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sábado, 7 de maio de 2011

Dicas para preparar uma viagem de BIKE com alforges. Parte 2 (carga nos alforges)


Repito aqui o texto introdutório do POST ANTERIOR, para que o trecho seguinte, parte integrante deste assunto no seu capítulo 2º, possa ficar enquadrado com a temática em causa, e, para prestar toda a informação a quem aceda somente a esta mensagem, sem ver ou sequer ter conhecimento que este post é parte de um grupo, contendo informação sobre o separador; DICAS PARA PREPARAR UMA VIAGEM DE BIKE COM ALFORGES.

Outro(s) dos posts que tenho por aqui em rascunho, e que há muito está por publicar; Refere(m)-se a alguns excertos de um certo livro (ou uns escritos pessoais, se assim o quisermos…), em que por jeito de brincadeira, mas também por necessidade interior, de certa forma incentivada por alguns Amigos de pedaladas, onde obviamente se destaca o meu colega de tantas aventuras e co-autor adormecido deste blog (em hibernação, será mais correcto).

Não só, mas também, por tais escritos corresponderem na sua generalidade a um certaperegrinação que eu e o “ZebroCLINAS” efectuamos pelo Caminho Francês de Santiago… aqui atrasado, mais precisamente em finais de Agosto de 2006.

Totalmente enquadrados num separador, que, apesar de há muito presente neste blog, nunca deve ter sido explorado pela grande maioria de vós… Leitores. – De seu título: Excertos do: - Voltar a criar vontade de regressar. Em que aos poucos e sempre que se tem justificado, tenho exposto algumas partes desse tratado.

Pois, o que me volta a trazer a este separador, é, mais uma vez, a vontade de partilhar, agora que a época das chuvas vai passando e que vêem aí os projectos à muito programados por alguns (…e cada vez mais…) de nós; - Ciclistas aventureiros, que eventualmente planeiem fazer um viagem de bicicleta com/ou sem o auxilio de alforges.

Por ter consciência que a minha experiência neste ramo, de há muito alimentada por quem tem mais rodagem, e que por uma razão ou outra me foi passando alguns dos seus conhecimentos, acho agora (…e sempre…) que devo partilhar tais ideias, e esperar que estas possam ser factor de ajuda a outrem, que por alguma razão, tenha dúvidas na preparação dos ditos projectos, ou simplesmente para alimentar a curiosidade, quiçá, aguçar a vontade para criar algo.


Aqui vai :

(Estes escritos são de 2006, logo, muitos dos pontos vão merecer um ou outro apontamento, por estarem desenquadrados na época ou no espaço)


Nos alforges cada um leva o que quiser, mas coisas há, que são mais importantes que outras, atenção no entanto ao peso, e ao que é supérfluo. Deixo aqui algumas sugestões:

- Quanto à roupa: - Roupa interior confortável e em quantidade suficiente para se poder ter uma opção enquanto não houver hipótese de lavar e/ou secar (Cada vez vou reduzindo mais. Passei a levar uma ou duas, dependendo dos dias de viagem. Essencial é uma t-shirt térmica. Serve para as duas funções, não só para as noites e para dormir, se o frio estiver presente, como para vestir por dentro das camisolas de ciclismo, quando é com muito frio que temos que pedalar....E como já me ocorreu diversas vezes...); duas ou três mudas de ciclismo, com as respectivas camisolas anteriormente descritas (No POST ANTERIOR); calções; meias de desporto; corta-vento; uma “sweat-shirt”; um par de ténis, ou calçado alternativo ao da jornada; um par de calças ou bermudas, se o tempo estiver para isso; e muito importante: - O fato de banho.

- Quanto aos acessórios: - Há aqueles mais óbvios, como o saco-cama; colchão; chinelos; uma toalha (desde há muito que adoptei aquelas de micro-fibras, pequena. Além de não ocuparem espaço, não pesam. O único inconveniente é que se passa algum frio no acto da secagem... É uma questão de sermos rápidos...); bolsa com produtos de higiene (Tento ter o mais possível em miniatura); a máquina de fotografar ou a de filmar, ou mesmo as duas. Há também aqueles objectos que muitas vezes não achamos importantes e que podem vir a ser de grande utilidade, além de não acarretarem um acréscimo de peso por ai além, e que são: - Um batom protector dos lábios para o sol e para o frio; aspirinas; uma bolsa de primeiros socorros; papel higiénico, (normalmente usa-se um rolo já insertado e mesmo assim espalma-se para ocupar menos espaço) (fui suprimindo este item, já que os "dodot's" fazem tudo); uma bolsa pequena de “dodot’s” será certamente de uma utilidade a toda prova; molas para estender a roupa, ou mesmo para prender o oleado (Também há muito que não me acompanham. A roupa entala-se por entre a corda, e o oleado estica-se com elásticos); uma pequena caixa com algum detergente para a roupa; um bloco de notas e um lápis pequeno, (os do “Ikea” são perfeitos), e algumas barras de cereais ou algo para ingerir no caso de necessidade. Gastando algum dinheiro podem adquirir-se alguns produtos, que por vezes consideramos luxo, mas que em caso extremos podem revelar-se de uma importância enorme, como: - Embalagens de pó hidratante que misturamos com a água, e uns sacos de gel recuperador. Todos os elementos descritos, e outros que achem importantes e que por alguma razão, não venham aqui relatados, devem viajar dentro de sacos de plástico, que protegem no caso de chuva, ou mesmo do próprio pó que se introduz por todo o lado.

De uma forma geral devemos levar tudo o que nos for útil sem que ocupe muito espaço, e claro está, não seja demasiado pesado. É que agora (Nas viagens com alforges), quando falamos de peso, referimos quilos e não gramas como alguns ciclistas com ideias mais radicais e com maior poder económico costumam referenciar. De qualquer das formas, decidimos anexar uma das listas que usamos como auxiliar de memória na preparação de uma viagem deste calibre.


Listas para Santiago

Diversos

Saco cama + Colchão + Almofada + Chinelos + Toalha pequena + Bolsa higiene c/ after sun, baton cieiro, aspirinas + Papel higiénico + Sabonete + Dodot's pequenos + Caixa c/ detergente + Molas (poucas) + Bolsa de 1º socorros + Óculos escuros + Petzel c/ pilhas novas + Telemóvel + Carregador + Auricular + Reflectores braços + Colete + Mapa + Plano autoroute + Fotocópias percurso (Hoje em dia este dois itens são sustuidos pelo GPS)+ Documentos + Bloco de notas + Lápis + Gravador de áudio + Maq. Foto ou Filmar + Polar (Relógio)+ banda do peito + Barras de cereais + Bolachas + Sacos de plástico (roupa) + Alforges + Bolsas + Porta mapa + Luz da bicicleta + Bomba + Bolsa de remendos + Letherman + Botijas de água ou Camel bag + Bolsa de ferramenta c/ óleo fino + Raios extra no quadro + Protecção p/ alforges (chuva)


2/3 Mudas de ciclismo c/ Camisola de ciclismo + Calções de licra + Meias + Corta vento + cuecas + t-shirts + 1 sweatshirt + 1 Par de ténis + 1 Par de sapatos de ciclismo + 1 Par de calças ou bermuda + Fato de banho


GR


Dicas para preparar uma viagem de BIKE com alforges. Parte 1 (equipamento do Ciclista)


Outro(s) dos posts que tenho por aqui em rascunho, e que há muito está por publicar; Refere(m)-se a alguns excertos de um certo livro (ou uns escritos pessoais, se assim o quisermos…), em que por jeito de brincadeira, mas também por necessidade interior, de certa forma incentivada por alguns Amigos de pedaladas, onde obviamente se destaca o meu colega de tantas aventuras e co-autor adormecido deste blog (em hibernação, será mais correcto).

Não só, mas também, por tais escritos corresponderem na sua generalidade a um certa peregrinação que eu e o “ZebroCLINAS” efectuamos pelo Caminho Francês de Santiago… aqui atrasado, mais precisamente em finais de Agosto de 2006.

Totalmente enquadrados num separador, que, apesar de há muito presente neste blog, nunca deve ter sido explorado pela grande maioria de vós… Leitores. – De seu título: Excertos do: - Voltar a criar vontade de regressar. Em que aos poucos e sempre que se tem justificado, tenho exposto algumas partes desse tratado.

Pois, o que me volta a trazer a este separador, é, mais uma vez, a vontade de partilhar, agora que a época das chuvas vai passando e que vêem aí os projectos à muito programados por alguns (…e cada vez mais…) de nós; - Ciclistas aventureiros, que eventualmente planeiem fazer um viagem de bicicleta com/ou sem o auxilio de alforges.

Por ter consciência que a minha experiência neste ramo, de há muito alimentada por quem tem mais rodagem, e que por uma razão ou outra me foi passando alguns dos seus conhecimentos, acho agora (…e sempre…) que devo partilhar tais ideias, e esperar que estas possam ser factor de ajuda a outrem, que por alguma razão, tenha dúvidas na preparação dos ditos projectos, ou simplesmente para alimentar a curiosidade, quiçá, aguçar a vontade para criar algo.


Aqui vai :

(Estes escritos são de 2006, logo, muitos dos pontos vão merecer um ou outro apontamento, por estarem desenquadrados na época ou no espaço)

Em relação ao equipamento, cada um deve usar o seu gosto pessoal como barómetro, devendo precaver, claro está, todas as protecções mais importantes e ajustadas. No meu caso costumo usar o que vou agora começar a exemplificar: - O CAPACETE, é, não só essencial como OBRIGATÓRIO, cada um escolhe o que melhor lhe aprouver desde que esteja dentro das normas; uns óculos escuros, se possível com possibilidade de trocar as lentes (claro/escuro), para situações em que a luminosidade seja variável, de vez em quando nos bosques as lentes mais claras dão jeito pelo facto da folhagem provocar muita sombra; um relógio tipo “Polar”, com batimentos cardíacos é o ideal, é sempre bom mantermos a nossa forma física vigiada; reflectores nos braços; Luvas de ciclismo, com dedos, ou sem, consoante a temperatura; uma camisola de ciclismo, com poros de respiração e gola, se tiver bolsos atrás, melhor; uns calções acolchoados, ou calças justas se estiver frio e umas botas de ciclismo com a sola dura mas com boa respiração e com encaixes se for o caso. (Em relação a este trecho, não há muito a alterar. Também por ser um pouco óbvio. Em todo o caso, devo salientar que hoje em dia já não vivo sem os encaixes nos pedais. É assim que pedalo, quer na estrada ou em BTT. A única situação em que não uso tal apetrecho é quando ando de bicicleta pela cidade, nas voltas rotineiras do dia-a-dia. Não só, pelo facto de muitas vezes transportar o meu filho mais novo numa cadeirinha traseira, mas também, por andar constantemente próximo de carros e passeios, onde qualquer desequilíbrio seria "a morte do artista".)


GR


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Vamos dizer… Diga lá… 33 !?!

Por esta altura, depois de terminado o rescaldo da travessia pela costa algarvia em forma de Ecovia do Litoral, futura Eurovelo 1, e respectivas Ciclovias, que efectuei nos primeiros dias de Outubro, e onde acabei por completar 32 mil quilómetros de pedaladas, desde que reiniciei as lides em 2004, já passei dos 33 mil.

Depois de já ter dado por Aqui, conhecimento da passagem de alguns desses marcos quilométricos que antecedem este, venho agora fazer referência aos passos; 28; 29; 30; 31, do já destapado 32, fechando esta mensagem com um… Diga 33!
Destes, posso dizê-lo sem pejo, o que mais me custou, foi sem dúvida o 31 (um verdadeiro “31”).

Assim :

Os 28 mil ficam associados a uma grande jornada BTTistica, talvez uma das maiores deste país, seguramente a maior que completei, e, sem qualquer margem de dúvida a mais difícil, pelo menos até me “atirar” a outras duas que tenho cá na mente como Projecto; Nomeadamente a (Travessia do Norte, desde Rio D’Onor a Caminha) e a já super conhecida mas mui longa e altimetricamente falando, árdua; A TranPortugal, entre Bragança e Sagres.

Para quem ainda não tenha dado conta, estou a falar da GR 22.
Empreitada em que me meti em Março/Abril deste ano, e em que, apesar do frio, chuva, neve, lama e gelo… que tivemos que enfrentar, nos safámos, e onde a convivência sã e companheirismo, foram as palavras de ordem.

Obrigado aos Amigos; Abel, César e Cláudio… Sem eles… Nada!


A foto refere-se a um dos marcos dessa viagem, neste dia atingimos o cume do “chapéu”, ou seja, chegámos ao topo da aldeia de Monsanto (…a tal, mais portuguesa…). Daqui, para além de podermos alcançar visualmente toda a Beira, por nós percorrida, deu-nos para ter a noção que o mais difícil já estava transposto, e que, apesar das dificuldades sentidas o nosso objectivo já se encontrava muito próximo. - Já foste!

*

Curiosamente, os passos seguintes foram alcançados em duas jornadas muito parecidas mas distanciadas umas semanas. A passagem dos 29 mil (tal como os mil que se lhes seguiram) fez-se a caminho de Fátima numa preparação dos Fuga da Maria, que todos os anos têm essa tradição, e à qual, este ano me consegui associar. Para além do já de si, sempre muito interessante e proveitoso passeio, desta vez, reuniu-se um grupo muito heterogéneo mas que tinha como fundamento comum, o divertimento.

- Foi um ESPECTÁCULO! Obrigado a todos os participantes, que, por serem muitos não irei mencionar. Como, os que por lá estiveram se recordaram tão bem como eu, foi um ambiente 100% salutar…he…he…


A foto foi tirada num dos pontos mais emblemáticos desta tripp. No alto da serra de Minde, depois de termos subido o single que nos trás desde Covão do feto. Neste miradouro não se encontram alguns dos aventureiros desta viagem por já se terem adiantado, ou por lhes terem surgido algumas maleitas.

*


Cá está. Mais mil, mas nos mesmos terrenos. Mas como se não tivesse bastado o Caminho de Fátima que tínhamos feito, ainda nos pusemos a fazer o regresso. Assim foi; Lisboa-Fátima-Lisboa. Desta vez só com três participantes. Os aventureiros Zé Alex e Rui “Pitarma”.

Obrigado pela colaboração… Vi-me negro para os acompanhar…hi…hi…


A foto, a foto refere-se a uma passagem matinal pelos diques do Trancão, acabadinhos de sair de Sacavém, a Caminho de Fátima.

*

Os 31?!? Foram isso mesmo, um bom trinta e um…


Pela primeira vez, num dos nossos grandes projectos de verão; “KoisinhaZ PIKENAS”, que encetámos em 2005, e que de lá para os dias de hoje, têm passado de projectos, a feitos realizados; Tais como: 2005 – Caminho Português a Santiago, por Braga; 2006 – Caminho Francês desde San Jean Pier de Port; 2008 – Caminho do Norte por Gijon; 2009 – Via de la Plata + Sanabrês, desta vez reservámo-nos para a famosa Transpirinaica, um feito que não estará ao alcance de todos, por um monte de razões, que vão desde a dificuldade técnica até à falta de capacidade para se poderem reunir mais de 15 dias para cumprir a travessia e as viagens de ida e regresso.

Pois como dizia, também temos o direito de “fazer uma retirada estratégica” e não levar até ao fim um projecto idealizado. Foi isso que aconteceu desta vez. Apesar dos 650 km por alguns desfrutados por entre tantas montanhas e vales, num sobe e desce constante, que acumulou mais de 15 mil metros de desnível de subida, sendo alcançados cumes de mais de 2300 mt, em que acabei por passar a fasquia dos 31 mil, estes não eram os números que tínhamos em mente quando iniciamos este projecto. Para chegar aos mil quilómetros de extensão e aos vinte e cinco mil de subidas “faltou-nos um bocadinho... Assim”…LOL… Ficará certamente para a próxima… - Há tempo para tudo! E haverá por certo, para completar estes "metritos" que nos “quedaram”…
Por um milhão de razões que a própria razão nem conhece, não foi possível ir até ao fim, nem sempre corre tudo como nós queremos, e isso, isso também faz parte da aprendizagem constante, à qual não podemos, nem queremos faltar…


Foi um 31 que afinal não chegou a ser… Foi um Vai… Que não é para ir…LOL…


Em relação à foto… Bem elucidativa de resto, do que foram as dificuldades, vê-se o que tivemos que subir …E dá para imaginar o que teríamos que descer… Para logo voltar a escalar…etc e etc… Trata-se de um cume a cerca de 2000 mt de altitude, que fez de ligação entre Bagà e Tuxien, a pouco mais de dez quilómetros a Sul de Andorra, em plenos Pirenéus catalães.

*


Os 32 mil já referenciados nas primeiras linhas deste post, fizeram-se cumprir em plena costa algarvia. Fica aqui a prova de um desses momentos. Acabado de chegar ao monumento que simboliza o quilómetro "0" desta Ecovia do Litoral, que se quer, ponta mais ocidental do Euro Velo 1.

Este percurso que fiz em sentido contrário, começando em Vila Real de Santo António, inicia-se precisamente no extremo oposto do Algarve, mais de 300 km a Oeste, no Cabo de São Vicente.
Local escolhido para esta simbólica fotografia (...Tudo a condizer, hum?!?...)

*


... E já agora...

- Diga lá 33!



A Foto, é de uma jornada de progressão "A VER ÁGUA", desta vez entre Espinho e a Foz do Arelho. Mais precisamente na praia de Quiaios, à beirinha da Figueira da Foz, terra natal de Gonçalo Cadilhe, que tive a honra de conhecer durante esta viagem.

...Um Aventureiro profissional, e, um Amador da aventura... LOL

G.R.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

...Ainda o Fátima (ida e volta... A Loucura...)


Um dos membros dessa maravilhosa Troica que efectivou o Louco: - Oriente-Fátima-Oriente, enviou-me um mail onde, "tous cours" transcreve uma das muitas conversas que tivemos em Minde, aquando da nossa ida para Fátima, onde fizemos uma pausa, que se queria pequena, mas que acabou por ter mais (muito mais ) de uma hora.
Por lá conhecemos muita gente boa, e, com a ignição das Minis, da Broa e do queijo (Já que não havia torresmos...), fomos mantendo um Bate papo com alguns dos cidadãos dessa vila...
Um deles (...ou pelo menos parte...) está aqui para nos rir-mos e para o arquivo:


BORREGO?

Não, Torresmos.........

À, não sei, já não há quem faça disso hoje em dia, fiz eu durante muitos anos! Isto, que está aqui atrás é tudo meu...

Isto é seu, já estive ali na loja á procura; aquela senhora é sua filha?

É....

Estive lá mas a sua filha não tinha......

Minha filha não, minha empregada.......



ESPECTÁÁÁÁÁCULO...........

ABRAÇÃO.

OBRIGADO RUI!!!

(GR)



terça-feira, 8 de junho de 2010

Treze em um... (com lágrimas nos olhos)


É a primeira vez que faço uma transposição de um comentário a este blog, directamente para um novo post.

...Não me restava outra alternativa...



Treze em um.

Caio de mim,
sozinho,
aqui.
Acomodo-me na serenidade das memórias,
abalo aos poucos
da tona das lidas,
repisadas,
reguladas,
já gastas,
dos gestos secos,
das falas firmes,
peritas e doutas,
aparentes e frágeis
de há muito vazias.
Aconchego-me mais,
Aninho-me melhor
nas lembranças revisitadas.
Daqui,
consigo ainda ver-nos
a colorir a estrada,
cantada,
os caminhos,
os rios,
as pedras,
os riachos,
as serras,
os verdes intensos
e outras ofertas
do nosso grande mago,
lá na frente.
Aqui dentro,
sinto ainda
o fôlego dos treze,
esbatendo-se,
tornando-se uno,
à chegada.

A. Semedo, 8/6/10

P.S. Ao nosso “guarda-rios”, com gratidão do tamanho da vida!

...obrigado...


sábado, 20 de março de 2010

Prá frente é que é o caminho!

Como "Bicigrino" não sei quantas vezes é que já ouvi tal expressão, "Prá frente é que é o caminho" pois foi nessa situação em que me vi obrigado a escolher entre uma coisa e outra ou seja entre "o ter de aceitar lições de moral e continuar indignado", "ou moralizar-me avançando dignamente" escusado será dizer que escolho a segunda hipótese, porque para além dos meus cabelos brancos aos quais exijo que respeitem, quero continuar a pensar que todas as pessoas sem excepção têm dignidade e merecem respeito e como eu não quero ter de desrespeitar ninguém decidi deixar de frequentar um dos fóruns a que me habituei a participar e divulgar esta coisa do bicho das bikes e peregrinações, embora com muita pena minha, mas a vida continua e sempre sem descurar aquilo que foi o legado que os meus antepassados me deixaram e que eu gostaria de ver continuado nem que fosse só pelos meus filhos e as pessoas que me rodeiam no dia-a-dia.
Isto tudo para dizer que a partir de agora mudei-me de "bike e alforges" para o PROJECTOBTT, sitio onde caso me aceitem passarei a escrever as aventuras que conseguir concluir.

Caros companheiros do pedal, antes de mais gostaria de me apresentar aqui no projecto: Eu sou Ricardo Rosa, e escrevo sob o nick name de Zebroclinas. Sou um dos instaladores dum blog que dá pelo simples nome de (NézClinas a Pedais e outros que tais)
caso precisem de alguma informação sobre os caminhos de santiago, não exitem, pois o meu parceiro destas andanças tem a coisa sempre actualizada, desde trecks de GPS até ao pormenor dos albergues sem esquecer os sítios onde se come bem e barato.
Desejo a todos boas pedaladas e muita Saudinha da Boa![ftp]NézClinas a Pedais e outros que tais[/ftp]

Boas pedaladas e muita Saudinha da Boa!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Todas as desculpas são boas para rever amigos.

Olá cá estou eu de novo, embora com algum défice de palavras para com todos os meus amigos e companheiros de lides pedalísticas, mas espero que a coisa se mantenha por alguns tempos, sem que me falte vontade de teclar, dito isto vamos ao que me trouxe aqui.
Como alguns sabem, este é o ano de que eu me despeço das (combinações a longo prazo) voltinhas de bike, porque com os meus amigos,Cesar "moinas" e do meu Treinador destas lides "Guarda Rios" com quem tive a Honra e o prazer de percorrer os 5 caminhos de Santiago mais emblemáticos; Gostaria também de voltar a partilhar este ultimo que tenho em agenda, com os amigos que participaram no caminho de Finisterra, e se possível mais alguns que eventualmente se nos juntarem.
Espero que não entendam a coisa como uma despedida, mas tenho vontade de começar a iniciar o meu "herdeiro mais velho" nestas lides e para que isso aconteça, não posso, nem devo atrasar o andamento de que já estamos habituados; E por esse motivo terei de percorrer os caminhos que forem possíveis ao ritmo possível.
Quero desejar a todos muita saudinha da boa, e dia, 7 lá estaremos para desmontar a tal cabidela, e rever todos e mais alguns, sempre sabendo o quanto eles estão a crescer.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Aí uns… Cinco anos depois…

...(Introduce o PLANETA BICICULTURA.)

Foi no inverno 2004/2005 que comecei a usar a Bicicleta como meio de transporte diário, por acaso da sorte, durante toda essa estação não choveu um único dia.

Daí para cá, apesar de várias interrupções sazonais, já que tal objectivo não é propriamente fácil de levar por diante sem interrupção, várias mudanças foram operadas, principalmente ao nível das infra-estruturas.

Passou-se a usar o termo Ciclovia (…já super divulgado por essa Europa desenvolvida… Felizmente por mim visitada em ocasiões anteriores…); Passou a existir a consciência para os ciclistas urbanos, e, até começaram a aparecer umas marcas no chão que “parecem” indicar os locais mais apropriados para se poder pedalar, quando é no asfalto das ruas de Lisboa, que temos que progredir.

Quando comecei a minha vida de cidadão ciclista, com o uso da Bicicleta para as mais diversas tarefas do dia-a-dia, em que obviamente se incluí o rotineiro casa-trabalho e respectivo vice-versa, não se viam praticamente nenhuns elementos a fazer o mesmo. De pessoal a andar pela cidade em Bicicleta, posso referir uns quatro ou cinco “cromos”, vá lá, no máximo dez, os que rolavam pelas mesmas áreas em que usualmente me movimentava. Nomeadamente: - Benfica, Sete-Rios, Praça de Espanha, Avenidas Novas, Baixa, etc, etc. Nestes, devo incluir a dado momento, um colega e amigo que se veio juntar à causa, e que hoje em dia, para além de continuar a defendê-la, ainda faz por cumprir mais do que o próprio autor deste texto. – Força Ricardo Rosa!

Dos outros (poucos) aventureiros por que passava, de alguns, fui ficando conhecido, dava para os contar pelos dedos de uma mão, e as caras eram quase sempre as mesmas. De lés-a-lés lá ia o “mister X” ou o “Y”, em cruzamentos muito espaçados no tempo, chegando a haver dias consecutivos em que não avistava ninguém.
Honra seja feita aos que referi, que ainda hoje os vejo por aí.

Mas o que realmente mudou, e continua a mudar, é a grande afluência que se regista nos últimos tempos, dando aos poucos, um aspecto diferente à tipologia de veículos circulantes por Lisboa. Como fui perspectivando com o passar dos anos, ajudado pelo incremento de várias formas de contacto e desenvolvimento (Acesso à informação; BLOGS, Massa Crítica, Encontros marcados, e não só mas também… As já referidas infra-estruturas), está-se a construir uma nova mentalidade, e para surpresa de muitos, ao contrário de outras situações deste país, a “coisa” tem alguma sustentabilidade. Parece-me que essa perspectiva está realmente a crescer e a deixar frutos num determinado escalão etário da população alfacinha. Embora também os saiba mais entradotes, é no patamar dos 25/40 que vejo mais representantes do pedal.

Dou por mim a evoluir numa determinada avenida, da qual vislumbro outros ciclistas a cruzarem ou a circularem na rotunda adjacente. Ou melhor ainda, à minha frente a progredir espaçadamente, avançam outros tantos bravos das Bicicletas. No fundo, e desculpem-me a pouca modéstia, sinto-me co-responsável por tal atitude. Por muito pouco que o facto de andar pelas ruas de Lisboa há mais de cinco anos, num movimento constante de rotinas e não só, possa ter influenciado outros ilustres “Homónimos”, o que realmente sobressai, é a realidade actual.

– Já há centenas de anónimos, que tal como eu, usam a Bicicleta como meio de transporte. E essa mentalidade não terá retrocesso para breve.

O que tanto esperávamos está aos poucos a surgir.

Pela influência que o NézClinas possa ter tido, mas principalmente por outros blogs e formas de expressão bem mais capazes às quais me associei, e das quais sou seguidor, afirmo peremptoriamente, que:

- ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS!

Nesta comemoração incluo, claro está, o PLANETA BICICULTURA, ao qual nos associámos como blog, que aborda o tema da Cidadania através da Bicicleta e do uso inteligente deste meio de transporte no nosso dia-a-dia de forma a melhorarmos o meio que nos circunda, quer na componente do ambiente, quer a nível físico e de bem-estar de cada um.





João Galvão e o NézClinas em geral...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Esta é bem representativa da nossa ATITUDE!

É com enorme prazer que vou publicar o Post DUZENTOS. Com o alto patrocínio do Mestre!...ih…ih…ih

Uma Imagem destas não poderia ficar sem exibição neste blog que se quer descontraído. Brevemente, muito brevemente, voltaremos ao que mais gostamos (não é 18?). Na forja para além do tão esperado VIA DE LA PLATA, estão outros Projectos de índole mais modesta mas não menos importantes. Cada um à sua maneira, cada qual à “miiiiinha maneira"… Xutos Forever…
...É isso mesmo. Mais novidades, brevemente num Blog perto de si…

VRRRUUUMMMMM…..

Para relembrar essa ATITUDE,
Por nós nunca ESQUECIDA
Mas… Muitas vezes ADIADA.
Aqui vai esta relíquia, que BEBIDA,
Provoca uma nostálgica INQUIETUDE.

Esta foto diz… Muito! – Ui!
No que vai de Valença até TUI
Há uma ponte que ATRAVESSA…
O Rio, que se quer MINHO,
Tal atitude (lá está)… Puxa. - P’lo VINHO.

Néctar de Deuses, como BACO.
Do maduro ao verde, topa-se ao... TACTO.
Na Parisiense ou no Gabriel, de FACTO.
Aguça-nos o paladar no ACTO.
Depois! – A BICI voa… A JACTO! (vrrruummm….)

- 18! BOM CAMINHO!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Querer é poder…


Ás vezes, estes “Momentos” deixam-me a pensar…

…E “nós” que vemos dificuldades em tudo… hum!?!?!?

Devo acrescentar que: - Estive para dize-lo mas depois pensei que poderia ser mal interpretado, mas agora justifica-se mais do que nunca. – Na Maratona de Águeda – Vale do Vouga – Corri com um rapaz anão, com um equipamento da Liberty seguros, que tinha a bicicleta adaptada… Só queria deixar por aqui os meus parabéns pela atitude que demonstraste (demonstras) a andar de Bicicleta. Ganhaste um fã.

Thanks Rafa (p’la foto)…

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Trilho à mesa em tempo indefinido.

Os principais autores deste blog (diferente) voltaram a pedalar juntos. Coisinha que já não acontecia à algum tempo. Pelas mais distintas razões, mas principalmente porque cada um vai ficando cada vez mais “refinado” nas escolhas, e não só…
…Mas também, porque para além de termos feitos alguns milhares de quilómetros juntos, vamos voltar a fazer (está quase, está quase…yes!).

- A Via de la Plata já está no forno!

A propósito, shiuuu….É segredo… Não digam a ninguém. Estamos a planear mais um Caminho, mas desta vez a pé. Ah pois é!... Bebé! (falta-nos essa no Vitae…)

Bem, vamos lá à “receita”. Deitámos os nossos compromissos para o lado; juntámos a sorte de não trabalharmos pela manhã; adicionámos a vontade de andar de Bicicleta e pusemos umas pitadas de força de vontade (q.b.); tudo muito bem misturado. Eis que, acabámos de confeccionar um maravilhoso passeio pelas linhas do aqueduto.

Desta vez o repórter “Astigmático”, superiormente acompanhado pelo “Câmara …” (oh 18, esqueci-me do nome p…) efectuaram “una bella giornata” que culminou, como não poderia deixar de ser, com um “alambazante” mas extremamente higiénico almocinho, no Amigo Gabriel, pois então!

- Mestre! Desculpe lá esta “fuga” ao treino.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

… E porque EU não ando só nos passeios da expo…

Um/o FÓRUM pode ser:

É um espaço de discussão pública. No fórum geralmente é colocada uma questão, uma ponderação ou uma opinião que pode ser comentada por quem se interessar. Quem quiser pode ler as opiniões e pode acrescentar algo, se desejar.

A CRÍTICA pode ser…

A crítica é justamente procurar as razões da experiência humana sinalizada pelo que está em causa inserido no seu universo de produção e comparar estas razões com as razões próprias da nossa experiência.

Poderia deixar por aqui as explicações e ficaria quase tudo dito.

Mas por outro lado gostava, agora mais a frio, de “tecer” algumas palavras sobre uma situação que se criou a propósito de um Post por aqui publicado, e que está directamente relacionado com a minha presença no Raid de BTT MINDE 2009.

Ficamos muito satisfeitos que as nossas intervenções neste blog sejam lidas, não só porque é para isso que as escrevemos, mas também porque através dessa leitura, damos a conhecer as nossas aventuras, passeios e ideias, em que gostaríamos que participassem o maior número de amigos possível. O intuito, como puderam comprovar ao ler as “gordas”, é desenvolver o gosto pelas bikes entre gente boa, e… Claro que sim… pelo menos no meu caso, fazer com que fluam as ideias na forma escrita (o que podem crer, não é fácil)

PUBLICIDADE é uma coisa…

O termo "publicidade" refere-se exclusivamente à propaganda de cunho comercial. É uma comunicação de carácter persuasivo que visa defender os interesses económicos de uma indústria ou empresa.

A “propaganda” (se quisermos) que usamos para este blog é simplesmente no sentido anteriormente descrito, de nos lerem, sem que com isso retiremos algum benefício económico. Antes pelo contrário para divulgarmos e participarmos as/nas “bicicletadas” já despendemos umas boas massas. …Fazemo-lo por gosto!

Por aqui já foram escritas muitas palavras, algumas com ironia, outras bem mais sérias. Por certo que não agradamos a toda a gente, provavelmente nem será a maioria. De certeza que uma alta percentagem dos olhos que por aqui passaram, algures concluíram: - Não volto a este blog! A vida é uma selecção de valores permanente, não se pode agradar a todos, nem poderá ser essa a função do que queiramos fazer.

Se tudo fosse muito bom, a monotonia imperaria, e o debate seria supérfluo.
- Da discussão nasce a luz. Disseram uns em tempos.

Quando não está tudo bem (… E nunca está…), devemos dizê-lo e principalmente sabê-lo, para que não se ande a comentar por “portas e travessas”, e já agora para que se “descultive” um dos maiores males da nossa sociedade, com principal incidência no reino da Lusitânia; os da mesquinhez e Hipocrisia.

O que não está bem pode (deve) ser melhorado. O local ideal para divulgar a nossa opinião são estes “pontos” privilegiados, que o desenvolvimento das tecnologias nos vem proporcionando. Toda uma gama de facilidades de expressão, que assertivamente não devemos enjeitar. – Blog´s, quem diria…

Os fóruns como sabemos, são para isso mesmo, para lermos o que é bom e mau de ler, para sabermos uma versão e a outra, para confrontarmos ideias e posições. Se estivesse tudo bem nem sequer existiriam fóruns, já que pelo desgaste do “dizer bem” auto extinguir-se-iam.

A crítica positiva e/ou negativa é saudável e deve-nos fazer crescer e melhorar. O conceito de crítica faz uma tangente ao da Liberdade. Devemos todos, expressar a nossa opinião, usando para isso um direito que foi cultivado, muitas vezes com lágrimas e sangue por gerações que nos precederam. – Liberdade de expressão, sim!
... Continua...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

MUDASTI?!?!

Após uma análise maturada, ficou decidido que o milésimo visionamento provocaria uma mudança no “Front” do nosso blog. Principalmente no grafismo e estética, que para nós estava meio improvisado desde a fundação de tal ponto de informação e debate, dos assuntos das bicicletas.
Por essas e por outras, não se assustem ao revisitar este espaço. A partir de hoje tal “Pasquim” terá esta aparência. Pelo menos até nos fartarmos e aprovarmos uma nova mudança.
Saudações e saudinha!

domingo, 8 de março de 2009

Tirem o cavalinho da (ch)uva.

Escusam de estar para aí com compassos de espera... Para serem o leitor 300!
O conselho superior deste blog, Decidiu!
- Dicidiu, está decidido.
Dada a baixa média de comentários dos nossos(as) leitores(as), estão de castigo! LOL
- Sem brincadeira. Contamos retomar os certames, ao leitor 500, O.K.!

Espero que tenham gostado deste momento de "puro entretenimento"

Saudades!

domingo, 1 de março de 2009

Vinte mil km’s…(alguns) Submarinos.

Desde que recomecei a andar de bicicleta, ou se quisermos, desde que vi neste veículo um meio de transporte prioritário, e, “A” forma de me sentir bem, fazendo exercício (estou a ser injusto, há outras formas de praticar exercício… O Karate, por exemplo), já perfiz 20.000 km´s.

Tal acontecimento (para mim, é), ocorreu em Pero Negro, no dia 26 de Fevereiro de 2009, enquanto fazíamos tempo para apanhar o comboio. Depois da volta aqui RELATADA anteriormente, por “Enxaras e Socorros”.

Durante esse compasso de espera, além de contar com a grande prestação do César (Nunes) e da sua máquina fotográfica, de resto comprovadas pelas magnânimes fotografias aqui expostas, fizemos também um up-grade ao almoço já de si farto, composto por um convívio lanche que durou três horas. Para confraternizar estava também connosco o Victor Caloira, que para além de ser amigo do César, passou a ser nosso.
Voltando atrás, eu podia falar-vos da minha vida com as bicicletas, aí certamente, já teria feito um pouco mais do que os 20000 que vos vou enumerar.
Até comprar a minha Touring, que descreverei mais para a frente, quando começar a “colar” capítulos, referentes a certos “relatos” duma “certa” peregrinação (os tais que hei-de acabar um dia… LOL), fiz a maioria das minhas passeatas de “puto” com uma “Vilar” vermelha (dizia-se encarnada), daquelas de ferro, que pesavam um “monte”, mas que tinham como principal característica, o facto de se poderem dobrar ao meio para arrumar dentro das malas dos carros. Sim, porque nessa altura, estamos a falar do inicio dos anos oitenta, ainda não havia a fúria das barras de tejadilho. Umas coisas pretas ou prateadas que se colocam em cima dos carros… Não sei se já repararam!?

- Dizia eu. Nessa “Vilar”, comprada no Areeiro, numa loja da qual não me lembro o nome, mas que a “gente” da minha geração deve saber perfeitamente (também, não haveria grandes opções), passei variadíssimas férias e aventuras, esticando os músculos em longos recados ou em “private tours”, fazendo muitos e muitos quilómetros que, como é de supor, agora não consigo (nem quero) contabilizar.


Além das intermináveis voltas na “rua” (vocês sabem do que é que eu estou a falar!?), que às vezes terminavam com a minha mãe a chamar-me do terraço, já a noite tinha começado a cair, com um inconfundível clamor, impossível de descrever “escrevendo”. Tentando, seria qualquer coisa como: - OH! (seco) JOOOOOÃOOOOOUUUUUUuuu... Longo, continuo e infinitesimamente melódico, com um leve toque de curva sinusoidal, mas que a mim, me soava a um “alarme de alerta”. Tocavam as campainhas todas e acendiam-se-me as luzes. Era hora de pôr a mão na consciência, voltar à terra, e dizer à “malta”, alguns com mais LIBERDADE que eu: - Tenho que me ir embora! No fundo queria dizer simplesmente, que já estava a esticar a corda…lol.
- Estão a questionar a frase (que eu dizia para a “malta”)? – Era mesmo essa! Não havia cá os… Vou bazar ou dar de froskes, tou no ir, ou o, dar de fuga… Esses vieram mais tarde…
A descrição da minha “vilar”, e do que eu fazia com ela, nem sequer eram para aqui chamados. – Mas olha, já que aqui estamos… Digo-vos que me lembro perfeitamente de ter passado bons momentos com ela, e de ter explorado muitos lugares para mim desconhecidos. Locais e regiões como o Meco ou Vila Nova de Mil Fontes.

Para os mais chegados recordo (alguns adoram estas coisas…lol), que as massas que ganhei com o anúncio ao Nesquik, uma parte foi para a compra da dita.
Depois do “primeiro amor”, estive alguns tempos sem ter/andar de Bicicleta, até que comprei a referida Touring (ao “Miau”, por alguns contos. – Miguel, Estás aí?). Essa, embora bastante alterada, ainda vai e vem no dia-a-dia. É com ela que vou trabalhar quase todos os dias, e é com ela que faço cerca de 50% dos quilómetros.
Só de pensar que depois da compra da minha Trek (“anPost'eriormente” descrita), cheguei a encostá-la como se de uma coisa velha e ferrugenta se tratasse… Desculpa, desculpas? – Mas ela aí está. Pronta para todo o serviço. Com umas folgas e tal (o kéisso pá gente, ?).
Tal relíquia é por mim usada nos meus afazeres, desde o já mencionado “work all day”, até uma ida às compras, ou mesmo a uma discoteca. Enfim, dá para tudo, e são muito poucas as vezes que me deixou ficar mal-visto.
Digamos que, por alto, dos 20000 km´s que me inspiraram para este post, fiz com a Touring 17000 (a “Princesinha do agreste”, como o 18 a trata).
Os outros 3000, estão atribuídos à BIKE que elegi como insubstituível para as longas e variadas passeatas por essas montanhas da “Ibéria” (Pirenéus incluídos), mas que a breve trecho quero expandir a outros horizontes bem mais longínquos, como se poderá comprovar com alguns dos post’s já rendidos (investiguem no separador: - projectos).

Como curiosidade relembro (“Nós e a Europa”), que já andei em Bicicletas por vários sítios por essas “Europas”, nomeadamente, França; Alemanha; Suíça; Áustria e Suécia, mas que tais veículos não me pertenciam. Ou eram alugados ou emprestados. Daí, nunca lhes ter contabilizado os quilómetros, o que teria feito com que atingisse o alvo mais cedo.
Dos que contabilizei, desde o inicio do ano de 2004 (é aqui que recomeça a história), faço agora

referência:
1000 km, aqui ainda éramos "tenrinhos", qualquer subida nos custava um “monte”...lol . Eu e o Ricardo, na foto que por agora faz de capa ao blog, numa das grandes voltas que fazíamos por terras do Trancão e de Alverca. Foto em Alhandra, no monte por cima das cimenteiras.


Os Dois mil foram mais uma vez "celebrados" pelos "Caminhos do Tejo" (falarei desta "produção" do C.N.C. com mais tempo). Antes de chegar à aldeia de Alpriate, junto da estação de tratamento de águas. Para comemorar tal facto "deixei-me cair" para cima da Bicicleta do Ricardo, que não achou lá muita graça...lol


3000 km. Passeio por Lisboa. Torre de Belém; Calçada do Galvão; Estabelecimento prisional de Lisboa em Monsanto. tudo junto significa a maior progressão possível na cidade de Lisboa, quando é de altitude que falamos.

Dos 4000 km, desses lembro-me como se fosse hoje. estávamos em plena época de digressão do Ballet Gulbenkian, e eu, como habitual, levava a Bike para todo o lado. tenho que agradecer ao meu Colega Hélder, que fazia o "jeito" de transportar a "viatura" Por essa altura desenvolvia largas passeatas nas minhas "folgas" por esse "mundo" nacional fora. foi assim que aproveitei para conhecer um pouco mais deste "nosso" belo país à beira mar plantado. Quando as saídas eram mais próximas, aí, ia de "Bina", já o tinha feito para Montemor-o-Novo, e voltei a fazê-lo para Évora. Apanhava o barco no Terreiro do Paço e saía no Seixalinho. A partir daí era sempre a pedalar pelas Estradas fora, N10; N4; etc, etc. Foram 95 km para Montemor e mais de cento e vinte para Évora, onde cheguei com a ajuda do "granda som" que outro colega na altura me gravava. - Oi Samuel, como vai tudo aí p'lo Brasil? tudo vai bem?
Cinco mil. Mais uma vez com o alto patrocínio B.G. Estávamos no Porto, a fazer espectáculos no S. João e ficámos instalados no Batalha. Aproveitando as condições do hotel (garagem), levei a minha Bike no saco e cheguei ao hotel com a "dita" debaixo do braço. dessa vez tive a hipótese de fazer um belo passeio pela costa descendo sempre junto ao mar, de Gaia até Ovar, passando por enumeras localidades e as suas intermináveis praias, das quais destaco Espinho. apesar de um pouco frias, são sempre de uma beleza assinalável. Tanto, que incluí tal trajecto no troço final da rota dos Castelos. quando feito em nocturno, e de Sul para Norte, aí nem vos conto. - Só vendo!


Os 6000 km, ficaram em plena Serra da Arrábida, numa das minhas voltas matinais, quando saía de Tróia no barco das seis e pouco e dava grandes voltas por Setúbal e pela Serra, de onde se tem uma vista deslumbrante da estreita península do concelho de Grândola.



7ooo Km. Uma das variadíssimas voltas que comecei a fazer por Sintra. Serra e vila. Grande Velocidade? Sabem onde foi tirada esta foto?

8000 Km. Mais uma vez Sintra. Palácio da Pena.









9000 Km. Para variar, Sintra - Cascais, Malveira da Serra.


10000 Km. Com paragem obrigatória no Bairro da Serafina para um almocinho "daqueles". Cada vez que fizer (espero que muitas) mais uma dezena de milhar, terei a honra e o prazer de convidar amigos para almoçar. Desta vez almocei com o Ricardo, nos vinte almoçarei (já me leram a "sina"), com o "mesmo", mais o Compadre, e assim sucessivamente... Aos trinta, será com "estes" dois e mais algum. - Candidatos?

11000 Km. Na outra banda, a caminho do Castelo de Palmela, de onde se vislumbra uma bela vista.
12000 Km. Em plenos Pirenéus. Primeiro dia da Peregrinação a Santiago pelo Caminho Francês de Napoleão. Tínhamos acabado de almoçar à saída de S. Jean Pier de Port. Nesse dia terminaríamos em Roncesvalhes.
13000 Km. Mais um passeio por Lisboa, pelas zonas ribeirinhas.
14000 Km. Numa das muitas monitorizações feitas para futuros passeios. Aqui com alguns amigos, na zona do Trancão.
15000Km. Um marco histórico. Espero reunir, ou estar presente sempre que se reunirem estes COMPARSAS das Bikes. Espectáculo! – Serra da Labruja, 2ª vez. Com esta jornada encetámos mais uma Caminhada em direcção a Santiago pelo Caminho Português. Ponte de Lima e o seu Arroz de Sarrabulho… Vamos a caminho…lol

16000Km. Preparados para um dos ícones da minha vida velocipédica. Irun, norte de Espanha, depois de deixarmos o famoso Sud-express e antes de nos fazermos aos trilhos dos Caminhos do Norte. Aconselho vivamente.

17000Km. Foi de tal ordem, que os “MIL” seguintes também pertencem às “franjas” do Caminho do Norte. Por esta altura já tínhamos visitado o incontornável “Manolo” e, pousado para a posteridade, em frente da “enorme” Catedral de Santiago. Obrigado aos participantes desta inesquecível viagem.
18000Km. Outro grande projecto, que consumiu algumas centenas de quilómetros. A Rota dos Castelos. Nesta fase em busca de hipóteses para a conclusão da primeira etapa que liga a Sé de Lisboa ao castelo de Torres Vedras.
19000Km. A mesma Rota, uns quilómetros mais à frente, mas cerca de dois meses depois. Marcação da segunda etapa, perto de Porto de Mós.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Deve ser das “makumbas”…

…que vejo aos montes por Monsanto.
Nas últimas vezes que fui treinar ao “templo”, vim de lá a pé, ou pelo menos, foi assim que cheguei ao mecânico.
Como já tinha referenciado, a semana passada rebentei um pneu. Quarta-feira, fui fazer um treino ligeiro para preparar a volta de quinta e testar a câmara de filmar que o nosso colega J. F. nos emprestou e zás, parto o drop out.
Fui até à loja das bicicletas (a quem recorro, quando tenho problemas em Monsanto), para que o Sr. Luís através dos seus mecânicos (Alex e Victor) me pudesse safar para a volta que tinha planeado com o Ricardo.
Conseguiu-se remendar a “coisa”, mas não me livro de despesas a breve trecho. Empenei o desviador. Vou ter que colocar outro, e quando o fizer, optarei por um de braço mais curto.
Vou mas é voltar a Monsanto para me libertar deste “mau-olhado”… LOL…

(A)Guardo Rios.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

BICICLETÁRIO. Hoje já aprendemos mais uma...

...Estamos sempre a aprender!
- Pois não sabíamos, mas ficámos a saber, que um estacionamento para bicicletas pequeno, tem o nome de PARACICLO. Se for para mais de 20 Bicicletas, aí, já estamos a falar de um BICICLETÁRIO.
No entanto, e para nós, o primeiro será um espaço pintado no chão, com pelo menos uma barra para prender a Bici, no que diz respeito ao segundo, essa sim, será a estrutura de ferro onde as Bicicletas encaixam as "rodinhas".
Quanto a nós, tais termos estão salpicados de terminologia portuguesa além atlântico, sendo por isso difícil de discernir qual é qual.
Se quisermos, e aproveitando a liberdade "poética" que este blog nos dá, também pudemos apelidar de SILOCICLO a tal garagem de Bicicletas que fotografei em BASEL, ou BICIPARQUE e/ou BIKEPARKING.
Enfim, um manancial de hipóteses.
Estamos falados...
Saudações pedalovelocipédicas para uma Saúdinha da boa.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Para que conste…

… O vencedor do “concurso” CENTÉSIMO LEITOR foi, o nosso Amigo JABAS, que numa disputa acesa e ao sprint, ganhou a outro dos nossos fãs, o Mestre João 4Dan.
- Nós aqui sabemos tudo!
O prémio será atribuído logo que nos seja possível… Que tal, no próximo fim-de-semana? Hum?
Quanto aos “outros”, não chorem, snif, snif.
Haverá muito mais “certames”…LOL
Saudações Pedalovelocipédicas.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A minha “GINGA”.



Quero-vos falar da minha bike, que adquiri há mais de 2 anos.
Da TREK 6500 SLR que comprei, poucos são os elementos de origem que ainda lhe restam; Desses o mais importante e grande aliciante à compra de tal veículo foi:
- O Quadro, por ter uma garantia fiável e um peso bem agradável para um “Alpha SLR Aluminum” (com cerca de 1,6 kg). As capacidades deste “bloco flexível” fizeram com que eu me encorajasse a “up-gradeá-lo”.
As rodas, outro dos elementos originais no acto da compra, são umas Bontrager Camino que apesar de muito criticadas nos fóruns da altura, nas minhas “mãos” têm-se aguentado muito bem (já partiram 3 raios, estão um pouco “abauladas”, mas também para aguentar o tratamento que lhes dou, não se pode pedir mais). Confesso que, logo que tenha umas massas gostava de adquirir umas Shimano XT, para compor o ramalhete… Já vão perceber o porquê.
Muitos do componentes de origem foram sendo substituídos, ou por vontade própria, ou se quisermos, por se terem degradado com o tempo, mas principalmente com os quilómetros (é que já lá vão, quase 3 mil).
Começo pelos travões, de origem uns v-bracke, passaram logo ao início (ainda antes de me sentar na bike), para uns de Disco da Shimano Deore. Depois acabei por mudar os pneus originais para uns kevlar Schwalbe, já experimentei duas versões, a Snake skin e a Nobby nick (gosto mais da primeira, aliás, já não posso com os segundos, vou “rifá-los”. Ando a furar à média de uma vez por volta/treino.).
Os pneus foram pelo uso, assim como o guiador e as cabras, após uma queda daquelas “parvas” tiveram que ser substituídos. Optei por material leve (aos poucos passei dos catorze quilos para cerca de doze… Mas já lá vamos). Dessa forma, fui “buscar” à net um guiador Ritchey e umas cabras de 90 gr da mesma marca. Pela net mandei vir também um kit de transmissão Shimano XT, assim, além de tornar a bici mais leve fiz um grande melhoramento a todos os níveis, e principalmente resolvi um dos poucos problemas com que me deparava até então; - era o facto de a corrente quando saltava, ficar entalada entre o eixo pedaleiro e o prato mais pequeno (porque o cranck não tinha protecção).
O mais importante de todos estes melhoramentos foi sem dúvida o da suspensão (grande ajuda para baixar o peso ao conjunto). De origem com uma Manittou 80mm de 2,4 kg, passei para uma Rock Shox Reba 09 100mm de 1,6 kg. É sem qualquer margem de hipótese o melhor up-grade que fiz. Aconselho a quem quiser andar a “brincar” com alguma segurança. Já as vi na Fizzbikes a 159 euros (é preciso estar atento).
Depois deste up-grade, seguiram-se outros mais pequenos, dos quais destaco o selim. Passei, por oferta do meu Compadre, para um SMP ergonómico e com rasgo para respiração da zona sob a próstata. E mudei o espigão de selim para um amortecido. Imaginava comprar um USE, mas como não tive “tempo”, aproveitei o “emprestadado” do Ricardo, um Spiner 100 da Dechatlon (muito bom, principalmente para quem não tem outro).
Estou portanto, cada vez mais satisfeito com a minha bike. O que não implica, fazer-lhe mais melhoramentos. Alguns serão de carácter forçado (tenho um manipulo partido, que, por perícia está remendado), além de outras coisas.



Para já é tudo. Sempre que fizer algum “incremento”, tentarei expô-lo por aqui.
Saudações, daquelas que vocês já tão bem conhecem.

“O Guarda-Rios”