Mostrar mensagens com a etiqueta A Ver Água. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta A Ver Água. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Espinho - Praia de Mira (A VER ÁGUA) Alternativa ao Caminho Português

Constato agora, que deixei passar demasiado tempo, desde que iniciei esta marcação de mais uma etapa do "A Ver Água".
Apesar dos auxiliares de memória, tais como as fotos e os track's, já me vão faltando algumas referências, para vos mostrar o interesse deste projecto, que, encetado em Abril de 2010, no Ponte de Lima - Porto, tem nos dias de hoje, a sua marcação concluída (Falta só um pequeno ajuste entre a Praia da Adraga e a Assafora).

Trata-se da ligação em bicicleta de montanha, entre a Sé de Lisboa e a Sé do Porto, continuando após o Douro, com a progressão costa acima, até Darque, onde derivamos para uma Ecovia do Lima, até Ponte de Lima, onde é suposto fazer-se a colagem com o Caminho Português de Santiago.

No fundo, Não é mais do que uma alternativa aos Caminhos Português central e costeiro, tendo esta minha versão como principal característica; Evoluir tão próximo do mar (...ou se quisermos da...água) quanto possível.
Para isso, além das marginais e todo o tipo de caminhos da costa (ciclovias incluídas), também faz uso de algumas travessias de barco, e a muita imaginação, para completar este objectivo, VER ÁGUA.

Neste segundo bloco de informação acerca deste projecto, devo salientar que estes 80 km's propostos para esta etapa, são pintalgados com uma ou outra passadeira de praia e muitas ciclovias (Post's seguintes). Alguma estrada também está presente, principalmente pinhal e eucaliptal, entre Esmoriz e Ovar. Depois de Ovar temos a longa travessia das Dunas de São Jacinto (Ria de Aveiro) e do seu Parque Natural, que nos levam, via transporte fluvial, até à Gafanha da Nazaré (Aveiro).

Até ao ponto de divisão desta aventura, na Praia de Mira, ainda temos tempo para mudar de distrito, passando do de Aveiro para o de Coimbra.

No que toca às dificuldades, não há grandes declives nem acumulados a assinalar.
Resta-me salientar que este trajecto pode ser percorrido nos dois sentidos...

O Track (desde Espinho, até à Praia de Mira) :


Algumas Fotos, em que o denominador comum é a Água :

Já em plena Ria de Aveiro, a caminho de São Jacinto. Um dos pequenos portos de abrigo para as pequenas embarcações da faina.


Um pouco maior, mas com o mesmo fundamento. É assim este porto da Barra de Aveiro.


Travessia da Ria de Aveiro nos barcos da MOVEAVEIRO.


A caminho da Praia de Mira, onde passamos por uma grande predominância de zonas pantanosas e afins, ainda alimentadas pelas reentrâncias da Ria.


Um pôr do sol espectacular em plena Lagoa da Praia de Mira. Localidade por mim desconhecida até então, passou a ser referência da beleza da nossa costa, não só a Norte do Mondego, como de todo o país.

Para depois do levantamento das muitas ciclovias costeiras que interceptei neste pedaço de A Ver Água, ficarão as restantes etapas propostas, deste projecto, que pode ser consultado entretanto no Wikiloc.

G.R.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sé de Lisboa - Praia da Adraga (A VER ÁGUA)

Com o intuito de prosseguir na marcação de um dos tracks que me tem dado mais gozo nos últimos tempos, falo-vos do já famoso (…lol…) “A VER ÁGUA”, voltei ao terreno no início de Dezembro do ano passado, para mais uns quilómetros de ligação por essa costa atlântica fora.
Desta vez, de baixo para cima, encetando a jornada numa das possibilidades de começo ou de términos deste grande projecto, mais precisamente na Sé de Lisboa. Recorde-se que este traçado depois de concluído (estamos em Janeiro de 2011, e entretanto tal ligação já foi fechada, faltando somente criar uma alternativa ao troço de Adraga até à Assafora), tem como propósito fundamental, ligar as duas maiores cidades deste país, e a cidade do vinho Verde, Ponte de Lima. Sempre com o mar, se quisermos a água, por muito perto. Pelo menos tanto quanto possível. E fazer a ligação ao Caminho Português até Santiago de Compostela.

Para mais tarde, visto este objectivo estar praticamente concluído (...reportagem para mais tarde...), fica a vertente de mar, que difere desta que agora vos descrevi, no facto de não interiorizar em direcção a Ponte de Lima, mas sim continuar junto à costa, rumo ao Norte, fazendo a ligação de Darque até Viana do castelo, e daí até Caminha, de onde se pode por via marítima ir até La Guardia, contornando toda a costa da Galiza até ao local onde atracaram as ossadas do Apóstolo Santiago. Falo claro está, de Padron.

Vamos por partes. Para já, vejamos o que foi este pedaço de “A Ver Água”, até à praia da Adraga, em que foram usadas algumas das hipóteses mais modernas de progressão para bicicletas (ciclovias) e alguns passeios e calçadões, sempre à beira mar plantados, até que se atinge o concelho de Sintra na sua freguesia de Alcabideche. Daí para cima, quase sempre coincidentemente com a GR 11 (Grande Rota do Atlântico Norte, que na sua vertente maior atinge, imagine-se, São Petersburgo, na Rússia).

Escusado será dizer que esta parcela de Serra de Sintra faz com que esta etapa fique dividida em duas partes completamente distintas. A primeira até ao Guincho, e a outra até à Adraga (Almoçageme).

Vamos às fotos e track destes 55 km´s.

O Traçado :




As Fotos :



Cascais, a sua baía e as suas pequenas embarcações de pesca.



Da Serra de Sintra, com vista para o mar e para um pescador aventureiro. Algures entre a Praia do Abano e a aldeia de Azóia (Cabo da Roca)



Praia do Abano. Onde é que está a areia em que me deitava à uns poucos de meses atrás?




Parte curiosa deste traçado e da própria GR 11.


Cá está ela.



Link para todas as Fotos no Picasa : http://picasaweb.google.com/gilgalvao/SeDeLisboaPraiaDaAdragaAVERAGUA#

G.R.

sábado, 15 de maio de 2010

Caminho Português a Santiago ALTERNATIVO (Porto - Ponte de Lima. Para ligação a Valença, pelo Caminho Português)


OUTROS POSTS ASSOCIADOS:

(Ligação costeira entre a Sé de Lisboa, Sé do Porto e Caminho Português em Ponte de Lima)

(Seguindo as setas amarelas desde a Sé do Porto até à Catedral de Santiago de Compostela)


O Post original:




TRAÇADO ALTERNATIVO AO CAMINHO DE SANTIAGO Ponte de Lima – Porto

Foi por ter conhecimento da existência de uma Ecovia no Rio Lima e por possuir um track que atempadamente tinha retirado no Wikiloc, que alimentei o meu interesse em regressar da prospecção que fiz ao CAMINHO PORTUGUÊS pela vertente da costa desse mesmo Caminho.
Como depois de Darque, povoado à beira Lima situado na margem esquerda em frente a Viana do Castelo, tal track seguia pela N13 (já aqui REFERIDA) em direcção ao Porto, decidi então fazer eu, um possível caminho de Progressão até Santiago de Compostela. Foi assim, tão próximo da costa quanto possível, e dei-lhe um nome: - “A VER ÁGUA”. Salpiquei-o com uns pequenos troços do Caminho Português por Esposende e apimentei-o com muita marcação própria.

À custa de dezenas de interpelações a populares, consegui construir este magnifico traçado, à beira de água plantado. Além de passar em reservas (Mindelo) e parques (Porto), tem como denominador comum a presença da água. Com execução preferencial nos períodos de Primavera ou Outono, para fugir aos rigores do inverno que sobem as cotas pluviais, por um lado, e para fintar as grandes aglomerações de veraneantes que cruzam as passadeiras de madeira, muitas vezes usadas por este traçado, por outro.

Esta marcação atravessa diversos povoados como são os casos do já referido Darque; Esposende; Póvoa de Varzim; Vila do Conde e Matosinhos.

Pensando em tal traçado de forma invertida, desde o Porto até Ponte de Lima, temos aqui uma bela ligação à (não esquecida) ROTA DOS CASTELOS, de forma a evoluir em direcção Santiago por uma alternativa inexplorada. Apesar dos cerca de 110 km’s, poderá dividir-se tal opção em partes, pernoitando em Esposende ou mesmo em Viana do Castelo, bastando para isso passar a ponte de Eiffel.


ALGUMAS FOTOS DA VIAGEM :

Perto de Castelo do Neiva, foi onde comecei a fazer alguns troços do caminho de Santiago (versão da costa), mas acabei por abandonar essa ideia, por querer ir mais chegado ao mar do que o traçado referido.

Foi já em Esposende que passei o Rio Cavado. Por aqui ainda tocava os Caminhos marcados, de lés a lés. Por não haver outra alternativa à passagem do rio por estas bandas, o cruzamento era inevitável. Mas depois das belas praias da região, não mais hesitei em procurar a brisa marítima até ao Porto.

Já na Póvoa de Varzim, deu-se um "encontro imediato do 3º grau". Foi à beira do estádio do Varzim que conheci um verdadeiro viajante (Eu às vezes ainda me julgo um aventureiro. - Qual quê!?!). Este rapaz da Polónia que já fez provas do Iron man e outras coisas do mesmo radicalismo, tem vindo a fazer a travessia da Europa desde há dois anos a esta parte, tendo já passado por 28 países e percorrido muitos milhares de quilómetros. Chama-se Maciej (lê-se qualquer coisa como magik), e vale a pena dar uma vista de olhos ao seu SITIO na Internet.

Todo o contorno de Vila do Conde é de se lhe tirar o chapéu. Além das vistas ainda há muitos motivos de interesse. Depois de passar a ponte sobre o Ave, e quando me dirigia para a zona das praias em busca de passagem, encontrei uns aficionados das lides BTTisticas que me ajudaram a fazer o roteiro em direcção a Sul, sempre com o mar presente, mas passando inclusive por um parque em Mindelo.



Por aqui já andava há muito a explorar as passadeiras sobre as dunas e arribas que todo o Norte costeiro tem aos montes. A nível de construções de passadiços para o uso de peões e bicicletas, entre Espinho e Vila do Conde estão construídos algumas dezenas de quilómetros, tornando este passeio um cruzar constante de praias e vistas. Logo a seguir a esta passagem, e depois de chegar a uma pequena capela na duna, temos que passear por cima da areia da praia por uns vinte ou trinta metros, para poder ligar as duas pontas da passadeira.




Esta imagem é uma constante. Achei por isso imprescindível, dar essa noção, com uma foto em que se "sinta" somente a Bike e o mar.



Mais uma passadeira. E mais um ponto de interesse. Aqui já estávamos à beira da Zona de refinarias da petrogal.



Mais uma de muitas construções que proliferam por aqui. Daqui a muito pouco, os distritos do Porto e de Braga, terão todas as suas praias ligadas por passagens como esta.



Já em Leixões, dei uso a esta ponte basculante sobre o porto, para poder continuar em busca da zona costeira.




Todo o "calçadão" de Matosinhos, onde as pessoas realmente vão fazer o seu exercício e passear (estávamos num dia de semana), aproveitando as excelentes condições que lhes proporcionam. Ao fundo, a escultura a encarnado também é muito interessante.



Já no Porto dei uso ao Parque da Cidade para poder atravessar até à Avenida da Boavista e fazer a ligação à Sé do Porto. Fica assim completa a possibilidade de se usar este trajecto como alternativa viável aos Caminhos de Santiago. Usando a parte costeira que marquei na Rota dos Castelos que desde Espinho, não mais larga as passadeiras sobre as praias, pode-se fazer quase cento e cinquenta quilómetros em "cima" do mar.
Para uma próxima oportunidade ficará a tentativa de ligar Lisboa a Espinho por Caminhos deste estilo (junto ao Mar), e mais a norte, fazer o mesmo desde La Guardia (depois do ferry em Caminha) até Padron, para se poder completar todo o Caminho Português costeiro, usando para isso alguns dos tracks e marcações que fiz anteriormente.
GR