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sábado, 9 de novembro de 2013

ESTRADA NACIONAL 2 (EN 2 FARO - CHAVES) TRAÇADO COMPLETO



Toda esta EN 2 é uma manta de "patchwork", com uma variedade de relevos e paisagens, gentes e culturas, incomparável com qualquer outra Estrada de Portugal. Cruza alguns dos mais importantes rios de Portugal e Ibéricos, com destaque, nomeadamente, para o Mondego e o Zêzere, para o Tejo e o Douro. Várias Serras fazem parte deste itinerário, lá estão a do Caldeirão (Algarve), da Lousã (Coimbra), de Montemuro (Viseu) e do Marão (Vila Real). As Barragens também têm uma palavra a dizer neste longo "meridiano" intra-Português, é assim que transpomos as de Montargil (Sôr), do Cabril (Zêzere) e da Aguieira (Mondego).
Tudo isto e muito mais, numa imensidade de Aldeias, Freguesias, Vilas, Autarquias, Cidades, Concelhos, Províncias e Regiões... Para simplificar... Ou não... Deixo-vos as províncias transpostas, algumas de lés-a-lés, outras de forma meramente tangencial. Iniciando este périplo pelo quilómetro 737, em Faro (São Brás de Alportel), e norteando até ao km 0, em Chaves (Vila Real), temos que calcorrear por entre as de; Beja (de Almodôvar a Ferreira do Alentejo), Setúbal (Torrão), Évora (de Alcáçovas a Mora), Santarém (primeiro, menos de 5 km, entre Ciborro e Brotas, no Concelho de Corruche, e depois em Bemposta e Abrantes), Portalegre (Montargil e Ponte de Sôr), Castelo Branco (desde Vila de Rei, até Pedrogão Pequeno), Leiria (Pedrogão Grande), Coimbra (Alvares - Penacova), Viseu (Santa Comba Dão - Lamego), e finalmente, Vila Real (desde o Peso da Régua, no Douro, até Chaves, no Tâmega).

Na América do Sul existe a "Ruta 40", vinte vezes maior. Os Americanos têm a "66 Road", que faz dez da nossa. Mas fazendo a respectiva correspondência, a EN 2 deve ser tão ou mais diversificada e, se não mais; - É a "NOSSA"!

Descrição da Viagem por Etapas:

1ª Etapa- Faro-Torrão,
                                             2ª Etapa- Torrão-Vila de Rei,
                                                                                 3ª Etapa- Vila de Rei-Viseu,
                                                                                                               4ª Etapa- Viseu-Chaves








Números gerais desta viagem.

VALORES APROXIMADOS :

8 mt Altitude mínima
8,10 h Média diária de andamento
10 Localidades visitadas
22,5 km/h Velocidade média andamento
32,5 h Tempo gasto a andar
70 Localidades passadas
76 km/h Velocidade Máxima
120 PPM Frequência cardíaca média
175 PPM Frequência cardíaca Max
185 km’s Média diária
730 km’s percorridos (Só EN 2)
990 mt Altitude Max atingida
2400 mt Média diária de acumulado subido
3080 mt Acumulado máximo diário subido
4875 Kcal Média diária calorias
9300 mt Acumulado de descida
9600 mt Acumulado de subida
19500 Kcal Calorias gastas




...À partida temos o 737,
...assim, qual nome de avião.
 Esta, é daqueles que se repete
...logo, se me aparecer a ocasião...




Depois de Faro, há que subir ao Caldeirão,
é assim que começa esta estrada nacional.
Daqui, sempre a descer até à do Vascão,
ou não fosse essa, a porta do Alentejo, afinal.





Entre Sardoal e Vila de Rei,
...pedala-se na variante...
ninguém mo disse, mas sei;
- 370! - É do meio p'ra diante.




Logo pela manhã, muito cedo,
já eu estava no centro de Portugal.
Depois cumpriu-se o meu pior medo,
veio a chuva. - Foi o maior mal.




Foram transpostas muitas barragens,
...Montargil, Cabril... - Esta é a da Aguieira!
Depois, a N 2 segue por outras paragens,
e nós, metidos num desvio. - Não é brincadeira!




Montemuro, Douro Vinhateiro e Marão,
são serras que temos como Norte,
Monfurado, Lousã, e Caldeirão;
- já as passámos; - Olha que sorte!




Objectivo há muito tempo sonhado,
realizou-se sem grandes entraves.
 Inverteu-se o que estava planeado. 
  Fez-se desde Faro, até Chaves.



Auxiliar de memória de
Dormidas e Comidas na Estrada nacional 2 “De Faro a Chaves”

FARO (dia de chegada):
Dormida – Pousada da juventude de Faro. Preço- 11 euros c/ p.a. Pontuação (factor qualidade/preço de 0 a 10): 9
Jantar – Restaurante São Domingos. Sopa de Legumes, Bacalhau com natas, Torta de Amêndoa e um Bom Medronho caseiro. Pontuação (q/p): 7,5

TORRÃO (1º dia)
Dormida – Residencial do Restaurante “Cozinha Alentejana”. Preço- 18 euros. Pontuação (q/p): 8
Jantar - Restaurante Cozinha Alentejana. Ensopado de Borrego em tacho de Barro, bem acompanhado com um tinto de Pias. Pontuação (q/p): 8,5

VILA DE REI (2º dia)
Dormida – Residencial do restaurante “O Cobra”. Preço- 17,5. Pontuação (q/p): 8,5
Jantar – Restaurante “O Cobra”. Sopa de Peixe (especialidade), Bacalhau Espiritual, acompanhado com um tinto da casa, de Borba. Pontuação (q/p): 9

VISEU (3º dia)
Dormida – Pousada da Juventude de Viseu. Preço- 10 euros com p.a. Pontuação (q/p): 9,5
Jantar – Restaurante Churrasqueia "Sto António", Na Av. Emídio Navarro. Sopa de Legumes, Frango assado e Bolo de Bolacha caseiro. Pontuação (q/p): 8



GR

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

ESTRADA NACIONAL 2 (EN 2 FARO - CHAVES) 4ª ETAPA - VISEU - CHAVES






Depois dos três dias intensos, usados para cumprir as etapas desde Faro a Viseu, voltei à estrada passados seis, para acabar esta espectacular empreitada de "vistas, cultura e alcatrão". Faltavam-me cerca de 170 km's, na que eu supunha ser a mais dura das quatro. Esta, entre Viseu e Chaves, onde o acumulado não andaria muito longe dos três mil metros. Afinal, acabou por fazer-se muito bem - com a ajuda da paisagem - deixando o estigma de "a mais difícil" para a jornada entre Vila de Rei e Viseu. Nessa, além dos 188 km's, com quase 3000 mt de a. a. ainda tive a desajuda da chuva, e das interrupções/intercepções à EN 2.

Como contributo essencial para o bom desenrolar desta jornada, agora descrita, fica a passagem anterior por muitas destas terras, quer no Caminho de Santiago, que realizámos em 2012, o Caminho Português Interior, que tem como linha mestra, precisamente esta Estrada Nacional, quer pelas inúmeras vezes que caminhei para a "capital do presunto", em viagens de cariz familiar.

Entre Viseu e Castro D'Aire, primeiros 36 km's, o relevo tem algumas cambiantes. Varia entre os 600 e os 350 mt. Temos então, três ascensões e respectivas descidas até outras tantas linhas de água. É assim com os Rios Vouga, De Mel e Paiva. Após a passagem por Castro D'Aire inicia-se a maior escalada desta etapa, uma das maiores de toda a EN 2. São 15 km's de Serra de Montemuro, que nos levam até à aldeia de Bigorne, a 1000 mt de altitude. Desta forma damos entrada no grande vale do Douro. Os próximos 70 km's são percorridos nesta parafernália de relevos, paleta de verdes 100% cultivados, devido à construção de socalcos, alguns com cerca de dois mil anos, onde a vinha tem uma incidência tão importante, que torna esta região vinhateira do Alto Douro, Património da Humanidade da Unesco, desde 2001.
Aqui chegados, ao cume do grande vale duriense, só nos resta descer, e é isso mesmo que fazemos durante 30 km's. Passando pelo Rio Balsemão, perto de Lamego e pl'o Rio Varosa, antes de terminarmos este desnível de mais de 900 mt, no Peso da Régua. A partir daqui, não mais voltaremos a esta cotas - é sempre a subir até ao planalto compreendido entre Vilarinho de Samardã e Vila Pouca de Aguiar, onde circulamos numa longa recta de quase dez quilómetros. Até lá chegar, seguimos numa tangente ao Rio Corgo, rumando a montante, sempre perto da margem direita, passando Santa Marta de Penaguião, Covelo, Bertelo e Cumeeira, baixando depois ao Rio Sordo e a Vila Real de Trás-Os-Montes. Estamos agora, na parcela final desta grande estrada, "a maior de portugal". Resta-nos continuar a subir até Samardã e Vila Pouca - avistando; do lado direito, a antiga linha férrea do Corgo, e do esquerdo, os imponentes e respeitosos picos, da Serra do Marão.
O mais difícil já está, daqui, o restante trajecto é maioritariamente descendente, e leva-nos ao Rio Tâmega, em Chaves, a 10 km's de Espanha. Para lá chegar, ainda passamos por vilas termais de grande alcalinidade; Pedras salgadas e Vidago. Continuando nas franjas da linha desactivada do corgo, atingimos o objectivo final desta grande lição geográfica, de uma "espinha dorsal" do Portugal; - A cidade romana de Aquae Flaviae. Assim era conhecida Chaves, durante a ocupação da Hispânia , entre os séculos II a.c. e IV d.c.


Regiões da Beira Alta e Trás-Os-Montes e Alto Douro. Províncias de Viseu e Vila Real. Localidades: Viseu, Castro D' Aire, Bigorne, Lamego, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Bertelos, Cumeeira, Vila Real, Vilarinho de Samardã, Vila Pouca de Aguiar, Pedras Salgadas, Vidago e Chaves.


Aqui ficam os Gráficos:







NÚMEROS DA 4ª ETAPA - VISEU - CHAVES:

Departed:Nov 03, '13, 07:07am
Starts in:Viseu, PT
Distance:167.3 km
Elevation:2675 / - 2692 m
Max Grade
10.1 %
Avg. Grade
-0.3 %
VAM643 Vm/h
Ascent time04:09:28
Descent time02:09:41
Total Duration:08:18:29
Moving Time:06:28:32
Stopped Time:01:49:57
Calories:5282
Avg. Watts:227
Max Speed:63.9 kph
Avg. Speed:25.8 kph



...Pouco a pouco...

Ajuda à progressão, é a contagem  quilométrica decrescente.
É tal a mentalização, que se sobe qualquer pendente.
Ainda agora saí de Viseu. O dia está a correr de feição.
 Já passaram 20 km's, e eu? - Vou continuando a progressão!




...Quão doce quanto a minha bebida caseira, assim é o nome do rio que acabámos de transpor,
de gole em gole, até a beber inteira; - "De Mel", é o seu sabor.




...Já passámos a de Montemuro, a caminho da do Marão.
Já estamos no vale do Douro, em Lamego, pois então!

- A escadaria do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, é interceptada pela EN 2.
- Nesta terra, ainda não há espaço para prédios, por cá, ainda passeiam as juntas de bois.




...Cá está ele, o grande vale Duriense, com a Serra do Marão ao fundo.
Não falta muito para a terra flaviense, e para cessar este esforço; fecundo.




...Chegados ao Peso da Régua, mais para baixo já não se vai.
Depois, é subir sem trégua, até Samardã; - "Ou i ou aí"!




A parte mais sinuosa deste traçado, é sobre um dos afluentes do Corgo.
Provoca na estrada este embaraçado, é uma constante até ao Sordo.




A caminho de Vila Real, e a mirar o grande viaduto,
contínuo a dar ao pedal, antes que se me acabe o conduto.




...Nem só destas cores viveu esta longa travessia,
também houve odores. - Um pouco de tudo... - Eu merecia!




Finalmente o objectivo; Chaves. - Será o fim desta alegoria?
foi sem acontecimentos graves, que terminámos esta "romaria"!




-Cá estamos nós, chegados ao km 0. - O 737? - Há muito que ficou para trás...
Agora, pernas para que te quero. - Até ao autocarro? - Julgo ser capaz!




...Já foste...


GR

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

ESTRADA NACIONAL 2 (EN 2 FARO - CHAVES) 3ª ETAPA - VILA DE REI - SANTA COMBA DÃO - VISEU





O principal obstáculo geográfico nesta etapa é a Serra da Lousã, em que ascendemos até aos 800 mt de altitude.  Mas a principal ocorrência, é-nos dada pela impossibilidade de circular no nosso itinerário de interesse durante alguns quilómetros. Por a EN 2 ser, desde há muito, a IP 3. - Para melhor perceção, ver as "Notas".

Mal saímos de Vila de Rei encetamos uma subida até ao Marco Geodésico (fora do itinerário da EN 2. Facultativo portanto). Depois deste, maioritariamente a descer, a Sertã e a sua ribeira, e em contínuo sobe e desce, passamos pelo Pedrogão Pequeno. Entramos na província de Leiria via barragem do Cabril e subimos até Pedrogão Grande, para logo de seguida encetarmos a subida à Serra da Lousã, após a ribeira de Mega - Estamos no distrito de Coimbra. Até Alvares é ligeiro, depois a inclinação acentua-se. O topo desta progressão dá-se no entroncamento com a EN 112. Aí, aproveitando a vista sobre grande parte da Serra (ardida), fiz uma paragem para "abastecimento", perto Amieiros. Após esta, vem a grande descida que termina no Rio Ceira, em Góis. Seguindo o rio estamos em Vila Nova de Ceira. Outra boa escalada e respetiva descida, e encontramo-nos em Vila Nova de Poiares. Sempre com o Rio Mondego por perto, entramos no distrito de Viseu após a barragem da Aguieira. A partir daqui aconselho a consulta das "Notas", onde o restante trajeto, e outros fatores importantes, estão descritos.


NOTAS:

Esta etapa tem várias notas que devo aqui deixar registadas: 1º- Desvio ao Centro Geodésico de Portugal (menos de 2 km's). 2º- Paragem de duas horas e meia, entre a Sertã e Pedrogão Pequeno, para que a chuva abundante passasse. 3º- Depois de Penacova toda a atenção é pouca para não perder a EN 2, temos que seguir junto ao Rio Mondego até ao nó com a IP 3 depois de Porto da Raiva, e tomar a N 17-2 no sentido de Lavradio. Antes desta povoação, fazer um gancho à esquerda e passar por cima da IP 6. Voltar a descer em direção à IP 3, havendo mesmo uma pequena passagem em que temos que a usar por uns metros (por não haver outra opção), sem infringir qualquer sinal. Após isto, voltamos à antiga estrada N 2, sempre junto ao Mondego, entre Oliveira do Mondego e o rio. 4º- Depois da Barragem da Aguieira, a EN 2 desaparece (fica comum à IP 3, onde os ciclistas não podem circular) e só a voltamos a encontrar em Santa Comba Dão (para lá chegar, devemos seguir via N 228 para Mortágua, e pela N 234, até Santa Comba Dão, passando a ponte, sem ser pela IP 3). 5º- Pela paragem causada pela chuva, aliado ao tempo (cerca de uma hora) em que andei em busca da EN2, entre Penacova e Santa Comba Dão, e ainda, para não circular sem luz, o traçado entre Santa Comba e Viseu foi efectuado entre as 7,30 e as 9,30h do dia seguinte.

Em condições normais, e seguindo o enquadramento das duas etapas anteriores, é perfeitamente possível fazer esta etapa como a proponho.

Regiões da Beira Baixa, Beira Litoral e Beira Alta. Províncias de Castelo Branco, Leiria, Coimbra e Viseu. Localidades: Vila de Rei, Centro Geodesico de Portugal, Sertã, Pedrogão Pequeno, Barragem de Cabril (Zêzere), Pedrogão Grande, Alvares, Góis, Vila Nova do Ceira, Vila Nova de Poiares, Penacova, Barragem da Aguieira, Santa Comba Dão, Tondela, Sabugosa e Viseu.

Aqui ficam os Gráficos:






NÚMEROS DA 3ª ETAPA - VILA DE REI - SANTA COMBA DÃO - VISEU:

Departed:Oct 28, '13, 07:00am
Starts in:Vila de Rei, PT
Distance:188.4 km
Elevation:3083 / - 3068 m
Max Grade
11.6 %
Avg. Grade
-0.4 %
VAM570 Vm/h
Ascent time05:24:13
Descent time02:39:18
Total Duration:26:25:51
Moving Time:08:20:52
Stopped Time:18:04:59
Calories:5050
Avg. Watts:187
Max Speed:62.8 kph
Avg. Speed:22.6 kph



Por estar associada a D. Dinis e à Rainha Santa Isabel, Vila de Rei tem vários apontamentos de referência real. Esta fonte é disso um exemplo.
Foi a primeira coisa que vi, logo pela alvorada, quando saia da residencial "O Cobra". Fica aqui como registo da Vila centro de Portugal.




Um pouco de história de Vila de Rei e do seu Marco Geodésico, onde se assinala o centro geográfico de Portugal.




...Ei-lo, na imponência dos seus mais de três metros de altura.




Sertã, a ribeira, e as nuvens que prometiam chuva...




...E não é que cumpriram bem!
Estive mais de duas horas à espera que tal tormenta passasse. É que ainda estava-mos no início da jornada, e com aquela abundância, a veleidade de ter pedalado debaixo de tanta água, ter-me-ia saído caro, para o resto do projeto. Também cheguei a pôr em causa a continuidade, por ter o tempo contado, mas correu tudo bem.




- Rio Zêzere. - Barragem do Cabril. 
Divisão de duas terras "irmãs"; Pedrogão Pequeno e Pedrogão Grande, que por curiosidade estão em distritos diferentes. A Sul do rio, na margem esquerda, estamos em Castelo Branco, e depois da barragem, entramos no de Leiria.




Assim corre o segundo maior rio exclusivamente português, depois da barragem. 
Já passou por mais de metade dos seus cerca de 200 km´s de vales - alguns, antigos glaciares - e ainda tem força para ir encher a albufeira de Castelo de Bode.




...Passo a passso...
Mais um marco desta vasta estrada. O Countdown é uma ajuda preciosa.




- Uma lástima! - Um dos maiores flagelos deste país; - Os fogos!
Este ano já tive oportunidade de cruzar uma boa parte do território nacional, onde esta imagem da Serra da Lousã se repete. Lembro-me por exemplo do Parque Natural do Alvão, sem um metro quadrado de verde... 
- UMA VERGONHA NACIONAL!




Vale do Mondego, com Penacova ao fundo.




Rio Mondego. Barragem da Aguieira.


GR


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ESTRADA NACIONAL 2 (EN 2 FARO - CHAVES) 2ª ETAPA- TORRÃO - VILA DE REI



Nesta segunda etapa, a multiplicidade de paisagens e contrastes começa a ganhar forma.
À medida que vamos norteando, deixamos a grande planície alentejana, que, nesta longa travessia apenas tem exceção nas terras de Montemor-O-Novo, e continuamos a transpor rios e barragens.
Logo à saída de Torrão, descemos até ao Xarrama, depois à ribeira de Brissos, ao Rio Almançor (depois de Montemor), ao Sorraia, e ao seu afluente, Sor, passamos pela Barragem de Montargil, e por fim, o Rio Torto leva-nos até ao Tejo, em Abrantes.
As regiões abrangidas por esta parte da EN 2, são: Baixo Alentejo, Alto Alentejo, Ribatejo e Beira Baixa. As províncias pisadas dizem bem da variedade desta jornada; - Setúbal,  Évora, Santarém, Portalegre e Castelo Branco.
Localidades várias: Torrão, Alcáçovas, Santiago do Escoural, Montemor-O-Novo, Ciborro, Mora, Barragem de Montargil, Ponte de Sor, Bemposta, Abrantes, Sardoal e Vila de Rei.


Aqui ficam os Gráficos:







NÚMEROS DA 2ª ETAPA - TORRÃO - VILA DE REI:

Departed:Oct 27, '13, 06:48am
Starts in:Torrão, PT
Distance:190.4 km
Elevation:2167 / - 1776 m
Max Grade
12.2 %
Avg. Grade
-0.0 %
VAM557 Vm/h
Ascent time03:53:30
Descent time02:18:02
Total Duration:10:36:00
Moving Time:06:33:49
Stopped Time:04:02:11
Calories:4800
Avg. Watts:272
Max Speed:76.5 kph
Avg. Speed:29.0 kph
Elevação Max.440 mt




Os rápidos do Rio Xarrama, com a Vila de Torrão ao fundo.
O barulho do correr da água pelas pedras é tal, que se ouve na vila.
Já a neblina, é uma constante nesta época, sempre que baixamos a uma zona com água.




Esta fotografia tem dois propósitos, dá-nos a ideia do relevo; tipicamente alentejano, num sobe e desce aligeirado pela vasta planície - muitas vezes, com o balanço de uma descida conseguimos fazer a subida.
...E por outro lado, mostra-nos mais uma placa indicadora de mudança de distrito e respetiva direção de  estradas. Era assim no século passado, será que ainda o é? 
Estas placas, características de uma época, fazem-nos viajar um bocado no tempo, não?





Imagem / espelho do Alto Alentejo. É assim na época de chuvas. O verde efémero, onde pontificam as tradicionais oliveiras, sobreiros e azinheiras, sempre com a base da copa recortada paralelamente ao chão, pelo "apetite" dos ovinos, caprinos e bovinos.




A caminho do Castelo de Montemor-O-Novo.
Por esta altura, estamos a pouco menos de 400 mt de altitude.




...Mais um distrito ...Mais uma direção de estradas ...Mais uma viagem no tempo.




Longas as vistas sobre a albufeira da barragem de Montargil, onde a ribeira de Sor fica emparedada.
Do distrito de Portalegre ao de Santarém é um pulinho. Mal damos por ela já estamos nas imediações do Rio torto, a caminho do grande caudal do Tejo.




Todos estes marcos, que ainda ladeiam a EN 2, na sua grande maioria - se não mesmo na totalidade - já foram intervencionados. Ou mudaram as pedras, ou as marcações, ou simplesmente foram repintados. No fundo não há uma linha coerente para a informação disponibilizada. Essa "falta de normalização", torna-os ainda mais pitorescos. Neste, temos a distância até ao km 0, em Chaves. Pelo que me foi dado a perceber, na origem, tal informação fazia parte dos marcos maiores, com formas retangulares, que marcam a informação de dez em dez quilómetros.




Chegada a Abrantes e passagem por cima do Rio Tejo.




...Porquê este quilómetro em especial?
- Porque marca de forma simbólica o meio desta viagem turística, pela Estrada Nacional nº 2.
Por esta altura, circulava entre Sardoal e Vila de Rei, à beira de terminar o meu segundo dia de progressão.
Depois de Abrantes, iniciamos uma subida constante até Vila de Rei, usando uma variante à antiga estrada, que, se formos atentos, podemos avistar nas bermas desta alternativa oficializada.


GR


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

CAMINHO TORRES A SANTIAGO DE COMPOSTELA (SALAMANCA-CUIDAD RODRIGO-PINHEL-SERNANCELHE-LAMEGO-AMARANTE-BRAGA-VALENÇA-SANTIAGO)


O excelente BLOG que apresenta este Caminho, tem uma pequena e simples frase introdutória, que diz muito deste trajecto; - "De Salamanca a Santiago por Portugal".
A mim, quem mos apresentou - Caminho e Blog - foi um ilustre Peregrino e Amigo, habitué das lides Jacobinas e companheiro de outras jornadas. - Um Abraço... E um da Serra...para ele! 
- Já agora, um Grande Obrigado a ti, Miguel Sampaio!

Tendo na minha posse a informação e algum tempo disponível, fiz uma primeira abordagem a este "novo" Caminho de Santiago, em finais de Março deste ano. - Para os mais atentos, fácil será recordar que estávamos em plena época de chuvas quase diluvianas, logo o meu progresso no Caminho, desde Salamanca - a muito custo - não passou de  Cuidad Rodrigo.
Tornava-se portanto imperioso, voltar a Espanha e tentar concluir este - posso dizê-lo agora - esplendoroso Caminho de Santiago.

Desde que o finalizei, e no contacto com os inúmeros peregrinos com que me tenho cruzado, tenho feito por divulgá-lo. - Não digo que seja este o Caminho por onde um novo peregrino, se deva iniciar, principalmente pela logística, ainda em desenvolvimento, mas para quem - como eu - já calcorreou muitos dos outros, torna-se uma opção muito agradável, dando-nos uma perspectiva muito abrangente do Norte de Portugal, cruzando várias regiões tão distintas entre si, como: - A Beira Alta, Beira Interior, Douro Litoral (pouco), Trás-os-Montes (pouco) e o Minho. Isto é claro, somado às províncias espanholas de Salamanca (Castilla Leon), Pontevedra e A Coruña (Galiza).
Estes cerca de 600 quilómetros dão-nos a conhecer uma imensidade de localidades de interesse elevado, algumas delas, onde eu nunca tinha sequer estado. 
Começando em Espanha, em Salamanca, onde se inicia este périplo, passamos depois em Cuidad Rodrigo, antes de dar entrada em Portugal via Aldea del Obispo, depois já em território nacional cruzamos Almeida, Pinhel, Trancoso, Sernancelhe, Moimenta da Beira, Lamego, Peso da Régua, Mesão Frio, Amarante, Lixa, Trofa, Guimarães, Braga (comum com o Caminho Português por Braga), Ponte de Lima (Caminho Português) e Valença. A reentrada em Espanha dá-se via Tui, seguindo os nossos já conhecidos; - Porriño (agora com uma opção interior, fora da Carretera 550), Redondela, Pontevedra, Caldas de Reis, Padron, Chegando finalmente a Santiago de Compostela.

Dando uma vista de olhos atenta ao Blog do Caminho, ficamos com uma ideia bastante completa de tudo o que necessitamos, para o fazer, seja em Bicicleta ou a pé. 
Para se ter uma ideia das raízes e fundamento do trajecto, aqui colo um LINK com a história do seu mentor; - Don Diego de Torres.


REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO TRAJECTO, E ALTIMETRIA:









Ainda em Castilla Leon, atravessando este longo planalto que nos transporta até Portugal.
Algures perto de Cuidad Rodrigo, a cerca de 850 mt de altitude, circulando pela fresca, enquanto o calor não apertava. 
Neste Caminho tentei começar as jornadas tão cedo quanto possível - Cheguei a sair às 6,30h - e dias houve em que a partir das 13,30h tornava-se completamente impossível ter o corpo ao Sol.




...Já em território português, onde diga-se, o Caminho está relativamente bem marcado. 
Às vezes até demais...




Chegada a Trancoso. 
Lembro-me que aqui o calor já era insuportável. De tal maneira que fiz uma longa pausa, à espera que o calor amainasse, por forma a chegar a Sernancelhe, meu objectivo para esse dia.
Neste Caminho temos muitas antigas calçadas romanas, umas mais conservadas do que as outras, mas todas elas de progressão difícil. As que rodeiam Trancoso são muito técnicas.




...A percentagem de território ardido nas imediações de Sernancelhe é uma coisa indescritível.
Desde o Rio Távora, fronteira natural entre os distritos de Guarda e Viseu, até Sernancelhe, avistei vários focos de incêndio activos, e passei ainda mais área já ardida.




A aproximação a Lamego simboliza também o surgir das paisagens durienses e as respectivas vinhas. 
Em finais de Agosto, à beira das vindimas, essas vistas são ainda mais marcantes.




Muitas vezes, e por ser um Caminho de cariz pedonal, deparam-se-nos estas "pequenas" dificuldades.
Caso especifico é a aproximação ao Peso da Régua e ao vale profundo do Rio Douro, onde por socalcos milenares e muros de propriedades, somos "convidados" a carregar com a bicicleta à mão. 
Assim já tinha acontecido, também por estas bandas, no Caminho Interior Português.




Passado o Peso da Régua e o Rio Douro, temos que fazer toda a ascensão da encosta, passando por Mesão Frio, para poder voltar a sair do grande vale duriense...




...E sermos recebidos pelo - não menos profundo, e quiçá mais técnico - Vale do Tâmega, a caminho de Amarante.
Continuamos assim inseridos no Alto Douro Vinhateiro 




Depois das Beiras (Guarda e Viseu), de Trás-os-Montes (Vila Real), e do Douro Litoral (Porto), já de si tão distintas, eis-nos chegados ao Minho, distrito de Braga, e à cidade fundadora; - Guimarães. 
O Castelo mantém uma enorme imponência.




Por mim passada noutras aventuras, já não me lembrava da dureza desta ascensão à Falperra.
O calor não ajudava.... E Braga estava já ali.... Por um canudo...




Depois de Braga acabei por passar em muitas das terras que já tinha visitado quando fiz o meu primeiro Caminho de Santiago. Exactamente o Português por Braga. 
Esta terra de nome peculiar, é uma dessas. 
Aqui fica o registo; - Quem sabe, não esquece...LOL...


... no seguimento de algumas intervenções/comentários que li via facebook, tornou-se imperioso, pelo menos à "vista" da minha consciência, deixar por aqui este pequeno esclarecimento...

João Carlos Galvão ...tive muito gosto em ver o Blog Nezclinas mencionado, e mais gosto tive em fazer o Caminho Torres... Acontece no entanto, e como é do conhecimento dos nossos Amigos Peregrinos, que; - "O Caminho Autêntico é aquele que cada um vai fazendo por dentro. Toda a informação que se encontra no blog mencionado reporta-se somente à maravilhosa aventura que "este" peregrino fez pelos caminhos de Santiago, entre Salamanca e Santiago de Compostela, tendo como guia de rumo, as setas amarelas que sinalizam - e bem - o trajecto, supostamente, seguido por D. Diego Torres. Como este pequeno desvio, agora assinalado para evitar algumas escadas, outros houve - talvez na ordem das dezenas - Para fazer um sem número de outras coisas, tais como: Beber água, uma cerveja, ver uma rua pitoresca, dar um mergulho ou mesmo outras travessuras de descrição impossível. Para que eu fique com a minha consciência totalmente tranquila, e para que não haja equívocos e/ou Mal entendidos de espécie alguma, volto a frisar que este trajecto, por mim registado no blog Nezclinas refere-se somente à minha viagem. Para quem quiser seguir todas as indicações e referências do traçado proposto pelos organizadores deste Caminho Torres deve fazê-lo - Como não me canso de mencionar - directamente do Blog Oficial que para esse fim existe, nomeadamente o: http://caminosantiago.usal.es/torres/

...BEM HAJA...BOM CAMINHO!

GR (João Galvão)