Fazendo a ligação entre Viseu (Avenida Europa) e Sernada do Vouga, onde ainda chegam os comboios desde Espinho, são mais de 75 km. Numa linha, que na sua origem, entre Espinho e Viseu, percorria 140. A Sernada do Vouga chegam ainda, comboios vindos do Ramal de Aveiro, que se mantém activo.
À saída de Viseu não se vislumbram sinais da antiga linha, já que o espaço por esta ocupado foi aproveitado para construir novas avenidas de acesso às aldeias limítrofes, que entretanto ficaram sem ligação férrea à cidade. É assim, na ampla Avenida Europa, e depois, em Abravesses, Pascoal e Campo (Mozelos). Só a partir de Travanca Budiosa damos início à Ecopista verdadeira, perfeitamente definida pelos declives pouco acentuados (impreteríveis ao avançar de um comboio) e aos túneis, pontes, e relevos de pedra recortados à máquina e/ou a explosivos, por onde – Ainda à pouco mais de vinte anos - passavam as auto-motoras da CP.
Por conversas com alguns elementos da população, fiquei também a saber, que nem todas as travessas de madeira e carris de aço foram levantados (…às vezes ainda se sentem, e vêem…). Esse processo foi sendo realizado consoante as construções de estradas, que entretanto se tornaram obrigatórias, para servir as povoações e casas, que até ao final do século passado viviam marcadas pela proximidade do Comboio.
Todo este trajecto, assim, tal qual se encontra, é uma das formas mais atractivas de andar descontraidamente em BTT, e conhecer o nosso belo e heterogéneo país. Por ter declives constantes e pouco acentuados, torna-se acessível a qualquer bttista e proporciona um passeio lúdico e de cariz histórico/geográfico, que, de outra maneira seria muito difícil ou de acessibilidade reduzida. No fundo, é dar proveito à(s) grande(s) obra(s), desenvolvidas desde o final do século XIX até meados do século XX, e que cobriam quase todo o território Português de linhas férreas.
Com o suprimir de algumas dessas linhas, foram criadas pela CP/Refer as Ecopistas.
-Na minha opinião; - Prefiro-as, tal qual está esta, na sua parte não asfaltada (futuramente, tornada ciclovia), entre Travanca Budiosa e Paradela, e entre a Foz do Rio Mau e Sernada do Vouga. Mas compreendo a vontade das edilidades em torná-las atractivas para o ciclista ocasional (normalmente de fim-de-semana) e para as famílias e crianças, tapando os trilhos (…alguns já são singles..) com os pisos e cores habitualmente associados às ciclovias.
Humildemente, gostaria de propor; - Sem excluirmos as descritas empreitadas, que mais tarde ou mais cedo, vão transformar este(s) trajecto(s) em ciclovia(s), a possibilidade de termos as duas versões ao mesmo tempo. Sempre que o espaço o permitisse, deixar coabitar uma linha de ciclovia, paralelamente com um espaço de progressão não asfaltado, tipo terra batida ou “Tout-Venant”.
Ainda maior que este pedaço de Ecopista, que brevemente será totalmente tornado em ciclovia, só conheço a Ecopista do sabor, com os seus 104 km (… até ver, ainda pouco asfaltados…), que tentarei descobrir a médio prazo.
Atividade: mountain bike
próximo a Vendas de Travanca, Viseu (Portugal)
Extensão da trilha: 71,53 quilômetrosElevação mín: 35 metros, máx: 481 metros
Altura acum. subida: 397 metros, descida: 828 metros
Grau de dificuldade:
ModeradoHoras: 5 horas 14 minutos
Data: Novembro 02, 2011
Termina no ponto de partida (circular): Não
Coordenadas: 1753
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