica e acima de tudo, muita vontade.
Além do salutar convívio e pedalar responsável, a dificuldade do projecto não (n)os deixou mais do que algumas pequenas chances para provar alguns medronhos, ex-libris da região.
Valeu o esforço e algum sofrimento patente no regresso desde Sagres, via Lagos, onde apanhámos o comboio para Vila Real de Santo António, e daí pela estrada, para Alcoutim, em plena noite, em busca o carro.


O traçado:






Por dias:




Nesta última etapa, e por ainda termos que ir apanhar o comboio em Lagos, para nos levar, via Vila Real de santo António, à origem, em Alcoutim, optámos por uma variante, até Sagres, e não pela habitual alternativa para Cabo de São Vicente. - Por esse motivo, aqui se posta a versão original deste traçado.


Algumas Fotos:


Enquadramento geográfico



Altimetria. A rondar os dois mil metros de acumulado diário, num total de cerca de 8 mil.




Em Plena Serra de Monchique, na Picota, um dos pontos mais altos desta Via Algarviana. Aqui fica sintomaticamente revelada a atitude destes três Aventureiros.




Algures, entre Marmelete e Bensafrim, mas mais parece em pleno Alentejo. Uma das muitas variantes paisagísticas em que este traçado é bem próspero....




...Temos, desde os inevitáveis e longos estradões...




...às inúmeras travessias de ribeiras e linhas de água....




...Passando pela inóspita e agressiva serra. 
Ao fundo, o ponto mais alto da Serra de Monchique; - Foia, a 860mt.




É longa e entusiasmante a descida em direcção ao mar, com uma vista única sobre o barlavento Algarvio.




...Já em Lagos em passos largos para o comboio...



...e na noite escura, à beira de Alcoutim...



...Vai ou não Vai???? 
- Esta, Já foi!!!!!!

...e agora,SÓ MESMO PARA...


GR

domingo, 24 de março de 2013

Sintra molhada...- Assumidamente!


Mais um belo traçado, neste primor de técnica e dificuldade altimétrica, que nos é apresentado consecutivamente na serra de Sintra.
Local muitas vezes escolhido quando a chuva não desgruda. Permitindo que se consiga pedalar em longos estradões sem grandes obstáculos aquosos. Não obstante ainda conseguimos arranjar algumas "piscinas" para chapinhar...

32,5 km, 1000 e pouco de acumulado, entre os 180 e os 500 mt de altitude.






Era quase tanta água como na Travessia entre Lisboa e Sagres...oololl



...Com dois dos habituais Fugas, e muitos mais Estupendos, que entretanto já tinha virado a agulha para o regresso à vila.



Era a minha primeira vez na serra, após o enorme temporal que provocou a queda de milhares de árvores no Parque Natural... as dificuldades estavam à vista... ou sem ela.....lol



À muito por tirar; - Esta, era a foto que se impunha!

...Entretanto...
Surgiu, no Blog dos Fuga da maria, uma descrição, como sempre hilariante, do JAS...

Aqui a deixo:


Sintra 24mar2013


Enquanto uns ficam em casa a coçar a cabeça entre outras coisas e outros vão visitar a família a África, há quem vai praticando um pouco do desporto que une este grupo de amigos, grupo esse bastante dinâmico, tão dinâmico que me faz lembrar o efeito criado pelas rodas dos carros que em andamento e numa determinada velocidade parece que estão paradas… tal não é o movimento.
E desta vez como tínhamos a saudosa companhia do Nés, decidimos ir a Sintra, pois é um local onde se consegue andar em trilhos e estradões nesta altura de chuva quase diária e verdade seja dita, também temos que aproveitar a ausência do Rui e ir para os locais prediletos onde pudemos fazer voltas espetaculares. E mais uma que não falhou. Até parece que é sempre bom quando vamos para o mato. Já parecemos os caçadores, que andam a manhã inteira e não disparam um único tiro, mas é sempre bom. Mas, espera, eles têm o convívio do almoço ou do lanche, com lebres assadas ou queijinhos e chouriço com tinto fresquinho…Alto lá, mas nós também temos a paragem para o reforço com barritas de coiso, cubinhos de marmelada e suminho com sais minerais ou uma bananita.
A volta desta vez começou na subida da penha longa-Capuchos, fizemos os trilhos da praxe, encontrámos uns amigos do Nés, da quadrilha de BTT estupendos4ever, subimos à peninha, onde não nos queriam deixar passar por falhas de compreensão das funções de um colaborador de um evento de plantação de árvores, distintamente resolvido pelo nés, que mais à frente mandou um daqueles “distintos” em que até a bicicleta lhe deu um beijinho na face. Nada de demais, foi apenas o espalhafato, para quem viu, e pelo que me parece está tudo bem, pois se tecla no pc e no telemóvel e ainda ouve Dream theatre, é porque não lhe dói nada, nem a cabeça.
Depois, voltámos aos capuchos derivámos para o castelo e decidimos ir explorar no regresso ao carro, tendo escolhido um percurso que ninguém conhecia, onde começou por uma daquelas poças, que nós tanto gostamos e acabou com dois rotebuleres ou pitvaileres, já nem os sei distinguir, atrás de nós a esfregarem as patas e a babarem-se da sorte que lhes tinha calhado, mas felizmente apareceram os donos que deviam estar a fazer um filme porno. - “Porquê que eu digo isso?”
- Já alguma vez viram uma mecânica de fato de macaco, com chaves de sextavada na mão, pintada, bonita e boa com um VW de capot aberto? Um VW com o capot aberto é só para meter água no depósito do limpa vidros…
Bom até casa ainda deu para meter inveja aos caçadores e ir comprar umas queijadinhas de Sintra. Felizmente ainda temos alguém a defender o bom nome do BTT e mostrarmos que este desporto também é praticado por homens de barba rija como nós.
JAS

GR

sexta-feira, 22 de março de 2013

Sublimação da Catedral de Santiago de Compostela


A Catedral de Santiago de Compostela 
Magnanimamente Sublimada



quinta-feira, 14 de março de 2013

A Travessia Lisboa - Sagres, em BTT, para o "Isto é Matemática", NA REVISTA PASSEAR


A revista PASSEAR achou por bem publicar a "Crónica" da nossa última Travessia, Lisboa - Sagres em BTT, há pouco postada neste Blog.

- Aqui fica a versão em papel...









GR


HÀ CONVERSA... José Candeias e João Galvão na RDP

Mais um testemunho de um utilizador de bicicleta, que por acaso, também escreve umas larachas neste blog, e que, por desleixo, não constava nos arquivos deste Pasquim.

Mais vale tarde... Já tá...



José Candeias: - Autor de um dos programas mais ouvidos da rádio em Portugal. 
- Apesar de ir para o ar, obviamente em directo, diariamente, cerca das seis da manhã. 
Normalmente, tais conversas, desenrolam-se com emigrantes com alguma história para contar, assim como tripulações de embarcações Portuguesas que se encontram em alto mar, um pouco pelo mundo fora, e, mais recentemente, com alguns "ilustres" utilizadores assíduos do meio de transporte mais inteligente que temos à face da Terra; Claro que vos falo da; - Bicicleta! 
- Foi nesse tema que fui convocado para mais uma das muitas conversas que este grande comunicador tem diariamente, na Antena 1 





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Travessia Lisboa - Sagres em BTT para o ...Isto é Matemática!


A convite do matemático, e nosso Amigo, Rogério Martins, autor do programa "Isto é Matemática", da SIC Notícias, recentemente nomeado para melhor programa televisivo de entretenimento, pela SPA (sociedade Portuguesa de Autores), propusemos-nos fazer esta longa travessia em apenas dois dias e meio, com o intuito de comprovar uma teoria de medição de distâncias, de Eratóstenes, para um episódio de "Isto é Matemática", ao mesmo tempo que se gravavam umas imagens para postar no Face, e principalmente, nos divertíamos a fazer uma dos nossos hobbies favoritos, claro; - O BTT!

Tirando algumas avarias, muita chuva (dilúvio autêntico), muita lama, alguns riachos descontrolados, muita areia, poças intransponíveis, cansaço acumulado, falta de luminosidade causada pelo dias curtos e uma ou outra desistência, tudo correu bem. Toda a Travessia foi concluída por três elementos, mais três que a efectuaram a espaços. Totalizando mais de 330 km, em que a percentagem de BTT sem asfalto, anda perto dos 80%.
Além das duas travessias fluviais,  no Tejo e Sado, andámos quase sempre em presença da água, elemento que dificulta de sobremaneira a progressão. A presença desta, e, de muita areia, aliado à chuva constante e fortíssima que apanhámos em toda a herdade de Apostiça, originaram inclusivamente um acontecimento inédito aos nossos olhos, na manha da primeira etapa; - Todos os participantes nessa parte da contenda ficaram com problemas nos travões, relacionados com as mais diferentes causas, o que nos obrigou a efectuar uma paragem em Setúbal  nomeadamente na Bike Zone (mais uma vez, obrigado ao amigo Mário), que patrocinava esta viagem na forma de empréstimo de material, para o nosso Líder espediçional; - Rogério. Tal facto, somado à escassez de ferrys para nos levar até à Península de Tróia, foram aumentado o nosso atraso, que apesar de devidamente equacionado, chegou a colocar em dúvida a nossa progressão para esse dia. Iríamos chegar bem pela noite dentro, a Roncão. Primeiro local escolhido para a pernoita e janta. 
Pusemos logo os logísticos a trabalhar, para assegurar a reserva e o farnel, apesar de sabermos que chegaríamos bem perto das dez da noite. Apesar das piores condições e atrasos, alguns causados por aparatosas quedas, conseguimos chagar à Serra de Grândola antes das 22h e tomar o reconfortante banho e a retemperante janta, que na maioria dos elementos foi composta por uma inédita Feijoada de Leitão no "solar dos Leitões

Logo pela manhã cedo pusemos-nos de novo ao caminho para o que seria a etapa mais dura deste périplo. Composta por quase 140 km em que a componente bttística era de mais de 90%. Passando por uma imensidão de povoados e localidades que nos trariam um acumulado ascensional a rondar os mil e quinhentos metros. Continuámos em plena Serra de Grândola e tivemos que transpor mais de uma dezena de enormes lençóis de água, onde, em alguns, quase só a nado teríamos sucesso. Passe o exagero, posso dizer que alturas houve, em que com a bicicleta às costas, a água nos cobria as pernas por completo. Depois da tempestade vem a bonança... senão no todo, pelo menos em parte foi assim, já que as terras seguintes foram sendo transpostas sem a presença de chuva. Foi assim que visitámos Santiago do Cacém  Sonega, a Serra do Cercal, Vila Nova de Mil Fontes,  o Cabo Sardão, A Zambujeira do Mar, Almograve, Odeceixe, onde fizemos cerca de 6 km paralelos a uma "adrenalitica" vala, terminando com a descida vertical mais radical e entusiasmante de todo este percurso, Rogil, Aljezur, e a inevitável subida ao Castelo, e finalmente a chegada ao nosso segundo poiso, a Pousada de Juventude da praia da Arrifana, onde, como é de calcular, chegámos já com a noite elevada.

Depois de um banho "possível", fomos à procura de local para jantar, mas, depois de uma hora de incessantes buscas, não lográmos o sucesso almejado. Tornava-se imperioso solucionarmos o caso, sob o risco de ficarmos sem alimento, depois daqueles quilómetros de esforço. A solução, inédita e generosa, passou pelo empréstimo dum carro, por parte do recepcionista da Pousada, a quem eu deixo um enorme agradecimento e promessa de uma futura rodada, completamente esquecida no próprio momento, talvez, pela falta de discernimento, causada pela fome; - Obrigado "primo" Filipe!

Tão cedo quanto possível, saímos para a terceira e última etapa desta dura travessia. Etapa essa, que depois do que passámos nas anteriores, seria obrigatoriamente de consagração e desfruto. Foi sem dúvida o que nos aconteceu. O espírito reinante era de salutar convívio, e nem as intermináveis ascenssões e "quedas" às mais variadas praias da costa Vicentina, e do seu Parque Natural, nos conseguiram desmotivar. Saliento as da Carrapateira e de Cordoama, ao que se seguiu uma passagem de consagração no Cabo de São Vicente e a inevitável chegada a Sagres, para almoço e filmagens. 
 Enquanto o "SR PROFESSOR" e o staff faziam as ditas, alguns de nós; - BTTistas, degustávamos os sabores e aromas no "A Sagres", generosamente patrocinados pela produção do programa. Em meu nome e dos restantes convivas, aqui deixo o meu sincero agradecimento pelo facto, e desejo a todos o sucesso profissional e pessoal que estar Travessia acabou por ter.

Foi muita durezzzzzzaaaaaaaaaa!
ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS! 


Aqui deixo a informação geográfica, quilométrica, fotográfica e "MATEMÁTICA":

...Sim! ...Isto é matemática!!!









Entre a Fonte da Telha e a Mata dos Medos. Primeiras pedaladas, primeiras "arêas"...
O Rogério já preparado para a chuvada diluviana que haveria de cair passados alguns minutos. 



Primeiro almoço, em Setúbal. Enquanto aguardávamos pelas bicicletas, que estavam a arranjar, depois do miserável estado em que ficaram com a combinação de água e areia. 




Segundo dia, algures entre Santiago do Cacém e Sonega, em plena  "chinchada" devidamente autorizada. Eram um espectáculo, estas laranjas da baía.



Serra do Cercal, a caminho de Vila Nova de Mil Fontes. Aspecto geral das dificuldades constantes pelas quais se desenvolve este traçado, ainda para mais, efectuado em Fevereiro...Só gente "doida"...



Tão belo, e ao mesmo tempo; efémero, todo este verde alentejano. 



Durante cerca de cinco quilómetros pedalámos em cima de um carreiro que muitas vezes não tinha mais de quinze centímetros de largo, o do qual não podíamos sair, sob pena de irmos ao banho, na vala. 
Tão espectacular como arriscado.



No fim dessa vala, e com a vista sobre Odeceixe e a sua extensa ribeira, fomos presenteados com uma pista de autêntico down hill, perfeitamente exequível para os mais afoitos.



Já no terceiro dia, na descida de mais uma arriba em direcção à praia. É sempre assim durante longos quilómetros, até ao planalto final, onde podemos vislumbrar o cabo de São Vicente e a vila de Sagres, à sua esquerda.



Mais uma ideia do traçado deste último dia, por sinal comum à já famosa Transportugal e, à agora restaurada, "Rota Vicentina"
Aqui vemos o Rogério Martins a contemplar a paisagem.



...Obviamente, à mão...



...Inevitáveis, as avarias... Mesmo quando as bicicletas são novas...ololol



Três dos BBTistas que efectuaram esta "longa e Dura" travessia.
Cabo de São Vicente, Sagres, Vila do Bispo, Faro, Algarve, Portugal, Península Ibérica, Europa, Terra.




...Não há como fugir deste banho gelado logo pela manhã, em plena Serra de Grândola.



..Mas a vida contínua, com mais, ou menos água...

GR