terça-feira, 14 de abril de 2009

Já há muitas fotos no PICASA...

...e ainda haverá muitas mais...DIVIRTAM-SE!!!

Junto envio alguns dos links que já me chegaram.
Que tiver conhecimento de mais, mande mail´s.
As minhas, penso colocá-las amanhã.
Obrigado, e um grande Bem-Hajam!!!

Albúm do Paulo Marques :
http://picasaweb.google.pt/PMODA1/VIAALGARVIANA2009?feat=email#

Albúm do Cristiano : http://picasaweb.google.pt/cristiano.g.rodrigues/TravessiaViaAlgarvianaEmBTT2009?feat=email#

Albúm do Rui Oeiras :
http://picasaweb.google.pt/oeirasrui/TravessiaDaViaAlgarviana2009#

Para o ano há mais! (3º dia, último para mim)

Deste terceiro dia há bastante para salientar.

Para mim foi o mais completo, em que, diversos tipos de paisagem e dificuldade estão contemplados. Passámos por montes, vales, pistas de puro downhill, ribeiros, barragens, single-traks, mato, socalcos a pé, etc, etc.

Desta vez, e após o despertar comum no pavilhão da Escola 1,2,3 de Salir, fomos “brindados” com um magnifico pequeno-almoço na cantina da escola. Desde sumo de laranja natural até tostas mistas de pão saloio, comemos de tudo, e bem.
Com as bagagens carregadas no carro da M.S. e as Bikes lubrificadas, estávamos prontos para a partida.

O inicio do Passeio de hoje foi bastante agradável e desenrolou-se por single-tracks e zonas verdejantes maioritariamente habitadas.

Antes de começarmos a escalada do “primeiro” monte, tivemos que vencer algumas dificuldades, quer a nível de orientação, pois os track´s que dispúnhamos não eram inteiramente elucidativos, quer no terreno, que também estava um pouco confuso. De repente, parecia que estávamos a Caminho de Santiago.

Dessa espectacular subida, propícia para os mais dotados tecnicamente, não guardo grandes recordações. Por não estar devidamente aquecido, além de ter a barriga ainda carregada do “farto” peq. Almoço, deu-me muito trabalho digerir tal escarpa.

Lá em cima, e sempre acompanhado por um grupo de alegres convivas, rolámos num longo trilho maioritariamente plano e de elevada perícia para os condutores e para as máquinas. O duplo carreiro que de estende por muitos e muitos metros do cume da serra, está pejado de rochas, incrustadas na vermelha terra do solo.

Depois de passarmos um reservatório de água, começamos a descer em direcção a Alte. Bonita vila, que tem logo na sua entrada uma bela piscina de rio, um anfiteatro e uma fonte, onde, pela sua beleza fomos “forçados” a tirar algumas fotos.

Depois de Alte, e subindo a encosta que se gera à saída desta povoação, vamos dar a uma zona de socalcos que nos trouxe algumas surpresas, quer a nível da orientação, mas também no que à dificuldade diz respeito. Passámos grande parte de escarpa com as bicicletas “na mão”. Alguns preferiram mesmo, pô-las às costas. Mais uma peripécia vencida.

Depois de mais uma escalada, e antes de desembocámos numa estrada, achámos curioso o facto de alguns de nós “toparem” um forte cheiro a bolos. Estaríamos por certo na presença de uma pastelaria de fabrico próprio, daquelas que nos recordam madrugadas que acabam numa qualquer padaria a tentar matar a gula. Não resistimos e fizemos uma visita à dita. Uma média de dois bolos para cada um. – Não está mal!

Daqui, até à calçada romana (já por muitos, referenciada), foi um pulinho. Mais ou menos a meio, passámos por algumas dúvidas acerca do caminho a seguir, já que os dois traços indicadores da rota (Branco e vermelho) “mandavam-nos sair da calçada, enquanto os tracks GPS e as nossas referências nos mandavam pela calçada acima. Como temos seguido sempre o track, continuámos a nossa “contenda” e subimos a restante calçada romana.

Depois desta relíquia que para além do interesse histórico, também o tem a nível técnico/velocipédico, alcançamos uma estrada que se estende por uns belos metros, no que se tornou, no maior troço de asfalto que presenciámos até aqui.

De novo na companhia de uma povoação (S. Bartolomeu de Messines) somos conduzidos para outro estradão sinuoso que nos leva até aos ares da barragem. Por muitos e belos quilómetros contornámos a albufeira da barragem do Arado. Em constante sobe e desce, sempre perto da água, aproveitámos para algumas juvenis, mas sempre salutares “picardias”. Puxa daqui, puxa dali, rapidamente alcançámos o topo. Local de vista privilegiada, com uns aprazíveis bancos de madeira onde fizemos uma pausa e refeição ligeira.

Estávamos em amena cavaqueira, a fazer o resumo das dificuldades anteriores quando nos apareceram quatro dos nossos amigos algarvios, “malta” conhecedora da região, e que normalmente, anda sempre lá pela frente. Nesse grupo seguia o Sr. Amândio (cumprimentos Amândio. Vemo-nos por aí), e o companheiro do BTTTV, que todos os dias às Nove horas em ponto enviava a sua reportagem para tão importante site de BTT. Reportagens essas que incluíam entrevistas em directo, onde tive a honra de pôr uma colherada acerca do ambiente extraordinário que se vivia (e deve ter continuado a viver) entre toda a gente.

Depois das vistas, a descida para o paredão de betão que sustenta tanta água. Atravessámos para a outra margem, e logo nos enganámos na rota. Com o entusiasmo da descida que nos proporcionava tão bela vista, ficámos cegos perante a marca do trajecto, e subimos desenfreados pela encosta mais à direita. Lá em cima e depois de constatar (via GPS) que estávamos enganados, toca a descer. Como o Cláudio já estava muito à frente, já não nos ouviu o que fez com que tivesse que lhe telefonar para dar a triste novidade. Esperei por ele, enquanto os restantes membros do grupo iam subindo. Fizemos a escalada verdadeira (quase sempre à mão), pelo que terá sido uma das partes do percurso mais difícil até então.

Por entre grandes escaladas e melhores descidas, cruzámos um sem número de ribeiros, que elevaram o entusiasmo entre o grupo pela enorme adrenalina que sempre causa a sua travessia. Claro está que por tantas águas, o “Guarda-Rios”, e os seus colegas acabaram por tomar “banho”… Toda esta panóplia de hipóteses para o BTT terminou num cabeço, do qual se vislumbrava Silves, e todos os trilhos técnicos que nos esperavam até atingirmos a cidade. Nesses estradões, tão belos quanto perigosos, em que se atingem enormes velocidades, decorreu em sentido inverso, o Campeonato do mundo de subida que em 1999, tornou Cadeleveans o maior trepador na época.

De Silves, pouco tive oportunidade de conhecer, já que teria que apanhar o comboio que me levaria a Lisboa onde teria que “montar a tenda” para outra aventura que se iniciou algumas horas depois, e da qual vos darei notícias por aqui, logo que me seja oportuno.

A edição dos videis e o expor das restantes fotos, será logo a seguir. Talvez com inicio ainda hoje… Vou dando Novidades… Entretanto pergunto, como é que correu a restante VIA? Quem é que “ganhou”????...LOL

Grandes ABRAÇOS!!! Para todos os que conheci e dos quais guardo boas recordações!
Saudações Pedalo/Velocipédicas do cada vez mais “Guarda-Rios” (andei outra vez “debaixo” de água p’la “ROTA”)

Algumas das fotos do treceiro dia... (Salir - Silves)



























Números da “minha” Algarviana… Alcoutim - Silves

Total de quilómetros - 193 km
Velocidade máxima - 58,7 km/h
Horas em cima da bicicleta - 16,20 h
Horas parado - 2,53 h
Velocidade média de progressão - 11,8 km/h
Velocidade média geral - 10 km/h
Acumulado de subida - 5023 mt
Altura máxima atingida - 519 mt

terça-feira, 7 de abril de 2009

Vaqueiros – Salir …Ou, esta malta é muito fixe!!!


Depois de chegados a Salir, já a conversa vai alta. Por aqui fala-se essencialmente de BTT, do percurso e da experiência de cada um. Esta mescla de Desportistas oriundos de vários quadrantes e vectores, com idades e ideologias distintas, convergem todos para um único propósito. Por aqui fala-se, vive-se e respira-se BTT em particular ,e, “Bicicletas” em geral.



Estou com imensa pena de ter que abortar a minha Via Algarviana em Silves. Dava tudo para poder continuar com este convívio, acompanhado por esta real Selecção de “cromos” da Bike.
Mas, e por compromissos outrora assumidos, vou ter que voltar para Lisboa, para abraçar outra aventura bem motivante. Não só pela companhia, como pelo percurso em si. Desta vez vou fazer a “minha” Rota dos Castelos. Quatro dias para fazer 380 km´s de puro btt em divertimento, com passagem obrigatória em alguns dos ícones da gastronomia nacional, desde Torres Vedras até á Sé do Porto.

Voltando à “Aventura” que nos trás por aqui. Digo-vos que, - Isto está cada vez melhor.


Pela manhã, todos acordados pelo nosso Amigo Amândio, desde logo ficámos contagiados PELA BOA DISPOSIÇÃO. Pequeno-almoço organizado pela mesma sra. que nos deu jantar, começou perto das sete da manhã. Seguiu-se algum convívio e o arrumar das “tralhas”. Para alguns, lubrificou-se as Bikes, enquanto esperávamos pela carrinha da Mega sport (pontual como sempre).

A saída previamente combinada para as 8,30 h foi ligeiramente antecipada em dez minutos pela grande vontade de pedalar e pelo algum frio que se fazia sentir em Vaqueiros.
Como os “avisos” à grande dificuldade do percurso foram mais que muitos, todos (…ou quase todos) estávamos alertados. Para comprovar a dureza da etapa, fomos sujeitos a cerca de 15 km´s de predominante subida que contemplou quase oitocentos metros de acumulado. Para aquecimento não foi mau, não senhor!

As paisagens continuam belas e as povoações parcas. Casas Baixas; Cachoupas; Feiteiras; Parises e por fim, Barranco do Velho.

O esforço, muito! Como seria de esperar os grupos vão-se definindo consoante as capacidades físicas de cada um e eventualmente as amizades, e, factor de veras importante, a pose de GPS. É que apesar de o Passeio estar relativamente bem marcado, aproveitando algumas rotas e grandes rotas (GR 23), por vezes perde-se o fio à meada. Toda a informação que os organizadores colocaram pelos longos estradões acaba por não ser suficiente. Por uma infindável panóplia de situações, das quais destaco: - O entusiasmo dos participantes, que em amenos e saudáveis despiques se desconcentram, passando pelas marcações; Até à deficiente localização de alguns dos marcos.
Com alguma atenção e muita paciência, torna-se possível regressar aos trilhos.


Como o “primeiro almoço” foi madrugador, havia que não deixar a fome consumir as nossas reservas. Teríamos que comer qualquer coisa. Para isso, escolhemos Parises. Em boa hora o fizemos. A dona do café ao ver tanta gente a entrar no seu estabelecimento, ficou um pouco atrapalhada com o movimento. Por ser inviável servir tanta gente em tão pouco tempo, a tal sra acabou por arranjar uma solução fácil, que acabou por provocar a boa disposição geral nos dez BTTistas que, famintos, aguardavam.
Pão, queijo, presunto, chouriço manteiga, fruta e bebidas a condizer, tudo nos foi facultado. - - Ficou para a “estória”.
Daí para a frente, acelerados pelo vento frio que se fazia sentir de forma cortante, o ritmo ainda foi mais vivo. Isto apesar das enormes paredes que tínhamos para escalar (algumas, pelo menos para mim, foram com a Bici à mão). Já nos últimos dez quilómetros a paisagem muda completamente. Depois de Barranco e principalmente com o aproximar de Salir somos apresentados aos primeiros Single-tracks do Passeio. Por estas terras deparamos também com trilhos entre muros e subidas em pequenos prados de relva, coisa inédita até então. Pelo que vou “captando” das informações que circulam entre os participantes, a geografia, que já passou de agreste seixo em seco terreno, em que a bela paisagem tem a constante presença de montes e serras do interior Algarvio, até ao ambiente mais verdejante agora descrito, passará, com a aproximação do oceano, a relevo típico de costa… A ver vamos!

Boas pedaladas, na Via, ou noutro sitio qualquer…


G.R.: - "Guarda-Rios" da Grande Rota 23

Mais fotos do primeiro dia. (Alcoutim-Vaqueiros)

Um pequeno largo de Vaqueiros; Aspecto do espaço onde pernoitámos; A janta:







segunda-feira, 6 de abril de 2009

VIA ALGARVIANA 2009, “LIVE” from Vaqueiros (deep Algarve)

Depois de 62 km´s (alguns perdidos).

Saídos se Alcoutim perto das 10 h (demora na logística, normal para um passeio destes com 43 BTTistas), chegámos a Vaqueiros perto das 17 h.
Cerca 1600 mt de subidas acumuladas, muitas dificuldades depois (…e estamos a falar do dia mais fácil).

O dia não começou lá muito bem. Ainda tomámos o pequeno-almoço na Pousada da juventude de Alcoutim e fomos levar as bagagens até ao cais do Rio Guadiana na vila. Por essa altura deparámos que um dos pneus do carro do Paulo Marques estava em baixo, antes de voltarmos ao local da dormida, onde nos aguardavam o Cláudio (entretanto chegado) e o Joca, ainda substituímos o pneu.
Regressámos ao cais, já de bicicleta, para ouvir as preleções finais da organização (Clara) e de um dos guias (José Neves), antes de voltarmos a tomar um pequeno-almoço, desta vez oferecido pela organização, no snack/loja de souvenirs “Amendoinha da Serra”

Seguimos para o terreno, onde éramos brindados com belíssimas paisagens, como podem ver nas fotos.
Da malta do Passeio apenas refiro, que, até à data, e pelas conversas, são todos uns "bacanos".



Neste momento estão aqui uns convivas algarvianos a fazer uma entrevista em directo para o BTT TV.

A confraternização, simples entre esta “calorosa gente”, é fácil e sempre carregado de ironia… Estamos a falar da fina flor do BTT nacional.

Fazendo um pequeno relato do “dia de terreno”, podemos dizer, que:

Passados 10 km´s parámos numa relíquia do Paleolítico (menires do Lavajo). Após a visita fomos avisados por um dos participantes, da queda de uma rapariga inglesa. Tinha escoriações um pouco por todo corpo, com especial incidência no joelho.
Telefona para aqui, telefona para ali, 112, vem ou não vem… (acabaram por vir os bombeiros).


Com isto perdemos quase duas horas. Lá foi a “Sue” para V.R.S.A., para o centro de saúde. Prendemos a bicicleta a um poste para a organização a recolher mais tarde.

Junto à “ocorrência” ficaram cerca de 8 “convivas”, onde eu me incluía, que seguiram juntos ou em pequenos grupos até Vaqueiros.

Muito bonito, bastante difícil, a ver como serão os próximos dias, UI!

O alojamento foi o possível (banho frio, dormida no chão). Mas o jantar foi bem-bom. Aquele frango foi… assim como a sandes de presunto e as minis que ingerimos antes do jantar.

Resta-me acrescentar que a aridez deste percurso fica patenteada pela falta de contacto com populações. Passámos por três ou quatro povoados, mas nem todos tem sequer um café… Dá para ter uma noção… Este Algarve não é aquele que estamos habituados a ver quando vamos de férias… Aqui nem rede temos para o telemóvel…
Por agora são as palavras possíveis directamente do duro chão da sala polivalente de Vaqueiros... tenho que tentar descansar. Amanhã espera nos um acumulado de ... 2700 mt... A VER VAMOS!
Do "Guarda-Rios"

P.S. - A edição dos Vídeos fica para mais tarde, assim como mais desenvolvimentos...