Mostrar mensagens com a etiqueta Ecovia Litoral (Algarve). Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ecovia Litoral (Algarve). Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eurovelo Portugal (Ecovia Litoral) Concelho de Tavira


Nesta minha progressão na costa algarvia, desde Este para Oeste, do Sotavento para o Barlavento algarvios, em busca dos trilhos planeados para a Ecovia do Litoral (futura parte portuguesa da linha 1 do Eurovelo, eis-me chegado ao concelho de Tavira. A progressão neste concelho foi dividida por dois dias, nomeadamente os dias 01 e 02 de Outubro deste ano.




Desde a entrada no Concelho, que se dá pela freguesia de Cabanas, até á saída do mesmo, antes de chegar à localidade de Fuzeta, passamos por vários tipos de terreno, mas com especial incidência aos estradões do sapal, junto a zonas pantanosas, mas sempre do lado continental da Reserva Natural de Ria Formosa (isto é: Não chegamos a ir à ilha de Tavira, onde sei haver um Parque de Campismo convidativo). De uma forma geral, as infra-estruturas de progressão estão em bom estado e bem sinalizadas, sendo este, um município onde as "sub-empreitadas" foram terminadas com sucesso.
Para se cumprir esta Ecovia, o município de Tavira tornou possível a ligação entre algumas zonas de sapal, criando pontes de madeira para uso pedonal e das bicicletas, sem que tenhamos que atravessar as pontes da linha férrea (quase sempre paralela a esta Ecovia), como acontece com outros concelhos, como veremos nos post seguintes.
A presença dos espelhos de água onde se faz a extracção do sal sempre à nossa mercê, faz com que a paisagem seja sempre muito característica. Com mais ou menos montes de sal, apesar de muita dessa recolha ser feita através de grandes máquinas industriais, é uma "arte" que terá sempre o seu quê de mágico e tradicional.

G.R. e o R.A.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ecovia do Litoral. Concelhos de Vila Real de Santo António e Castro Marim (FOTOS)


Concelho a concelho, cá vão algumas das fotos que retirei neste levantamento por terras algarvias.
O(s) primeiro(s), foram os do extremo Sotavento Algarvio; Vila Real de Santo António e Castro Marim :

KM 214 (?).
Para mim foi o quilómetro 0. Porque foi exactamente aqui, em frente à estação de caminhos de ferro de VRSA, que encetei esta caminhada/busca pelo litoral algarvio. Mas já agora, tenho grandes dúvidas que o projecto depois de concluído tenha somente os 214 km planeados. Como se sabe, tal empreitada ainda não está totalmente definida, podendo dizer-se que ainda demorará bem mais do que um ano, para que tal aconteça. Haverá inclusive localizações em que terá que ser feita uma total reestruturação de linhas de progressão, já que as idealizadas estão agora ocupadas por outras estruturas. Nesse aspecto os concelhos mais atrasados são os de Portimão e Lagos.




Muitas destes troços foram inaugurados durante o ano de 2008. A maioria dos originais já apresentam alguma degradação, e raros são os casos em que houve intervenções de restauro.



A primeira aparição da praia dá-se em Monte Gordo, onde o trajecto nos leva a passar no calçadão da praia.


Da praia ao mato e pinhal é um ápice. Dos calçadões muito frequentados das praias, aos percursos de
pedestrianismo pelo trilho interpretativo de Aldeia Nova a evolução está bem demarcada.
Antes de abandonarmos em definitivo a zona urbana, já tínhamos tido a hipótese de pedalar durante alguns metros de ciclovia. Voltarei a estes pedaços de "tapete vermelho" num post especifico, logo que conclua esta retrospectiva pelos concelhos, que agora encetei.




Aqui, além de se poder comprovar a existência de mais alguns metros de ciclovia, temos a perfeita noção de estarmos perante umas marcas bem nossas conhecidas; Exactamente! - O Caminho de Santiago, e as suas setas amarelas. Que por aqui se justificam pela presença de um Caminho (Português de Este), ao que sei, ainda não totalmente marcado, mas que devido à intervenção de alguns elementos mais dedicados, está prestes a ser percorrido por todos os peregrinos. 



Em resumo: Esta primeira abordagem à Ecovia do Litoral, é positiva. Apesar de a marcação ter algumas lacunas e de em determinados locais estar algo danificada, consegue-se circular sem grandes riscos. Talvez o maior problema seja mesmo, a  passagem pela estrada nacional 125, que durante alguns metros, nos faz circundar a Urbanização da Praia Verde.


GR e RA

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Eurovelo Portugal (Ecovia do Litoral) Concelhos de Vila Real de Santo António e Castro Marim

Para melhor dar uso à informação disponibilizada no Post anterior, onde fiz a apresentação de uma forma generalizada de toda esta "Rota Algarvia", que por nós é conhecida como Ecovia do Litoral, mas que brevemente (até 2020), será integrada numa das 12 grandes linhas do Eurovelo, vou encetar por aqui a apresentação deste projecto por Concelhos.
Assim, e como a marcação foi feita do fim para o principio, do sotavento para o barlavento, aqui ficam os primeiros concelhos atravessados por este traçado (Vila Real de Santo António e Castro Marim) :




LINK para o traçado no WIKILOC :

Nestes concelhos, apesar de a marcação não ser prefeita e de termos uma breve passagem pela estrada N 125, de uma forma geral é possível circular tranquilamente. Aconselho na mesma, o uso do GPS, "só para o caso". Este traçado tem cerca de 24 km e faz uso, entre VRSA e Monte Gordo de uma parcela de ciclovia, a qual darei mais atenção numa mensagem futura. Parte importante deste pedaço, é o cruzamento com alguns percursos pedestres, nomeadamente com o "Trilho interpretativo da Aldeia Nova".
Muito importante também, é a presença de algumas marcações de um Caminho de Santiago, que por começar em Tavira, faz passagem por estes concelhos em direcção ao norte. Falamos do "Caminho Português de Este", que tem andado a ser cuidado por alguns amigos e outros ilustres do btt e dos Caminhos de Santiago, onde se inclui o Miguel "K2" Sampaio. Brevemente voltarei a este tema por aqui.

GR e o inevitável Reporter A.

domingo, 10 de outubro de 2010

Ecovia do Litoral. Concelho de Lagoa (FOTOS)


Como já por aqui tinha passado em Novembro de 2009, acabei por não fazer tantas fotos deste concelho como dos outros. Mesmo assim, ainda registei as passagens em que fui surpreendido por novos pontos de interesse.


Neste concelho a Ecovia do Litoral dá-nos a hipótese de passar a cidade pela estrada nacional, ou por dentro da zona urbana. Como já tinha experimentado a primeira, fui testar a segunda, e encontrei algumas curiosidades por mim desconhecidas. Esta passagem pela Adega Cooperativa de Lagoa, foi uma delas.



Dentro do concelho de Lagoa, aliás como um pouco por todo o Algarve, também se fazem investimentos em campos de golf. Aqui, a caminho da Ribeira de Arade e de Ferragudo, podemos ter a noção disso. Por esta foto, também se pode ver como estão relativamente bem cuidadas as marcações deste traçado, aqui, e ao longo deste concelho algarvio.


A chegada à freguesia de Ferragudo, onde uma pequena ribeira que desagua na de Arade, faz a divisão dos sentidos de trânsito.

Uma bela imagem da pequena vila de Ferragudo. Deste lado da ribeira proliferam as pequenas embarcações de pesca e veraneio, enquanto que do lado de lá da ribeira...




...No lado da "enorme" cidade de Portimão, estão ancorados os navios de grande porte.


Todas as fotos deste concelho no Picasa : http://picasaweb.google.pt/gilgalvao/Eurovelo1PortugalEcoviaDoLitoralConcelhosDeAlbufeiraSilvesELagoa#

G.R. e o R.A.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

...E vamos abrir a abordagem ao EUROVELO PORTUGAL!

Aspecto geral do traçado possível em Outubro de 2010 :



Depois de ter estado no terreno, à descoberta do que sabia existir, sem saber onde, nem em que condições, primeiro, em Outubro do ano passado, e depois em Novembro do mesmo ano, voltei ao terreno, para mais uma abordagem. Desta vez, já munido do track que serve de estudo ao desenvolvimento de tal via, mas que, como se pode comprovar no terreno, além de não ter sido cumprido na íntegra, ainda está longe de estar totalmente concluída.

Realmente já o tinha imaginado antes de vir para o terreno, mas a constatação dos factos é por demais evidente. Enquanto esta obra não for coordenada por uma só entidade, que faça a manutenção e fiscalização das empreitadas, teremos sempre uma colagem de remendões, em que cada município “puxa a brasa à sua sardinha”.

Esta obra, que foi encetada, salvo o erro em 2008, tem determinados troços em absoluto estado de degradação. Mesmo que seja só um simples traço azul no chão e umas bicicletas pintadas com um molde. Como a manutenção é praticamente inexistente (com óbvias excepções), à medida que a obra avança em novos troços, os primeiros já estão uma lástima.

De uma forma conclusiva, contínuo à espera que todo este pedaço de EUROVELO 1 esteja totalmente concluído e pronto a usar.

Por agora podemos circular em muitos dos concelhos com alguma margem de segurança, mas de qualquer das formas, aconselho o uso “OBRIGATÓRIO” de GPS para todo este percurso. Não querendo tomar partido de nenhum deles, posso fazer por aqui um pequeno levantamento do “estado das coisas” nos concelhos atravessados por esta via.

Recomendo portanto a quem quiser fazer este belo traçado, no que será uma progressão muito próxima ao alinhamento final do Eurovelo 1 em Portugal, para nós, a Ecovia do Litoral, que se faça acompanhar desse maravilhoso aparelho, que alimentado pelos satélites, nos vai guiando através do terreno.
Como tracks para se fazer download, sugiro que além do traçado total, que podem baixar AQUI, se façam acompanhar das ALTERNATIVAS: OLHÃO; FARO; ARMAÇÃO DE PÊRA e o mais importante PORTIMÃO/LAGOS.

Normalmente tais possibilidades levam-nos até à famosa N 125, onde apesar da proximidade dos carros em alta velocidade, podemos passar as linhas de água e pantanosos sapais que nos podem vir a impossibilitar a passagem.

Como exemplos dessas dificuldades relembro uma parte depois de Fuzeta e antes de Olhão, em que a veleidade de não seguir pela alternativa em direcção à N 125, fez com que tivesse que andar pela linha do comboio para passar um ribeiro. Já entre os concelhos de Portimão e Lagos, nomeadamente depois de Alvor, aconselho vivamente a vertente alternativa, para fugir às ribeiras de Farrelo; Arão e Odiáxere, que apesar da comporta e da ponte da linha férrea, podem facilmente ficar intransitáveis no período das chuvas. As variantes de Armação de Pêra, Lagoa e Ciclovia de Faro, são apenas hipóteses diferentes de progressão, pois permitem-nos passar mais próximo da praia ou por dentro da povoação, respectivamente.

Desejo uma boa viagem aos aventureiros, mas apesar da ajuda GPSiana sugiro uma boa dose de tolerância para com um traçado que ainda não está totalmente pronto, e onde as dificuldades estão sempre à espreita.

GR

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Às voltas p'lo Sul (Travessia do Sul)... Ou... À procura de Maddie...


Dias 28, 29 e 30 de Janeiro de 2010.

Aproveitando o fio condutor traçado pela “Travessia do Sul”, do BTTista Froids; Fui descendo, um pouco à deriva, originando este: - Às voltas p’lo Sul. De que agora vos falo.

Tendo como intuito inicial, percorrer todo o track que me era proposto, fui, a dado momento, levado a alterar um pouco o itinerário. Primeiro por impedimento do traçado, já que nesta estação do ano, à qual devemos somar os muitos metros cúbicos de água que caíram do céu, foi-me impossível (apesar das muitas tentativas) fazer cumprir todo o trajecto inicialmente proposto. Refiro-me por exemplo ao primeiro contacto com o track do Trasportugal que está presente a partir de Sabóia. Depois, foi uma alteração por vontade própria, já que em vez de ir dar a Sagres, passei a ter como intenção, terminar tal périplo por Lagos. Além de querer relembrar a Ecovia do Litoral, queria fazer uma prospecção pela Vila da Luz e pelos locais onde foram dados os derradeiros passos da pequena Meddie.

De uma forma geral, esta “colagem”, como o próprio Froids lhe chamou, está espectacular. Dá-nos uma ideia bastante abrangente do que se pode encontrar a Sul do Sado, quando é de BTT que falamos. Atravessa uma boa parte do SW Alentejano e do Algarve Vicentino. Sempre próximo, ou, mesmo dentro do Parque Natural com o mesmo nome.


Após a saída de Tróia (agora os barcos atracam quase em Soltróia), e até à Comporta, onde tomei o meu segundo pequeno-almoço, o traçado é em asfalto. São cerca de 12,5 km’s em que realmente não existem alternativas viáveis à progressão. Por esta península só conheço areal e pântano.


A entrada para os arrozais faz-se atrás do museu do arroz. A partir daqui evolui-se por uma longa recta “suspensa” e ladeada de tais culturas, que se desenvolve por alguns quilómetros, até ao Carvalhal. Guiado pelas cegonhas e demais aves madrugadoras que bicam nos espelhos de água em busca de “pasto”. Os índices de água nos campos dá-nos a indicação do que nos espera daqui para a frente. Os níveis de absorção dos solos estão por esta altura, elevados ao limite.



Primeiro ainda temos alguns quilómetros em que por muito boa vontade que tenhamos, não nos conseguimos livrar do alcatrão. Chegados a Melides, é por esta Vila que se inicia o puro BTT. Daí, e até à minha primeira paragem para dormir, aconteceram mais de 50 km´s de motivante pedalar pelos montes abandonados ou reocupados, do Alentejo de casas caiadas com as janelas e as portas debruadas maioritariamente a azul. Essa, também era a cor reinante pelos céus, que apesar de serem de Janeiro, não nos traziam mais do que algum frio.



Aos poucos ia-mos deixando o contacto visual com o mar, entrando em vastos campos de sobreiros e azinheiras, salpicados aqui e ali por eucaliptos e pinheiros que se faziam acompanhar por longos e muito técnicos, bancos de areia. Foi serpenteando pelas pequenas poças e grandes lagoas, que as chuvas da época alimentaram, que se consegue progredir. Nestes dias não avistei uma única ribeira que estivesse serena e dentro do caudal habitual. – As águas fluíam a velocidades vertiginosas.




Sempre que descíamos em direcção a um vale por entre arvoredo, sentindo a presença da água nas suas profundezas, desde logo começávamos a imaginar como é que estaria a ribeira e como a poderíamos passar. Muitas delas tiveram que ser transpostas com os pés lá dentro. Apesar de tudo era a forma de causarmos menos dano.
Foi assim, e após um almoço frugal mas caseiro no “Costa” de Sta Cruz que passei ao largo de Sines. Avistando as suas chaminés sempre que subia a mais um monte.


Até às imediações do Cercal, local escolhido para a pernoita, ainda contornei a barragem de Morgavel, onde por lapso meu, tive que andar a saltar redes e a fazer corta mato.
Parei já bem perto das 17 horas, num local próximo ao que me era indicado pela marca: - Dormida 1B. O primeiro dia estava feito. Já tinha cumprido mais de 100 km’s, era hora de descansar um pouco.


O Segundo, diferente, não foi menos belo, antes foi menos controlado.


Segui as instruções GPSianas até Viradouro. Depois, e pelas razões anteriormente focadas tive que adaptar de certa maneira este meu 2º dia de progressão em direcção ao Sul. Calculava à partida que a jornada fosse bastante acidentada no que ao relevo e respectivas altimetrias dizia respeito. Se no 1º dia fiz qualquer coisa como 1300 mt de acumulado, neste, contava passar dos 1500 mt.


Monte acima, monte abaixo, mais lama ou menos areia, foi assim que cheguei até ao Corgo, superando o marco dos 27 mil quilómetros do meu manómetro. A paragem para o “já” obrigatório 2º pequeno-almoço foi feita em Vila Bejinha, onde ao cheiro do alho que se descascava para a açorda, comi umas belíssimas torradas de pão alentejano. Daqui até Odemira tudo se passou num ápice. Aliado ao declive descendente tivemos o regresso do asfalto.


A verdadeira “Ode” ao Mira, dá-se após a passagem por esta cidade do Baixo Alentejo, num troço de autêntico catálogo turístico, em que a presença do rio se faz notar até Sabóia. Refira-se que tal curso nervoso, está por esta época, muito além do seu caudal, o que torna a circulação por tal pista um “mar” de improvisos. Especialmente no Vau. Por estas bandas fui literalmente ultrapassado por uma cidadã estrangeira que comunicava perfeitamente na língua de Camões. Soube por ela que tal acompanhamento fluvial se estendia por quase 30 km´s. O ritmo da “kamone” e o meu peso adicional produzido pelos alforges e afins não me deixou alternativa senão deixá-la ir, ficando para trás com facilidade.


É então em Sabóia que se dá a viragem da agulha, rumando novamente ao SW alentejano, que por esta altura se apresentava coberto de um verde flamejante, onde os animais se deliciavam e exercitavam as mandíbulas. A constatação desta realidade é por demais evidente quando comparada com a moldura habitual por estas terras, que após os meses de inverno começa a adquirir aquela cor característica, de aridez e secura. Qualquer coisa como uns castanhos avermelhados.


Continuemos. Por erro meu, mas também por ter lido uma indicação no GPS que realmente não existia no terreno (aliás, o mesmo aconteceu com o Froids), fui levado a seguir sem parar em Sabóia, pensando haver um café umas centenas de metros mais à frente. Como a fome apertava, tinha intenção de parar para comer algo substancial, mas tive que adiar tal intento por não haver local para o fazer. Perguntei a umas senhoras por essa possibilidade, ao que me foi indicado uma aldeola uns quilómetros mais à frente. O que eu não sabia era que passadas poucas centenas de metros iria abandonar a estrada para dar entrada num pedaço de traçado montanhoso sem qualquer referência de comida. É um erro quase primário para quem anda nisto das bikes com alforges por esse “mundo” fora, há tanto tempo. Com a chegada da fome o raciocínio escasseia. Então se aliarmos tal facto à dificuldade natural do traçado (comum ao duro Transportugal), aí é que nos surge com naturalidade o empeno.


Foi com uma falta notória de nutrientes que andei a passar inúmeras vezes com a bicicleta à mão ou às costas por dentro de uma ribeira que neste troço serpenteia consecutivamente o trilho. Como o nível das águas era muito superior ao normal, passou a ser uma “luta” desigual que tinha que travar de lés-a-lés com a água. Além da fome e do cansaço tinha as dificuldades expostas para transpor. Acabei por tomar uma decisão sensata, ao abortar aquele pedaço do traçado e voltar à estrada em busca de algum sítio onde pudesse comer e retemperar algumas energias que me seriam indispensáveis para concluir a restante etapa.
Acabei por parar numa bomba de gasolina rural onde por especial favor consegui comer umas batatas fritas de pacote e um chocolate, que apesar de tudo me restabeleceram algumas calorias perdidas. Teria agora que reequacionar o final da etapa, que pela mudança que se adivinhava no céu e o respectivo entardecer, não poderia durar muito mais do que uma hora. Acabei por voltar a subir até São Teotónio, par aí poder descansar algo, e repegar com o traçado que me guiava, no dia seguinte. Apesar de tudo, já tinham passado mais de 110 km’s.


O 3º dia talvez tenha sido o mais complicado, mas ao mesmo tempo o mais interessante. Saído de São Teotónio dirigi-me para Odeceixe. Aí, escolhi o caminho da praia e subindo a falésia, voltei a tomar contacto visual com o mar. Acabei por evoluir um pouco à descoberta, pela areia, voltando à estrada rural que me levaria até Maria Vinagre.



Depois da 2ª parte do repasto matinal, em Rogil. Avancei em busca de Aljezur para recolar com o track que tinha no GPS. Foi dessa maneira que fiz a escalada até ao Castelo, donde se tem uma vista privilegiada até à serra de Monchique.



A partir da Carrapateira seguiram-se várias visitas até às praias com o que isso acarreta de sobe e desce, mas onde tive o prazer de conhecer trilhos completamente novos para mim. Alguns roçando um pouco o radical, em que a bicicleta tinha que evoluir á mão, pé ante pé por entre as pedras soltas da alta escarpa.







Por não querer seguir o troço final, rumo a sagres, pois já o conhecia de aventuras anteriores, tomei a direcção de Vila do Bispo, e de lá, fazer a Ecovia do Litoral que por agora, se estende até aos limites do Parque Natural e do Concelho de Vila do Bispo, mais precisamente em Burgau.



Acabei por chegar à Vila da Luz ainda a tempo de pôr os olhos pelos locais frequentados pela pequena Meddie antes de desaparecer. Não quis deixar passar em branco a possibilidade de relembrar alguns dos acontecimentos daquela noite de Maio de 2007, aproveitando para tentar comprovar “in loco” alguns factos relatados no livro de Gonçalo Amaral: - “A Verdade da mentira”
Mais elucidado e documentado, mas ou mesmo tempo um pouco mais revoltado com toda aquela memória que relembra uma inocente criança, que por motivos ainda desconhecidos desapareceu, fiz a abordagem a Lagos, onde acabei por concluir esta minha viagem “às voltas pelo Sul”.

Guarda Rios ou... João das Ribeiras

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

ECOVIA LITORAL (ALGARVE) [1] Concelhos Vila do Bispo; Lagoa e Silves

ECOVIAS DA EUROPA (EUROVELO)
Tema para desenvolver num post futuro

Notícias da Ecovia do litoral (ALGARVE)

Depois de ter feito uma abordagem mais séria a esta vertente de circulação da costa algarvia, posso afirmar que: - Quando estiver toda concluída, e pronta a ser usada pelos BTTistas deste país e do estrangeiro, será por certo uma das maiores atracções desta região.

Para já, e enquanto não está pronta e ligada, limita-se a ser uma manta de retalhos de pequenos e médios traçados num misto de estrada secundária degradada com estradão, usada somente por alguns habitantes locais e uns quantos veraneantes.

O projecto é muito interessante, mas por agora está confinado a alguns concelhos. Assim, e começando pelo extremo do Barlavento Algarvio, o concelhos de Vila do Bispo é um exemplo, pois a “sua parte” de Ecovia está terminada e pode ser usada por bicicletas de BTT, já que alguns dos seus módulos são em estradão “bera” com algumas subidas (felizmente curtas).
O troço que vai do Cabo de São Vicente até Burgau está completo, são 33 km’s, em que as dúvidas só poderão surgir nos locais que se encontram em obras. Nomeadamente, antes e depois de Salema. De referir que este pedaço da futura Ecovia está integrado no Parque Natural do Sw alentejano e Costa vicentina .

Depois. Depois é que é pior. Ao entrarmos no concelho de Lagos as marcas deixam de existir, surgindo-nos a dúvida por onde é que tal Ecovia possa seguir. Ao chegar à aldeia da Luz, questionada a junta de freguesia da localidade, fiquei a saber que tal projecto ainda não foi adjudicado, estando apenas e só, acordada a sua construção para breve.
Estou curioso para circular por tal “linha”. Já para não falar dos cerca de 200 km’s que terá todo o traçado, depois de terminado.

Acerca do Concelho de Portimão, o problema é o mesmo. É preciso chegarmos ao de Lagoa e continuar pelo de Silves, depois de termos feito vários quilómetros em busca de tais traçados, para poder dar continuação a este projecto.

É assim que entramos directamente para o km 80, em plena estrada nacional 125, mesmo no centro de Lagoa. Aí, e passados 46 km’s depois de termos abandonado a Ecovia em Burgau, reencontramos a “passagem”.

É em Lagoa que começa, e é até Armação de Pêra que se estendem mais estes 10 km’s de Ecovia do Litoral no Algarve. Depois desta vila, e também por falta de oportunidade não consegui vislumbrar mais nenhum traçado pelas redondezas. Ficará para uma futura hipótese, o descortinar de mais pedaços deste “Jóia” do Cicloturismo de Portugal.

- Para já a “coisa” está assim… Podia estar pior!




Do correspondente nos Algarves : - Repórter Astigmático.

ECOVIA LITORAL (ALGARVE) [2] Concelho de Vila do Bispo (Cabos de S. Vicente - Burgau)






Depois de transposto o troço de Ecovia que faz a ligação entre o Cabo de São Vicente e Sagres (totalmente preenchido por tapete de asfalto, coincidente com a estrada nacional que faz essa ligação), passamos para a vertente de estrada nacional desactivada. É por aqui, depois de Sagres e até Vila do Bispo que usamos essa hipótese de trajecto, passando ao lado da via rápida, e serpenteando por esta. Chegados a Vila do Bispo, somos guiados pelas famosas linhas azuis, que encontramos sempre, dentro de uma localidade, quando esta é atravessada pela Ecovia do Litoral. Seguidamente damos entrada em estradões interiores de ligação entre as aldeias. Nesta foto especifica estamos precisamente entre V.do B. e Raposeira.

Cá estão eles: - Os Traços Azuis. Não só definem a ecovia como orientam os "Turistas acidentais". Mas mais que isso, Mudaram a imagem de muitas pequenas aldeias. Veja-se este exemplo! - Até fica bem, o "degradê"



Fim da Ecovia em Burgau. Aldeia que faz de fronteira entre os concelhos de Vila do Bispo e Lagos. Mas também é por aqui que se chega ao fim do Parque natural do Sudoeste alentejano e da costa Vicentina. Depois desta terra as marcas desaparecem, pois pudera, a Ecovia não tem continuação (pelo menos por agora). Cheguei a questionar a Guarda (GNR), que não tinha respostas para me dar. Essas, foram-me fornecidas na Junta de freguesia da Aldeia da Luz, onde fiquei a saber que, apesar de já ter sido aprovado pelas autarquias de Lagos e Portimão, a obra de tal traçado ainda não saiu do papel.

- É pena! mas temos que esperar.



Mais uma do correspondente por terras do Sul: - Repórter Astigmático

ECOVIA LITORAL (ALGARVE) [3] Concelhos de Lagoa e Silves (Lagoa - Armação de Pêra)




É ao quilómetro 80 que a Ecovia recomeça em plena N125, na rotunda junto ao recinto onde habitualmente se realiza a feira de Lagoa. Depois, e interiorizando pela parte velha da Cidade derivamos para estradões agricolas onde podemos rever as marcações de quilometragem aqui fotografadas.

Muitas vezes serpenteando por quintas e propriadades (algumas de estrangeiros, que povoam a zona), em constante busca do mar, onde chegamos passados 10 km's.


No términos deste pedaço de Ecovia, encontramos este placard, onde para além de informação da obra temos um mapa das ecovias da Europa.



Repórter Astismático (deslocado para o Algarve)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ECOVIA LITORAL - Atravessando o Algarve em Bicicleta

Quando estiver totalmente concluída será por certo uma mais valia turística e um enorme incremento na qualidade de vida dos cidadãos, algarvios ou não, que residam na costa desta região de veraneio.
Para já, podemos circular por largos troços deste investimento inteligente, como foi o meu caso, quando, depois da Algarviana, que terminou no Cabo de São Vicente, pude pegar no quilómetro 0 desta "ECOVIA" e segui-la até vila do Bispo, enquanto me deslocava na direcção de Lagos. Depois, daí para a frente e até Vila real de Santo António, também se pode circular por muitos e belos quilómetros, sempre com a presença do mar numa das vistas.
Nesse trajecto por mim efectuado, comprovei a utilidade e estado de tal CICLÓVIA litoral, e, o que tenho para referenciar é que está:
- Muito Agradável!

Mapa oficial, copiado do sitio da ECOVIA do LITORAL na net, do qual deixo aqui o LINK :


http://www.ecoviasalgarve.org/index.php



Uma das muitas placas informativas que estão espalhadas por esta ECOVIA, e que contêm a informação necessária para se poder dar uso a tal trajecto. Esta está à entrada de Vila do Bispo.


Um dos marcos que assinala a presença da Ecovia


Quando a Ecovia usa a berma das estradas está assinalada com este traço continuo azul e com umas bicicletas pintadas no chão para que não haja dúvidas da Legitimidade na circulação por tais estradas, onde se inclui a N 125.


De X em X quilómetros, encontramos estes "monumentos" que indicam um determinado marco quilométrico. Este situa-se precisamente no ponto mais Ocidental do Algarve, no Cabo de São Vicente, e define-se como sendo o KM 0.

Repórter Astigmático