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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Trilho à mesa em tempo indefinido.

Os principais autores deste blog (diferente) voltaram a pedalar juntos. Coisinha que já não acontecia à algum tempo. Pelas mais distintas razões, mas principalmente porque cada um vai ficando cada vez mais “refinado” nas escolhas, e não só…
…Mas também, porque para além de termos feitos alguns milhares de quilómetros juntos, vamos voltar a fazer (está quase, está quase…yes!).

- A Via de la Plata já está no forno!

A propósito, shiuuu….É segredo… Não digam a ninguém. Estamos a planear mais um Caminho, mas desta vez a pé. Ah pois é!... Bebé! (falta-nos essa no Vitae…)

Bem, vamos lá à “receita”. Deitámos os nossos compromissos para o lado; juntámos a sorte de não trabalharmos pela manhã; adicionámos a vontade de andar de Bicicleta e pusemos umas pitadas de força de vontade (q.b.); tudo muito bem misturado. Eis que, acabámos de confeccionar um maravilhoso passeio pelas linhas do aqueduto.

Desta vez o repórter “Astigmático”, superiormente acompanhado pelo “Câmara …” (oh 18, esqueci-me do nome p…) efectuaram “una bella giornata” que culminou, como não poderia deixar de ser, com um “alambazante” mas extremamente higiénico almocinho, no Amigo Gabriel, pois então!

- Mestre! Desculpe lá esta “fuga” ao treino.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

GEO CASH ÀS MÃES D'ÁGUA. (3,5)

Primeiro esboço do traçado do Aqueduto e de alguns ramais. Quando tiver o GPS marcarei mais partes deste Monumento, assim como o Passeio, objectivo primordial desta investigação.


Para já, todas as fotos que tenho tirado ao Aqueduto e sobre o passeio estão NESTE LINK do Picasa, futuramente, e sempre que houver mais material, será por aqui que o vou carregar.

“GEO CASH” ÀS MÃES D’ÁGUA. (3)

Uns conhecem, outros não. Uns dirão: - Eu já andei aqui. Outros: - Nunca tinha visto isto!

São tudo fotos e história que continuarei a desenvolver por aqui ao longo de uns quantos Post’s, mas com um objectivo final.

Tenho como vontade, criar um “track” para passeio ao longo do “braço principal” do Aqueduto das Águas Livres, e fazer uma abordagem, quem sabe, passar por alguns dos muitos ramais que compõem esta grande obra da engenharia Portuguesa, que apesar de estar no “papel” desde o séc. XVI, só em 1732, viu a sua construção crescer, a mando de D. João V.

Da perpetuação da sua História, todos sabemos um pouco, mas nenhum saberá tanto, ou pelo menos de uma forma tão “profunda” como o Sr. Salvado. Antigo funcionário do aqueduto e das Águas Livres, hoje aposentado. Sobre ele falaremos mais para a frente, incluindo excertos de conversas com tal “Aquedutólogo”.

Por agora regalemo-nos com algumas fotos e as respectivas inscrições dos pormenores. Não deixando de lado a consciência da importância que este monumento teve para a Cidade e para as gentes dum passado não muito longínquo.

- Pergunta: - Sabem quantos quilómetros têm o Aqueduto principal e todos os seus ramais?

- Facto: - Sabiam que alguns dos respiradores (aquelas “guaritas” que se vêem, normalmente em forma de cubo) já foram destruídos.

Segunda dose de FOTOS:

Entre a Damaia e a Reboleira encontra-se a maior densidade de respiradores do Aqueduto principal. Diga-se de passagem que estão todos restaurados. Infelizmente os Graffitis e pinturas são "inevitáveis"

A entrada da linha de água na Amadora está suspensa durante mais de mil metros. por baixo passam veículos e pessoas que convivem com o aqueduto diariamente, muitas delas sem dar conta.


Este respirador que marca a passagem do aqueduto para o sub solo tem uma forma bastante característica. Passaria por aqui alguma estrada em tempos que já lá vão. Junto à Falagueira



Este respirador do ramal das Galegas, além de ser diferente, está contíguo a esta igreja, numa clara união com a fé. Igreja da Falagueira.



Dentro desta escola em que o nome não deixa dúvidas, existem três respiradores do ramal das Galegas. Falagueira.



Respiradores do Ramal das Galegas, Falagueira.


Aqueduto principal de novo à superfície, entre a Venteira e Queluz. aqui dá para andar em cima do próprio Aqueduto.


Sustentação do antigo ramal que ia até ao Palácio de Queluz. já destruído em parte.


Grande linha do monumento, quase intacta em direcção a Belas.


Passagem escondida em Carenque.


Fonte de abastecimento directo em carenque. construção de 1836. Quase cem anos depois do inicio da construção do eixo principal.


Um possível trilho na zona de Carenque.

Zona das mães d'água nova e velha, depois de Belas, a caminho de Dona Maria.


Um dos muitos ramais que por aqui chegam. Linhas de água a céu aberto.


Mais uma possibilidade de progressão entre o aqueduto principal e um ramal.


DO "REPÓRTER ASTIGMÁTICO"

GEO CASH ÀS MÃES D'ÁGUA. (2)

Este segundo dia de “terreno” originou estas fotos que vos mostro de seguida.

Por não ter o GPS comigo (ainda está a arranjar) não pude marcar nada, mas quando puder volto à abordagem a este monumento nacional, para descobrir mais “linhas”, e para ir estudando o melhor percurso possível para um passeio que para além de lúdico, se quer de interesse histórico-cultural.

Este Aqueduto, que muitas vezes olhamos sem ver, foi o ponto preferencial e quase exclusivo no abastecimento de água, das populações da grande Lisboa desde o séc. XVIII (1748) até à pouco mais de 40 anos, quando foi excluído da rede de abastecimento da cidade.

A construção e a ampliação foram-se confundindo com os próprios restauros por se terem estendido pelos séculos XVIII, XIX e XX. Para salvaguardar as necessidades das populações edificavam-se novos ramais para captar toda e qualquer nascente que existisse ao redor de Lisboa.

Através de bicas ou fontes reais, mas principalmente às costas dos aguadeiros, era assim que a imprescindível água chegava às pessoas.

Outra das finalidades desta construção era facilitar o movimento das gentes das terras saloias até à grande urbe, por serem inexistentes ou deficientes tais vias de comunicação.

Facto curioso: - Sabem que este EX-LIBRIS da cidade passou as tormentas do Grande Terramoto de 1755. Para ajudar a este “Milagre”, de certo que terá contribuído o facto de esta obra da engenharia hidráulica ter sido concluída, na sua primeira fase, poucos anos antes, em 1748.

As FOTOS e as HISTÓRIAS:

Depois de já aqui ter passado no primeiro dia de investigação ao Aqueduto, não pude deixar passar esta oportunidade de fotografar a evolução na construção da CRIL. É precisamente na Buraca, na bifurcação do Ramal de Carnaxide com o Aqueduto principal que se encontra uma das maiores dificuldades à evolução desta obra, "chata" para os moradores, mas essencial para todos. Pelo que me foi explicado, o cruzamento das vias, a CRIL e o Aqueduto, vai ser feita com a passagem dos carros, por baixo da "Água", em que a segunda ficará suspensa numa laje que cobrirá a primeira. Numa segunda fase, também o aqueduto será coberto para evitar a sua degradação.
Enfim é uma "obra d'arte" a "chocar" com outra Obra de Arte, que está a atrasar um pouco o avanço da futura estrada.

Para se ter uma ideia mais real, só mesmo ver "in loco". Digamos que não vai ser fácil!!!



Outro ângulo da mesma OBRA.
Parte do futuro PASSEIO, que aproveitará a pista do Aqueduto existente em Monsanto.


Passagem bem conhecida para os BTT'istas de Monsanto. A descida para o Palácio Marques de Fronteira.


Parque da Pedra. A caminho para o parque da Serafina.



Inicio dos arcos de suspensão do Aqueduto, no Bairro de Serafina. Daqui para a frente, surge "o Aqueduto" mais conhecido de todos, a travessia sobre o vale de Alcântara. Por aqui e numa extensão de 941 mt estende-se esta arcaria composta por 35 arcos, dos quais 14 são ogivais. em que o mais alto tem 65 mt de altura e o mais largo 29 mt de largura.


Bairro da Serafina e Aqueduto. Dois "irmãos" sempre juntos.


"REPÓRTER ASTIGMÀTICO"

GEO CASH ÀS MÃES D'ÁGUA. (1)

Esta primeira abordagem ao Aqueduto das Águas Livres dá-se por mero acaso.

Um dia que saí de casa para fazer um pouco de treino com a bicicleta, tomei um rumo um pouco diferente e acabei por passar por um jardim a caminho de Alfragide, onde em determinada fase o Aqueduto faz de cerca, tendo por perto uma pista de terra onde se pode evoluir com as bicicletas.

Logo me surgiu a ideia de tentar seguir tal construção, que uns metros mais à frente passa somente a respiradores e que depois até deixa de ser ver por estar enterrada.

Com persistência acabei por descobrir mais respiradores até chegar à mãe d´água da Serra de Carnaxide. No regresso à Buraca acabei por descobrir que afinal, tal eixo de condução de água, era afinal um ramal que vem da dita Serra e das nascentes que por lá havia, até à conduta principal do Aqueduto que termina na mãe d’água das Amoreiras.

Como não tinha GPS, nem sequer a máquina fotográfica, tornou-se imperativo voltar a efectuar este trajecto.

O repórter astigmático voltará brevemente a campo.