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segunda-feira, 12 de abril de 2010

GR 22 Fotos Dia 3 - Piodão / Linhares da Beira

Dia 30 de Março de 2010.
Mais um dia de chuva, frio e vento, que desmoralizou o César. E que nos fez adiar o início por uns momentos, na tentativa de não encetar a subida à chuva. Na verdade, não me importo de andar de Bicicleta a chover, mas começar a pedalar (...o acto em si...) com a água a cair, faz-me alguma confusão.
Foi com uma piada do Cláudio que nos fizemos à estrada, aproveitando a tal pequena aberta no céu: - Se eu não tivesse ficado mais uns minutinhos na cama, tinhas começado à chuva...LOL... (gracejou)
- E lá fomos... Subir durante uns cinco ou seis quilómetros e descer até Vide, local onde tínhamos combinado o nosso primeiro contacto com o apoio.
Chegados aos 900 mt, e daí por diante, até começarmos a descer, o cenário foi este. Uma cacimba tremendamente fechada que não nos deixava ver um ao outro sequer, se estivéssemos afastados mais do que dez metros.


Depois de Vide, encetámos uma subida sem fim, desde os cerca de 300 mt, até ao alto da Serra da Estrela, Lagoa Comprida (1700 mt). No início desta progressão de horas, passámos por alguns pormenores bem curiosos...


...Campos de futebol, no meio do nada...


...Por entre as casas, e ao longo de enormes escadarias...


...Até que apareceram os únicos single track's desta GR 22. São singles, pela falta de frequência com que são usados os percursos de floresta montanhosa que nos levam Serra da Estrela acima.
Neste traçado especialmente, mas de uma forma geral em todo o GR 22 seria impossível avançar sem o auxilio do GPS.


Já a mais de mil e quinhentos metros, completamente rodeados de neve.
Nesta altura, ainda havia umas frestas e Sol. Algo que desapareceu por completo daqui para a frente, acabando mesmo por começara a nevar copiosamente e sem tréguas.
Foi por aqui que perdi os meus óculos, só dando conta desse facto, já bem para lá dos mil e seiscentos metros de altitude, tendo que voltar ao local desta foto para os recuperar (felizmente. Se não teria ficado por ali uma parte da minha boa disposição. Já que sem eles pouco vejo). A chuva e condensação são por demais e não deixam que os possa usar nestas condições, sob pena de ver ainda menos do que sem eles.


A neve proporciona sempre imagens muito agradáveis que alimentam o nosso imaginário.


Já depois de uma refeição ligeira na auto caravana em Lagoa Comprida.
Foi altura de tomar decisões. - Ou seguíamos, e enfrentávamos as condições climatéricas tal qual elas estavam, ou teríamos que sair dali rapidamente sob pena de ficarmos bloqueados pela neve que caía com grande intensidade.
Nesta altura, a maioria das estradas já estavam fechadas, e só um ou outro aventureiro subia à torre.
De certa forma, e digo isto completamente ciente de que não foi nada fácil ultrapassar os quilómetros que se seguiram, foi neste momento, e na tomada de decisão (um pouco louca, é certo!) de avançar, que começámos a ver a luz ao fundo túnel e a antever que seria possível terminar a aventura a que nos tínhamos proposto; A GR 22.
Depois de passar pelo que passámos, as forças e vontade quase que redobram. Surge-nos uma ideia do estilo: - Já que aqui chegámos e depois do que passámos, já nada nos detêm!

Aqui sim, depois de começarmos a descer, percebemos que o pior já tinha passado. Durante mais de vinte quilómetros pedalámos acima dos 1500 mts sob um frio indescritível e com a neve a bater-nos no corpo e na cara de forma cortante, levada por um vento lateral fortíssimo, que fazia com que andássemos em ângulo para combater a força contrária lateral. Por estas bandas, nem sequer tinha coragem para tirar a máquina fotográfica do bolso, pois cada segundo que não estivésemos a pedalar era um grande passo para a hipotermia. Nestas condições não há equipamento que nos proteja.
Ainda conseguimos tirar um ou outro "recuerdo" fotográfico com o telemóvel do Cláudio, que publicarei por aqui, assim que ele mos passe.
Neste troço bem difícil, até à descida para Linhares da Beira recordo uma curiosa situação que se ficou a dever ao facto de passarmos por um marco geodésico que marcava os mil e seiscentos metros, e por aí pensarmos que se aproximaria a descida, só que fomos completamente ludibriados, porque bem mais para a frente, entre cinco a dez quilómetros mais, é que apareceu o outro marco, e esse sim indicava o ponto mais alto daquela passagem, e felizmente, o retorno a alturas mais propicias para a época em que nos encontrávamos. Lá em cima também avistámos uma torre de observação completamente isolada, mas que com a neve e neblina mal se percebia o que era. Acredito que, quem já tenha feito tal trajecto com outras condições climatéricas ache estranho tal relato. Mas estes são os malefícios do inverno. Eu próprio fiquei com vontade de lá voltar noutra época para poder comprovar a beleza por outros descrita, e que pelas circunstâncias climatéricas não pudemos comprovar.
Como li num dos relatos a que tive acesso para a preparação desta GR, foi dito por gentes de Azeitão que já tinham feito tal percurso : - Este terá sido o dia mais duro de BTT pelo qual passaram até então. Pois eu confirmo e reafirmo, que terá sido quase desumano, atendendo às condições severas que tivemos que enfrentar.



Já em Linhares da Beira... Como se nada fosse... Depois da tempestade vem sempre a bonança... E o banho quente e a janta e a confraternização e os bagacinhos para aquecer... Enfim, o CONVIVIO SALUTAR!!!
GR


domingo, 11 de abril de 2010

GR 22 Fotos dia 2 - Dornelas do Zêzere / Piodão


Chegados a Dornelas no dia anterior, e depois de concluir que não conseguia-mos evoluir tanto quanto queríamos pelos motivos que apresentei, acabámos por "montar a tenda" nas margens do Rio Zêzere. A noite foi passada a ouvir uma chuvada constante, o que não era de todo lá grande presságio. Pela manhã também concluímos que não iramos contar com a presença do César naquele dia, já que as dores do pé não lhe tinham passado e para mais o dia não estava nada convidativo. As coisa não estavam a correr a 100%, mas teríamos que imaginar um 99%. Depois dum pequeno almoço rico, aproveitando uma das pouquissimas abertas daquela manhã do dia 29 de Março, fizemos-nos ao caminho, eu e o Cláudio, para o que seria, isso já o sabíamos, um dia de grandes subidas, e, também já desconfiávamos, uma jornada bem molhada.



Aqui estão dois corajosos, preparados para a chuva, o vento e o frio que se adivinhavam.
Neste dia tínhamos combinado com o apoio da auto caravana, uma paragem em Piodão para aí tentar dar "ao garfo" e reunir forças para o resto da jornada desse dia, que se adivinhava longa e de grandes dificuldades.


A chuva, sem nos largar um momento que fosse, já por nós era ignorada. O pior mesmo passou a ser uma combinação de frio e descidas ou de frio e de pés e mãos encharcados e gelados. Para ajudar ainda mais à festa, em determinados momentos nem sequer nos víamos um ao outro, ou ao trilho.


Depois de alguns quilómetros e umas horas a subir, desenhava-se uma bela descida para Piodão, já estávamos no final da manhã e apesar da água íamos avançando o que podíamos.



Com o início da descida avistámos algumas referências por mim já conhecidas, por se tratar da região de onde provêm os meus antepassados maternos, tal como Janeiro de cima (Hoje em dia património das aldeias de xisto) ou as Minas da Panasqueira, locais onde o meu avô paterno viveu e/ou trabalhou na extracção do Volfrâmio, materia prima usada para vender aos alemães durante a II Grande Guerra.
Mais alguns pedaços de história, em que esta GR 22 é rica.


De largada da Beira-Baixa e abordando a Beira-Interior (distrito de Coimbra; Concelho de Arganil), continuamos a avistar autênticos regalos para a vista. veja-se este exemplo de uma antiga aldeia, agora completamente desabitada, mas onde ainda se cultivam os socalcos à beira do rio.



A primeira vista sobre Piodão é completamente mágica. É irresistível não fotografar de diversas curvas e ângulos na abordagem vertiginosa que se faz a esta aldeia histórica.
Foi completamente encharcados e famintos que chegámos ao ponto de encontro com os nossos Amigos. Aqui além de nos secarmos e aquecermos teríamos que almoçar e reunir, para tomar decisões acerca do evoluir da etapa e, de certa forma da GR 22.
Depois de um belo banho quente e um almoço de chanfana, demos um passeio pela aldeia, que para ser perfeita, apenas falta suprimir dois ou três telhados de telha que destoam em todo aquele painel de xisto, mais turístico do que histórico. Arranjámos tempo para ir aos souvenirs e para a degustação e uma parafernália de sabores licorosos, e, decidimos que não havia condições para continuarmos nos trilhos naquele dia. Além do frio e chuva constantes e impiedosos, as montanhas que nos rodeavam por completo, e pelas quais teríamos que passar sem alternativa, estavam completamente cobertas de uma expeça camada nebulosa, que para além de muito escura, nem sequer nos deixava ver tais picos. Aproximava-se a Serra da Estrela e seria completamente imaturo e inconsciente abordar a alta montanha naquelas condições.
O nosso atraso ia-se acentuando, e nem o facto de sabermos que as etapas finais eram muito menos duras, nos deixava muito alento. O que nos valeu, apesar dos licores me terem dado a volta à barriga, foi a camaradagem e convívio que se instalou no nosso abrigo. Mais uma vez a noite foi passada sob copiosa e barulhenta chuva...
...O amanhecer adivinhava-se difícil. Pelos "books" já devíamos ter feito mais de 180 km's, mas os nossos manómetros só indicavam cerca de 95.
- "Mas como a vida não pára"...
GR

quinta-feira, 8 de abril de 2010

GR 22 Fotos Dia 1 - Castelo Novo / Dornelas do Zêzere


Foi com uma vontade férrea e muita boa disposição que saímos para o terreno cerca das nove horas da manhã do dia 28 de Março de 2010.
Tínhamos previsto, depois de uma análise maturada, fazer a circulação na Grande Rota obedecendo aos trilhos no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, isto é, seguir pela vertente direita de Castelo Novo, em direcção a Atalaia do Campo (terra de Eugénio d`Andrade), e daí por Proença-a-velha; Idanha-a-Velha e Monsanto. Só que na descida de Castelo Novo, e ainda a entrar na linguagem do GPS, lapso meu, fomos exactamente na vertente contrária. Desta forma, virámos a agulha para as etapas mais difíceis, a Gardunha e a Estrela, em vez de abordarmos o lado espanhol, bem mais plano. Mal constatámos que estávamos em Louriçal do Campo e ao vermos as placas indicadoras de direcção para Piodão, que nesta povoação orientam o GR 22, nem hesitámos: - Já que aqui estamos, já não vamos voltar para trás. Foi só telefonar ao Ti Abel, informando-o de tal acontecimento e combinar outro ponto de encontro. - SIGA!!!

Aí está a primeira foto de conjunto, acabadinhos de pôr os pés nos pedais. Aqui, ainda não tínhamos constatado que já íamos a caminho de Piodão, em vez de Monsanto.


Agora sim, já em Louriçal do campo constatámos que as placas nos indicavam Piodão e não Monsanto. Algo estava mal. Da constatação ao assumir do erro foi um ápice... E agora? - Siga!

Um dos muitos pormenores que não pudemos deixar passar por estes dias de terreno em que pisámos terras da Beira. Desde a Baixa à Alta, sem esquecer a Litoral. Faço por aqui o meu primeiro convite a quem nos lê: - Se tiverem oportunidade de fazer esta rota um dia, não a esbanjem. Apesar da deficiente marcação (GPS OBRIGATÓRIO), das dificuldades do terreno e da logística, o regálo para a vista e demais sentidos é um dos maiores aliciantes a esta viagem.
- Obra da DITA dura...


Acabadinhos de sair, ainda nem à duas horas pedalávamos, já o César tinha o primeiro furo...
...Primeiro e único, já que além de não ter tido mais nenhum, nem eu nem o Cláudio experimentámos tais sensações... Estranho, não é... Se no início de tal jornada, me dissessem que tal coincidência ocorreria, por certo que não iria acreditar. Mesmo assim. a partir do terceiro dia o Cláudio passou a ter que encher os pneumáticos todos os dias pela manhã, para impedir que um furo "super lento" lhe impedisse a progressão. Mesmo assim, deve ter aprendido na mesma escola do "18", já que nunca foi necessário trocar a câmara de ar, até chegarmos de Novo ao Castelo de origem.


As primeiras imagens dos cumes da serra da Estrela, têm tanto de belo como de assustador. Aliado ao fascínio da neve estava a noção perfeita de que seriam dificuldades pelas quais teríamos que passar. Diga-se também que antes da Serra em questão tivemos que transpor outras bem difíceis. Esta de onde tirei a foto; A Gardunha e a do Açor.
Realmente, está muito bem servido de Serras e dos seus desníveis, esta GR 22. Tal facto fica patenteado pelo desnível acumulado destes sete dias: - Mais de 12000 mt. Em que as etapas têm todas mais de mil e quinhentos metros de ascensão, e a mais dura, tem quase três mil.


- E aí estão eles!
Acabados de falar em tal "malefício"... Subidas e subidas Lda.
Claro que muitas delas foram com um ajuda do "Lapata", óptimo elemento de tracção, directo ao terreno.
Especialmente na Serra da Gardunha, e especificamente neste primeiro dia, foi coisa bem comum. Deve ter sido, seguramente mais de uma hora com ela à mão, até aos mil e poucos metros da serra da Gardunha.


Antes de começarmos a descer para Dornelas do Zêzere/Alquiedão, ainda atravessámos um extenso parque eólico de Cata ventos que se prolonga por alguns quilómetros. O que dantes só se avistava do lado espanhol da fronteira, tem por estes dias, muito desenvolvimento entre nós. Sempre muito perto dos mil metros de altitude, é assim que andamos num sobe e desce frequente nos estradões de brita e cascalho construídos propositadamente para dar acesso aos ditos "moinhos de Quixote".



Bem lá no alto da Serra surgiu-nos um pormenor curioso. Aliás já não é caso virgem para estes peregrinos. Já nos tínhamos deparado com um facto semelhante entre Teo e Santiago de Compostela, bem no finalzinho do caminho Português de Santiago. A foto é inevitável...LOL.



Aqui, em Dornelas do Zêzere, dá-se o primeiro encontro com o Rio que dá nome à vila. Daqui para a frente e num serpentear constante com a água, iremos cruzar muito mais vezes tal fluxo de água, assim como outros bem mais desgovernados e de maior caudal. É o reflexo das grandes precipitações ocorridas até então, e que, como vamos ver, ainda não tinham acabado.


Por esta altura já sabia muito bem o descanso aos guerreiros. Aguardava-mos pela auto-caravana e pelo Ti Abel, que tinha ido fazer tempo lá para as minas da Panasqueira. Apesar de só termos feito perto de 50 km's neste primeiro dia (aqui ainda não tínhamos decidido se continuávamos, ou não), já havia sinais evidentes de desgaste nos corpos e nas máquinas.
Eu, teria que fazer uma paragem técnica demorada, já que além de ter dado cabo do resto dos calços de travão (felizmente trazia outros de reserva... Aconselho vivamente), tinha pouco ar na suspensão frontal, e tinha o meu pneu traseiro com o piso muito careca e pior do que isso, uma bolha lateral acentuada. Dessa forma, teria que o mudar também (lá está, outro consumível que não se deve descorar numa viagem deste género. É que além de ser um tratamento inigualável para as Bicicletas também não proliferam as lojas da especialidade. No Fundão sei que há uma, perto do centro, e das BP, e calculo que também possa haver algumas na Covilhã e na Guarda, de resto... Nem vê-las)
Como dizia, além dos meus problemas mecânicos, o Cláudio estava com uma fome que nem via, tínhamos que ir às compras para o jantar, e, pior do que isso, o César estava a ressentir-se de sobre maneira de uma mazela recente. Estava aflito do pé, nomeadamente do tendão de Aquiles. Seguro estava, de que não iria pedalar mais durante o dia de hoje, e para amanhã ficaria uma análise mais consciente do que poderia ou não fazer no dia seguinte.
- Estava portanto na altura de descansar. Apesar da tomada de consciência de que não tínhamos feito tantos quilómetros como os que vêm nos canhamos da GR, estávamos limitados de diversas formas, e, sabíamos que este "atraso" era perfeitamente recuperável nas jornadas que se aproximavam.
- A VER VAMOS!?
GR


GR 22 Fotos Dia 0 - Lisboa / Castelo Novo


Links para as Fotos deste dia, no Picasa : http://picasaweb.google.com/bikeperegrinos

Começa por aqui a exposição de algumas fotos que este grupo de amigos foi fazendo ao longo destes nove dias de puro convívio, em que o forte foi o pedal, mas em que a camaradagem, amizade e espírito de entreajuda foram as palavras e acções reinantes. Deixamos os comentários elogiosos e agradecimentos para o fim, mas avançamos desde já com uma palavra de enorme satisfação perante tudo o que se passou nestes duros, mas belos dias: - COMPANHEIRISMO!
Foi assim que no dia 27 de Março de 2010, três ciclistas experimentados (César Nunes; João Galvão e Cláudio Proença), e um Amigo, que além do passeio teria a importante missão de conduzir a carrinha de apoio e... "CASA" para estes dias, se fizeram à estrada, rumo ao norte, mais precisamente a Castelo Novo, Beira-Baixa, onde tentariam percorrer os cerca de 520 km´s desta grande travessia que tem por nome técnico GR22 e cognome "Rota das Aldeias Históricas" em 7dias, com o intuito e regressar a Lisboa durante o dia de 4 de Abril (Domingo de Páscoa).
- Vejamos como foram correndo as coisas


Toda a viagem foi de uma grande tranquilidade. A boa disposição foi reinante, mesmo que alguns dos membros fossem passando pelas brasas. Durante esta viagem, em que atravessámos Santarém e Abrantes, fizemos um excelente almoço, ainda antes de abordarmos a A23 em direcção a castelo Novo.


Ficámos muito bem impressionados com este primeiro contacto com as Aldeias Históricas. Está muito tempo e dinheiro investido nesta aldeia, mas na sua maioria são recuperações bem feitas e de muito bom gosto.


Também foi em Castelo Novo, à nossa chegada, e ao visitarmos as muralhas do castelo que constatámos que iríamos passar por muitos estradões de serra, em que as dificuldades iriam ser muitas e duras. Para primeira impressão, pudemos comprovar quão íngreme iria ser a subida à Serra da Gardunha, onde Castelo Novo está "assente"



Foi neste largo, onde se pode testemunhar a presença de uma das muitas fontes de Castelo Novo, uma casa paroquial e o posto médico e junta de freguesia, que estacionámos a auto-caravana para as primeiras impressões. Depois fizemos a pernoita num parque especial que existe ainda mais alto do que o castelo, onde a vista é deslumbrante, sobre uma boa parte da Beira-Baixa, e onde comprovámos a pureza das águas do Alardo.


O nosso primeiro jantarinho foi mesmo por ali, pela que seria a "nossa" casa durante aqueles dias.
Diga-se de passagem que as condições foram extraordinárias para esta viagem, e que muito dificilmente, sem o apoio deste veiculo poderíamos ter executado tal aventura pelas Aldeias históricas.



Depois do jantarinho era hora de ir dar uma vista de olhos ao Benfica - Braga. Para isso atempadamente tínhamos descoberto o único café aberto por estas bandas. Foi por lá que fizemos o resto de serão na companhia de alguns alegres convivas de quem ficámos amigos.
Um enorme bem-haja para as gentes de Castelo-Novo. Segundo eles, a Aldeia mais bonita da Beira. Ficaríamos com vontade de conhecer as outras, para poder comprovar ou reprovar tal pensamento. A ver-vamos pelos capítulos seguintes.
GR


GR 22 Track FINAL e Números TOTAIS




Link deste track no Wikiloc : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=828491

Números totais desta AVENTURA que foi o GR 22 :

VALORES APROXIMADOS :

7 h Média diária de andamento
7 h 30 m Tempo parado acumulado
10 km/h Velocidade média geral
12 km/h Velocidade média andamento
30 Localidades visitadas
50 h Tempo gasto a andar
60 Localidades passadas
68 km/h Velocidade Máxima
75 km’s Média diária
122 PPM Frequência cardíaca média
179 PPM Frequência cardíaca Max
267 mt Altitude mínima
545 km’s percorridos
1650 mt Média diária de acumulado subido
1696 mt Altitude Max atingida
2900 mt Acumulado máximo diário subido
3200 Kcal Média diária calorias
11500 mt Acumulado de descida
12500 mt Acumulado de subida
25000 Kcal Calorias gastas
GR

quarta-feira, 7 de abril de 2010

GR 22 Track's e Números (Dia 8/ Ald. Sta. Margarida-Castelo Novo)

Números desta etapa :

2 h Tempo gasto a andar
13 km/h Velocidade média
25 km’s percorridos
113 PPM Frequência cardíaca média
146 PPM Frequência cardíaca Max
267 mt Altitude mínima
290 mt Acumulado de descida
524 mt Acumulado de subida
581 mt Altitude Max atingida
858 Kcal Calorias gastas
GR

GR 22 Track's e Números (Dia 7/ Sabugal-Monsanto-Ald. Sta. Margarida)

Números desta etapa :

7 h 15 m Tempo gasto a andar
13 km/h Velocidade média
98 km’s percorridos
109 PPM Frequência cardíaca média
179 PPM Frequência cardíaca Max
301 mt Altitude mínima
954 mt Altitude Max atingida
1340 mt Acumulado de descida
1582 mt Acumulado de subida
2938 Kcal Calorias gastas
GR

GR 22 Track's e Números (Dia 6/ Almeida-Sabugal)

Números desta etapa :

8 h 30 m Tempo gasto a andar
11 km/h Velocidade média
86 km’s percorridos
107 PPM Frequência cardíaca média
150 PPM Frequência cardíaca Max
558 mt Altitude mínima
918 mt Altitude Max atingida
1415 mt Acumulado de descida
1644 mt Acumulado de subida
3000 Kcal Calorias gastas
GR

GR 22 Track's e Números (Dia 5/ Juizo-Espanha-Almeida)

Números desta etapa :

7 h 30 m Tempo gasto a andar
11 km/h Velocidade média
72 km’s percorridos
119 PPM Frequência cardíaca média
148 PPM Frequência cardíaca Max
268 mt Altitude mínima
838 mt Altitude Max atingida
1080 mt Acumulado de descida
1525 mt Acumulado de subida
3005 Kcal Calorias gastas
GR

GR 22 Track's e Números (Dia 4/ Linhares da Beira-Marialva-Juizo)

Números desta etapa :

8 h Tempo gasto a andar
11 km/h Velocidade média
85 km’s percorridos
119 PPM Frequência cardíaca média
165 PPM Frequência cardíaca Max
368 mt Altitude mínima
951 mt Altitude Max atingida
1830 mt Acumulado de subida
1930 mt Acumulado de descida
4091 Kcal Calorias gastas
GR

GR 22 Track's e Números (Dia 3/ Piodão-Linhares da Beira)

Números desta etapa :
8 h Tempo gasto a andar
10 km/h Velocidade média
78 km’s percorridos
136 PPM Frequência cardíaca média
171 PPM Frequência cardíaca Max
303 mt Altitude mínima
1696 mt Altitude Max atingida
2520 mt Acumulado de descida
2932 mt Acumulado de subida
5769 Kcal Calorias gastas
GR

GR 22 Track's e Números (Dia 2/ Dornelas do Zêzere-Piodão)

Números desta etapa :

4 h 15 m Tempo gasto a andar
12 km/h Velocidade média
45 km’s percorridos
134 PPM Frequência cardíaca média
173 PPM Frequência cardíaca Max
521 mt Altitude mínima
1196 mt Altitude Max atingida
1240 mt Acumulado de descida
1706 mt Acumulado de subida
2681 Kcal Calorias gastas
GR

GR 22 Track's e Números (Dia 1/ Castelo Novo-Dornelas do Zêzere)

Números desta etapa :

4 h 40 m Tempo gasto a andar
12 km/h Velocidade média
50 km’s percorridos
131 PPM Frequência cardíaca média
175 PPM Frequência cardíaca Max
362 mt Altitude mínima
1354 mt Acumulado de descida
1024 mt Altitude Max atingida
1666 mt Acumulado de subida
2815 Kcal Calorias gastas
GR

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

1º ANIVERSÁRIO DO bLOG (revejamos os projectos)

Para assinalar o primeiro aniversário do NézClinas como bLOG, presenteamos-vos com uns “belos” vídeos dos projectos que temos como os mais ambiciosos para este ano (época).







Parabéns aos autores dos vídeos.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

GR 22 (...Não passa do ano que vem...)



Link para o track da GR22 no WIKILOC :
http://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=137647

Este é um dos projectos que tenho para realizar a médio prazo. Talvez mesmo para o ano.
Provavelmente não será inserido nesta produção, mas sim com um pequeno grupo de Amigos próximos. De qualquer das formas "posto" este mail que recebi, porque acho uma das viagens "imperdíveis", neste nosso belo país à beira-mar plantado.
Este evento não é dos mais Baratos mas dá para ter uma ideia da dureza do percurso.

Faltam 2 meses para a GR!
Inscreva-se agora - 2 modalidades de participação.

A Grande Rota das Aldeias Históricas Gary Fisher 2009 começa dia 6 de Setembro! Faça a GR completa ou apenas algumas etapas. É fácil fazer parte desta grande aventura em BTT, graças às duas modalidades de inscrição. Já temos um primeiro grupo confirmado e as inscrições são limitadas!

Formas de participação:
1. Etapas à sua escolha. Gostava de fazer a Grande Rota das Aldeias Históricas Gary Fisher 2009 mas tem apenas alguns dias disponíveis? Pode escolher as suas etapas favoritas! Preço - 40€ por etapa (inclui guias especializados, transferes debagagem para quem decida fazer mais do que uma etapa, documentação etrack GPS, lembranças Gary Fisher e ainda transfer de volta ao seu carro no final do dia.* Podemos ainda indicar opções de alojamento para quem queira pedalar mais do que um dia seguido.

2. Programa completo - 535km. Preço - 840€ (inclui 6 noites em hotel com pequeno-aloç, 6 jantares, dois guias especializados, transfer de bagagem, apoio de carrinha, mapa, documentação, tracks GPS, brindes Gary Fisher, t-shirt e garrafa de água A2Z Adventures, seguro de acidentes pessoais).

Calendário da Grande Rota das Aldeias Históricas 2009

Dia 6 Setembro - Castelo Novo- Idanha a Velha-Monsanto (62km) Neste primeiro dia de pedalada, ligaremos Castelo Novo a Idanha-a-Velha e, posteriormente, a Monsanto. Trata-se de uma etapa bastante plana, sem grande dificuldade, marcada pela presença constante do xisto e do granito. Excepção para a brutal calçada romana que temos de subir mesmo antes de Monsanto. Em Idanha-a-Velha, povoação de origem romana, não deve perder o impressionante lagar de varas, para a produção de azeite, e as ruínas romanas. Estadia - Monsanto ou Penha Garcia

Dia 7 Setembro - Monsanto-Sortelha (67km) Hoje ligaremos mais duas belas Aldeias Históricas - Monsanto e Sortelha. Monsanto, outrora considerada a "Aldeia mais portuguesa de Portugal", situa-se bem no topo de uma formação granítica impressionante, oferecendo vistas espectaculares. Esta aldeia distingue-se pelas suas estreitas ruas e ainda por um imponente castelo no ponto mais alto da formação rochosa. Sortelha também tem muito para ver - o castelo, o belo pelourinho e a igreja matriz, entre outros pontos de interesse. Em termos de percurso, a ligação entre estas aldeias é relativamente fácil, sem grandes subidas. Parte do percurso é dentro da Reserva Natural da Serra da Malcata. Estadia - Turismo rural em Sortelha

Dia 8 Setembro - Sortelha -Castelo Mendo -Almeida (90km) A etapa de hoje caracteriza-se pela diversidade de pisos - pedra solta, calçadas romanas, cursos de água. Algumas subidas mais "puxadas" fazem parte desta etapa de ligação entre Sortelha e Almeida. Mesmo antes de Almeida teremos que cruzar o rio Côa, pedalando sobre uma ponte romana.O forte em formato de estrela marca a paisagem de Almeida, constituíndo um dos maiores expoentes da arquitectura militar abaluartada em Portugal. Estadia - Residencial Muralha (Almeida)

Dia 9 Setembro - Almeida -Castelo Rodrigo -Marialva (72km) Hoje vamos pedalar no Parque Natural do Douro Internacional. A ligação entre Almeida e a bonita aldeia de Castelo Rodrigo é fácil, sem grandes declives. Por vezes, estaremos em pleno caminho de peregrinação para Santiago de Compostela. Castelo Rodrigo teve, em tempos, uma grande importância na defesa do território nacional contra os ataques das tropas castelhanas. A ligação entre Castelo Rodrigo e Marialva inicia-se com uma bela descida até ao rio Côa... seguida por algumas subidas mais acentuadas. As ruínas do castelo de Marialva merecem uma visita. Estadia - Calcaterra AgroTurismo (Marialva)

Dia 10 Setembro - Marialva -Linhares da Beira (65km) O destino do dia de hoje é Linhares da Beira, a capital do parapente em Portugal, situada dentro do Parque Natural da Serra da Estrela. Terra fria e ventosa, de gente simples e hospitaleira, Linhares da Beira tem um castelo imponente que deve ser visitado. O percurso apresenta algumas secções com muita pedra e calçadas.Estadia - Hotel Quinta dos Cedros (Celorico da Beira)

Dia 11 Setembro - Linhares da Beira - Piodão (77km) Esta é uma etapa muito dura, com subidas e descidas acentuadas, devido ao enquadramento geográfico do Piodão, entre as serras do Açor, da Lousã e da Estrela. O piso de xisto solto cobre os estradões onde pedalamos, tornando a etapa ainda mais complicada. Mas o destino final, Piodão, vale a pena o esforço dispendido - as suas casas em xisto, envolvidas na paisagem circundante, são de uma beleza invulgar. Estadia - Estalagem do Inatel (Piodão)

Dia 12 Setembro - Piodão -Castelo Novo (88km) A etapa de regresso a Castelo Novo é bastante exigente fisicamente, dada a altimetria com variações acentuadas, a distância elevada e também porque o piso tem muita pedra. Em resumo, mais um dia de puro BTT!

Para mais informações e formalização de inscrições - info@a2z-adventures.com
GR 22 Ou "Guarda-Rios"22. Também tenho direito à minha marca registada. Tal qual o CR 9.Lol