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quarta-feira, 9 de março de 2011

Ciclovias Urbanas de Lisboa, interligadas em 6 de Março de 2011

Montagem em foto de Satélite do Google Earth, com as Ciclovias exploradas nesta volta :



Há muito projectada, esta volta de ligação por todas as Ciclovias urbanas de Lisboa, aconteceu neste passado fim-de-semana. Mais precisamente no dia 6 de Março de 2011.

Hoje mesmo, enquanto vos transmito esta actualização, prosseguem algumas obras, que aos poucos vão acrescentando alguns metros, aos cerca de 35 quilómetros já existentes.
A somar a estes, ainda temos que acrescentar as duas Ciclovias, à muito existentes no Parque Florestal de Monsanto. Nomeadamente na Alameda Keil do Amaral e na Estrada da Bela Vista.

Se quisermos ter uma noção do projecto, posso dizer que neste momento já se pode circular de forma continuada, durante mais de 13100 metros, desde a Mata de São Domingos de Benfica (ponte pedonal sobre a junção entre as Ruas Carolina Michaelis de Vasconcelos e a Conde de Almoster, junto ao C.C. Fonte Nova), até à Gare do Oriente. Unindo duas linhas de “tapete vermelho”; A Ciclovia que passa no C. C. Colombo, Luz, e Telheiras, com a que começa antes da 2ª Circular, na Azinhaga das Galhardas, seguindo depois pelo E.U.L., Alameda da Cidade Universitária, Avenida do Brasil, Parque de Alvalade, Olivais, Vale do Silêncio terminando por baixo da Gare do Oriente.

Também temos vários pequenos troços, que ainda estão sem ligação. Como no caso da Ciclovia que se estende desde o Jardim contíguo ao largo da Parada Militar (Camionetas Colégio Militar/Colombo), até ao cemitério de Carnide. Aí, para cumprir este traçado temos que usar quatro Ciclovias sem ligação, onde as interrupções chegam a ter mais de quinhentos metros.

Esta volta de interligação e passagem por todas as Ciclovias Urbanas de Lisboa tem um total de 65 km, com um desnível acumulado de pouco mais de 500 mt. Tal “passeio” pode ser encurtado em 10 km. É esta a extensão do maior troço de ligação entre duas Ciclovias, que atravessa a zona ribeirinha, entre a Gare do Oriente e o Largo do Cais do Sodré. Se usarmos o Metropolitano como ponte entre estas duas Ciclovias, poder-se-á ganhar algum tempo e poupar nos quilómetros. Para isso terá que se apanhar o Metro na Gare do Oriente (Linha vermelha) e sair no Cais do Sodré (Linha Verde), tendo no entanto que ter atenção às restrições horárias. (neste momento, o transporte de bicicletas é autorizado em horário completo, aos fins de semana e feriados, e somente a partir das 20,00 h aos dias de semana).
Pessoalmente, acho que vale bem o esforço, pois estes dez quilómetros são totalmente cumpridos à beira rio, com um desnível acumulado praticamente nulo. A passagem é efectuada pelas zonas da Expo, armazéns e porto de contentores, sendo usadas as vias interiores que têm uma escassez de trânsito assinalável. Somente depois do Jardim do Tabaco se começa a circular pelo passeio. A passagem pela Ribeira das Naus, ainda em obras, pode levantar alguns problemas, que serão por certo atenuados, com algum cuidado dos ciclistas.

Nestes cerca de 65 quilómetros, podemos usufruir e ficar a conhecer a totalidade dos quase 35 quilómetros de Ciclovias, existentes na parte urbana de Lisboa concelho, que por agora, estão a disposição de qualquer utilizador de bicicleta interessado. Para breve, teremos mais algumas centenas de metros, bastando para isso que se concluam as obras na Avenida Duque de Ávila. Pelo que sei, tal empreitada estará terminada no início da Primavera.

Encetei a busca das Ciclovias em questão, a partir da Mata de São Domingos de Benfica, local onde também termina esta contenda. Circulando regra geral, a favor do sentido dos ponteiros do relógio e de fora para dentro, formando uma espiral imaginária. Dividi em troços, as passagens pelas diversas possibilidades, sempre que encontrei uma interrupção nas Ciclovias, quer por falta de marcação ou informação esclarecedora.

Depois deste apanhado, deu para perceber que nem todas as Ciclovias propostas pela entidade que fomenta tais infra-estruturas (C.M. de Lisboa), estão de acordo com os esquemas no “papel”, quiçá, por não estarem totalmente terminadas as obras, ou por outro tipo de impedimentos que atrasaram ou adiaram tal conclusão. – Assim, ao fazer a minha divisão, assente nos critérios aqui já mencionados, cheguei a estes resultados.

Ciclovias urbanas, ou troços destas, na cidade de Lisboa, à data de 6 de Março de 2011, são 13, algumas delas, segundo os compêndios e informação vertical, fazem parte de uma só (como no caso da via Colombo / Cemitério de Carnide).

A saber: - Ciclovia do Jardim da Parada Militar (Autocarros do Colégio Militar - Colombo) com 415 metros; Ciclovia entre a Avenida Lusíada (Quinta da Granja) e as traseiras do parque de estacionamento da Estrada da Pontinha, com 2 km; Ciclovia entre a Pontinha e o Bairro Padre Cruz, com 640 metros; Ciclovia da Estrada Militar (Cemitério de Carnide), com 390 metros (estas últimas três, estão separadas entre elas algumas centenas de metros, daí, ainda serem troços de uma futura Ciclovia); Ciclovia entre a Azinhaga das Galhardas e a Gare do Oriente, seguramente a maior, com 8,7 quilómetros; Ciclovia entre o Cais do Sodré e a Torre de Belém, com 7,4 quilómetros; Ciclovia entre a Rotunda do estádio de Pina Manique e o alto do Parque Eduardo VII (Palácio da Justiça), com 5,1 quilómetros (3,2 até à rotunda de acesso ao Bairro da Serafina, no contorno do Parque Florestal, entre este e a radial de Benfica); Ciclovia entre a Avenida Gulbenkian (Campolide) e a Avenida Marquês de Fronteira em São Sebastião, com 1300 metros; Troço da futura Ciclovia da Avenida Duque de Ávila entre a Avenida 5 de Outubro e a Avenida da República, com 150 metros; Outro Troço da mesma Ciclovia, desta vez entre a Avenida da República e o Largo de Arco de Cego (Rua de D. Estefânia), com 265 metros; Troço de uma futura Ciclovia (será talvez, para ligar à Rua João Villaret?) entre a Rua de Entrecampos e a passagem superior sobre a linha férrea, na Rua Alfredo Cortês, a mais pequena, com apenas 95 metros; Ciclovia entre a Rua João Villaret e a estação de Comboios de Roma / Areeiro na Rua Frei Miguel Contreiras, com 650 metros; E finalmente, uma das mais antigas, ou, por certo contendo traçados pioneiros nesta “coisa” das Ciclovias, a Vertente entre o Campo Grande (Entrecampos) e a Mata de São Domingos de Benfica (Monsanto), cruzando algumas das zonas habitacionais mais populosas da cidade como: Telheiras, Carnide e Benfica e o C. C. Colombo, com 7,1 quilómetros.


O TRACK (65 km de trajecto, onde estão incluídos 35 de Ciclovias. Todas as marcações indicam o início ou términos de uma Ciclovia) :

Montagem em foto de satélite do Google Earth, com todas as Ciclovias existentes em Lisboa em 6 de Março de 2011 :


Números Técnicos das Ciclovias de Lisboa em 6 de Março de 2011


2 Ciclovias existentes no Parque Florestal de Monsanto (Keil do Amaral e Bela Vista)

13 Ciclovias. São os troços Urbanos de Lisboa. (Algumas Ciclovias não têm ligação entre elas, daí, muitas vezes, o que para alguns será uma única Ciclovia, não o será para o controle quilométrico)

15 Ciclovias existentes em toda a cidade de Lisboa (concelho)

95 mt Tamanho do mais pequeno troço de Ciclovia (Rua de Entrecampos – Rua Alfredo Cortês)

590 mt Ainda faltam concluir para fechar a Ciclovia da Av. Duque de Ávila

1080 mt de ligação sem marcação, entre os pedaços da Ciclovia que liga A Av. Lusíada ao Cemitério de Carnide

3200 mt de Ciclovias em Monsanto (dos mil considerados para a Alameda Keil do Amaral, apenas 210 estão pintados a vermelho)

8700 mt Maior Ciclovia de Lisboa (desde a Azinhaga das Galhardas (E.U.L.) até à Gare do Oriente

10000 mt A distância maior, entre Ciclovias, neste percurso de interligação das Ciclovias urbanas de Lisboa. (É entre a Gare do Oriente e o Cais do Sodré, e pode ser suprimida pelo uso do Metropolitano. Cuidado no entanto, com as restrições ao transporte de bicicletas nos horários de ponta)

10300 mt de traçados marcados (estradões), na Tapada da Ajuda (dados da C. M. de Lisboa)

13100 mt É o maior traçado possível, a cumprir sem interrupções, em Ciclovias de Lisboa. (Desde a Mata de São Domingos de Benfica até à Gare do Oriente. Com ligação das duas Ciclovias em Telheiras, na Azinhaga das Galhardas)

30000 mt Distância total em interligações para conectar toas as Ciclovias relatadas. (Será vinte mil, caso se use o Metropolitano, entre a Gare do Oriente e o cais do Sodré)

34205 mt Total da extensão das Ciclovias Urbanas da Cidade de Lisboa. (Somente os traçado marcados e identificados. Pintados a Vermelho, ou não)

35875 mt São os traçados Urbanos praticamente prontos para pedalar, (soma ao valor anterior, os mil e oitenta metros de interrupções na Ciclovia Colombo/Cemitério de Carnide, e os quinhentos e noventa, ainda em construção na avenida Duque de Ávila, onde se inclui a futura travessia segura da Avenida da República)

36615 mt Total de troços de Ciclovia, pintados ou marcados, prontos a circular em toda a cidade de Lisboa. (Monsanto incluído. Keil do Amaral e Bela Vista)

39075 mt Se juntarmos as Ciclovias urbanas e do Parque Florestal de Monsanto, onde é possível circular em segurança. (mesmo assim todo o cuidado é pouco)

42000 mt (aprox.) São os metros de traçados marcados (estradões), onde é possível circular com bicicleta no Parque Florestal de Monsanto, segundo os dados da C. M. de Lisboa.

55000 mt (aprox.) Total do percurso proposto para completar a interligação e passagem pelas Ciclovias urbanas de Lisboa. Usando a versão do Metropolitano entre a Gare do Oriente e o Cais do Sodré.

65000 mt (aprox.) Total do percurso proposto para completar a interligação e passagem pelas Ciclovias urbanas de Lisboa. Onde se incluem cerca de 30 quilómetros de troços de ligação, e, 35 de Ciclovias.

91400 mt Total de metros á disposição dos ciclistas, para a circulação segura na cidade de Lisboa. Aqui se incluem, além das Ciclovias referidas, os traçados marcados e definidos pela C. M. de Lisboa, dentro do Parque Florestal de Monsanto e da Tapada da Ajuda.

Dados de 6 de Março de 2011.


Algumas Fotos das Ciclovias em questão (em fase de obra):


Aos dias de hoje, na Avenida Duque de Ávila.


Em Dez de 2009, na Avenida Gulbenkian.


2009, Viaduto da 2ª Circular.


2009, Ponte sobre a Avenida Gulbenkian.


Já antiga, a conclusão da Ciclovia exterior a Monsanto.


Na Avenida Gulbenkian, ao lado do Teatro Aberto.


Algumas curiosidades e fotos "artísticas" :


A actual marcação vertical está cada vez melhor.


Em 2009 era uma constante, hoje em dia tal já não acontece. Praticamente ninguém estaciona em cima das ciclovias.


A limpeza das ditas.


...Realmente, faz nos sentir livres e maiores...


Estas chapas, foram a solução encontrada para fazer a ligação entre troços de Ciclovia, quando esta anda em cima dos passeios, comuns aos peões, ou não tem espaço suficiente para se desenvolver.

Como podemos encontrar as Ciclovias em Lisboa, nos dias de hoje (alguns exemplos) :


Parte da ciclovia entre o Cais do Sodré e a Torres de Belém. Aqui, a passagem junto à Central Tejo.


Uma das ciclovias mais pequenas e mais escondidas. No novo jardim, contiguo ao Largo da Parada Militar (camionetas do Colégio Militar - Colombo)


Já antiga, mas sempre interessante, esta passagem por Telheiras antiga, junto à Azinhaga das Galhardas.


Um dos traçados mais verde, em pleno parque do Vale do Silêncio.


... Continuando, podemos chegar até ao Rio... Na Gare do Oriente.


LINKS ÚTEIS :

MAPA EDITÁVEL DAS CICLOVIAS DE LISBOA

CICLOVIA - CICLOVIAS DE LISBOA

CICLOVIAS DE LISBOA NESTE BLOG

CICLOVIAS EM GERAL

PLANETA BICICULTURA

CML - PERCURSOS E CORREDORES


O Guarda Rios e o Repórter Astigmático...
Desejam-vos uma boa Viagem, e acima de tudo, que se divirtam…

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Acção de Voluntariado na Via Algarviana


A Almargem já está a pensar na próxima Algarviana. Recebemos esta informação e não podemos deixar de a passar.




Caros amigos,


Para o mês de Março propomos 1 actividade diferente “Acção de Voluntariado na Via Algarviana” .

Desafiamo-lo a juntar-se à equipa e fazer parte de 1sector, ajudando-nos a mantê-la sinalizada e segura.

Serão formadas equipas de trabalho, cada uma ficará responsável ( numa parte do troço) pela revisão das marcações, pinturas e detecção de postes caídos, vandalizados ou desaparecidos.


No dia 13 de Março iremos percorrer o Sector de Alte a Messines e no dia 27 de Março de Marmelete a Bensafrim. Em todas as equipas haverá um membro da Associação Almargem para liderar a equipa.


Segue em anexo a ficha de inscrição.


Para mais informações ou inscrições contactar: 289 412 959/ 960295202 ou ccarvalho@almargem.org


Agradecemos toda a ajuda e divulgação possível.


Via Algarviana, Siga esta Pista!


Com os melhores cumprimentos,


Anabela Santos
Coordenadora do Projecto Via Algarviana II

Almargem - Associação de defesa do património cultural e ambiental do Algarve

Rua de São Domingos nº65
Apartado 251
8100 Loulé

Tel.: 289 412 959
Fax.: 289 4141 04
Tlm.: 960295202

http://www.almargem.org
http://www.viaalgarviana.org/



FICHA DE INSCRIÇÃO



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ao encontro de uma “Geringonça”...



Tudo isto aconteceu no verão passado…

…Ia o Ricardo, nas suas voltas familiares lá para a costa alentejana, quando encontrou um certo “engenhocas” de Sacavém, que acompanhado da esposa, bicicletava(m) no regresso das compras. (Cada movimento da “Geringonça” tem que ser partilhado por dois… Sem essa condição, nada feito)

Como tal Acontecimento, não podia passar sem que ficasse registado solenemente no NézClinas, convenci-o a contar esta história:


Não há nada como uns dias de férias em família, para nos depararmos com um desafio, e avançarmos sem o mínimo de hesitação.

Pois foi justamente o que me aconteceu quando estava em contagem decrescente para a nossa aventura nos Pirenéus. Desloquei-me a Santo André, com o intuito de fazer umas comprinhas lá para o parque de campismo, onde normalmente passo férias com a família, eis se não quando, me deparo com o veículo que está documentado nas fotos, que embora sejam de má qualidade, são o suficiente para provar que a coisa é estranha.

Diga-se em abono da verdade, que dá um certo calafrio ao estômago no arranque…

…Mas depois passa para uma certa satisfação, por termos conseguido a façanha de andar em tal veículo.

A “coisa”, é nada mais do que um sonho de um visionário, que investiu mais ou menos dez mil euros e que não conseguiu obter daí qualquer retorno monetário. Pelo menos, fica com a satisfação em ver as pessoas boquiabertas, quando passa na “geringonça” com a respectiva esposa, e os sacos de compras.

Quero desejar a este adepto das duas rodas em linha, com a sua máquina dos pedalistas em paralelo, muita saudinha da boa, e que continue a pôr os seus sonhos em prática. Pode ser que um dia a coisa mude, e ele tenha retorno financeiro para os seus projectos.



Sigam as Fotos :

A Apresentação do "Veículo"...


...A explicação do funcionamento da "coisa"...


...E agora é que vai ser...
Lá vão o Ricardo e o inventor de Sacavém, demonstrar a funcionalidade da "Geringonça".





quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Uma aposta na Segurança...



Não sei até que ponto não é “só” mais um vídeo… Se, por outro lado, já se encontra à venda em circuito comercial. Também não sei o peso que tem, nem se é fácil de transportar.
De qualquer maneira, atendendo à vaga de roubos de bicicletas a que temos assistido, pode ser uma óptima ideia… - Vou ficar atento!



…Já agora pergunto… E se o comando se avariar… Ou se ficar sem pilhas… Já para não falar, em perdê-lo…he…he…he…

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Em Busca das Ciclovias da Margem Sul - Seixal - Amora - Corroios - Almada - Montijo (Setúbal) Parte 1.0

Roteiro :

Benfica – Cais do Sodré – Seixal – Amora – Cruz de Pau – Corroios – Laranjeiro – Rot. Centro Sul – Almada Fórum – Coina – Barreiro – Terreiro do Paço – Benfica.

Decidido a fazer o levantamento das ciclovias do Montijo, que tinha vislumbrado no dia 01 de Janeiro, quando regressava da passagem de ano em casa de uns amigos no Samouco, fiz-me ao piso com o intuito de apanhar o barco para a “outra banda”, mais concretamente, para o Seixalinho (Montijo). Barco esse, que eu julgava zarpar do Terreiro do Paço.

Nem sempre as coisas correm como planeamos, e a essa eventualidade eu já me vou habituando. – Aliás, estou cada vez melhor (fizeram-me bem as dificuldades dos Pirinéus) …LOL… Isto para referir que por agora (será provisoriamente?) os barcos para o Montijo saem do Cais do Sodré. – Até aí tudo bem! – Só que por ser Domingo, a frequência de saída baixa muito, e a viagem seguinte ainda demorava quase uma hora, o que me levou a uma mudança de planos, acabando por optar pela deslocação até ao seixal. Barco esse que sairia dali a pouco.

Chegado a tal cais fluvial, do lado sul do Tejo, tinha como fundamento principal encetar a viagem até ao Montijo, ao mesmo tempo que estaria atento ao surgir de outras possíveis ciclovias. – Qual não é a minha surpresa, a cerca de 50 mt do local onde tinha atracado, reparei na existência de uma pista vermelha para o uso de bicicletas.

Iniciei assim o acompanhamento e marcação dessa, e das que por informação popular, soube existirem nas redondezas. É essa “reportagem” que agora aqui deixo. Para esse efeito vou dividir estes post em alíneas {1.0 – Apresentação e viagem geral (este); 1.1 – Ciclovia do seixal (cais fluvial – Seixal vila); 1.2 – Seixal rio – Arrentela - Amora; 1.3 – Cruz de Pau – Corroios; 1.4 – Corroios – Laranjeiro e 1.5 – Rot. Centro Sul em Almada – Almada Fórum. Deixando para uma(s) mensagem(ns) posteriores - 2.0; 2.1; 2…, a jornada do dia seguinte: - Em busca das ciclovias do Montijo}

Desta viagem de prospecção (dia1), posso dizer que correu muito melhor do que esperado, já que pude comprovar e fazer o levantamento de muito mais possibilidades de progressão, do que aquelas que inicialmente tinha previsto.

Estes cerca de 90 km, representados no track, têm uma componente de 18, que foram efectuados durante as travessias do Tejo, nos catamarans da transtejo, com que fui e voltei da Margem sul. Mesmo assim, Ainda foi uma pequena maratona, onde, para além do imprevisto, das fotos e pedidos de informação, gastei o tempo a conhecer alguns locais mais inesperados, e a cruzar parques e jardins nas duas margens (Parque da Paz; Jardim Amália Rodrigues e Parque Florestal de Monsanto).
Para a história do dia, fica ainda o encontro com alguns “colegas” das pedaladas, desde cicloturistas peregrinos, de várias nacionalidades, até, autênticos museus em cima de bicicleta, como um ilustre anónimo, com que me cruzei no Parque Eduardo VII.
- Isto tudo, numa paleta de estilos e contrastes sociais que vai do verdadeiro 8 ao 80… (ver fotos)...

O Track :



Link para o traçado no Wikiloc : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1415343


Algumas fotos (desta vez sem qualquer ordem, em relação à viagem) :

...Já no fim da prospecção, em pleno Barreiro, antes de apanhar o catamaram para o Terreiro do Paço. Fica esta imagem, para comprovar alguns contrastes; - A grande urbe e a zona industrial e piscatória, os sapais e pântanos, as várias penínsulas da margem Sul e as colinas robustas da grande cidade branca... Contrastes!


Mais um viajante estrangeiro, pela nossa terra à beira mar plantada. Tão aprazível para um Suíço, o Peter, quando pela terra dele está um frio insuportável e os termómetros marcam valores negativos... Aqui sempre temos a praia (para onde ia), e o Algarve (De onde vinha)... Um claro contraste com...


Sim, aqui, apesar da desordem das fotos também há contrastes. traduza-se; A possibilidade de conciliar uma cidade predomimantemente dormitório com algum espaço de lazer... Tal como outros verdes que tive o prazer de atravessar nesta prospecção, o Parque florestal de Monsanto e o Jardim Amália Rodrigues, o Parque da Paz, em Almada, está um primor.

... Este nosso "amigo", que patenteava as suas "crenças" sem qualquer pejo. Diga-se de passagem, que comungo de algumas delas com tal alegre cidadão, a saber; O gosto pela Bicicleta, pela Música e p´lo Glorioso...he...he....he... (pelo menos estas).


Já de regresso a casa, ainda pude comprovar mais um avanço nas estruturas cicláveis da minha cidade, sinalização vertical bem exposta e que anuncia um cruzamento de ciclovias em Lisboa... - Estamos no Bom Caminho!

O Guarda rios e o Repórter Astigmático (...on the road again...)


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Ciclovias de Beja. (Escolas)

Continuando a descrever as várias possibilidades de circulação nas ciclovias de Beja, seguimos com esta variante a que dei o nome de "Escolas", já que faz ligação entre alguns pólos universitários desta cidade, um pouco envelhecida, é certo, mas que movimenta muita população estudantil. A exemplo, temos esta ciclovia que serve o instituto politécnico, nas suas vertentes da Educação e Agrária.

Basicamente, todo este braço das ciclovias de Beja está contido na rua Primeiro de Maio, mas também bifurca com a Rua Ezequiel Soveral Rodrigues.

Nestes quase quilómetro e meio, podemos ainda passar à beira do complexo desportivo Fernando Mamede e fazer ligação com as duas ciclovias anteriormente descritas neste blog, nomeadamente e "Exterior" e a "Centro 1".

O Traçado :




Link para o Traçado no Wikiloc : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1275577



As Fotos :

Encontro da Rua Primeiro de Maio com a Rua Ezequiel Soveral Rodrigues.



Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior Agrária, à direita, e Complexo desportivo Fernando Mamede, à esquerda.

R.A.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Ciclovias de Lisboa (Primeiras Notícias de 2011) - Ciclovia Campolide - Arco Cego


Talvez lá para a Primavera, quiçá antes, teremos a ciclovia entre a escadaria do jardim da polícia municipal, em Campolide (Av. Calouste Gulbenkian) e o Arco Cego (Av. Duque D’Ávila) completa.
– Isto é – Ficará certamente a faltar um pequeno troço de +/- 50 mt. Nomeadamente entre a esquina da Rua Nicolau Bettencourt e o início da Av. Duque D’Ávila, em plena Av. Marquês de Fronteira (S. Sebastião).
Aqui, e segundo a mesma fonte ligada à empreitada, ainda estará em estudo, como fazer passar a ciclovia. Não sei se terá a haver, mas ninguém me tira da ideia, que esse adiamento ficará a dever-se à indecisão em relação ao futuro do Palacete e Jardins da Condensa de Cadaval (Quarteirão da Fundação Calouste Gulbenkian) e de como se projectará a sua entrada.

Para já, e referindo-me somente às obras em curso; o troço da Av. Duque D´Ávila, entre a Av. 5 de Outubro e o largo do Arco Cego (antiga estação dos eléctricos e autocarros) já está pronto para inaugurar. Ficando a faltar o remanescente, entre a Av. 5 de Outubro e a Av. Marquês de Fronteira.
Nesse futuro breve, poder-se-á pedalar entre o Arco Cego e a escada de acesso ao Jardim da Polícia municipal, em Campolide (Av. Calouste Gulbenkian).
Subindo essa escada, aí, podemos tomar uma outra ciclovia, proveniente do alto do Parque Eduardo VII (Av. Marquês de Fronteira), e que passando pelo palácio de justiça e Universidade Nova, atravessa o mesmo jardim em direcção a Monsanto, contornando depois o Parque florestal até à rotunda do Pina Manique.

Traçado (Previsão) :



Link para o Traçado no Wikiloc : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=1391335

As Fotos :

As obras avançam, no início da Av. Duque D'Ávila (Av. Marquês de Fronteira).


Entre a Av. 5 de Outubro e a Av. da República, a ciclovia está pronta para inaugurar.

Aspecto geral da futura ciclovia, na Av. Duque de D'Ávila.

R.A.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Novos troços das Ciclovias de Lisboa (3.0; 3.1 e 3,2) "para poupar nos post"



última actualização neste Blog :


Texto original deste post em 07 de Maio de 2010 :

- Hoje (ontem) valeu a pena!
Na tentativa de me actualizar em relação às Ciclovias que se estão a fazer em Lisboa, fiz-me ao caminho, para reportar a ligação da Cidade Universitária ao Campo Grande e daí pela Av do Brasil fora, até à Rotunda do aeroporto. Estes eram trajectos dos quais eu já tinha conhecimento, quer visual, quer mesmo físico, por já ter transitado por cima de pequenos pedaços ainda em obras.
Qual não foi a minha surpresa, ao perceber que depois de Chelas, a Ciclovia já está totalmente concluída até à Gare do Oriente, passando pelo Parque dos Olivais.
É por ser uma Ciclovia que ainda não tem todas as empreitadas concluídas que intitulei este post de "Novos troços das Ciclovias de Lisboa (3.0; 3.1; e 3.2)"
Assim, posso dividir tal Ciclovia em três partes, em que a primeira e terceira (3.0 e 3.2), correspondem ao que já está feiro (bem feito, por sinal), e o pedaço do meio (3.1) ao que está por fazer.
No total, depois de tudo concluído e ligado, tal hipótese de circulação ficará com este aspecto:


Por agora, podemos ir sem interrupções desde as traseiras da faculdade de direito até à Avenida Gago Coutinho, junto á rotunda do aeroporto, e de Chelas (recinto da feira do relógio) até à Gare do Oriente.
Vejamos:

Perto da Torre do Tombo (Alameda da Cidade Universitária) e da faculdade, onde se dá início a esta grande Ciclovia. (3.0)


Já na Avenida do Brasil, em que uma longa recta de tapete de asfalto dá continuidade aos cerca de 7 km que este trajecto terá no seu final. (3.0)


Aqui, já depois do Hospital Júlio de Matos ainda se ultimam alguns pormenores. (3.0)


A subida da Rua Quinta da Graça é o troço que está em fase de construção. Segundo os trabalhadores dessa obra, tais trabalhos não se deverão estender por muito mais do que um mês, permitindo assim que no final de tal empreitada se possa fazer este traçado de forma segura e sem interrupções. (3.1)


De novo nos "trilhos" da Ciclovia, a parte 3.2, que faz a ligação entre o alto de Chelas e a Gare do Oriente é sem dúvida das mais interessantes de todas as Ciclovias de Lisboa. Apesar de ser algo sinuosa (por mim, não desgosto), faz uma abordagem ao Parque Vale do Silêncio, cruzando-o totalmente até chegar ao Hospital do SAMS. (3.2)


Parte final do Parque, onde foi construída uma linha de progressão só para as bicicletas, paralelamente à dos peões, não havendo qualquer perigo para uns e outros. (3.2)


Já em direcção à Gare do Oriente em plena Expo. Com um dos prédios altos em fundo.


As Ciclovias de Lisboa vão evoluindo. Neste momento já existem muitas alternativas de circulação. Estas que aqui estão desenhadas na foto do Google Earth, representam as que por mim foram identificadas e às quais fiz um levantamento.
Acredito que já se possa circular noutras vertentes. Espero poder fazer esse apanhado brevemente, e vir noticiá-lo por aqui.
Para se ter um exemplo, neste momento as Ciclovias de Lisboa já superam os trinta quilómetros, e já é possível circular de forma continua em pelo menos 18.
Já se pode ir desde a Gare do Oriente até ao Parque Eduardo VII, passando por exemplo pelo Parque Florestal de Monsanto.
Boas pedaladas!
RA

Novos troços das Ciclovias de Lisboa (2.2)

Quando houver a hipótese de fazer a ligação entre a Quintas dos Barros (Azinhaga das Galhardas) e o Estádio Universitário de Lisboa, esta será mais uma variante de circulação para as bicicletas, de grande utilidade. Teremos assim uma ligação entre Telheiras, ou se quisermos recuar, entre Monsanto (São Domingos de Benfica) e a Cidade Universitária, passando dentro do EUL.
Digamos que o cenário é perfeito...

"Senões" à parte, as ciclovias de Lisboa vão avançando a bom ritmo e com boas alternativas de circulação.

Quando esta variante estiver terminada poderemos fazer a ligação entre o Parque Eduardo VII; Universidade Nova de Campolide; Bairro da Serafina; Parque florestal de Monsanto; Mata de São Domingos de Benfica; Fonte Nova; Colombo; Carnide; Telheiras; EUL; Cidade Universitária; Av. do Brasil e Aeroporto; Chelas; Olaias e Parque expo (Gare do oriente)...

...Continua numa Ciclovia perto de si...

Apesar dos "Senões", já temos um eixo de Lisboa rasgado por Ciclovias




Estado actual da Ciclovia dentro do Estádio Universitário de Lisboa.

Link deste pequeno troço no Wikiloc : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=883462





RA

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Novos troços das Ciclovias de Lisboa (2.1)

Levanta-se a vossa curiosidade e pergunta: - Porquê novos troços 2.1?
E o Repórter Astigmático responde: - Porque há um "Novos troços" 2.2!
Mas a curiosidade ainda fica mais empertigada e afirma: - Assim nunca mais daqui saímos!!!
- É, realmente só me resta concordar com a vossa curiosidade...
...Nunca mais daqui saímos...

Voltámos ao: "Não há bela sem senão"

Então não é que a variante da Ciclovia de Telheiras que (e muito bem) nos leva a passar a ponte pedonal da 2ª Circular e entrar na Azinhaga das Galhardas, termina abruptamente nas correntes do portão lateral do Estádio Universitário de Lisboa. Mas para aguçar ainda mais o apetite e enraivecer de sobremaneira a mente mais calma de qualquer cidadão cicloturista, do lado de lá do portão está uma magnifica pista de vermelho pintada, que infelizmente não podemos aceder senão dando a volta toda ao bairro da Quinta dos Barros para entrar pela porta principal do EUL, e daí contornar todo o recinto pelo gradeamento à nossa esquerda em busca de tal ciclovia.
Isto tudo para demonstrar o que me aconteceu e acontecerá às centenas de interessados em tal trajecto. Pelo menos por estes dias.

Impõe-se a pergunta (agora da minha curiosidade): - Por quanto tempo mais???

Fica assim demonstrada a necessidade de um post: - "Novos troços das ciclovias de Lisboa (2.2)"


Este ramal da Ciclovia de Telheiras tem início na Rua Prof Pinto Peixoto e...

...Vai passar por cima da 2ª Circular...

...Desce para a Azinhaga das Galhardas...


...Passa por baixo dos prédios da Quinta dos Barros que largam a tejoleira (MUITO CUIDADO!)...


...E esbarra no portão lateral do EUL...

Enquanto o acesso não for directo. - Está mal...




Link do pequeno traçado no Wikiloc : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=883423


RA


quarta-feira, 5 de maio de 2010

Novos troços das Ciclovias de Lisboa (1)


…Variante Entre a Av. do Colégio Militar e o Largo da revista militar…

Como estava em atraso em relação ao levantamento de algumas ciclovias de Lisboa que entretanto foram edificadas, achei que já era hora (aproveitando o tempo que entretanto me surgiu) de fazer tais levantamentos.
Assim, é por aqui que (re)começo esse levantamento. Infelizmente, e não é com gosto que o refiro, nas obras públicas portuguesas, pelo menos com forte incidência pelas de Lisboa;
“Não há bela sem senão”.
As intenções notam-se que são as melhores. As obras, com mais ou menos improviso, também não são más. Mas depois há sempre qualquer coisa que não deixa que o resultado final seja perfeito.
Como exemplo nesta primeira abordagem, fica-nos na retina a forma como termina a ciclovia no jardim em frente ao Colombo e às camionetas do Colégio Militar.


Por estranho que possa parecer o inicio desta pequena variante à avenida do colégio Militar tem início num terraço de um prédio. É isso. Para se encetar tal percurso entra-se como se fosse estender a roupa. Obviamente que deve ter havido uma autorização.

Depois, enquanto transitamos nos poucos metros de tal variante, sentimos-nos muito bem; Tanto verde; tanto "tartan" novinho; Tanto espaço para as crianças... Até tem um bar e tudo... Perfeito!

... Mas depois!!!
Quando nos preparamos para continuar...UPS!... Mas e agora? Sem aviso, depois de uma lomba, acaba abruptamente tal "paraíso". Será para continuar?
Talvez um dia!

Link do pequeno traçado no Wikiloc : http://pt.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=883399



RA